As folhas verdes das verduras unem-se; e as brancas não se unem. Rabi Elazar bar Tzadok diz: as brancas unem-se no repolho, porque são alimento; e nas alfaces, porque protegem o alimento.
A regra geral distingue as folhas externas das hortaliças pela cor: enquanto verdes, ainda são próprias para consumo e por isso se unem ao alimento; uma vez esbranquiçadas, já murcharam e deixaram de ser comestíveis, tornando-se neutras — nem alça, nem protetoras, e portanto não se unem mais.
Rabi Elazar bar Tzadok discorda dessa regra em dois casos específicos, cada um com fundamento distinto. No repolho, mesmo as folhas externas já brancas continuam sendo efetivamente comidas — por isso se unem, não como protetoras, mas como alimento em si mesmas. Já na alface, as folhas brancas não são mais comidas, mas continuam cumprindo a função de proteger as folhas internas, mais tenras, da deterioração — e por essa razão de proteção, e não de comestibilidade, também se unem. A halachá não segue Rabi Elazar bar Tzadok: em ambos os casos, as folhas brancas permanecem fora da união.
Já explicamos que os chazarim são as alfaces (chassa). E não é halachá como Rabi Elazar bar Tzadok.
“Verdes, unem-se”: pois são próprias para consumo.
“Brancas, não se unem”: pois já não são próprias para consumo.
“E nas alfaces”: na chazeret — embora as folhas brancas não sejam próprias para consumo, ainda assim são consideradas protetoras. E não é halachá como Rabi Elazar bar Tzadok.