A gamela (arevá) que é tevula yom: amassam nela a massa e cortam dela a chalá, e aproximam (o utensílio) e a chamam pelo nome, porque ela é terceiro grau, e o terceiro grau é puro para o chulin.
Depois de ensinar o caso de uma pessoa tevul yom que amassa a massa, a mishná ensina agora o mesmo princípio aplicado a um utensílio: uma gamela — o recipiente de amassar — que foi ela mesma imersa e ainda aguarda o pôr do sol para completar sua purificação (e é, portanto, ela própria "tevula yom") também pode ser usada normalmente para amassar massa. O procedimento de separação da chalá é idêntico ao da mishná anterior: corta-se a porção, aproxima-se o recipiente que não recebe impureza, e só então se chama a porção pelo nome de chalá.
A razão para repetir separadamente o caso da pessoa e o caso do utensílio é evitar um engano possível: sem esta mishná, poder-se-ia pensar que uma gamela tevula yom deveria ser proibida por precaução — para que não se venha a confundi-la com uma gamela realmente impura, cujo uso para massa de terumá seria vedado. A mishná esclarece que essa precaução não se justifica, e que o mesmo critério de terceiro grau, puro para o chulin, vale tanto para a pessoa quanto para o utensílio.
Tudo isto já está explicado a partir do que precedeu, e esta mishná vem para te ensinar que não há diferença entre uma pessoa cujo sol ainda não se pôs (tevul yom) e um utensílio cujo sol ainda não se pôs.
“Amassam nela a massa”: acima nos ensinou (a lei do) tevul yom numa pessoa, e aqui nos ensina (a lei do) tevul yom num utensílio — para que não digas que, na gamela, isso seria proibido, por receio de que se venha a confundi-la com uma gamela impura.