O sétimo tratado de Seder Tehorot — as leis da mulher menstruada, e o único tratado de Tehorot com Guemará Bavli própria
Massechet Nidá, o sétimo tratado de Seder Tehorot, é dedicado às leis da mulher que vê sangue de menstruação — a nidá. Ao contrário dos demais tratados desta Ordem já traduzidos neste site — Keilim, Ohalot, Negaim, Pará, Tehorot e Mikvaot, todos sem Guemará própria — Massechet Nidá é a única, entre os doze tratados de Tehorot, que recebeu Guemará completa no Talmud Bavli, o que a torna também um dos textos mais estudados e mais densamente comentados de toda a Mishná. O tratado abre com a disputa mais célebre de suas leis: desde quando retroage a impureza de uma mulher que descobre sangue sem ter percebido o início do fluxo — Shamai, o mais indulgente, conta apenas a partir do momento em que ela o percebeu; Hilel, o mais rigoroso, exige retroceder até seu último exame de pureza, ainda que distante no tempo; e os Sábios fixam a posição intermediária, hoje seguida como halachá, de um período fixo de vinte e quatro horas. A partir daí, o tratado avança pelo exame do sangue e suas cores, pela presunção de pureza da mulher, pelas diferentes categorias de mulheres quanto ao seu estatuto de nidá, pelas leis do aborto e da mulher que dá à luz, e pelas idades e sinais físicos que marcam, para a lei, a passagem da infância à maturidade.