O décimo tratado de Seder Tehorot — o status de quem se imergiu no dia mas ainda aguarda o pôr do sol para a purificação completa
Massechet Tevul Yom, o décimo tratado de Seder Tehorot, dedica-se ao status intermediário do tevul yom — aquele que tocou em algo impuro, imergiu-se em água para se purificar, mas ainda aguarda o pôr do sol para alcançar a pureza completa. Conforme Vayikrá 22:6–7, esse período de espera transforma sua condição: ele já não contamina objetos e alimentos comuns pelo toque, mas ainda desqualifica (posel) a terumá e a challah que toca — tornando-as impróprias para consumo sacerdotal, sem, no entanto, propagar impureza adiante a partir delas. O tratado examina, com grande precisão técnica, os limites exatos desse grau intermediário de impureza: quando porções de alimento coladas umas às outras formam um único corpo para esse efeito, quais elementos são considerados parte de um alimento maior, e o que sequer é considerado alimento sujeito à impureza.
O tratado abre com a controvérsia entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre quando alimentos colados uns aos outros formam chibur (conexão) para o tevul yom (Perek Alef), passa pelos líquidos exsudados, guisados e jarras, com a questão de quando um elemento secundário se conecta ao principal (Perek Bet), retoma a conexão entre porções de alimento com casos do dia a dia da cozinha — alças, ovo batido, massa e verdura cozida em azeite de terumá (Perek Guimel) —, e fecha com os graus técnicos de impureza entre o maasser, a teruma do maasser e o tevul yom, e um conjunto de halachot finais preservadas em comum com Massechet Eduyot (Perek Dálet).