O daf conclui a longa agadá sobre o estudo da Torá, que começou em Eruvin 53a: Avdimi bar Chama bar Dosa ensina, com Devarim 30:12–13, que mesmo se a Torá estivesse nos céus ou além do mar seria preciso ir atrás dela; Rava e Rabi Yochanan leem o mesmo versículo como uma advertência contra os que se elevam acima dela, contra os soberbos e contra os mercadores que vivem em viagem. A guemará volta então à Mishná 5:1, sobre o ibur das cidades, com uma baraita que ensina como se traça o contorno de cidades de formas diferentes antes de medir as duas mil amot do techum: a comprida fica como é, à redonda se acrescentam cantos, à quadrada não; a casa que sobressai como uma torre estende a linha, e a cidade em forma de arco ou de gam é vista como se estivesse cheia de casas. A guemará explica cada cláusula, e Rav Huna limita a regra do arco: só se mede a partir da corda quando as pontas distam menos de quatro mil amot. A contradição com outra palavra de Rav Huna, sobre a muralha rompida em cento e quarenta e uma amot e um terço, é resolvida por Rabba bar Ulla, e o daf termina com a pergunta sobre o karpef dado a cada parte.
E isto (que é preciso esforçar-se para guardar a Torá) é o que disse Avdimi bar Chama bar Dosa: O que significa o que está escrito: “Não está nos céus, e não está além do mar” (Devarim 30:12–13)? “Não está nos céus”: isto ensina que, se estivesse nos céus, precisarias subir atrás dela (da Torá); e, se estivesse além do mar, precisarias atravessar atrás dela.
“E isto é o que disse Rav Avdimi” — isto que dissemos acima, que é preciso esforçar-se, estabelecer simanim (sinais mnemônicos) e usar de astúcia com artifícios para que a Torá se mantenha nos que a estudam, é o que diz Rabi Avdimi, que explica a inferência precisa do versículo: que, se estivesse nos céus, precisarias subir atrás dela.
O segmento continua os ensinamentos de Eruvin 54b (blocos 1943 a 1945) sobre os sinais e os tempos fixos para a Torá. Seguimos o Rashi: “isto” é tudo o que foi dito antes, que é preciso esforçar-se, pôr sinais e usar de artifícios para que o estudo se mantenha; e Avdimi o aprende da precisão do versículo, que fala como quem diz: mesmo se estivesse nos céus, seria preciso subir atrás dela. A guemará junta o começo de Devarim 30:12, “לֹא בַשָּׁמַיִם הִוא”, e o começo de Devarim 30:13, “וְלֹא מֵעֵבֶר לַיָּם הִוא” (conferidos). A guemará dá o nome sem título, “אַבְדִּימִי בַּר חָמָא בַּר דּוֹסָא”; o lema do Rashi diz “רב אבדימי”, e o comentário, “ר׳ אבדימי”; seguimos a guemará no texto e o Rashi na sua tradução.
Rava disse: “Não está nos céus” (ibidem): a Torá não se encontrará em quem eleva a sua mente acima dela como os céus são altos, e não se encontrará em quem alarga a sua mente sobre ela como o mar (“e não está além do mar”).
Rava cita só o começo do versículo, mas a segunda metade da sua exposição corresponde à segunda metade, “além do mar”; por isso a indicamos entre parênteses. O texto não explica o que é elevar ou alargar a mente; a tradução de referência entende que o primeiro se julga acima da Torá e não precisa de mestre, e o segundo pensa que já sabe tudo o que há para saber. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Rabi Yochanan disse: “Não está nos céus”: a Torá não se encontrará nos gassei ruach (soberbos); “e não está além do mar”: não se encontrará nem nos sachranim (mercadores ambulantes) nem nos tagarim (negociantes).
“Sachranim” — são os que andam de cidade em cidade com as suas mercadorias.
“Tagarim” — são os que negociam na sua cidade, no seu lugar; mas também neles a Torá não se encontra, pois o sábio deve ser “visto e não visto”, como a guemará disse acima.
Os “soberbos”, literalmente “grossos de espírito”, correspondem aos céus, pela altura; os mercadores, ao mar, que atravessam nas suas viagens. Segundo o Rashi, os sachranim são os mercadores ambulantes, que andam pelas cidades, e os tagarim negociam na sua própria cidade. O segundo comentário do Rashi é breve e de leitura incerta: “בעירן במקומן אלא נראה ואינו נראה כדאמר לעיל”. Entendemos que remete à exposição de Rabi Eliezer em Eruvin 54a (bloco 1909), em que o estudo só se mantém em quem se faz como o colar que é “visto e não visto”, e que o Rashi ali explica como o sábio que não corre a entrar e sair do mercado; assim, também o negociante que fica na sua cidade não alcança a Torá, porque está sempre no mercado. O texto do Rashi não diz isso expressamente, e por isso as palavras acrescentadas vão em itálico.
Os sábios ensinaram numa baraita: Como se faz o ibur (a extensão do contorno) das cidades? Uma cidade comprida: como ela é. Redonda: fazem-se-lhe zaviyot (cantos). Quadrada: não se lhe fazem cantos. Se era larga de um lado e estreita do outro lado, veem-na como se fosse igual.
“Comprida, como ela é” — adiante a guemará o explica.
“Redonda, fazem-se-lhe cantos” — quando vem medir os techumin (limites de Shabat) para as suas extremidades, não lhe medirá a partir da muralha, mas lhe acrescentará um quadrado, isto é, afastar-se-á da muralha o bastante para completar um quadrado; pois incluímos cantos para todas as questões de Shabat; e depois medirá os techumin dos cantos, de modo que, se vem sair pelo canto da cidade, ganhará na sua caminhada um quarto, pois o quadrado excede o círculo em um quarto.
“Quadrada, não se lhe fazem cantos” — adiante a guemará o explica.
“Se era larga de um lado e estreita do outro lado, veem-na como se fosse igual” — quando vem medir os techumin para o oeste, junto ao canto sudoeste, não mede a partir da muralha, mas se afasta e se estende para o oeste até defronte da ponta do canto noroeste, que se estende e sai para o oeste, e então mede; e assim também para o canto sudeste.
A guemará volta aqui à Mishná Eruvin 5:1 (conferido), que abre o Perek Heh em Eruvin 52b (bloco 1844) e prossegue em Eruvin 53a (bloco 1845): antes de medir as duas mil amot do techum, traça-se o contorno da cidade, o ibur, “como uma tábua quadrada, para que ganhe os cantos”. Uma baraita paralela está na Tosefta Eruvin 4:4 (Lieberman; conferido), mais breve: tem a comprida, a redonda e a quadrada, e a cidade em forma de arco ou de gam, mas não tem a cidade larga de um lado e estreita do outro nem as casas salientes, e diz “veem-na como se fosse igual” da cidade em forma de arco ou de gam. Segundo o Rashi, à cidade redonda se acrescenta o quadrado que a circunscreve, e o techum se mede a partir dos seus lados; quem sai pelo canto ganha assim “um quarto”, pois o quadrado é maior que o círculo inscrito em um quarto da sua área, na aproximação usada pelo Talmud. Na cidade larga de um lado e estreita do outro, o Rashi explica que se prolonga o lado mais curto até a altura do mais comprido, nos dois cantos, e só então se mede. O segundo e o quarto comentários do Rashi vêm no Sefaria com pequenos desenhos: o primeiro, um círculo dentro de um quadrado; o segundo, o contorno da cidade com os pontos cardeais e o canto prolongado; reproduzimo-los junto ao hebraico. O lema do quarto comentário diz “מצד זה... מצד זה”, onde a guemará diz “מִצַּד אֶחָד... מִצַּד אַחֵר”.
Se havia uma casa que saía como uma espécie de pigum (torre saliente), ou duas casas que saíam como uma espécie de dois pigumin, veem-nas como se um fio estivesse estendido sobre elas, e mede-se dele (do fio) em diante duas mil amot (côvados). Se a cidade era feita como uma espécie de keshet (arco) ou como uma espécie de gam (a letra grega gama), veem-na como se fosse cheia de casas e pátios no seu interior, e mede-se dali em diante duas mil amot.
“Se havia uma casa saliente” — da muralha da cidade, para um dos lados: quando vem medir o techum do norte junto ao canto noroeste, ao chegar ao lugar em que a casa não sobressai, afasta-se da muralha até defronte do lugar em que termina a saliência da casa, que está no canto nordeste, como se um fio estivesse estendido, alinhado, e seguisse defronte dela, desde o lugar em que termina a casa até defronte do canto noroeste; e mede a partir do fio para o norte duas mil amot.
“Duas casas como dois pigumin” — a guemará pensa por ora que estão num só lado, e diz: veem como se um fio estivesse estendido desta àquela; e adiante a guemará pergunta: “Agora, de uma casa disseste que veem assim; de duas casas é preciso dizê-lo?”.
“Se era feita como uma espécie de arco” — isto é, que não há casas no lugar da corda do arco.
“Ou como uma espécie de gam” — é o gímel grego, feito como uma espécie do nosso kaf kefufá (kaf curvado).
“Veem-na como se fosse cheia de casas” — quando vem medir os techumin do norte, mede a partir do yeter (a corda do arco), como se estivesse cercada de casas; e quem mora no arco não começará a medir da sua casa para o norte duas mil amot, mas toda a cidade, até a corda, conta para ele como quatro amot. E assim também a cidade feita como uma espécie de gam, que sai do leste para o oeste: embora não haja casas no oeste, veem como se todo o espaço vazio estivesse cheio de casas; e assim do sul para o norte. E, para quem sai da sua casa, o espaço liso da cidade não lhe entra na medida.
“Pigum” é a mesma palavra que a mishná, em Eruvin 52b (bloco 1844), chama “pagum”, a torre saliente; aqui é a casa que sobressai da linha das outras. Segundo o Rashi, estende-se um fio a partir da ponta da casa saliente, ao longo de todo o lado, e o techum se mede a partir do fio, como na regra de “estender a medida diante deles” de Eruvin 53a (bloco 1845). “Keshet” é a cidade em forma de arco, cujas casas seguem a curva e deixam vazio o lugar da corda; “gam” é a cidade em forma de ângulo, como a letra grega gama, Γ. Segundo o Rashi, nos dois casos o espaço vazio é visto como cheio de casas, e toda a cidade conta como quatro amot para quem nela mora. O Rashi compara o gama ao “kaf kefufá”, o kaf curvado, isto é, o kaf comum, “כ”, que não é o final. Três comentários do Rashi vêm no Sefaria com desenhos: a cidade com a casa saliente e o fio, a cidade em forma de arco, e a cidade em forma de gam com o espaço vazio; reproduzimo-los junto ao hebraico. O lema do primeiro comentário diz “בולט”, “saliente”, onde a guemará diz “יוֹצֵא כְּמִין פִּגּוּם”; o lema do segundo diz “ב׳ פגומין”. A guemará diz duas vezes “מִמֶּנּוּ”, no masculino; quando a baraita é repetida no bloco 1955, lê-se “מִמֶּנָּה”, no feminino, isto é, “dela”, da cidade.
Disse o Mestre: “Comprida: como ela é.” É óbvio! Não é necessário ensiná-lo senão quando é comprida e estreita: o que dirias? Que se lhe dê largura conforme o seu comprimento. A baraita nos ensina que não.
“Nos ensina” — que a deixamos como ela é, pois já tem cantos.
“Comprida, como ela é: é óbvio” — pois acaso te passaria pela mente que a encurtasse?
“Que é comprida e estreita” — isto é, curta na sua largura.
“O que dirias” — que a alargue para o leste e para o oeste, até que seja bem quadrada.
Segundo o Rashi, a dúvida era se se devia alargar a cidade estreita até que ficasse quadrada, dando-lhe a largura igual ao comprimento; a baraita ensina que ela fica como é, pois já tem cantos, e só a redonda precisa que se lhe acrescentem. A expressão “פּוּתְיָא אַאוּרְכַּהּ” significa literalmente “largura conforme o seu comprimento”. Os comentários do Rashi estão na ordem do Sefaria, que põe primeiro o do “nos ensina”.
“Quadrada: não se lhe fazem cantos.” É óbvio! Não é necessário ensiná-lo senão quando é quadrada, mas não é quadrada segundo o ribua olam (o quadrado do mundo): o que dirias? Que se a faça quadrada segundo o quadrado do mundo. A baraita nos ensina que não.
“Que é quadrada, mas não é quadrada segundo o quadrado do mundo” — isto é, não está de modo que o seu norte dê para o norte do mundo e o seu sul para o sul do mundo, mas está em diagonal.
O “quadrado do mundo” são os quatro pontos cardeais: uma cidade quadrada cujos lados não estão voltados para o norte, o sul, o leste e o oeste, mas em diagonal, como explica o Rashi. A baraita ensina que não se lhe acrescentam cantos para alinhá-la com os pontos cardeais. O comentário do Rashi vem no Sefaria com um desenho do quadrado em diagonal, que reproduzimos junto ao hebraico. O lema diz “אבל לא מרבעא בריבועו של עולם”, onde a guemará diz “וְלָא מְרַבְּעָא בְּרִיבּוּעַ עוֹלָם”.
“Se havia uma casa que saía como uma espécie de pigum, ou duas casas que saíam como uma espécie de dois pigumin.” Agora, se de uma casa disseste que se estende a medida, de duas casas é preciso dizê-lo?
A guemará cita a cláusula da baraita do bloco 1950 e pergunta: se uma casa saliente basta para estender o fio, é óbvio que duas também bastam. Como diz o Rashi no bloco 1950, a pergunta supõe que as duas casas estão num só lado. O Sefaria não liga nenhum comentário do Rashi a este segmento.
Não é necessário dizê-lo senão de dois lados: o que dirias? De um lado dizemos, de dois lados não dizemos. A baraita nos ensina que também.
“Não é necessário senão para dois lados” — isto é, uma casa para o norte e uma para o sul.
Segundo o Rashi, as duas casas saem em lados opostos da cidade, uma ao norte e outra ao sul, e a baraita ensina que se estende o fio nos dois lados. O lema do Rashi diz “לב׳ רוחות”, onde a guemará diz “מִשְׁתֵּי רוּחוֹת”.
“Se a cidade era feita como uma espécie de arco ou como uma espécie de gam, veem-na como se fosse cheia de casas e pátios no seu interior, e mede-se dela (da cidade) em diante duas mil amot.” Disse Rav Huna: Uma cidade feita como um arco: se há entre as suas duas pontas menos de quatro mil amot, mede-se-lhe o techum a partir do yeter; e, se não, mede-se-lhe o techum a partir do arco (das próprias casas).
“Entre as suas duas pontas” — isto é, o comprimento do lugar do yeter.
“Menos de quatro mil” — de modo que o techum desta ponta é absorvido dentro do techum da outra ponta: torna-se uma só cidade, e mede-se-lhe a partir do yeter, e veem-na como se estivesse cheia de casas. E, se há mais, não a juntam para ser uma só, e mede-se-lhe a partir do arco, para cada um a partir da entrada da sua casa; e o espaço liso da cidade, em que não há casas, é parte da medida.
Seguimos o Rashi: se as pontas do arco distam menos de quatro mil amot, as duas mil amot do techum de uma ponta se encontram com as da outra, e o arco se torna uma só cidade, medida a partir da corda; se distam quatro mil ou mais, não se juntam, e cada um mede o techum a partir da porta da sua casa, contando o espaço vazio dentro do arco. “Yeter”, a corda do arco, já foi explicado pelo Rashi no bloco 1950. A tradução de referência entende do mesmo modo.
E acaso Rav Huna disse assim (que só quatro mil amot dividem a cidade)? Mas Rav Huna não disse: A muralha da cidade que foi rompida, a medida é de cento e quarenta e uma amot e um terço?
“A muralha da cidade que foi rompida, a sua medida é de cento e quarenta e uma e um terço” — se a largura da brecha é de cento e quarenta e uma amot e um terço, que é a medida de dois karpefot (cercados) de setenta amot e um resto, as duas partes se tornam como duas cidades que se juntam para ser uma só; e, para quem sai desta para aquela, para ir por este caminho para fora dela, a medida da cidade não se lhe conta no número. Logo, com mais de cento e quarenta e uma e um terço, há separação.
Segundo o Rashi, Rav Huna ensinou que a muralha rompida não divide a cidade enquanto a brecha não passa de cento e quarenta e uma amot e um terço, a soma de dois karpefot de setenta amot e dois terços, um para cada parte; e, como então as duas partes contam como uma só cidade, quem nelas mora não desconta o espaço da cidade das suas duas mil amot. Logo, uma brecha maior já separa, e parece que no arco também bastaria uma distância menor que quatro mil amot. O Rashi vem no Sefaria com um desenho das duas partes da muralha, com a brecha entre elas, que reproduzimos junto ao hebraico. O lema diz “שיעורה בקמ״א ושליש”, com a palavra “שיעורה”, “a sua medida”, que a guemará não tem; a frase da guemará é concisa, e completamos “a medida é”.
Disse Rabba bar Ulla: Não é difícil: aqui, quando a separação é de um lado; ali, quando é de dois lados.
“Aqui, de um lado” — a cidade feita como um arco só está separada de um lado; por isso, não se divide até que haja quatro mil.
Segundo o Rashi, na cidade em forma de arco as duas pontas continuam ligadas pelo arco, e o vazio está só de um lado, o da corda; por isso só se separam com quatro mil amot. Na muralha rompida, a separação é de dois lados, como o Rashi explica no bloco seguinte, e por isso bastam cento e quarenta e uma amot e um terço. O lema do Rashi diz “מרוח אחת”, onde a guemará diz “בְּרוּחַ אַחַת”.
E o que nos ensina Rav Huna? Que se dá um karpef a esta parte e um karpef àquela? Mas isso Rav Huna já o disse uma vez, pois aprendemos numa mishná:
“E o que nos ensina” — se trata de dois lados, em que certamente são como duas cidades, para que Rav Huna nos fez ouvir que se dá um karpef a esta e um karpef àquela? Isto é, que a duas cidades próximas uma da outra se dá um karpef de setenta amot e um resto a cada uma, para que sejam como uma só cidade, a fim de juntá-las por meio destes karpefot e fazê-las como uma só cidade; e ainda que não haja construção entre os karpefot, e também os próprios karpefot não estejam cercados de divisória, mas Rav Huna diz apenas a medida de um karpef.
“Mas isso” — Rav Huna fala da muralha da cidade que foi rompida em dois dos seus lados, um defronte do outro; por isso são como duas cidades; e trata-se de um caso em que não há povoamento no espaço da cidade defronte do lugar das brechas.
Segundo o Rashi, se a muralha rompida de dois lados faz da cidade duas cidades, a regra de Rav Huna equivale a dar um karpef de setenta amot e dois terços a cada uma, para juntá-las, mesmo sem construção nem divisória: o karpef aqui é só uma medida. Ora, isso Rav Huna já disse sobre a mishná de duas cidades vizinhas, que a guemará começa a citar e cujo texto está no início de Eruvin 55b: é a Mishná Eruvin 5:2 (conferido), “נוֹתְנִין קַרְפֵּף לָעִיר”. O segundo comentário do Rashi, ligado pelo Sefaria a este segmento, explica a palavra de Rav Huna sobre a muralha do bloco 1956: as brechas estão em dois lados opostos, e o espaço entre elas está vazio, de modo que a cidade se parte em duas. A tradução de referência entende do mesmo modo. O lema “והא” traduzimos “mas isso”, como a guemará diz “הָא אַמְרַהּ”.