O daf começa com o fim da Mishná Eruvin 5:4, iniciada em Eruvin 57b: o vale, a cerca e a montanha se absorvem na corda, contanto que o agrimensor não saia para fora do techum; e, se não se pode absorvê-los, Rabi Dostai bar Yanai ouviu de Rabi Meir que se perfura nas montanhas, medindo só a distância horizontal. A guemará busca a fonte da corda de cinquenta amot em “cinquenta por cinquenta”, versículo do pátio do Mishkan que também ensina a medida do beit sata’im, e explica por que nem menos nem mais. Rabi Assi exige uma corda de afsakima; Rabi Yehoshua ben Chananya diz que nada mede melhor que as correntes de ferro, mas o versículo fala de corda, e a cana de medir de Yechezkel serve para os portões. Rav Yossef ensina três cordas: de magag para a pará, de netzer para a sotá, de linho para medir. Volta-se então à mishná: se o vale não se absorve defronte da cidade, absorve-se num lugar mais estreito; a baraita do vale curvo manda perfurar subindo e descendo, e o muro só se estima, porque não serve para andar. O daf termina no meio da palavra de Shmuel sobre o fio de prumo.
contanto que não saia com a medição para fora do techum.
“Contanto que não saia para fora do techum” — pois, se a largura do vale, defronte da cidade, sai para fora do techum, e este agrimensor foi e o absorveu fora do que está defronte da cidade, e mede da sua borda em diante, não meça senão até completar os techumin; e olhe defronte do lugar onde a sua medida termina, defronte da cidade, dentro do vale, e marque ali os sinais do techum. Mas não meça e vá para fora do techum até defronte do lugar do fim da borda do vale que está defronte da cidade, para saber quantas amot saiu além do techum, e depois, conforme o número dessas amot, volte e entre dentro do vale e marque o limite; isso é proibido por causa de um decreto, pois quem o vê medindo e andando ali diria que a medida dos techumin vai até aqui. Outra versão: “que não saia para fora do techum” — se o vale era comprido, e as suas extremidades saem para fora dos techumin da cidade, e não pode absorvê-lo com a corda defronte dos techumin por causa da sua largura, mas pode absorvê-lo fora do que está defronte dos techumin, não saia para absorvê-lo ali, por decreto, para que não digam que a medida dos techumin dos lados da cidade chega até aqui.
Continuação da Mishná Eruvin 5:4 (conferida), que começou em Eruvin 57b (blocos 2037–2038): depois do vale, da cerca e da montanha, que se absorvem na corda, a mishná põe um limite: contanto que, ao absorvê-los, não saia para fora do techum. Segundo o Rashi, se defronte da cidade o vale é largo demais, e o agrimensor vai absorvê-lo numa extremidade, fora do que está defronte da cidade, mede dali só até completar o techum, olha defronte do ponto em que a medida termina, dentro do vale, e marca ali o limite; não deve seguir medindo para fora do techum até o fim da borda do vale e depois voltar, contando as amot, para marcar o limite dentro do vale, por um decreto: quem o visse medindo lá fora pensaria que o techum chega até ali. Na outra versão que o Rashi traz, o vale é comprido e as suas extremidades saem para fora dos techumin da cidade; se não se pode absorvê-lo defronte dos techumin, não se vai absorvê-lo além deles, pelo mesmo receio. A tradução de referência entende, como o Rashi, que o receio é que quem observa pense que o techum se estende até ali. Lemos a abreviatura “ע״כ” do Rashi como “עד כאן”, “até aqui”; a leitura é incerta.
Se não pode absorvê-lo, neste caso disse Rabi Dostai bar Yanai em nome de Rabi Meir: Ouvi que mekadrin (se perfura) nas montanhas.
“Neste caso disse Rabi Dostai bar Rabi Yanai” — “neste”, para excluir as cidades de refúgio e a eglá arufá (a novilha cuja nuca é quebrada), em que não se perfura, como se explica na guemará.
“Mekadrin” — perfuram: veem as montanhas como se as perfurassem, e medem pelo caminho do furo, para diminuir a medida do seu declive; como diz na guemará, que o medem com uma corda de quatro amot, e o de baixo dos dois agrimensores põe a corda defronte do seu coração, e o de cima, defronte dos seus pés, e com isso diminui-se do declive, em cada quatro amot, meia altura de homem.
Fim da Mishná Eruvin 5:4 (conferida). Na edição avulsa lê-se “בָּזוֹ” e “רַבִּי דוֹסְתַּאי בַּר רַבִּי יַנַּאי”, onde o Talmud diz “בְּזוֹ” e “רַבִּי דּוֹסְתַּאי בַּר יַנַּאי”; o lema do Rashi também diz “בר׳ ינאי”, que traduzimos “bar Rabi Yanai”. Segundo o Rashi, “neste caso” vem excluir as cidades de refúgio e a eglá arufá, cujas medidas se fazem sem perfurar, como a guemará explica adiante; no Sefaria, a remissão “לקמן” vem entre colchetes. Mekadrin, segundo o Rashi, é ver a montanha como se fosse perfurada e medir pelo caminho do furo, para diminuir a medida do declive: mede-se com uma corda de quatro amot, o de baixo segura-a defronte do coração e o de cima defronte dos pés, e assim cada quatro amot de declive perdem meia altura de homem. A tradução de referência entende do mesmo modo: mede-se só a distância horizontal. A mesma mishná foi citada em Eruvin 35b, onde se traduziu “se perfuram os montes”; aqui mantemos “montanha”, como na mishná de Eruvin 57b (bloco 2038).
GUEMARÁ. De onde se tiram estas coisas, a corda de cinquenta amot? Disse Rav Yehuda, disse Rav: Pois diz o versículo: “O comprimento do pátio, cem em amot, e a largura, cinquenta por cinquenta” (Shemot 27:18). Disse a Torá: Com uma corda de cinquenta amot mede o techum.
O versículo é Shemot 27:18 (conferido), sobre o pátio do Mishkan. Rav lê “בַּחֲמִשִּׁים” como “com cinquenta”: mede-se com uma corda de cinquenta amot. No texto bíblico lê-se “וְרֹחַב”, onde a guemará escreve “וְרוֹחַב”; é diferença de grafia. Não há comentário do Rashi neste segmento nem nos dois seguintes no Sefaria.
Isto é necessário para ensinar: Toma cinquenta e rodeia cinquenta.
A objeção: o mesmo versículo já é usado em Eruvin 23b (conferido), onde Rav Yehuda deriva dele a medida do beit sata’im, igual ao pátio do Mishkan: “toma cinquenta e rodeia cinquenta”. Isto é, de um pátio de cem por cinquenta toma-se um quadrado de cinquenta por cinquenta, e os outros cinquenta por cinquenta se distribuem em volta dele, formando um quadrado de um pouco mais de setenta amot de lado, como explica a tradução de referência.
Se é assim, que o versículo diga “cinquenta, cinquenta”! Que vem ensinar “cinquenta por cinquenta”? Deduzem-se disto duas coisas.
Para ensinar só a área do pátio, bastaria “cinquenta, cinquenta”; a forma “cinquenta por cinquenta”, com a preposição, ensina também a corda de cinquenta amot. Assim entende a tradução de referência.
“Nem menos nem mais.” Ensinou-se numa baraita: Nem menos, porque aumenta a medida; e nem mais, porque diminui.
GUEMARÁ. “Porque aumenta” — quando a corda é curta, pode o agrimensor esticá-la, e alonga a medida do techum; e a Torá disse: Com uma corda de cinquenta amot meça.
“Porque se diminui” — a corda comprida diminui, pois o seu peso a dobra, e ela se encurta no seu meio.
A citação é a Mishná Eruvin 5:4, no bloco 2037 de Eruvin 57b, cuja tradução mantemos. Segundo o Rashi, a corda curta pode ser esticada, o que alonga a medida e aumenta o techum; e a corda longa verga com o próprio peso e se encurta no meio, o que diminui o techum; e a Torá disse que se mede com uma corda de cinquenta amot. A tradução de referência atribui o ensino à Tosefta; não o encontramos na Tosefta Eruvin (edição Lieberman) e por isso não o citamos como tal. O lema do Rashi diz “שמתמעט” (“porque se diminui”), onde a guemará diz “שֶׁמְּמַעֵט” (“porque diminui”).
Disse Rabi Assi: Não se mede o techum senão com uma corda de afsakima (nome de uma planta). Que é afsakima? Disse Rabi Abba: nargila (nome de uma árvore). Que é nargila? Disse Rabi Yaakov: Uma palmeira de um só nevra (fibra). Há os que dizem a discussão assim: Que é afsakima? Rabi Abba disse: Nargila; Rabi Yaakov disse: Uma palmeira de um só nevra.
“Nevra” — isto é, fibra que cresce e se enrola em volta da palmeira, como a vigila (gavinha) das videiras.
Rabi Assi exige uma corda de afsakima; segundo a tradução de referência, porque não se estica nem se encolhe. Na primeira versão, Rabi Abba identifica afsakima com nargila, e Rabi Yaakov explica o que é nargila: uma palmeira que tem um só nevra; na segunda, Rabi Abba e Rabi Yaakov dão cada um a sua explicação de afsakima. Segundo o Rashi, nevra é a fibra que cresce e se enrola em volta da palmeira, como as gavinhas da videira; “ויגיל״א” é palavra em língua estrangeira, que entendemos como “gavinha”; a leitura é incerta. As glosas de afsakima e de nargila só indicam do que se trata; a identificação exata das plantas é incerta.
Foi ensinado numa baraita: Disse Rabi Yehoshua ben Chananya: Não tens coisa que seja melhor para medir do que correntes de ferro, que não se esticam; mas que faremos, pois eis que a Torá disse: “E na sua mão uma corda de medir” (Zecharia 2:5)?
“E na sua mão uma corda de medir” — está escrito no santuário de Yechezkel.
O versículo é Zecharia 2:5 (conferido): “e eis um homem, e na sua mão uma corda de medir”; Rabi Yehoshua ben Chananya o chama de “Torá”, embora seja dos Profetas. A corrente de ferro não se estica, e por isso seria a melhor para medir; mas o versículo fala de uma corda. O Rashi diz que se trata do santuário de Yechezkel, embora as palavras sejam as de Zecharia 2:5; talvez pense em Yechezkel 40:3 (conferido), onde o homem que mede o santuário tem “um fio de linho na sua mão, e a cana de medir”; a leitura é incerta. A Tosefta Eruvin 4:16 (Lieberman; conferido) também exclui a corrente, “ולא בשלשלת”, e exige a corda, “אלא במשיחה”.
Mas não está escrito: “E na mão do homem uma cana de medir” (Yechezkel 40:5)? Aquela cana é para os portões.
“E na mão do homem uma cana de medir” — está escrito no santuário de Yechezkel.
“Para os portões” — isto é, para medir a largura dos portões.
O versículo é Yechezkel 40:5 (conferido): “e na mão do homem uma cana de medir, de seis amot”. A resposta: a cana serve para medir os portões, que são estreitos; o Rashi diz “a largura dos portões”, e a tradução de referência entende do mesmo modo. O lema do Rashi diz “בדתרעי”, onde a guemará diz “לְתַרְעֵי”.
Rav Yossef ensinou: São três as cordas: a de magag (junco), a de netzer (ramos de salgueiro) e a de linho.
“Magag” — jonc (junco) em língua estrangeira; e usa-se porque não recebe impureza, para que todo o procedimento da pará seja em pureza.
Segundo o Rashi, o magag é o junco, em francês antigo “jonc” (“יונ״ק”), que não recebe impureza; por isso se usa na pará, cujo procedimento todo deve ser feito em pureza. A glosa de netzer segue a primeira explicação do Rashi no segmento seguinte, “salgueiro descascado”; a tradução de referência entende fibras de palmeira, como a outra versão que o Rashi traz.
A de magag, para a pará (a novilha vermelha), como aprendemos na mishná: “Amarraram-na com a corda de magag e puseram-na sobre a sua pira”. A de netzarim, para a sotá (a mulher suspeita de adultério), como aprendemos: “E depois o sacerdote traz a corda mitzri (egípcia) e amarra-a acima dos seus seios”. A de linho, para medir o techum.
“Netzarim” — salgueiro descascado. Outra versão: tzurei dekel (cordões de palmeira), e é fibra. Esta palavra de Rav Yossef discorda de Rabi Assi.
As citações são a Mishná Pará 3:9 (conferida), onde se lê “כְּפָתוּהָ בְחֶבֶל שֶׁל מֶגֶג וּנְתָנוּהָ עַל גַּב הַמַּעֲרָכָה”, “com uma corda de magag” e “sobre a pira”; e a Mishná Sotá 1:6 (conferida), onde se lê “חֶבֶל מִצְרִי”, sem artigo. A guemará liga a corda de netzarim à corda mitzri da sotá; o Rashi não explica essa ligação. Segundo o Rashi, netzarim é salgueiro descascado, ou, na outra versão, “צורי דקל”, que entendemos como cordões de fibra de palmeira; a leitura dessa expressão é incerta. O Rashi observa que Rav Yossef, que dá a corda de linho para medir, discorda de Rabi Assi, que exige a de afsakima (bloco 2045).
“Se estava medindo e chegou.” Já que a mishná ensina “volta à sua medida”, por inferência se aprende que, se não pode absorvê-lo defronte da cidade, vai a um lugar onde pode absorvê-lo, e absorve-o, e olha defronte da sua medida, e volta a ela.
“Vai ao lugar” etc. — como expliquei acima, na mishná.
Segundo o Rashi, isto já foi explicado no seu comentário à mishná (Eruvin 57b, bloco 2038): se, defronte da cidade, o vale é largo demais para a corda, vai-se a uma extremidade onde é estreito, absorve-se ali, mede-se dali em diante, e volta-se à linha defronte da cidade. “Olha defronte da sua medida”: olha para achar o ponto que corresponde à linha da medição, como entende a tradução de referência.
Já aprendemos isto, como ensinaram os sábios numa baraita: Se estava medindo e a medida chegou a um vale: se pode absorvê-lo com uma corda de cinquenta amot, absorve-o; e, se não pode, vai a um lugar onde pode absorvê-lo, e absorve-o, e olha defronte da medida, e volta à sua medida.
A baraita está na Tosefta Eruvin 4:15 (Lieberman; conferido), com redação um pouco diferente: “אם יכול להבליעו בתוך חמשים אמה, מבליעו, ואם לאו, חוזר ומודד עד מקום שהוא יכול להבליעו”. Não há comentário do Rashi neste segmento no Sefaria.
Se o vale era curvo, makdir (perfura) e sobe, perfura e desce. Se chegou a um muro, não se diz: Fure-se o muro; mas estima-o na sua largura e segue o seu caminho.
“E se o vale era curvo” — que o seu declive era inclinado e cômodo para andar; nesse caso perfura e sobe, como expliquei: o de baixo põe a corda defronte do seu coração etc. Assim ouvi; mas me é difícil nisso, por causa do que se diz adiante. E na Tosefta assim lemos: “E se o vale era curvo e não pode absorvê-lo, perfura” etc.; e assim diz: se o vale ia se curvando e rodeava a cidade, e, quando mede o techum do oeste, não pode absorvê-lo com uma corda de cinquenta amot no lado ocidental até o lugar onde se curva para o norte, e ali começa a igualar-se, essa absorção não serve para a medida do techum do oeste, e por isso perfura e sobe.
Continuação da baraita. A Tosefta Eruvin 4:15–4:16 (Lieberman; conferido) lê “אם היה גיא מעוקם, ואין יכול להבליעו, מקדיר ועולה, מקדיר ויורד, וצופה כנגד מדתו ומודד” e, sobre o muro, “אלא אומד את הכותל, וצופה כנגד מדתו ומודד”. O Rashi dá duas explicações de “curvo”. Na primeira, que diz ter ouvido, o vale tem o declive inclinado e cômodo para andar, e perfura-se com a corda de quatro amot, o de baixo segurando-a defronte do coração, como ele explicou na mishná (bloco 2040); mas acha essa explicação difícil por causa do que se diz adiante. Na segunda, conforme a leitura da Tosefta, “e não pode absorvê-lo”, o vale vai se curvando em volta da cidade: quando se mede o techum do oeste, e o vale só se deixa absorver onde se curva para o norte, essa absorção não serve para o techum do oeste, e perfura-se. A tradução de referência segue a segunda explicação. Traduzimos “מְעוּקָּם” por “curvo”, que admite as duas. A remissão do Rashi “פ״ד”, capítulo 4 da Tosefta, vem entre colchetes no Sefaria e coincide com a Tosefta Eruvin 4:15 na edição Lieberman. A expressão “começa a igualar-se” é literal; entendemos que ali o vale se estreita o bastante para a corda.
Mas não aprendemos nós na mishná: “Absorve-o e volta à sua medida”? Ali, o uso do lugar é cômodo; aqui, o uso não é cômodo, e basta estimar.
“Onde o seu uso é cômodo” — isto é, cômodo para andar um pouco, por exemplo, quando se eleva dez palmos dentro de quatro amot; ali a mishná ensina: absorve-o, se pode; e, se não, perfura.
“Aqui” — trata-se de um muro ereto demais; pois, já que não são aptos para andar, a altura do seu declive não sobe e conta na medida do techum.
A pergunta: na mishná (Eruvin 57b, bloco 2038), a cerca se absorve na corda e se volta à medida, isto é, mede-se de fato; por que, no muro da baraita, basta estimar? A resposta: ali o uso é cômodo, aqui não. Segundo o Rashi, a mishná trata de um lugar um pouco cômodo para andar, como o que se eleva dez palmos dentro de quatro amot; ali se absorve, se é possível, e, se não, perfura-se. Aqui trata-se de um muro ereto demais, que não serve para andar, e a altura do seu declive não conta na medida do techum. O lema do Rashi diz “בדניחא תשמישתיה” (“onde o seu uso é cômodo”), onde a guemará diz “נִיחָא תַּשְׁמִישְׁתָּא”.
Disse Rav Yehuda, disse Shmuel: Não ensinaram que se perfura senão onde o fio de prumo não desce defronte dele,
“Não ensinaram” — isto é, que perfura, senão onde o seu uso é cômodo, isto é, que é tão curvo que o fio de prumo não desce defronte dele: pois, quando se põe o fio de prumo dos construtores junto à sua borda, e ele desce à sua profundidade, bate no seu declive, e o declive o impede de descer defronte dele, mas o afasta da borda embaixo. “Defronte dele” significa alinhado; e adiante a guemará explica que até quatro amot se chama “desce defronte dele”, isto é, que o declive afaste o prumo, no seu fundo, quatro amot de defronte da sua borda superior.
Segundo o Rashi, a regra de que se perfura vale só onde o uso é cômodo, isto é, num declive tão inclinado que o fio de prumo, posto na borda de cima, não desce em linha reta até o fundo, mas bate no declive e é afastado dele; e a guemará explica adiante, em Eruvin 58b, que, enquanto o declive afasta o prumo até quatro amot da borda superior, ainda se diz que “desce defronte dele”. A remissão do Rashi a Eruvin 58b vem entre colchetes no Sefaria. A palavra de Shmuel continua em Eruvin 58b.