Sexta halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que a pessoa não esteja num domínio e beba no outro, a não ser que tenha introduzido a cabeça e a maior parte do corpo no lugar em que bebe, e assim também na gat; e que se recolhe da calha abaixo de dez palmos, e da bica de qualquer modo. A guemará pergunta por que é proibido beber do domínio privado estando no domínio público, se a boca está acima de dez palmos, e traz a baraita do camelo; a tradição trocada de Rabi Yossi beRabi Bun sobre os três palmos junto à divisória; o caniço cercado, em que Rabi Yitzchak ben Elazar vê uma controvérsia, e a mishná do guet lançado ao telhado; a palavra de Rabi Chiyá, de que a gat é quanto ao maaser; e a palavra de que a Mishná é de Rabi Meir, que vê a parede como escavada, com a discussão sobre o que pousou. O Bavli discute esta Mishná em Eruvin 99a e 99b.
Mishná: Não esteja a pessoa no domínio privado e beba no domínio público; no domínio público, e beba no domínio privado; a não ser que tenha introduzido a sua cabeça e a maior parte do seu corpo no lugar em que bebe. E assim também na gat (lagar).
A pessoa recolhe da mazcheilá (calha) abaixo de dez palmos; do tzinor (bica), e de qualquer modo, bebe.
Entende-se “no domínio privado, e beba no domínio público”. “No domínio público, e beba no domínio privado”: não está a sua boca acima de dez palmos? É diferente, porque as águas rolam e descem.
Foi ensinado: Um camelo cuja cabeça e maior parte estão dentro, dão-lhe de comer na boca dentro; fora, dão-lhe de comer na boca fora.
Entende-se “dentro, dão-lhe de comer na boca dentro”. “Fora, dão-lhe de comer na boca fora”: não está a sua boca acima de dez palmos?
Rabi Yossi beRabi Bun: trocada está a sua tradição. Não disse assim Rabi Yaakov bar Achá em nome de Rabi Chaniná, que todos os três e três palmos que estão junto a uma divisória são como a divisória?
Explica-o no que sai para fora de três, que não tem largura de quatro.
Fincou um caniço e o cercou de divisória, e lançou do domínio público para dentro dele. Rabi Yitzchak ben Elazar diz: Conforme a controvérsia.
Objetou Rabi Yudan: E não ensinamos: “Estava ela de pé no alto do telhado, e ele o lançou a ela; quando chegou ao ar do telhado, eis que ela está divorciada”?
Disse Rabi Elazar: A mishná fala de um telhado que tem maaké (parapeito), e desde que tenha descido ao ar do parapeito; e do que não tem parapeito, que tenha descido ao ar dos três que estão junto ao telhado; pois todos os três que estão junto ao telhado são como o telhado.
Disse Rabi Chiyá: “E assim também na gat”, quanto ao maaser (dízimo).
Rabi Yehudá diz: É de Rabi Meir, que disse: Tu vês a parede como gamus (escavada).
Rabi Yaakov bar Achá em nome de Rabi Lazar: É a opinião de todos, no que se inclina dez palmos dentro de três.
Rabi Yossi perguntou: Se é no que se inclina dez palmos dentro de três, são como o telhado. O que dizemos nós lá? Onde não precisa de pouso, tu dizes: até que pouse; aqui, onde precisa de pouso, não com mais razão?
Disse Rabi Chaniná diante de Rabi Mana: De qualquer modo, não pousou? Disse-lhe: Uma vez que não tem largura de quatro, ainda que tenha pousado, é como se não tivesse pousado.
Esta é a sexta halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A halachá ocupa seis segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, aqui dividida em dois pares de hebraico e português, e os outros cinco são as seções 01 a 05 desta página, uma por segmento. Conferiu-se no Sefaria que a Mishná desta halachá corresponde à mishná avulsa inteira Eruvin 10:6, e o Sefaria liga este segmento a “Mishnah Eruvin 10:6”. A avulsa escreve וְרֻבּוֹ, onde o Yerushalmi tem וְרוּבּוֹ; וְכֵן בְּגַת, onde o Yerushalmi tem וְכֵן בַּגַּת; הַמַּזְחֵלָה, onde o Yerushalmi tem הַמַּזְחֵילָה; e וּמִן הַצִּנּוֹר, מִכָּל מָקוֹם שׁוֹתֶה, “e da bica, de qualquer modo, bebe”, onde o Yerushalmi tem מִן הַצִּינּוֹר וּמִכָּל מָקוֹם שׁוֹתֶה, “da bica, e de qualquer modo, bebe”. O Korban HaEdah anota que, segundo a leitura que temos, a frase quer dizer: da bica e de qualquer lugar de onde jorra, recolhe; mas juntar a boca é sempre proibido. No Bavli, a primeira parte da Mishná está em Eruvin 99a e a segunda em 99b, e a guemará de ambas em 99b. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b, e por isso esta página não traz link para essas folhas.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que a regra vale quando bebe com vasilhas de valor, de que precisa, por decreto, para que não as tire para o outro domínio; por isso é preciso que introduza a cabeça e a maior parte do corpo, e então não se receia mais; mas, se bebe com vasilhas de que não precisa, introduz só a cabeça e bebe ali. O Korban HaEdah diz que é quando estende o pescoço ao domínio público e bebe, por decreto de que talvez traga a vasilha para junto de si. Sobre “e assim também na gat”, ambos remetem à guemará, que a explica quanto ao maaser. Sobre a calha, o Penei Moshe explica que a mazcheilá é uma construção inclinada junto ao telhado, a menos de três palmos dele, que corre ao longo da face da parede, pela qual escorrem as águas que descem do telhado; ele recolhe as águas abaixo de dez palmos, mas não junte a boca nem toque na calha, porque, estando a menos de três do telhado, ela é como o telhado, e seria como quem arranca do telhado, que é domínio privado, estando ele no domínio público. A bica, ao contrário, sai e se projeta para fora e não está junto ao telhado, e dela bebe de qualquer modo, seja recolhendo, seja juntando a boca; mas, se a bica tem largura de quatro por quatro, é proibido, porque tira de um domínio para outro. O Korban HaEdah explica a mazcheilá como uma construção em declive feita junto à parede, pela qual as águas rastejam, e diz que o nome vem de que tudo o que anda e se arrasta se chama זוֹחֵל. No Bavli Eruvin 99b, Rav Nachman explica que se trata de uma calha a menos de três palmos do telhado, porque o que está a menos de três junto ao telhado é como o telhado; e uma baraita ensina que, se a bica tem quatro por quatro, é proibido, porque é como quem tira de um domínio para outro. O Rambam, nas Leis do Shabat 15:2, traz a regra de beber com a distinção entre vasilhas de valor e outras; e, em 15:3, que a pessoa está no domínio público e recolhe do ar as águas que jorram da bica ou da parede, desde que não toque nelas. O Shulchan Aruch, Orach Chayim 350:1, traz a regra de beber, e 351:1, a calha e a bica.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica que se entende a proibição de estar no domínio privado e beber no domínio público, porque para isso ele precisa se inclinar abaixo de dez palmos, e é como quem traz do domínio público para o domínio privado; mas, estando no domínio público e bebendo no domínio privado, por que é proibido? Ele bebe em pé, a sua boca está acima de dez palmos, e seria como quem tira do domínio privado para um makom petur (lugar isento). A resposta é que as águas rolam e descem para o corpo enquanto bebe, e é como quem tira do domínio privado para o domínio público. O Korban HaEdah explica do mesmo modo: o que ele bebe rola e desce para dentro das suas entranhas, abaixo de dez. Sobre a baraita, o Penei Moshe diz que está na Tosefta, e que a Tosefta lê אובסין, “empanturram”, mas a leitura daqui, מַלְעִיטִין, é melhor, porque a Mishná Shabat 24:3 ensina que não se empanturra o camelo, mas se lhe dá de comer na boca, que é pôr o alimento num lugar de onde ele pode devolvê-lo. A pergunta final, diz o Penei Moshe, é que a boca do camelo está acima de dez palmos, e então ele tira para um lugar isento; o Korban HaEdah acrescenta que aqui não se pode responder que as águas rolam e descem, porque as pernas do camelo são altas mais de dez, e que a guemará não responde nada a essa pergunta. A baraita está na Tosefta Eruvin 8:3, na numeração comum do Sefaria, que é 8:6 na edição de Lieberman, com אובסין. A Tosefta Kifshutah cita esta passagem do Yerushalmi, diz que a pergunta ficou sem resposta, e observa que o Yerushalmi parece não distinguir entre animal e animal. No Bavli Eruvin 20b, a baraita traz אובסין אותו מבפנים, e Rav Achá bar Rav Huna diz em nome de Rav Sheshet que o camelo é diferente, porque o seu pescoço é comprido. O Sheyarei Korban compara a resposta com as Tossafot no fim do perek HaZorek, segundo as quais engolir é pousar, e diz que daqui se vê que engolir não é pousar, mas que é culpado porque o fim é pousar. O Shaarei Torat Eretz Yisrael diz que aqui é preciso corrigir muito e trocar a ordem das frases, desde a pergunta do camelo até o fim da halachá. O Noam Yerushalmi remete, sobre a Mishná, ao que escreveu no Perek Bet; a regra de beber de um domínio no outro foi tratada no Yerushalmi Eruvin 2:2.
Sobre a seção 02. O Penei Moshe explica que a pergunta é sobre o fim da Mishná, que permite beber da bica de qualquer modo, mesmo juntando a boca: Rabi Yossi beRabi Bun pôs as tradições uma contra a outra, porque Rabi Yaakov bar Achá disse em nome de Rabi Chaniná que, em todo lugar, até três palmos junto a uma divisória são como a própria divisória, pois menos de três é como lavud (contíguo); e, se a bica estiver a menos de três do telhado, por que seria permitido, se ele está no domínio público e o telhado é domínio privado? A resposta explica a Mishná na bica que sai e se projeta para fora de três palmos do telhado, e desde que não tenha largura de quatro, porque, com largura de quatro acima de dez, ela mesma seria domínio privado. O Korban HaEdah diz que מִחְלְפָה שְׁמוּעֲתֵיהּ quer dizer que ele repassava o seu estudo e achou difícil a palavra de Rabi Yaakov bar Achá diante da Mishná, e entende a pergunta sobre a calha; e, com largura de quatro, proíbe-se por decreto de que talvez venha a recolher delas acima de dez. A mesma regra está no Yerushalmi Shabat 11:5, dita ali por Rabi Yaakov bar Achá em nome de Rav Hamnuna, com שֶׁכָּל שֶׁלֹשָׁה וּשְׁלֹשָׁה שֶׁהֵן סְמוּכִין לִמְחִיצָה כִּמְחִיצָה הֵן; aqui o hebraico tem em nome de Rabi Chaniná, e assim ficou. O Noam Yerushalmi remete ao Perek Yud de Shabat.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica o caniço fincado no domínio público, sobre o qual se fez, acima de dez palmos, um lugar de quatro por quatro, e lançou do domínio público para baixo do cercado ou sobre ele; a controvérsia é a de Rabi Yossi beRabi Yehudá e dos Sábios, que diz respeito à divisória que se estende para baixo: para Rabi Yossi beRabi Yehudá é culpado, e para os Sábios é isento, porque é uma divisória sob a qual os cabritos passam. Para o Korban HaEdah, o caniço não tem largura de quatro, o cercado é domínio privado e o objeto pousou sobre o caniço, e a controvérsia é a de Rabi e dos Sábios sobre o que pousou sobre um ziz (saliência) de qualquer tamanho. A baraita de Rabi Yossi beRabi Yehudá, “fincou um caniço no domínio público, e no alto dele um cesto, e lançou e pousou sobre ele, é culpado”, está no Bavli Shabat 101a e no Bavli Shabat 5a; e no Bavli Shabat 7a Rav Chisda diz que quem fincou um caniço no domínio privado e lançou e pousou sobre ele é culpado mesmo a cem amot, porque o domínio privado sobe até o firmamento. Sobre a objeção de Rabi Yudan, o Penei Moshe diz que ela é sobre a explicação da seção 02, que exige as duas coisas, fora de três e sem largura de quatro; e da mishná do guet, com a palavra de Rabi Elazar, se ouve que o ar fora de três nunca é como o telhado, e então para que exigir que não tenha largura de quatro? O Korban HaEdah entende que a objeção quer mostrar que aquela mishná seria como Rabi e não como os Sábios. A mishná citada é a Mishná Guitin 8:3. No Bavli Guitin 79a, Rav Yehudá diz em nome de Shmuel que se trata de um telhado que tem parapeito, e ali se diz que a regra de Rav Chisda vale para o Shabat, e não para o guet. O Bavli Guitin ainda não está neste site.
Sobre a seção 04. O Penei Moshe diz que a palavra de Rabi Chiyá está fora de lugar nos livros impressos e que pertence antes, logo depois da seção 01 e antes da palavra de Rabi Yossi beRabi Bun, para explicar “e assim também na gat” da Mishná: a gat não é senão karmelit (domínio intermediário), e na karmelit não se decreta; por isso é quanto ao maaser, e quem introduziu a cabeça e a maior parte do corpo na gat bebe sem separar o dízimo, porque essa bebida é ocasional, e fora da gat a sua bebida é fixa. O Korban HaEdah também diz que a frase não se lê aqui e pertence ao trecho de cima; o seu comentário escreve וכן בגג, onde o texto tem וְכֵן בְּגַת. Ele remete à Mishná Maasrot 4:4, “bebem sobre a gat, tanto do quente como do frio, e é isento, palavras de Rabi Meir”, que está no Yerushalmi na Halachá Maasrot 4:4. O Noam Yerushalmi também quer ler a frase de Rabi Chiyá junto da discussão de cima, e a compara com o Bavli. No Bavli Eruvin 99b e no Bavli Shabat 11b, Abaye prova de “e assim também na gat” que a gat é karmelit, e Rava diz, e assim também Rav Sheshet, que é quanto ao maaser, citando a mesma mishná de Maasrot.
Sobre a seção 05. O Penei Moshe lê ר' יודן אמר, Rabi Yudan, o amorá, no lugar de Rabi Yehudá, e explica que ele responde à objeção: a explicação de cima é segundo Rabi Meir, que diz “tu vês a parede como escavada”, como no Yerushalmi Shabat 11:3, onde Rabi Meir e os Sábios discutem; para Rabi Meir, mesmo sem um buraco de quatro na parede, ela é vista como se fosse cortada, porque se escava para completar; e então, mesmo que a bica não tenha largura de quatro, junto à parede se vê como se tivesse. O Korban HaEdah entende a palavra sobre a calha, que a Mishná permite recolher só abaixo de dez: acima de dez seria como tirar do domínio privado, mas a água não pousou; por isso a Mishná é de Rabi Meir, para quem a calha é como se tivesse quatro, e trata de uma calha fechada dos lados, em que as águas pousam. Sobre a palavra de Rabi Yaakov bar Achá, o Penei Moshe diz que a Mishná é de todos, e trata da bica que se inclina dez palmos dentro de três do telhado, e, como a inclinação vai longe, não é como o telhado; o Korban HaEdah entende que o telhado se inclina dez palmos em três amot, de modo que não é cômodo subir nele, e é como se a água tivesse pousado. Sobre a pergunta de Rabi Yossi, o Penei Moshe diz que o que está dentro de três do telhado é certamente como o telhado, e traz o argumento do guet: lá, onde basta que chegue ao domínio dela, se diz que é só quando pousa, isto é, quando chega ao ar dos três junto ao telhado; aqui no Shabat, onde em geral se precisa de pouso, com mais razão. O Korban HaEdah lê מה תמן e diz que, para o guet, ela não está divorciada até que o guet pouse, e o telhado inclinado não serve; e com mais razão no Shabat, onde se requer pouso, como no Mishkan; e por isso a Mishná é certamente de Rabi Meir. Sobre a última troca, o Penei Moshe diz que Rabi Chaniná pergunta com espanto que ali pousou, e Rabi Mana responde que, como não tem largura de quatro e não é lugar importante, mesmo pousado é como se não tivesse pousado. O Sheyarei Korban diz que explicou num caderno à parte para manter a leitura que temos, apoiando-se no Bavli Shabat 5a, e que lhe parecia antes que a palavra fala da mishná de quem lia no alto do telhado; o Shaarei Torat Eretz Yisrael reordena todo o trecho e põe a palavra de Rabi Yossi beRabi Bun, תִּיפְתָּר בְּיוֹצֵא חוּץ לִשְׁלשָֹׁה, depois do argumento do guet. O Rambam, nas Leis do Shabat 15:3, escreve que a pessoa não é culpada por recolher da bica de quatro por quatro porque as águas não pousaram, mas rastejam e vão.
Leituras incertas. מִחְלְפָה שְׁמוּעֲתֵיהּ ficou “trocada está a sua tradição”, sem decidir se Rabi Yossi beRabi Bun tem duas tradições contraditórias ou pôs duas tradições uma contra a outra, como diz o Penei Moshe. תִּיפְתָּר בְּיוֹצֵא ficou “explica-o no que sai”, sem dizer se é a bica, como o Penei Moshe, ou a calha e a bica, como o Korban HaEdah. כְּמַחֲלֹוקֶת ficou “conforme a controvérsia”, sem dizer qual. מַתְנִיתָא אָמְרָה ficou “a mishná fala”. מִתּוֹךְ שָׁלֹשׁ ficou “dentro de três”, sem a unidade: o Penei Moshe entende três palmos do telhado; o Korban HaEdah, três amot de inclinação. A frase de Rabi Yossi, כְּגַג הֵן, ficou afirmação, com o Penei Moshe. מָה נַן תַּמָּן ficou “o que dizemos nós lá?”, com “dizemos” em itálico, como argumento de leve a grave. מִכָּל מָקוֹם לִא נַח ficou pergunta, com o Penei Moshe. כְּגָמוּס ficou “gamus”, com samech, como no Sefaria, onde o Yerushalmi Shabat 11:3 tem כְּגָמוּם. רִבִּי יְהוּדָה, na seção 05, ficou Rabi Yehudá, como no hebraico, embora o Penei Moshe e Guggenheimer o entendam como Rabi Yudan, o amorá. A palavra de Rabi Chiyá ficou no lugar em que o Sefaria a põe, embora o Penei Moshe e o Korban HaEdah a transfiram.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer escreve “Rebbi Yose ben Rebbi Abun”, “Rebbi Jacob bar Aḥa”, “Rebbi Ḥanina”, “Rebbi Isaac ben Eleazar”, “Rebbi Eleazar”, “Rebbi Ḥiyya”, “Rebbi Jehudah”, “Rebbi Meïr” e “Rebbi Yose”, e aqui ficaram Rabi Yossi beRabi Bun, Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Chaniná, Rabi Yitzchak ben Elazar, Rabi Elazar, Rabi Chiyá, Rabi Yehudá, Rabi Meir e Rabi Yossi; e ele usa “Rebbi Eleazar” também para רִבִּי לָעְזָר, que aqui ficou Rabi Lazar. Na nota 100 ele lê גָמוּם, e aqui ficou a palavra do Sefaria. Ele acrescenta “cubits” a “três” na seção 05, o que o hebraico não diz. Ele traduz מַלְעִיטִין por “force-feeds”, e aqui ficou “dão-lhe de comer na boca”, segundo a Mishná Shabat 24:3 e o Penei Moshe, que a distinguem de empanturrar. Na nota 98 ele cita Lieberman, que considerava a seção 05 um dos trechos mais incompreensíveis do Yerushalmi. Na nota 88 ele remete à “Mishnah 5”, e na nota 97 à Mishná Maasrot 4:4 e ao Bavli Eruvin 99b e Shabat 11b, o que se confirmou no Sefaria. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 10:6 e 10:7, Shabat 24:3, Guitin 8:3 e Maasrot 4:4; Yerushalmi Eruvin 2:2 e 10:7, Shabat 11:3 e 11:5, e Maasrot 4:4; Bavli Eruvin 20b, 99a e 99b, Shabat 5a, 7a, 11b e 101a, e Guitin 79a; Tosefta Eruvin 8:3, que é 8:6 em Lieberman; Rambam, Leis do Shabat 15:2 e 15:3; Shulchan Aruch, Orach Chayim 350:1 e 351:1; Penei Moshe, Korban HaEdah, Sheyarei Korban, Shaarei Torat Eretz Yisrael e Noam Yerushalmi nesta halachá; Tosefta Kifshutah sobre a Tosefta Eruvin. O Sheyarei Korban só comenta as seções 01 e 05, o Shaarei Torat Eretz Yisrael só a seção 01, onde reordena o trecho, e o Noam Yerushalmi a Mishná e a seção 02. Há links para as mishnayot avulsas Eruvin 10:6, Shabat 24:3, Guitin 8:3 e Maasrot 4:4, para o Yerushalmi Eruvin 2:2, Shabat 11:3 e 11:5 e Maasrot 4:4, e para o Bavli Eruvin 20b e Shabat 5a, 7a, 11b e 101a, que este site já tem; não há link para o Bavli Eruvin 99a e 99b, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b, nem para o Bavli Guitin, a Tosefta, o Rambam e o Shulchan Aruch.
Nomes nesta página: Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא, e Rabi Chaniná, רִבִּי חֲנִינָה, na seção 02; Rabi Yitzchak ben Elazar, רִבִּי יִצְחָק בֶּן אֶלְעָזָר, Rabi Yudan, רִבִּי יוּדָן, e Rabi Elazar, רִבִּי אֶלְעָזָר, na seção 03; Rabi Chiyá, רִבִּי חִיָיה, na seção 04; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר, Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Lazar, רִבִּי לָעְזָר, Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵי, Rabi Chaniná, רִבִּי חֲנִינָא, e Rabi Mana, רִבִּי מָנָא, na seção 05. Na nota: Rav Nachman, Rav Achá bar Rav Huna, Rav Sheshet, Abaye, Rava, Rav Chisda, Rabi Yossi beRabi Yehudá, Rav Yehudá e Shmuel, do Bavli; Rav Hamnuna, do Yerushalmi Shabat 11:5.
Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, e o marcador de página da edição de Vilna, 61b, que está na seção 01 antes de לְמַעֲלָה מֵעֲשָׂרָה טְפָחִים, na segunda vez. Não há marcador de coluna da edição de Veneza nesta halachá, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foi mantida a marca פיס׳, no começo da seção 01, que não se traduz, como nas outras páginas deste site. Foram mantidas as grafias do Sefaria, como שְׁרֹאשׁוֹ, מִחְלְפָה, לִשְׁלשָֹׁה, כְּמַחֲלֹוקֶת, לַאֲוֵיר ao lado de לַאֲוִיר, בִּמִשְׁתַּפֵּעַ, שֶׂצָּרִיךְ, לִא נַח e הַיָחִיד.
A Mishná seguinte, que no Yerushalmi abre a Halachá 10:7, é a avulsa Eruvin 10:7: “בּוֹר בִּרְשׁוּת הָרַבִּים וְחֻלְיָיתוֹ גָבוֹהַּ עֲשָׂרָה טְפָחִים…”, uma cisterna no domínio público cuja borda é alta de dez palmos, e a janela que está sobre ela.