Sefarim · Mishná · Ética

Pirkei Avot

פִּרְקֵי אָבוֹת

Ética dos Pais — a sabedoria dos sábios, mishná a mishná, com Rambam, Rabbeinu Yoná e Bartenura

FonteMishná — מַסֶּכֶת אָבוֹת
ComentadoresRambam, Rabbeinu Yoná, Bartenura, Shemoná Perakim
Estrutura6 capítulos, divididos em 13 partes
TraduçãoOriginal, a partir do hebraico de domínio público

Pirkei Avot ("Capítulos dos Pais", ou "Ética dos Pais") é o tratado mais amado da Mishná: não trata de leis rituais, mas de ética, caráter e sabedoria de vida. São seis capítulos de máximas dos sábios, de Moisés no Sinai até os mestres da Mishná — sobre o estudo, a humildade, a justiça, a amizade, o domínio de si e o sentido da vida.

Esta edição tem foco em ética e racionalismo, e põe a Mishná lado a lado com os seus grandes intérpretes — muitos deles quase inéditos em português. Em cada mishná, o texto vem acompanhado de um aparato de comentadores de domínio público, escolhidos pela sua riqueza ética e racionalista: o Rambam (Maimônides), no seu Comentário à Mishná — a leitura filosófica e racionalista; Rabbeinu Yoná de Gerona — o caminho da piedade e do mussar (ética); o Bartenura — o comentário clássico, claro e historicamente preciso; e a Shemoná Perakim ("Oito Seções") do Rambam, a sua introdução a Avot, onde trata da alma e do meio-termo das virtudes.

Cada capítulo do tratado foi dividido em partes menores, para facilitar a leitura com o aparato completo de comentadores lado a lado com o texto original.

Os Capítulos

Capítulo I · 1:1–1:6A cadeia da tradição
פֶּרֶק רִאשׁוֹן — מִשְׁנָיוֹת א׳–ו׳
A cadeia da tradição; os três pilares; servir sem visar recompensa; a amizade.
Capítulo I · 1:7–1:12O mau vizinho e a ética do juiz
פֶּרֶק רִאשׁוֹן — מִשְׁנָיוֹת ז׳–י״ב
O mau vizinho, a ética do juiz, fugir do poder, ser dos discípulos de Aarão.
Capítulo I · 1:13–1:18"Se não sou eu por mim"
פֶּרֶק רִאשׁוֹן — מִשְׁנָיוֹת י״ג–י״ח
A fama vã, o "se não sou eu por mim" de Hilel, a Torá como eixo, o silêncio e o ato, os três pilares.
Capítulo II · 2:1–2:8O caminho do meio
פֶּרֶק שֵׁנִי — מִשְׁנָיוֹת א׳–ח׳
O caminho do meio (com a Shemoná Perakim), Torá com trabalho, e Rabban Yochanan ben Zakai.
Capítulo II · 2:9–2:16O bom coração
פֶּרֶק שֵׁנִי — מִשְׁנָיוֹת ט׳–ט״ז
O bom coração, arrepender-se um dia antes da morte, "não te cabe completar a obra".
Capítulo III · 3:1–3:9"Sabe de onde vieste"
פֶּרֶק שְׁלִישִׁי — מִשְׁנָיוֹת א׳–ט׳
"Sabe de onde vieste", a Presença entre os que estudam, "dá-Lhe do que é d'Ele".
Capítulo III · 3:10–3:18O livre-arbítrio
פֶּרֶק שְׁלִישִׁי — מִשְׁנָיוֹת י׳–י״ח
"Amado o homem criado à imagem", "tudo é previsto e a liberdade é dada", "se não há farinha não há Torá".
Capítulo IV · 4:1–4:11Quem é sábio, forte, rico
פֶּרֶק רְבִיעִי — מִשְׁנָיוֹת א׳–י״א
"Quem é sábio, forte, rico" (Ben Zoma), a humildade, não fazer da Torá um machado.
Capítulo IV · 4:12–4:22As três coroas
פֶּרֶק רְבִיעִי — מִשְׁנָיוֹת י״ב–כ״ב
As três coroas e a do bom nome, o mundo como vestíbulo, a hora de teshuvá, a ressurreição.
Capítulo V · 5:1–5:12Com dez palavras o mundo foi criado
פֶּרֶק חֲמִישִׁי — מִשְׁנָיוֹת א׳–י״ב
"Com dez palavras o mundo foi criado", as dez provações de Abraão, os dez milagres do Templo, as sete marcas do sábio, os quatro temperamentos.
Capítulo V · 5:13–5:23Esponja, funil, filtro, peneira
פֶּרֶק חֲמִישִׁי — מִשְׁנָיוֹת י״ג–כ״ג
Os quatro tipos na caridade e diante dos sábios (esponja, funil, filtro, peneira), o amor que não depende de nada (Davi e Jônatas), a controvérsia em nome do Céu, os discípulos de Abraão e de Bilam, as idades do homem, "vira-a e revira-a".
Capítulo VI · Kinyan Torá · 6:1–6:6O estudo lishmá
פֶּרֶק שִׁשִּׁי — קִנְיַן תּוֹרָה · מִשְׁנָיוֹת א׳–ו׳
O estudo lishmá de Rabi Meir, "não há homem livre senão o que se ocupa da Torá", honrar quem nos ensina (Davi e Achitofel), o caminho de pão e sal, as quarenta e oito coisas.
Capítulo VI · Kinyan Torá · 6:7–6:11Tudo foi criado para a Sua glória
פֶּרֶק שִׁשִּׁי — קִנְיַן תּוֹרָה · מִשְׁנָיוֹת ז׳–י״א
A Torá que dá vida, as virtudes belas aos justos, Rabi Yossi ben Kisma ("nem por todo o ouro do mundo"), as cinco posses do Santo, "tudo foi criado para a Sua glória".
Sobre esta tradução e as fontes. A tradução ao português é original, feita a partir do hebraico. Todos os textos hebraicos são de domínio público: a Mishná (ed. Torat Emet); o Rambam (Comentário à Mishná e Shemoná Perakim, eds. Vilna/Wikisource); Rabbeinu Yoná (ed. Berlim, 1848); e o Bartenura (ed. Torat Emet). Os blocos hebraicos do aparato são reproduzidos verbatim da fonte. Traduções inglesas consultadas só para conferência, sem reprodução. Notas e redação originais. Uso não-comercial.