O décimo segundo e derradeiro tratado de Seder Tehorot — e de toda a Mishná — as leis dos pedúnculos, talos e cabos das frutas e verduras
Massechet Uktzin, o décimo segundo e último tratado de Seder Tehorot, fecha não apenas a sexta e última Ordem, mas toda a Mishná, na sequência tradicional em que os sessenta e três tratados foram compilados. Seu nome, uktzin (עֻקְצִין), significa “pedúnculos” ou “cabos”, e todo o tratado se dedica a uma questão técnica muito específica: como os talos, raízes, cascas e apêndices ligados a uma fruta ou verdura se relacionam com a impureza ritual do próprio alimento a que estão presos.
A mishná de abertura fixa os três graus que organizam todo o tratado: yad (alça) — a parte pela qual se segura o alimento, que se contamina e contamina junto com ele mas não se une a ele para completar a medida mínima exigida; shomer (protetor) — a parte que protege e conserva o alimento, que faz tudo o que a alça faz e, além disso, se une a ele; e o que não é nem uma coisa nem outra, inteiramente neutro perante a impureza. A partir dessa distinção abstrata, o Perek Alef cataloga dezenas de casos concretos — raízes de alho, cebola e alface; o galho da videira; o buquê da tâmara; talos de repolho e acelga; e os pedúnculos de figos, alfarrobas e peras — encerrando com as medidas exatas, em palmos, que definem cada categoria.