Continua a baraita citada no fim de 41b sobre os frutos que saíram do techum: Rabi Nechemya diz que, no seu lugar, sejam comidos, e, fora do seu lugar, não. A guemará pergunta de que volta ele fala: se fosse mesmo de propósito, a outra baraita, de Rabi Nechemya e Rabi Eliezer ben Yaakov, o contradiria; propõe que a baraita está incompleta e que o tanna kamma permite os frutos que voltaram mesmo de propósito, como Rav Pappa; rejeita, explicando que discordam só sobre os que saíram sem querer; e, pela formulação da outra baraita, conclui que o tanna kamma de fato permite também os que voltaram de propósito: é disputa de tannaim. Rav Nachman, em nome de Shmuel, ensina que quem não conhece o limite do techum anda duas mil passadas médias, e que quem repousou num vale que gentios cercaram no Shabat anda duas mil amot e carrega por todo o vale por arremesso. Rav Huna permite carregar só quatro amot: o arremesso é proibido para que não seja arrastado atrás do seu objeto, e as duas mil amot são como uma divisória rompida em toda a sua extensão. A palavra de Chiya bar Rav é corrigida para concordar com Rav Huna, e Rav Nachman diz a Rav Huna que não discorde de Shmuel, pois uma baraita o apoia. A baraita vem em 42b.
Continuação da baraita: “Rabi Nechemya diz: Se estão no seu lugar, sejam comidos; fora do seu lugar, não sejam comidos.”
“Rabi Nechemya diz: No seu lugar” — se voltaram ao seu lugar, sejam comidos; mas fora do seu lugar, enquanto estão fora do techum (o limite de duas mil amot que se pode andar no Shabat), não sejam comidos.
Continua aqui a baraita citada no fim de Eruvin 41b (bloco 1442): “Frutos que saíram para fora do techum: sem querer, sejam comidos; de propósito, não sejam comidos”, que, segundo o Rashi ali, não diz “e voltaram”. Segundo o Rashi, “no seu lugar” quer dizer que os frutos voltaram ao seu lugar, e “fora do seu lugar”, que ainda estão fora do techum. “Fora do seu lugar” traduz “שֶׁלֹּא בִּמְקוֹמָן”, literalmente “não no seu lugar”. A guemará vai perguntar de que volta fala Rabi Nechemya.
A guemará pergunta: O que é “no seu lugar”? Se dizes que “no seu lugar” vale mesmo quando voltaram de propósito, eis que a outra baraita ensina explicitamente: “Rabi Nechemya e Rabi Eliezer ben Yaakov dizem: Os frutos são sempre proibidos, até que voltem ao seu lugar sem querer.” Sem querer, sim; de propósito, não!
“O que é ‘no seu lugar’” — que Rabi Nechemya permite: como voltaram?
“Se dizes” — mesmo de propósito, pois os considera forçados, e é como “gentios o tiraram e o trouxeram de volta”.
“E eis que foi ensinado” — numa outra baraita, explicitamente: Rabi Eliezer e Rabi Nechemya dizem: são sempre proibidos etc.
A outra baraita é a mesma com que Rav Yossef bar Shemaya objetou a Rav Pappa em Eruvin 41b (bloco 1441). Segundo o Rashi, a hipótese é que Rabi Nechemya permitiria mesmo os frutos que voltaram de propósito, porque os considera forçados, como quem foi tirado do techum por gentios e trazido de volta (Mishná, Eruvin 41b, bloco 1419); mas a outra baraita só os permite se voltaram sem querer. O lema do Rashi diz “והתניא”, “e eis que foi ensinado”, onde a guemará diz “וְהָא קָתָנֵי”, “eis que ensina”, e cita só “Rabi Eliezer”, sem “ben Yaakov”.
A guemará propõe: Antes, não é que “no seu lugar” vale quando voltaram sem querer, e a baraita está de fato faltando algo, e assim ensina: Frutos que saíram para fora do techum: sem querer, sejam comidos; de propósito, não sejam comidos.
“Antes, não…” — forçosamente, este “no seu lugar” fala de quando voltaram sem querer; daí se conclui que o tanna kamma (o primeiro tanaíta, anônimo) permite, quando voltaram, mesmo de propósito, e ele tem duas leniências.
“E está faltando etc., fora do seu lugar” — só quando não voltaram é que, de propósito, não sejam comidos, se saíram de propósito; mas, se voltaram ao seu lugar, (e isto) mesmo de propósito, sejam comidos.
Segundo o Rashi, nesta proposta o tanna kamma tem duas leniências: os frutos que saíram sem querer são permitidos mesmo fora do seu lugar, e os que voltaram ao seu lugar são permitidos mesmo se saíram de propósito. A palavra entre parênteses, “(וזהו)”, está assim no texto do Rashi no Sefaria; a leitura é incerta.
Em que caso se dizem estas palavras? Quando estão fora do seu lugar; mas no seu lugar, mesmo se voltaram de propósito, sejam comidos. E veio Rabi Nechemya dizer: Mesmo no seu lugar também, se voltaram sem querer, sim; de propósito, não.
“E veio Rabi Nechemya dizer” — este “sem querer, sejam comidos; de propósito, não sejam comidos”, que dizes sobre os que estão fora do seu lugar, não é assim, mas foi dito sobre os que estão no seu lugar: se voltaram ao seu lugar sem querer, sejam comidos; se de propósito, não sejam comidos. E o tanna kamma sustenta a opinião de Rav Pappa.
Este segmento completa a leitura proposta no bloco 1445: segundo ela, a baraita diria que a distinção entre sem querer e de propósito vale só para os frutos que ficaram fora do seu lugar, e que os que voltaram são permitidos mesmo de propósito; e Rabi Nechemya aplicaria a distinção também aos que voltaram. Segundo o Rashi, o tanna kamma teria então a opinião de Rav Pappa (Eruvin 41b, bloco 1440).
A guemará rejeita: Não! Quanto aos que voltaram de propósito ao seu lugar, todos concordam que é proibido; e aqui discordam sobre os que saíram sem querer e estão fora do seu lugar. O tanna kamma sustenta que, sem querer, é permitido mesmo fora do seu lugar; e Rabi Nechemya sustenta que, mesmo sem querer, no seu lugar, sim; fora do seu lugar, não.
“Não; de propósito” — mesmo no seu lugar, para o tanna kamma é proibido; e o ensinamento não está faltando, mas vale como ensina, pois o tanna kamma não trata de modo algum da volta; e Rabi Nechemya vem discordar sobre os que estão fora do seu lugar, já que o tanna kamma disse: sem querer, sejam comidos; e veio Rabi Nechemya dizer: esta distinção que fizeste entre sem querer e de propósito não foi dita sobre os que estão fora do seu lugar, mas sobre os que estão no seu lugar. E assim diz Rabi Nechemya: se voltaram ao seu lugar, sejam comidos, neste caso de “sem querer” que disseste; mas fora do seu lugar, mesmo sem querer, não sejam comidos.
Segundo o Rashi, nesta leitura a baraita não está faltando nada: o tanna kamma não fala da volta, e só permite os frutos que saíram sem querer, onde estão; Rabi Nechemya exige, além disso, que tenham voltado. Os que voltaram de propósito seriam proibidos para ambos, e a opinião de Rav Pappa não teria apoio. O Rashi chama a baraita de “מתני'”, “o ensinamento”. A tradução de referência diz “todos concordam”; o Rashi diz “para o tanna kamma é proibido”, com o mesmo resultado.
A guemará objeta: Mas, pelo que ensina a parte final: “Rabi Nechemya e Rabi Eliezer ben Yaakov dizem: Os frutos são sempre proibidos, até que voltem ao seu lugar sem querer”, daí se conclui: sem querer, sim; de propósito, não; por implicação, o tanna kamma sustenta que também de propósito é permitido. A guemará conclui: Aprende-se disso.
“Mas, pelo que ensina” — naquela outra baraita: “são sempre proibidos etc.”; daí se conclui que discordam em duas coisas, e o tanna kamma permite também de propósito no seu lugar. Pois, se fosse uma só leniência que ele concede, e Rabi Nechemya discordasse só nela, assim deveria ter ensinado, como foi ensinado na primeira: “no seu lugar, sejam comidos; fora do seu lugar, não sejam comidos”, e eu saberia que, sobre o caso de sem querer, que o tanna kamma permite fora do seu lugar, veio Rabi Nechemya dizer: isto de que sem querer é permitido, é no seu lugar que é permitido, fora do seu lugar, não. E, pelo que ensinamos, “são sempre proibidos até que voltem sem querer”, aprende-se disso que, para o tanna kamma, é permitido onde há uma condição para permitir, como sem querer fora do seu lugar, ou de propósito no seu lugar, já que há uma a favor; e Rabi Nechemya diz: são sempre proibidos, até que haja duas condições para permitir: sem querer e no seu lugar. E, de fato, é disputa de tannaim (os sábios da Mishná).
Segundo o Rashi, a “parte final” é a outra baraita, a de Rabi Nechemya e Rabi Eliezer ben Yaakov (bloco 1444); a tradução de referência a entende como a parte final da mesma baraita. A formulação “são sempre proibidos, até que voltem sem querer” mostra que Rabi Nechemya exige duas condições, sem querer e no seu lugar; logo o tanna kamma se contenta com uma, e permite também os frutos que voltaram de propósito. Assim, como o Rashi conclui, é de fato disputa de tannaim, como a guemará respondeu em Eruvin 41b (bloco 1442), e Rav Pappa segue o tanna kamma. O lema do Rashi diz “והא מדתני”, onde a guemará diz “וְהָא מִדְּקָתָנֵי סֵיפָא”.
Disse Rav Nachman, disse Shmuel: Se alguém estava andando e não sabe a extensão do techum do Shabat, anda duas mil passadas médias, e esta é a medida do techum do Shabat.
“Passada média” — o modo de andar de uma pessoa: uma amá (côvado).
Segundo o Rashi, a passada média de quem anda é uma amá; por isso duas mil passadas equivalem às duas mil amot do techum. O lema do Rashi está no singular, “פסיעה בינונית”, onde a guemará diz “פְּסִיעוֹת בֵּינוֹנִיּוֹת”.
E disse Rav Nachman, disse Shmuel: Se alguém repousou num vale, adquirindo ali o seu lugar de Shabat, e gentios o cercaram com uma divisória no Shabat, anda duas mil amot, e carrega objetos por todo ele por meio de arremesso.
“Repousou num vale” — tem, a partir do seu lugar, duas mil amot para cada direção.
“E gentios o cercaram com divisórias no Shabat” — e para moradia, por exemplo, se o cercaram para morar dentro dele; pois, se não fosse assim, numa área maior que um beit sata’im (área de semeadura de duas seá, cinco mil amot quadradas) não seria permitido carregar senão quatro amot.
“Anda nele duas mil” — pois aquelas divisórias não lhe servem para que o vale seja para ele como quatro amot; pois, quando dizemos que toda a casa é como quatro amot, é onde repousou no espaço das divisórias enquanto ainda era dia; mas aqui, que na hora do repouso não havia divisórias, não. E mesmo para Rabban Gamliel, que disse, sobre quem gentios tiraram e puseram num dir (curral) ou num sahar (estábulo), que, embora não tenha repousado no espaço das divisórias, o lugar se torna para ele como quatro amot e ele anda por todo ele: ali é que, como quem gentios tiraram não tem senão quatro amot, os Sábios foram lenientes com ele, para que o cercado de divisórias seja para ele como quatro amot; mas quem adquire repouso, que tem duas mil amot, os Sábios não foram lenientes com ele para que o cercado de divisórias seja para ele como quatro amot, a não ser que tenha repousado no seu espaço. E saiba que é assim, pois Rav Huna e Chiya bar Rav são alunos de Rav, e Rav disse: a halachá é como Rabban Gamliel no dir e no sahar; e aqui proíbem como Shmuel. E na mishná também assim ensinamos adiante, no capítulo Keitzad Meabrin (Eruvin 61a): “e ao que mede, de quem disseram que lhe dão duas mil amot, mesmo que o fim da sua medida termine numa caverna”: ela não é para ele como quatro amot; e, se gentios o tiraram e o puseram nela, anda por toda ela. E isto é opinião de todos.
“E carrega por todo ele” — mesmo fora das duas mil, onde não tem permissão de andar, é permitido carregar por meio de arremesso, isto é, é permitido lançar objetos para lá; pois está estabelecido para nós que uma divisória feita no Shabat se chama divisória. E daí mesmo ouvimos que, dentro das duas mil, carrega da sua maneira usual, pois são divisórias.
Segundo o Rashi, as divisórias foram feitas para moradia, e por isso o vale cercado é um domínio privado onde se pode carregar; mas, como não estavam de pé quando ele adquiriu o seu lugar de Shabat, o vale não se torna para ele como quatro amot, e ele só anda as suas duas mil amot. Dentro delas carrega normalmente, e para além delas só por arremesso. Referências do Rashi (conferidas): “uma divisória feita no Shabat se chama divisória” é a baraita de Eruvin 20a; “a halachá é como Rabban Gamliel no dir e no sahar” é a palavra de Rav em Eruvin 42b; e a mishná “ao que mede… mesmo que o fim da sua medida termine numa caverna” está em Eruvin 61a. “Repousou num vale” traduz “שָׁבַת בְּבִקְעָה”, isto é, adquiriu ali o seu lugar de Shabat. O lema do Rashi diz “מחיצות”, “divisórias”, onde a guemará diz “מְחִיצָה”, e “מהלך בה אלפים”, onde a guemará diz “מְהַלֵּךְ אַלְפַּיִם אַמָּה”.
E Rav Huna disse: Anda duas mil amot, e carrega só quatro amot. A guemará pergunta: E que carregue por todo ele por meio de arremesso!
“E carrega em quatro amot” — como se não houvesse ali divisória, e mais que quatro, não, mesmo por arremesso; pois não distinguimos entre carregar da maneira usual e carregar por arremesso senão num lugar onde é permitido carregar e proibido andar, como de dentro do techum para fora do techum; mas, num lugar onde é permitido andar, se é permitido carregar por arremesso, é permitido também carregar da maneira usual, e, se é proibido, ambos são proibidos. E, já que Rav Huna lhe proibiu carregar nas suas duas mil, também o arremesso é proibido; e a razão a guemará vai explicando.
E objetamos a Rav Huna: “E que carregue por todo ele” — mesmo fora das duas mil, por meio de arremesso; pois está estabelecido para nós que uma divisória feita no Shabat é divisória, no segundo capítulo (Eruvin 20a). E, ainda que ele não possa andar ali, já que não repousou no seu espaço, e o vale não é para ele como quatro amot, de todo modo são divisórias.
Aqui seguimos o Rashi: para Rav Huna, carrega-se quatro amot “como se não houvesse ali divisória”; a tradução de referência diz “como numa karmelit”. Segundo o Rashi, onde se pode andar, o arremesso e o carregar normal têm a mesma lei; por isso, se Rav Huna proíbe carregar dentro das duas mil amot, também o arremesso fica proibido. O lema do Rashi diz “בארבע אמות”, onde a guemará diz “אַרְבַּע אַמּוֹת”. O ponto que aparece no meio do comentário, “ואי אסיר. תרוייהו”, está assim no texto do Sefaria.
A guemará responde: É um decreto, para que não seja arrastado atrás do seu objeto para fora das suas duas mil amot.
“Para que não seja arrastado atrás do seu objeto” — para fora das duas mil; por isso decretamos a proibição de carregar por arremesso por causa do andar.
A guemará pergunta: Nas duas mil, ao menos, que carregue como de costume!
“Nas duas mil, ao menos” — onde lhe é permitido andar, e não há por que decretar nelas por causa de “para que não seja arrastado atrás do seu objeto”: que carregue da sua maneira usual, um carregar completo, e com mais razão o arremesso, pois são divisórias válidas. E responde: já que fora das duas mil é proibido carregar, mesmo por arremesso, por causa de “para que não seja arrastado atrás do seu objeto”, e com mais razão da maneira usual, pois não pode andar ali, também nas duas mil se proíbe carregar, porque as suas duas mil estão abertas para fora das duas mil, que lhe são proibidas por causa do decreto “para que não seja arrastado”, pois não há separação entre elas; e é uma divisória rompida em toda a sua extensão para um lugar que lhe é proibido.
Este comentário do Rashi, ligado pelo Sefaria a este segmento, explica também a resposta da guemará no bloco seguinte; o Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi ao segmento 12.
A guemará responde: Porque a área das suas duas mil amot é como uma divisória que foi rompida em toda a sua extensão para um lugar que lhe é proibido para carregar.
Segundo o Rashi (bloco 1453), as duas mil amot em que ele pode andar estão abertas, sem separação, para a área além delas, onde é proibido carregar, até por arremesso; e um espaço aberto em toda a sua largura para um lugar proibido também é proibido. “Divisória rompida em toda a sua extensão” traduz “מְחִיצָה שֶׁנִּפְרְצָה בִּמְלוֹאָהּ”.
Chiya bar Rav disse: Anda duas mil amot, e carrega nas duas mil amot. A guemará pergunta: Segundo quem ele disse isto? Não é nem como Rav Nachman nem como Rav Huna!
“E carrega nas duas mil” — mesmo da maneira usual; e fora das duas mil, não, nem por arremesso.
“Nem como Rav Nachman nem como Rav Huna” — e seja como for: se decreta “para que não seja arrastado”, mesmo as duas mil sejam proibidas, por causa da divisória rompida para um lugar que lhe é proibido; e, se não decreta “para que não seja arrastado”, que carregue fora das duas mil por arremesso.
Segundo o Rashi, a opinião de Chiya bar Rav não se sustenta de nenhum dos dois modos: se há o decreto “para que não seja arrastado”, as duas mil amot também ficam proibidas, como diz Rav Huna; se não há, deveria permitir o arremesso além delas, como diz Rav Nachman em nome de Shmuel. O lema do Rashi diz “לא כרב נחמן”, onde a guemará diz “דְּלָא כְּרַב נַחְמָן”.
A guemará responde: Dize: Carrega em quatro. Objeta-se: Se é assim, isso é o mesmo que diz Rav Huna! Dize: E assim disse Rabi Chiya bar Rav.
A guemará corrige a palavra de Chiya bar Rav: ele não disse “carrega nas duas mil amot”, mas “carrega em quatro”; e, como essa é a opinião de Rav Huna, lê-se: “e assim disse Rabi Chiya bar Rav”, isto é, ele concorda com Rav Huna. Aqui o hebraico diz “רַבִּי חִיָּיא בַּר רַב”, com o título “Rabi”, enquanto no bloco 1455 diz só “חִיָּיא בַּר רַב”. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Disse Rav Nachman a Rav Huna: Não discordes da palavra de Shmuel, pois foi ensinado numa baraita conforme ele. Pois foi ensinado:…
“De Shmuel” — pois Rav Nachman a disse em nome de Shmuel.
“Pois foi ensinado conforme ele” — que não decretamos “para que não seja arrastado”.
O daf termina no meio da frase; a baraita citada por Rav Nachman vem no início de Eruvin 42b (conferido). Segundo o Rashi, ela apoia Shmuel por mostrar que não se decreta “para que não seja arrastado atrás do seu objeto”. O lema do Rashi diz “עליה דשמואל”, onde a guemará diz “עֲלֵיהּ דִּשְׁמוּאֵל”.