A mulher que está fazendo suas necessidades e viu sangue: Rabi Meir diz, se estava em pé, é impura; e se estava sentada, é pura. Rabi Yossei diz: seja de um jeito, seja de outro, é pura.
Abre-se aqui o Perek Tet com um caso de dúvida ligado à urina (mei raglayim): uma mulher urina e, ao olhar, encontra sangue junto com a urina. A pergunta é se este sangue veio da fonte menstrual — caso em que a urina teria, por assim dizer, “retornado” e trazido sangue consigo — ou se veio de outro lugar, sem relação com sua condição de nidá. Rabi Meir distingue conforme a postura: em pé, teme-se que o sangue tenha vindo da fonte; sentada (e urinando com força dentro do recipiente), confia-se que não veio dali, e ela permanece pura. Rabi Yossei é mais brando e a declara pura em qualquer uma das duas posições. A lei segue Rabi Yossei, como esclarecem Rambam e Bartenura.
Rambam explica: a intenção de dizer “fazendo suas necessidades” é que está urinando. E, se estiver em pé, diz Rabi Meir que a urina retorna à fonte (menstrual) e faz sair o sangue com ela. E dizem: “e se sentada, é pura” — contanto que esteja sentada na borda da bacia, lançando a urina com força dentro da bacia, e se encontre sangue dentro do recipiente. Diz Rabi Meir que, se este sangue viesse da fonte, seria encontrado nas paredes do recipiente, pois, no momento em que terminasse de urinar, ele escorreria da fonte; e, já que não se encontrou junto às paredes, mas sim dentro do recipiente com a urina, ele saiu junto com ela — urinando pela fonte ou por outro dos órgãos pelos quais passa a urina. E a lei é conforme Rabi Yossei.
Bartenura explica: sobre “a mulher que está fazendo suas necessidades” — está urinando. Sobre “se em pé, é impura” — pois dizemos que a urina retorna à fonte e o sangue vem da fonte junto com ela. Sobre “sentada, é pura” — na Guemará isto se estabelece no caso de estar sentada na borda da bacia, jorrando a urina com força para dentro dela; e, quando jorra com força, não é comum que o sangue da fonte saia junto com a urina. E, se fosse depois de terminar a água que este sangue viesse da fonte, ele não se encontraria dentro da bacia, mas sim em sua borda, pois o sangue que vem da fonte escorre e desce, não jorra; e este sangue que se encontrou dentro da bacia, forçosamente veio do lugar por onde passa a urina, havendo ali uma ferida, e não da fonte. E, quanto a estar em pé na borda da bacia e jorrar dentro dela, não era possível estabelecer assim o caso, pois, estando em pé, não é possível jorrar com força; por isso a mishná precisou mencionar “sentada”. Sobre “Rabi Yossei diz: seja de um jeito, seja de outro, é pura” — e a lei é conforme Rabi Yossei.
Rashi explica: sobre “mishná: a mulher…” e “se em pé” — explica-se na Guemará. Na Guemará: sobre “jorrando” — isto é, quando (a urina) sai em jorro, como é seu costume, sem esforço nem retorno da urina até a fonte, e não é comum que o sangue da fonte saia junto com a urina.