Talmud Bavli · Seder Moed

Massechet Eruvin

מַסֶּכֶת עֵרוּבִין

O Talmud Bavli, daf a daf — hebraico e português, com Rashi. Tradução fiel e literal.

Massechet Eruvin é o segundo tratado de Seder Moed, logo depois de Shabat, e é dedicado às leis do eruv (junção): a junção de domínios, que permite carregar no Shabat entre casas e pátios que partilham um mesmo espaço, e a junção de limites, que estende a distância que se pode caminhar fora da cidade no Shabat. O tratado começa pelo mavoi (beco sem saída para o qual se abrem pátios) e pelas correções que o tornam apto, como a korá (viga transversal) e o lechi (poste lateral), e percorre em dez perakim, do daf 2a ao daf 105a, as paredes, os limites, a participação dos vizinhos e os telhados. Como é costume no Talmud, a numeração das folhas começa em 2a, não em 1a.

Fontes e atribuição. O texto original (aramaico e hebraico) do Talmud Bavli de Massechet Eruvin e o comentário de Rashi seguem a edição do Sefaria. A tradução para o português, feita a partir do original, tem como pivô a William Davidson Edition do Talmud, ed. Adin Steinsaltz (© Sefaria, licença CC BY-NC). A tradução portuguesa é redação original deste site, de uso não comercial.

Perek Alef · Mavoi · פֶּרֶק מָבוֹי

Perek Alef (Mavoi), concluído, 2a:1–17b:14: abre com a mishná sobre o mavoi cuja korá está acima de vinte amot e cuja entrada é mais larga que dez amot, a não ser que tenha forma de porta; em 2a, a guemará compara a linguagem da mishná com a da sucá, “inválida”, e explica que os Sábios aprenderam a medida da entrada do Heichal, e Rabi Yehuda, da entrada do Ulam, até o início da prova de que o Mishkan é chamado Mikdash; em 2b, conclui essa prova, pergunta por que não se aprende a medida da entrada do portão do pátio do Mishkan, e Rav Chisda explica que Rabi Yehuda aprende da entrada dos reis, até as perguntas sobre as portas do Heichal e a forma de porta; em 3a, objeta que a amaltera não deveria ser útil se os Sábios aprendem do Heichal, chega à disputa de tanaítas e à explicação de Rav Nachman bar Yitzchak pelo sinal visível, compara o mavoi com a sucá, define a amaltera e discute a korá e o sechach em parte acima de vinte amot, com as duas versões de Rabba, até a conclusão de Rava; em 3b, explica que se mede o espaço abaixo da korá e do sechach, com a baraita de Rav Pappa e a objeção de Rav Shimi bar Rav Ashi, e traz a palavra de Rav Nachman sobre a amá de cinco e a amá de seis palmos no mavoi, na sucá e em kilayim, até a objeção de uma baraita; em 4a, conclui a baraita, “contanto que não sejam exatas”, que Rava explica pelas amot sorridentes e tristes e Abaye emenda para a amá de kilayim, discute Rabban Shimon ben Gamliel e a amá do yesod e do sovev do altar, e traz a palavra de Rav de que as medidas, as interposições e as divisórias são halachá transmitida a Moshe no Sinai, até o início da enumeração das medidas do trigo, da cevada e da vinha; em 4b, conclui a enumeração com o figo, a romã, a azeitona e o mel, responde que as medidas são halachot apoiadas nos versículos, explica a interposição no cabelo, a maior e a menor parte e quem se importa, segundo Rabi Yitzchak, e as divisórias, pela arca e a kaporet, com gud, lavud e dofen akumá, e volta à korá acima de vinte amot, com a disputa de Rav Yossef e Abaye sobre a largura da elevação do chão; em 5a, explica essa disputa pelo uso da área debaixo da korá, pela korá como sinal visível ou divisória, pelo sinal de baixo e pelo decreto para que não se reduza, discute a extensão do chão escavado sob a korá baixa, quatro palmos ou quatro amot, e a palavra de Rabi Ami e Rabi Assi sobre a brecha junto à entrada, e traz as provas de Abaye, as casas e pátios abertos para o mavoi e o lechi que sobressai da parede, com as respostas de Rav Yossef, até voltar à palavra de Rami bar Chama; em 5b, conclui essa palavra, o lechi de quatro amot julgado como mavoi, discute onde se coloca o outro lechi, segundo Rav Pappa e Rav Huna, filho de Rav Yehoshua, que limita a palavra ao mavoi de oito amot, pois o de sete se torna permitido quando a parte em pé é maior que a aberta, com o kal vachomer do pátio e a sua refutação, e traz a palavra de Rav Ashi, de que também no mavoi de oito não é preciso outro lechi, pois a dúvida nas palavras dos Sábios se resolve para a leniência, até o início da palavra de Rav sobre o mavoi aberto por uma brecha; em 6a, conclui essa palavra, a brecha do lado em dez e a da frente em quatro, explicada por Rav Huna, filho de Rav Yehoshua, como brecha no canto, traz a opinião de Rav Huna, de que ambas proíbem em quatro, e a decisão de Rav em Damcharya, o mavoi torto segundo Rav e Shmuel e os restos de parede, e a baraita sobre o eruv num caminho do domínio público, até o início da palavra de Rabi Yehuda; em 6b, conclui a baraita de Rabi Yehuda sobre as duas casas dos dois lados do domínio público, objeta por Jerusalém e pelos portões de Machoza, traz a emenda de Rav Yehuda sobre os mevoot abertos para o domínio público, a decisão de Rav como o tanna kamma e a de Shmuel como Chananiá, a pergunta se é preciso trancar a porta, o mavoi torto de Neharde’a com as rigorosidades de Rav e de Shmuel, e a baraita sobre as rigorosidades de Beit Shammai e de Beit Hillel, resolvida pela bat kol, até o início da segunda resposta; em 7a, conclui essa resposta, segundo Rabi Yehoshua, que não dá atenção à bat kol, propõe que a baraita fala de quaisquer dois tanaítas ou amoraítas que divergem, e volta ao mavoi torto de Neharde’a, explicado por Rav Nachman bar Yitzchak pela palavra de Rav, “é a halachá, mas não se dá instrução assim”, e, segundo Rav Adda bar Ahava, pela regra de Rav Sheizvi de que só não se age segundo duas rigorosidades quando se contradizem, como na espinha e no crânio e na tereifá, com a objeção do etrog de Rabi Akiva; e traz a palavra de Rav Yossef sobre a seratya, a pelatya e o vale, e a conclusão de Rav Yehuda sobre o mavoi que termina numa rechavá, que Abaye atribui a Shmuel; em 7b, Abaye mostra que, se fosse de Rav, haveria dificuldade de Rav contra Rav em duas coisas, pela palavra de Rav sobre o mavoi rompido em toda a sua extensão para um pátio, Rav Yossef responde com o caso de Dura deRe’uta, e a guemará resolve a dificuldade pela explicação de Rav Sheshet, que distingue o caso em que os moradores do pátio fizeram eruv com os moradores do mavoi do caso em que não fizeram; em 8a, explica em que Rav e Shmuel divergem quando fizeram eruv e quando não fizeram, pelo que parece fechado por fora e é nivelado por dentro e pela palavra de Rav Yossef sobre o mavoi que termina nos lados da rechavá, traz as restrições de Rabba, quando as brechas estão uma em frente à outra, e de Rav Mesharshiya, sobre a rechavá de um só, provada pelo mavoi entre o mar e o monturo que veio diante de Rabi, as redes de Mareimar em Sura e a esteira no mavoi torto de Sura, e volta à palavra de Rav sobre o mavoi rompido para o pátio, comparada com a mishná do pátio pequeno rompido para o grande e com o pátio em que muitos entram e saem, até o meio da resposta; em 8b, conclui essa resposta, de que dali se aprenderia só a lei de lançar, e não a de carregar, discute o mavoi feito como uma centopeia, segundo Abaye e Rava, o mavoi de um lado comprido e outro curto, em que a korá se coloca na diagonal, com a discordância de Rava pelo sinal visível e a ressalva de Rav Kahana sobre a diagonal de mais de dez amot, a disputa sobre usar a área debaixo da korá, como sinal visível ou divisória, pela borda interna ou externa, a palavra de Rav Chisda sobre o espaço entre os lechis e a korá colocada sobre estacas do lado de fora, segundo Rav Chisda e Rava, até o início da objeção de Rav Adda bar Matna; em 9a, conclui essa objeção pela baraita da korá afastada ou suspensa, explicada como do lado de dentro, afastada de um lado ou dos dois, ou, segundo Rav Ashi, sobre estacas curvas, com lavud e chavot, traz a baraita de Rabi Zakai sobre a área entre os lechis e debaixo da korá, que Rabi Yochanan rejeita, e a disputa de Abaye e Rava sobre a área entre os lechis, com a palavra trazida por Rav Dimi sobre o lugar de menos de quatro por quatro e a palavra de Rav sobre a área dentro da entrada, explicada como aberta para uma karmelit, pois “uma espécie encontrou a sua espécie e despertou”, e a objeção de Rav Huna, filho de Rav Yehoshua, pelo mavoi revestido de lechis, respondida da mesma maneira; em 9b, traz a explicação de Rav Ashi, de que a área entre os lechis é permitida e a disputa se refere ao mavoi revestido de lechis ao longo de quatro amot, pergunta por que não é como o lechi visível por fora e nivelado por dentro, que, segundo Rabi Yochanan, trazido por Ravin, não é julgado como lechi, traz a disputa de Rabi Chiya e Rabi Shimon, filho de Rabi, com a baraita da parede recuada, e a palavra de Rabba bar Rav Huna, à qual Rabba objeta pelo pátio pequeno rompido para o grande, com as respostas de Rabi Zeira, das paredes do pequeno que entram no grande, e de Ravina, do afastamento de dois palmos de um lado e quatro do outro, até a pergunta sobre o lavud de um lado; em 10a, responde que a mishná é segundo Rabi, que exige dois passin, rejeita essa explicação e conclui que o lechi visível por fora e nivelado por dentro não é julgado como lechi, traz a palavra de Rav Huna recordada por Abaye a Rav Yossef, com as três coisas que dela se deduzem, e decide que a halachá é que é julgado como lechi, pois Rabi Chiya ensinou conforme ele; volta à entrada mais larga que dez amot, segundo Rabi Yehuda, com o kal vachomer de Rav Achai pelos passei biraot, refutado de um lado e do outro, e o caniço fincado no meio do mavoi de vinte amot, ensinado por Levi, que diz que a halachá não é assim, até o início da resposta de Shmuel em nome de Levi; em 10b, conclui essa resposta, o pas de quatro amot colocado ao longo do mavoi, e traz a de Rav Yehuda, que afasta duas amot e faz um pas de três, pergunta por que não bastariam dois passin de uma amá e meia ou três passin de uma amá, respondendo que o espaço aberto dos dois lados anula o pas, e que os Sábios não o sobrecarregaram tanto, traz a presunção de Rav Adda bar Matna, de que ninguém deixa a entrada grande para entrar pela pequena, distinta da brecha de Rabi Ami e Rabi Assi, que encurta o caminho, e o couro do asla e o seu buraco, que se somam para um palmo, com as medidas de Rav Dimi e de Ravin e a discussão de Abaye e Rav Dimi sobre a parte em pé de dois lados e a parte aberta igual à em pé, até a observação de que a forma de porta é útil na largura e a amaltera, na altura; em 11a, pergunta pelo inverso e responde por uma baraita que a forma de porta é útil na altura, e refuta a prova de que a amaltera é útil na largura; traz a correção de Rav, de que o mavoi mais largo que dez precisa diminuir mesmo com forma de porta, de onde Rav Yossef aprende que o pátio cujas paredes são em sua maior parte entradas não se torna permitido pela forma de porta, refutado pelos passei biraot, e a baraita das paredes com muitas entradas, explicada por Rav Kahana pelas entradas danificadas, segundo Rav Rechumi e Rav Yossef; e o caso das estacas do vale de Beit Chortan, permitido quanto a kilayim, com a disputa de Reish Lakish e Rabi Yochanan quanto ao Shabat, explicada pela palavra de Rav Chisda sobre a forma de porta feita pelo lado, até o início de uma contradição nas palavras de cada um deles; em 11b, conclui a palavra de Reish Lakish sobre a peá, permitida quanto a kilayim e não quanto ao Shabat, resolve a contradição de Reish Lakish, pois uma das palavras é do seu mestre, e a de Rabi Yochanan, pela distinção entre dez e mais de dez amot, com o caso de Rabi Yehoshua diante de Rabi Yochanan ben Nuri; traz as palavras de Rav Chisda sobre a forma de porta, a marca de eixo em nome de Rabi Yanai e a disputa de Rav Nachman e Rav Sheshet sobre se os caniços precisam tocar, com o caso na casa do Reish Galuta e a baraita da kipá, explicada por Abaye; e abre a segunda mishná, sobre lechi e korá segundo Beit Shammai, Beit Hillel e Rabi Eliezer, explicada por Rav Yehuda como referente ao mavoi fechado, com as divisórias exigidas para lançar e para carregar, até o início do caso de Rabi Eliezer com o seu aluno Rabi Yossi ben Perida; em 12a, conclui esse caso, em Ovelin, e a prova de que Rabi Eliezer exige lechayin e korá é rejeitada, traz a palavra de Rabban Shimon ben Gamliel sobre o mavoi com menos de quatro amot, explicada por Rav Ashi, com o limite de quatro tefachim segundo Rav Achlai, ou Rav Yechiel, discute os passin do pátio segundo Rav, Rav Nachman e Rav Nachman bar Yitzchak, com a disputa de Rabi e dos Sábios, resolve as contradições nas palavras de Rabi Yochanan e de Shmuel, com a baraita de Rav Adda bar Avimi, a língua de mar em Dura deRe’uta e a divisória suspensa de Rabi Tavla, pela distinção entre um pas de um lado e passin dos dois lados, responde à pergunta de Rav Pappa distinguindo o pátio do mavoi, e traz a baraita da língua de mar que entra no pátio, até a pergunta sobre o pátio aberto por inteiro para um lugar proibido; em 12b, responde que se trata do caso em que há gidudei, traz a palavra de Rav Yehuda sobre quem lança para dentro do mavoi preparado com lechi ou com korá, corrigida, pela objeção de Rav Sheshet, para o mavoi que não é apto para shituf, com a disputa de Rabba e Rava sobre o lechi como divisória ou como sinal visível e as objeções de Rabi Yaakov bar Abba, e ensina, em nome de Rav, que o mavoi cujo comprimento é igual à largura é como pátio, com as palavras de Rabi Zeira e de Rav Nachman, até a palavra de Rav, em nome do seu tio, de que basta o comprimento exceder a largura em um pouco, e a volta à palavra do aluno em nome de Rabi Yishmael; em 13a, explica a diferença entre Rabi Akiva e o tanna kamma pela palavra de Rav Achlai, traz a baraita em que Rabi Akiva diz que a halachá é conforme aquele aluno, explicada por Shmuel como modo de aguçar os alunos e por Rav Nachman bar Yitzchak como “parecem”, identifica o aluno como Rabi Meir, com os dois relatos sobre o kankantom na tinta e a advertência de Rabi Yishmael ao escriba, “o teu ofício é ofício do Céu”, e discute a passagem da sotá, se pode ser apagada de um Sefer Torá, comparada ao rolo de uma sotá dado a outra, com as distinções de Rav Pappa e de Rav Nachman bar Yitzchak, até o início da objeção a Rabi Achai bar Yoshiya pela mishná do guet; em 13b, conclui essa objeção, respondida pela distinção entre “e escreverá para ela” no guet e “e fará para ela” na sotá, traz a palavra de Rabi Acha bar Chanina sobre Rabi Meir, cujo nome era Rabi Nehorai, com Sumchus, o aluno de Yavne e o argumento de Ravina sobre o réptil, a bat kol que declarou “estes e aqueles são palavras do Deus vivo, e a halachá é conforme Beit Hillel”, pela humildade de Beit Hillel, e a votação sobre se seria melhor ao homem não ter sido criado, e abre a terceira mishná, sobre a korá larga e firme o bastante para receber um ariach, segundo os Sábios e Rabi Yehuda, e a korá curva ou redonda; em 14a, responde que basta um tefach porque a outra metade do ariach se fixa com barro, traz a disputa de Rabba bar Rav Huna e Rav Chisda sobre a firmeza dos suportes da korá, a palavra de Rav Sheshet sobre a korá encoberta por uma esteira, a baraita das korot que não se tocam, das emparelhadas e das que estão uma em cima e outra embaixo, segundo Rabi Yossi, filho de Rabi Yehuda, com a explicação de Abaye, a correção de Rav para “larga e firme”, a korá de palha, a korá curva segundo Rabi Zeira e a korá redonda, cuja medida se aprende do mar que Shlomo fez, até o início da baraita de Rabi Chiya sobre os cento e cinquenta mikvê que o mar continha; em 14b, conclui a medida do mikvê e calcula o volume do mar que Shlomo fez, redondo e não quadrado, com as três amot de baixo quadradas e as duas de cima redondas, segundo Rami bar Yechezkel, e harmoniza os dois mil bat de Melachim com os três mil bat de Divrei HaYamim pelo monte de coisa seca, que Abaye mostra ser um terço; e abre a quarta mishná, sobre a altura de dez tefachim e a largura dos lechis, segundo os Sábios e Rabi Yossi, explicada como referente aos lechis sobre os quais divergiram Rabi Eliezer e os Sábios, com o lechi para meio mavoi, o lechi erguido do chão segundo Rava, a decisão de que a halachá não é conforme Rabi Yossi, nem no hilmei, nem nos lechis, as duas versões dessa decisão e a resposta de Abaye: “Sai e vê o que o povo faz”; de 15a a 17b, discute o lechi que está por si mesmo, segundo Abaye e Rava, a quinta mishná, de que de tudo se fazem lechis, com o ser vivo como divisória e o golel vivo, segundo Rabi Meir, a caravana cercada com camelos e com divisórias de cordas e de caniços, o beit sata’im dado ao indivíduo e à caravana, e a oitava mishná, com as quatro isenções do acampamento militar: a lenha, a lavagem das mãos, o demai e o eruv, e o met mitzvá enterrado onde caiu; e, em 17b, encerra o perek com o hadran: “Voltaremos a ti, Mavoi”.

Perek Bet · Osin Passin · פֶּרֶק עוֹשִׂין פַּסִּין

Perek Bet (Osin Passin), concluído, 17b:15–26b:16: abre com a mishná dos passin ao redor dos poços no domínio público, os deyomadin segundo Rabi Yehuda e Rabi Meir, o espaço entre eles medido por parelhas de bois e a medida de beit sata’im, que, segundo os Sábios, vale só para o jardim e o karpef; a guemará explica as parelhas e aplica as medidas à cisterna de Rav Pappa, com as perguntas de Abaye a Rabba. Em meio a isso, traz a agadá de Rabi Yirmeya ben Elazar sobre Adam e Chavá, os anos de nidui de Adam, a Guehinom, onde os pecadores justificam o julgamento divino, e a gravidade das palavras da Torá e das palavras dos escribas. Discute a segunda mishná, sobre o caminho do domínio público que passa entre os passin, segundo Rabi Yehuda, a decisão de que a halachá é conforme Rabi Yehuda ben Bava e de que os passin só foram permitidos para o poço de água viva, e a quarta mishná, sobre o jardim e o karpef de setenta amot e uma fração, com o beit sata’im medido pelo pátio do Mishkan, o karpef semeado, cheio de água ou reduzido, e a cerca de caniços no pomar do Reish Galuta, arrancada por Rava. Conclui com a palavra de Rabi Ilai sobre o morador do pátio que esqueceu o eruv, explicada pela disputa de Rabi Eliezer e dos Rabanan sobre quem anula o domínio do pátio, e com o arkablin em Pessach; e, em 26b, encerra o perek com o hadran: “Voltaremos a ti, Osin Passin”.

Perek Guimel · BaKol Mearvin · פֶּרֶק בַּכֹּל מְעָרְבִין

Perek Guimel (BaKol Mearvin), concluído, 26b:17–41b:5: abre com a mishná de que com tudo se faz eruv e shituf, exceto com a água e o sal, e de que tudo se compra com o dinheiro do maaser, exceto a água e o sal; a guemará discute, com Rabi Yochanan, que não se aprende das regras gerais, a prova de Ben Bag Bag sobre o boi junto com o seu couro, as ampliações e restrições e as regras gerais e particulares, e examina com que alimentos se faz eruv: as verduras, o chaziz, as kafniyot, a beterraba, as tâmaras, a cerveja e as medidas de cada um, com Rabi Meir em Ardiska e os conselhos da mãe de Abaye. Trata do eruv do nazir com vinho e do israelita com terumá, segundo Sumchus, do eruv do kohen no beit haperas e sobre um sepulcro, onde se ensina que as mitzvot não foram dadas para benefício, e do eruv com demai, dízimos e bens consagrados; da mishná de quem envia o seu eruv por um surdo-mudo, um demente ou um menor, do enviado nas leis dos escribas e do chaver e do am haaretz; da mishná do eruv posto numa árvore, numa cova, no alto de uma cana, num muro ou num migdal cuja chave se perdeu, e do eruv que rolou para fora do techum; das condições sobre o eruv, “se vierem gentios” ou “se vier um chacham”, de Ayo e da bererá, segundo Rabi Yossi e Rabi Yehuda; do Yom Tov adjacente ao Shabat e dos dois dias de Rosh Hashaná, se são uma só kedushá ou duas, com Rabi Eliezer e os sábios, a hachaná, o ovo e o cesto; do cervo na casa do Reish Galuta, do nabo de Machoza e da murta dos bnei gananá; das bênçãos de Rosh Hashaná, da menção de Rosh Chodesh segundo Rabi Dosa e da bênção do zman; e do jejum na véspera do Shabat e de Tishá BeAv que cai no Shabat ou na sexta-feira, com Rabi Akiva e o ovo sem sal, Rabi Yossi, que jejua e completa, e a decisão de Mar Zutra em nome de Rav Huna; e, em 41b, encerra o perek com o hadran: “Voltaremos a ti, BaKol Mearvin”.

Perek Dalet · Mi SheHotziuhu · פֶּרֶק מִי שֶׁהוֹצִיאוּהוּ

Perek Dalet (Mi SheHotziuhu), concluído, 41b:6–52b:15: abre com a mishná de quem foi tirado do techum por gentios ou por um espírito mau, que só tem quatro amot, e do navio vindo de Plandarsin, em que Rabban Gamliel e Rabi Elazar ben Azarya andaram por todo o navio e Rabi Yehoshua e Rabi Akiva não; a guemará traz as três coisas que fazem o homem passar por cima da sua vontade, a dignidade humana e os frutos que saíram do techum, discute as divisórias do navio, se há techumin acima de dez palmos, o nazir que espera a vinda do filho de David, o tubo de Rabban Gamliel e Nechemya, que saiu do techum absorvido no estudo. Trata de quem saiu com permissão e dos que saem para salvar, que voltam aos seus lugares com as suas armas, da absorção dos techumin e da cidade junto à fronteira; das mishnayot de quem se sentou no caminho, com o caso de Rabi Tarfon, e de quem dormiu no caminho, com Rabi Yochanan ben Nuri e a pergunta se os objetos sem dono adquirem shevitá, as chuvas e as nuvens, e dos techumin que se encontram, com os três pátios de Rabi Shimon; das regras de decisão de Rabi Yaakov e Rabi Zerika, que Rav Mesharshiya diz não existirem, e de “onde foi dito, foi dito”; do eruv por aquisição ou por moradia, segundo Shmuel e Rabba; da mishná de quem vinha pelo caminho e anoiteceu, “a minha shevitá é no seu tronco”, com Rav e Shmuel sobre o “não disse nada”, o principal do eruv com o pé e “o pobre faz eruv com os pés”, e da gezerá shavá que ensina onde estão escritas as duas mil amot; da mishná de quem saiu para ir a outra cidade e o seu companheiro o fez voltar, com Rabba e Rav Yossef sobre dizer e tomar o caminho, o muchzar e muchzak de Ulla e o cesto de frutas de Rav Yehuda bar Ishtata; e das mishnayot de quem saiu do techum, em que Rabi Eliezer permite entrar de duas amot, com o pé dentro e o pé fora segundo Rabi Chanina e Acherim, e de quem foi surpreendido pela noite fora do techum, em que Rabi Shimon permite quinze amot por causa dos que erram na medida; e, em 52b, encerra o perek com o hadran: “Voltaremos a ti, Mi SheHotziuhu”.

Perek Heh · Keitzad Meabrin · פֶּרֶק כֵּיצַד מְעַבְּרִין

Perek Heh (Keitzad Meabrin), concluído, 52b:16–61b:10: abre com a mishná sobre como se faz o ibur das cidades, as casas e torres que entram ou saem da linha, os restos de muros, as pontes e os monumentos com moradia; a guemará discute se se diz me’abrin com alef ou com ayin e, em longa agadá de 53a a 55a, trata do estudo da Torá: a Me’arat HaMachpelá, Amrafel e o novo rei, o coração dos primeiros, os de Yehuda e os da Galil, Rabi Yehoshua ben Chananya vencido por uma mulher, uma menina e um menino, Beruria e o estudo em voz alta, a Torá como cura para todo o corpo, a ordem da Mishná, Rabi Preida e as quatrocentas vezes e a Torá que não está nos céus. Volta ao contorno da cidade comprida, redonda, quadrada e em forma de arco, segundo Rav Huna, ao karpef de cada cidade e ao que se junta ao ibur; ao quadrar da cidade como uma tábua quadrada, pela agalá, o akrav e o caminho do sol, com as tekufot de Shmuel; ao migrash das cidades dos levitas e à conta de Abaye; à mishná do karpef e das três aldeias em triângulo, com Akistefon e Ardeshir; à mishná da corda de cinquenta amot, o vale e o muro, o fio de prumo e a montanha, e ao perito que mede, cuja palavra se ouve mesmo onde aumentou; à mishná da cidade de um indivíduo que se tornou de muitos e da de muitos que se tornou de um indivíduo, com a entrada única, a escada, a sacada e a daká; ao eruv posto no oriente ou no ocidente, ganhando de um lado o que perde do outro, e à palavra de Rabi Yehoshua ben Levi sobre a medida que termina no meio ou no fim da cidade, chamada por Rabi Idi de palavras de profecia; a Gader e Chamatan, à mishná dos homens de uma cidade grande e da pequena, à caverna de Rabi Akiva e à cidade destruída; e, em 61b, encerra o perek com o hadran: “Voltaremos a ti, Keitzad Meabrin”.

Perek Vav · HaDar · פֶּרֶק הַדָּר

61b 62a 62b 63a 63b 64a 64b 65a 65b 66a 66b 67a 67b 68a 68b 69a 69b 70a 70b 71a 71b 72a 72b 73a 73b 74a 74b 75a 75b 76a

Perek Zayin · Challon · פֶּרֶק חַלּוֹן

76a 76b 77a 77b 78a 78b 79a 79b 80a 80b 81a 81b 82a

Perek Chet · Keitzad Mishtattfin · פֶּרֶק כֵּיצַד מִשְׁתַּתְּפִין

82a 82b 83a 83b 84a 84b 85a 85b 86a 86b 87a 87b 88a 88b 89a

Perek Tet · Kol Gaggot · פֶּרֶק כׇּל גַּגּוֹת

89a 89b 90a 90b 91a 91b 92a 92b 93a 93b 94a 94b 95a

Perek Yud · HaMotzei Tefillin · פֶּרֶק הַמּוֹצֵא תְּפִילִּין

95a 95b 96a 96b 97a 97b 98a 98b 99a 99b 100a 100b 101a 101b 102a 102b 103a 103b 104a 104b 105a