Completa a baraita do fim de 43a: quem diz “Eis que sou nazir no dia em que vier o filho de David” pode beber vinho nos Shabatot e nos Yamim Tovim e não nos dias de semana. A guemará tenta provar disso que há techumin acima de dez palmos, e a prova é rejeitada: Eliyahu deve vir antes do Mashiach, e já foi assegurado que ele não vem nas vésperas de Shabat e de Yom Tov; a proibição no primeiro dia da semana mostraria que não há techumin, mas o tanna estava em dúvida e foi rigoroso; e a guemará pergunta em que dia o voto foi feito. Depois, a mishná do porto: a baraita sobre o tubo de Rabban Gamliel, que alcançava duas mil amot, e os modos de medir a profundidade de um vale, a altura de uma palmeira e a sombra de um túmulo. Por fim, Nechemya, filho de Rav Chanilai, saiu do techum absorvido no estudo, Rav Nachman mandou fazer-lhe uma divisória de pessoas, e Rav Nachman bar Yitzchak pergunta a Rava qual era a dúvida de Rav Chisda, pergunta que continua em 44a.
Continuação da baraita: “…e é proibido a ele beber vinho em todos os dias de semana.”
“E é proibido em todos os dias de semana” — pois talvez ele venha.
A baraita começa no fim de Eruvin 43a (bloco 1497) e se lê inteira assim: “Eis que sou nazir no dia em que vier o filho de David”: é permitido a ele beber vinho nos Shabatot e nos Yamim Tovim, e é proibido beber vinho em todos os dias de semana. Segundo o Rashi, nos dias de semana teme-se que o filho de David venha naquele dia, e então o voto de nazir entraria em vigor e o vinho lhe seria proibido; nos Shabatot e nos Yamim Tovim, como diz o Rashi em 43a, certamente o Mashiach não vem. O lema do Rashi diz “ואסור כל ימות החול”, sem “לִשְׁתּוֹת יַיִן”, “beber vinho”.
A guemará explica a prova: Está bem, se dizes que há techumin (os limites que se pode andar no Shabat) acima de dez palmos: é por isso que nos Shabatot e nos Yamim Tovim é permitido a ele beber. Mas, se dizes que não há techumin acima de dez, nos Shabatot e nos Yamim Tovim por que é permitido?
Segundo a tradução de referência, se há techumin acima de dez palmos, o Mashiach não poderia chegar no Shabat ou no Yom Tov vindo de fora do techum, e por isso o nazir pode beber nesses dias; mas, se não há techumin acima de dez palmos, ele poderia vir pelo ar mesmo no Shabat, e não haveria razão para permitir. É a pergunta de Rav Chananya em Eruvin 43a (bloco 1487). O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
A guemará rejeita a prova: Ali, no caso do nazir, é diferente, pois disse o versículo: “Eis que Eu vos envio Eliyahu, o profeta” etc.; e no Shabat e no Yom Tov, Eliyahu não veio desde ontem.
“Antes que venha o dia do Eterno” — antes da vinda do filho de David, virá Eliyahu para a anunciar.
O versículo é Malachi 3:23: “Eis que Eu vos envio Eliyahu, o profeta, antes que venha o dia do Eterno, grande e terrível” (conferido). A guemará cita só o começo, e o Rashi comenta as palavras seguintes do versículo, “לפני בא יום ה'”, onde o texto bíblico diz “לִפְנֵי בּוֹא יוֹם יְהֹוָה”. Segundo o Rashi, Eliyahu virá antes do filho de David para anunciar a sua vinda; segundo a tradução de referência, ele virá na véspera, e, como Eliyahu não veio no dia anterior, o Mashiach não virá hoje, haja ou não techumin acima de dez palmos.
A guemará objeta: Se é assim, também nos dias de semana, cada dia, deveria ser permitido, pois Eliyahu não veio desde ontem! Mas é porque dizemos: Talvez tenha vindo ao Beit Din HaGadol (o Grande Tribunal). Aqui também, digamos: Talvez tenha vindo ao Beit Din HaGadol na véspera do Shabat ou do Yom Tov!
Segundo a tradução de referência, Eliyahu poderia ter vindo ao Beit Din HaGadol sem que isso ainda fosse sabido do povo; por isso, nos dias de semana, o nazir não pode contar com o fato de não ter ouvido falar da sua vinda. O Rashi diz o mesmo sobre o segmento 9 (bloco 1506): “talvez tenha vindo ao Beit Din HaGadol desde ontem”. A palavra “talvez” é acréscimo nosso; o hebraico diz, literalmente, “ao Beit Din HaGadol veio”. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
A guemará responde: Não é assim, pois já foi assegurado a Israel que Eliyahu não vem nem nas vésperas de Shabatot nem nas vésperas de Yamim Tovim, por causa do esforço que isso causaria.
“Por causa do esforço” — pois deixariam as necessidades do Shabat e iriam ao seu encontro.
Segundo o Rashi, se Eliyahu viesse na véspera do Shabat ou do Yom Tov, o povo deixaria os preparativos do dia santo para ir recebê-lo. Por isso, se Eliyahu não veio antes da véspera, ele não terá vindo nem mesmo ao Beit Din HaGadol, e o Mashiach não virá no Shabat ou no Yom Tov. “Ir ao seu encontro” traduz “להקביל פניו”, literalmente “receber o seu rosto”.
A guemará comenta: Poderia passar pela tua mente que, já que Eliyahu não vem, também o Mashiach não vem; então, na véspera do Shabat, deveria ser permitido beber! Não é assim: Eliyahu não vem; o Mashiach vem; pois, uma vez que vem o Mashiach, todos são servos de Israel.
“São servos” — e Israel não tem esforço algum, pois há quem se esforce por eles.
Segundo o Rashi, a razão por que Eliyahu não vem na véspera do Shabat, o esforço que causaria, não vale para o Mashiach, pois depois da sua vinda haverá quem faça o trabalho por Israel; por isso, na véspera do Shabat, o nazir continua proibido. A tradução de referência explica que “todos” são as nações. “Na véspera do Shabat” traduz “בְּמַעֲלֵי שַׁבְּתָא”, literalmente “na entrada do Shabat”. O lema do Rashi diz “עבדים הן”, onde a guemará diz “הַכֹּל עֲבָדִים הֵן”.
A guemará pergunta: No primeiro dia da semana, que seja permitido! Se não é, resolve-se daqui que não há techumin acima de dez; pois, se há techumin, no primeiro dia da semana deveria ser permitido, já que Eliyahu não veio no Shabat!
“No primeiro dia da semana, que seja permitido” — pois certamente o Mashiach não vem hoje, já que ontem, no Shabat, Eliyahu não veio; e, como a baraita o proíbe, resolva-se que teme que talvez Eliyahu tenha vindo, e que não há techumin acima de dez. E respondemos: disto não se resolve que não há techumin, pois talvez este tanna estivesse em dúvida, pensando que talvez não haja techumin, e por isso proíbe no primeiro dia da semana, e é para o rigor; mas não lhe era resolvido a ponto de se aprender dele uma permissão.
Segundo o Rashi, se houvesse techumin acima de dez palmos, Eliyahu não poderia vir no Shabat, e o Mashiach não viria no primeiro dia da semana; como a baraita só permite nos Shabatot e nos Yamim Tovim, parece que ela teme que Eliyahu tenha vindo pelo ar no Shabat. O comentário do Rashi já inclui a resposta da guemará, que vem no segmento seguinte (bloco 1505). “O primeiro dia da semana” traduz “חַד בְּשַׁבָּא”, literalmente “um na semana”, o domingo. O lema do Rashi escreve “לשתרי”, onde a guemará escreve “לִישְׁתְּרֵי”.
A guemará responde: Este tanna (sábio da Mishná) estava em dúvida se há techumin ou não há techumin, e proibiu para o rigor.
Ver o Rashi no bloco 1504: por estar em dúvida, o tanna proíbe no primeiro dia da semana por rigor, mas a dúvida não permite concluir que não há techumin acima de dez palmos. A permissão nos Shabatot e nos Yamim Tovim não depende dos techumin, pois Eliyahu não vem na véspera (bloco 1502). O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
A guemará pergunta: E em que dia estava quando fez o voto? Se dizes que estava num dia de semana, uma vez que o nezirut (nazirato) recaiu sobre ele, como vem o Shabat e o anula?
“Uma vez que o nazirato recaiu sobre ele” — na véspera do Shabat, e ele está em dúvida se talvez o Mashiach venha hoje ao Beit Din HaGadol: como lhe será permitido beber amanhã, no Shabat? Que tema que talvez tenha vindo ao Beit Din HaGadol desde ontem!
Seguimos o Rashi: o nazirato recai sobre ele num dia de semana, como a véspera do Shabat, por causa da dúvida de que o Mashiach venha naquele dia ao Beit Din HaGadol; e, no Shabat, a mesma dúvida continua, a de que ele tenha vindo no dia anterior, de modo que não há razão para permitir o vinho. A tradução de referência explica de outro modo: o nazirato, uma vez em vigor, não pode cessar num dia e voltar no outro.
A guemará responde: Mas trata-se de quem estava no Shabat e fez o voto, ou no Yom Tov e fez o voto; e aquele dia lhe é permitido, mas daí em diante lhe é proibido.
“Estava no Shabat e fez o voto, no Yom Tov e fez o voto” — isto é, quando aceitou este voto era Shabat ou Yom Tov; e é isto que ensina: “é permitido beber nos Shabatot e nos Yamim Tovim”, isto é, naquele Shabat ou naquele Yom Tov em que fez o voto; mas daí em diante é proibido, mesmo no Shabat, pois talvez o filho de David tenha vindo ontem, e o nazirato recaiu sobre ele.
Segundo o Rashi, a permissão da baraita, “nos Shabatot e nos Yamim Tovim”, vale só para o Shabat ou o Yom Tov em que o voto foi feito; desde o primeiro dia de semana o nazirato pode ter recaído sobre ele, e então fica proibido mesmo nos Shabatot seguintes. O lema do Rashi diz “דקאי בשבת”, onde a guemará diz “דְּקָאֵי בְּשַׁבְּתָא”, e “ביו"ט וקא נדר”, sem o “וּ” inicial.
Foi ensinado na mishná: “Certa vez não entraram no namal (porto)” etc.
A citação é da Mishná Eruvin 4:2, em Eruvin 41b (bloco 1422), na mesma redação; a guemará traz só o começo, como cabeçalho do que vem a seguir. A mishná prossegue com a resposta de Rabban Gamliel: “eu já estava observando, e estávamos dentro do techum antes que escurecesse” (bloco 1423); a baraita seguinte explica como ele observava. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Foi ensinado numa baraita: Rabban Gamliel tinha uma shefoferet (tubo) pela qual olhava e avistava duas mil amot (côvados) em terra, e, correspondentes a elas, duas mil no mar.
“Tubo” — um caniço oco; quando é comprido, não se avista por ele ao longe, e, quando é curto, avista-se por ele mais longe; e o tubo de Rabban Gamliel estava ajustado à medida de avistar duas mil amot, ou no mar ou em terra.
Segundo o Rashi, o alcance do tubo dependia do seu comprimento, e o de Rabban Gamliel estava ajustado para duas mil amot, a medida do techum; assim ele sabia se o navio já estava dentro das duas mil amot da cidade antes do anoitecer. “Avistava” traduz “צוֹפֶה”; o hebraico diz “olhava e avistava por ela”.
Do mesmo modo, quem quer saber qual é a profundidade de um vale traz um tubo como este e olha por ele, e saberá qual é a profundidade do vale.
“Qual é a profundidade de um vale: traz um tubo e olha por ele” — em terra seca, e mede quantas amot consegue avistar por ele; e depois vai à beira do vale e avista por ele a sua profundidade, e se afasta para trás até perceber que, no lugar onde acaba a profundidade do vale, ali acaba o alcance do tubo, pois, se se afastasse mais um pouco, não veria o fundo do vale; e sabe que a profundidade do vale e o afastamento com que se afastou da sua beira equivalem à medida do alcance do tubo.
Segundo o Rashi, primeiro se mede em terra plana o alcance do tubo; depois, da beira do vale, a pessoa recua até que o fundo do vale fique exatamente no limite do que o tubo alcança. O Rashi não diz como se combinam a profundidade e o recuo para dar a medida do tubo; a leitura exata é incerta.
E quem quer saber qual é a altura de uma palmeira mede a sua própria altura e a sombra dela, da palmeira, e a sombra da sua própria altura, e saberá qual é a altura da palmeira.
“A altura de uma palmeira” — e tem medo de subir nela e medi-la.
“Medirá a sua sombra” — da palmeira.
“E a sombra da sua altura” — da sua própria; pois às vezes a sombra é maior que o que faz sombra, e às vezes o que faz sombra é maior que a sombra: quando o sol está no alto do céu, a sombra de tudo é pequena, e, quando está embaixo, a sombra é comprida. Por isso mede também a sombra da sua altura, e, conforme vir quanto a sombra da sua altura excede a sua altura, saberá quanto é o excesso da sombra da palmeira sobre a palmeira, ou o dobro, ou um terço, ou um quarto.
Seguimos o Rashi, que lê “וְצִלּוֹ”, “e a sombra dela”, como a sombra da palmeira, e “צֵל קוֹמָתוֹ”, “a sombra da sua altura”, como a sombra da própria pessoa; a proporção entre a altura da pessoa e a sua sombra dá a proporção entre a palmeira e a sombra dela. A tradução de referência lê ao contrário: “a sua própria sombra” e “a sombra da altura” da palmeira. O lema do Rashi diz “ימדוד צלו”, “medirá a sua sombra”, onde a guemará diz “מוֹדֵד קוֹמָתוֹ וְצִלּוֹ”; e, no fim da frase, a guemará escreve “גּוֹבַהּ”, onde antes escrevera “גּוֹבְהוֹ”.
Quem quer que um animal feroz não pouse na sombra de um túmulo crava um caniço às quatro horas do dia e vê para onde se inclina a sua sombra; então faz a construção em declive, subindo, e em declive, descendo.
“Quem quer que um animal feroz não pouse na sombra de um túmulo” — erguiam sobre o túmulo algo como uma matzevá (monumento), como nós levantamos e amontoamos nele terra, em declive para cá e para lá; e trata-se de quem teme que um animal feroz venha abrigar-se na sombra do túmulo por causa do calor do sol, e sinta o cheiro do morto e o desenterre.
“Crava um caniço às quatro horas” — quando vem fazer a construção, crave um caniço às quatro horas do dia, pois nessa hora o sol começa a esquentar, e a sombra é fresca e agradável, como dizemos em Berachot (folha 27a): “E o sol esquentava, e derretia”: qual é a hora em que o sol é quente e a sombra é fresca? Dize: são quatro horas. Por isso os animais desejam a sombra naquela hora. E para o lado para o qual vir que se inclina a sombra do caniço, fará a construção em declive, e fará um declive comprido, para que não se incline para ela sombra alguma. E, embora, quando o sol girar, ela tenha sombra para outro lado, uma vez que naquela hora não há sombra, o animal não volta mais a pernoitar na sua sombra, pois naquela hora vai embora até encontrar outra; e, além disso, depois de quatro horas também a sombra é quente, e o animal não se importa com a sombra.
Segundo o Rashi, sobre o túmulo se erguia um monte de terra em declive, e o caniço mostra para que lado vai a sombra na quarta hora do dia, quando o sol começa a esquentar e os animais buscam a sombra; para esse lado se faz um declive comprido, que não deixa sombra naquela hora. A tradução de referência fala em inclinar a lápide, e põe o caniço no fim da quarta hora; seguimos o Rashi. A passagem citada pelo Rashi está em Berachot 27a: “qual é a hora em que o sol é quente e a sombra é fresca? Dize: quatro horas”, sobre o versículo “וְחַם הַשֶּׁמֶשׁ וְנָמָס”, Shemot 16:21 (conferido). O lema do Rashi diz “בד' שעות”, onde a guemará diz “בְּאַרְבַּע שָׁעוֹת”.
A guemará conta: Nechemya, filho de Rav Chanilai, foi arrastado pelo ensinamento que estudava, e saiu para fora do techum no Shabat. Disse Rav Chisda a Rav Nachman: Nechemya, teu discípulo, está em aflição.
Segundo a tradução de referência, Nechemya estava tão absorvido no estudo que não percebeu que saía do techum; e, estando fora dele, não podia voltar a entrar. “Foi arrastado pelo ensinamento” traduz “מְשַׁכְתֵּיהּ שְׁמַעְתָּא”, literalmente “o ensinamento o puxou”. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Rav Nachman lhe disse: Faze-lhe uma divisória de pessoas, e ele entrará.
Segundo o Rashi sobre o segmento 19 (bloco 1516), trata-se de pessoas que podem sair para fora do techum, por exemplo porque fizeram eruv, e formam uma divisória de um lado e outra do outro, desde o lugar onde ele está até o techum. O hebraico diz apenas “disse-lhe”; quem responde é Rav Nachman, a quem Rav Chisda falou. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
A guemará conta: Rav Nachman bar Yitzchak estava sentado atrás de Rava, e Rava estava sentado diante de Rav Nachman. Disse Rav Nachman bar Yitzchak a Rava: Que dúvida tinha Rav Chisda ao dizer isso?
Rav Chisda não fez uma pergunta explícita, apenas disse que Nechemya estava em aflição; Rav Nachman bar Yitzchak pergunta qual era, de fato, a dúvida por trás dessas palavras. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Se dizes que tratamos de um caso em que as pessoas enchiam o espaço até o techum, e o que ele perguntava era: A halachá (a lei estabelecida) é como Rabban Gamliel…
“Em que as pessoas enchiam” — que ele tinha muitas pessoas que podiam sair para fora do techum, por exemplo, que tinham feito eruv (a refeição depositada que fixa a residência de Shabat), para lhe fazer uma divisória daqui e uma divisória dali, desde o lugar onde ele está até o techum.
“A halachá é como Rabban Gamliel” — que lhe sirvam divisórias nas quais não repousou enquanto ainda era dia, como disse acima a respeito do dir e do sahar; ou talvez lhe fosse evidente que a halachá é como Rabban Gamliel, e aqui é que as pessoas não lhe bastavam até dentro do techum, mas só até duas amot junto ao techum.
O daf termina no meio da frase, que continua em Eruvin 44a: “…ou não é a halachá como Rabban Gamliel? Ou talvez tratamos de quando as pessoas não enchiam, e ele perguntava: a halachá é como Rabi Eliezer, ou não é a halachá como Rabi Eliezer?” (conferido). Segundo o Rashi, a dúvida, no primeiro caso, é se as divisórias em que ele não estava antes do anoitecer lhe servem, como Rabban Gamliel ensina na Mishná sobre o dir e o sahar (Eruvin 41b, bloco 1420); a segunda parte do comentário do Rashi já explica a continuação, em que as pessoas só chegavam até duas amot do techum.