Verdura de chulin que foi cozida em azeite de terumá, e o tevul yom a tocou: Rabi Elazar ben Yehudá, homem de Bartota, diz em nome de Rabi Yehoshua, desqualificou-a toda. Rabi Akiva diz em seu nome, não desqualificou senão o lugar do seu toque.
Esta mishná é um paralelo direto ao caso final da mishná anterior, agora aplicado ao azeite em vez do suco de frutas: uma verdura comum (chulin) foi cozida em azeite de terumá, e o tevul yom tocou nessa verdura já cozida. Diferentemente do suco de frutas, o azeite é um dos sete líquidos que, segundo a halákhá geral, tornam os alimentos suscetíveis à impureza — o que muda o pano de fundo da controvérsia.
Rabi Elazar ben Yehudá de Bartota, em nome de Rabi Yehoshua, sustenta que o azeite de terumá que impregna toda a verdura durante o cozimento serve como agente pleno de conexão, de modo que o toque do tevul yom em qualquer ponto desqualifica a verdura inteira. Rabi Akiva, em nome do mesmo mestre, mantém a posição mais restritiva: mesmo sendo um líquido que torna suscetível, o azeite não serve como verdadeira conexão entre as porções da verdura, de modo que cada pedaço é avaliado separadamente, e apenas o ponto exato de contato é desqualificado.
A halachá segue Rabi Akiva, como no caso paralelo da mishná anterior: a mera presença de um líquido que torna suscetível não basta, por si só, para unificar as porções de um alimento em um único corpo para efeito de desqualificação pelo tevul yom.
Tudo isto está claro. E a lei segue Rabi Akiva.
“Desqualificou-a toda”: entende que o azeite torna suscetível e conecta.
“Não desqualificou senão o lugar do seu toque”: pois o azeite não conecta, e cada talo permanece por si mesmo.