Quarta halachá do Perek Tet, Kol Gaggot (todos os telhados), de Massechet Eruvin. A Mishná trata do pátio rompido de dois lados, da casa rompida de dois dos seus lados e do mavoi cuja korá ou cujos lechayim foram tirados: Rabi Yehudá diz que são permitidos naquele Shabat e proibidos para o futuro, e Rabi Yossi diz que, se são proibidos para o futuro, são proibidos naquele Shabat. Na guemará, pergunta-se por que dois lados, e não um só, e a resposta depende dos passin do pátio; Shmuel proíbe o que foi rompido pelo meio, e Rabi Zeira e Rabi Yossi beRabi Bun o contestam com a achsadrá; Rabi Yochanan diz que Rabi Eliezer falou só do pátio e do mavoi, e não da casa; Rav e Rabi Yochanan leem Rabi Yossi para proibir nos dois Shabatot; e Rabi Yochanan reúne cinco ensinos que diz serem rigores: o kusht, a keruyá, o mavoi, o guer que tinha vinhos e o am haaretz que se tornou chaver. O Bavli discute esta Mishná em Eruvin 94a a 95a.
Mishná: Um pátio que foi rompido de dois lados, e também uma casa que foi rompida de dois dos seus lados, e também um mavoi (beco) cuja korá (viga transversal) foi tirada, ou os seus lechayim (postes laterais): são permitidos naquele Shabat e proibidos para o futuro, palavras de Rabi Yehudá. Rabi Yossi diz: Se são permitidos naquele Shabat, são permitidos para o futuro; e, se são proibidos para o futuro, são proibidos naquele Shabat.
E para que me serve “de dois dos seus lados”? Mesmo de um só lado!
E não é conforme Rav? Pois Rav disse: Um pátio se torna permitido com dois passin (tábuas verticais).
Rabi Shmuel, em nome de Rabi Zeira: Está na controvérsia. Quem diz lá com um pas (tábua vertical), aqui com um pas; quem diz lá com dois passin, aqui com dois passin.
Rompido pelo meio, é permitido. Shmuel disse: É proibido. Disse Rabi Zeira: Se esta não é tradição aprendida de Shmuel, é difícil.
Rompido todo aquele lado. Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Esta é a achsadrá (pórtico). Se fosse achsadrá, acaso não seria permitida?
Disse Rabi Yochanan: Rabi Eliezer não disse isso senão no pátio e no mavoi; mas, na casa, é como uma ponte?
Rav e Rabi Yochanan dizem: É proibido tanto neste Shabat como no Shabat que vem.
Disse Rabi Yochanan: Kusht (costo), keruyá (cabaça oca), mavoi, guer (convertido) e am haaretz (o ignorante): rigores.
Kusht, como aprendemos: O kusht, o chekes (uma especiaria) e as especiarias principais são comprados com o dinheiro do maaser (dízimo), e não se torna impuro com a impureza de alimentos, palavras de Rabi Akiva.
Disse Rabi Yochanan ben Nuri: Se são comprados com o dinheiro do maaser, tornam-se impuros com a impureza de alimentos; e, se não se tornam impuros com a impureza de alimentos, também eles não sejam comprados com o dinheiro do maaser.
Rabi Yochanan disse: Rigores: tornam-se impuros com a impureza de alimentos e não são comprados com o dinheiro do maaser.
Keruyá, como aprendemos lá: Uma keruyá que alguém mergulhou em águas que são aptas para santificar etc. Rabi Yochanan disse: Rigores: não se santifica com ela nem no começo nem no fim.
Mavoi, como aprendemos lá: E também um mavoi cuja korá foi tirada etc. Rabi Yochanan disse: Rigores: são proibidos tanto neste Shabat como no Shabat que vem.
Guer, como se ensina: Um guer que se converteu e tinha vinhos, e disse: É certo para mim que deles não se fez libação. Quando foram feitos por conta própria, são puros para ele e impuros para os outros; por conta de outros, são impuros tanto para ele como para os outros.
Rabi Akiva diz: Se são puros para ele, sejam puros para os outros; se são impuros para os outros, impuros para ele.
Rabi Yochanan disse: Para o rigor: são impuros tanto para ele como para os outros.
Am haaretz, como se ensina: Um am haaretz que foi nomeado para ser chaver (companheiro observante das leis de pureza), e tinha taharot (alimentos preparados em pureza), e disse: É certo para mim que foram feitas em pureza. Quando foram feitas por conta própria, são puras para ele e impuras para os outros; por conta de outros, são impuras tanto para ele como para os outros.
Rabi Akiva diz: Se são puras para ele, são puras para os outros; se são impuras para os outros, são impuras para ele.
Rabi Yochanan disse: Rigores: são impuras tanto para ele como para os outros.
Esta é a quarta halachá do Perek Tet, Kol Gaggot, de Massechet Eruvin. A halachá ocupa nove segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros oito é uma das seções 01 a 08 desta página; as seções 01, 04, 07 e 08 foram divididas em vários trechos de hebraico e português. A sua Mishná é a Mishná avulsa Eruvin 9:3. Há diferenças de palavras entre as duas: a avulsa tem חָצֵר שֶׁנִּפְרְצָה לִרְשׁוּת הָרַבִּים מִשְּׁתֵּי רוּחוֹתֶיהָ, “um pátio que foi rompido para o domínio público de dois dos seus lados”, onde o Yerushalmi tem só מִשְּׁתֵּי רוּחוֹת, “de dois lados”; tem שֶׁנִּטְּלוּ קוֹרוֹתָיו, no plural, “cujas vigas foram tiradas”, onde o Yerushalmi tem שֶׁנִּיטְּלָה קוֹרָתוֹ, no singular; e tem בְּאוֹתוֹ שַׁבָּת e, na fala de Rabi Yossi, לְאוֹתוֹ שַׁבָּת, onde o Yerushalmi tem as duas vezes בְּאוֹתָהּ שַׁבָּת. A pergunta do começo da seção 01 cita מִשְׁתֵּי רוּחוֹתֶיהָ, com o sufixo, como a avulsa. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 94a, como a avulsa, e a guemará sobre ela vai até Eruvin 95a. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz link para Eruvin 94a a 95a.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que o pátio foi rompido mesmo para a karmelit, e que a conclusão da guemará é que foi rompido no canto, que toma dois dos seus lados; e assim, mesmo que a ruptura seja só até dez amot, é ruptura, embora toda ruptura até dez seja como uma porta, porque פיתחא בקרן זוית לא עבדי אינשי, “uma porta no canto as pessoas não fazem”. A casa também foi rompida no canto, e o teto sobre ela foi rompido em diagonal com as paredes, e então não se diz פי תקרה יורד וסותם, “a borda do teto desce e fecha”. Para Rabi Yehudá, são permitidos naquele Shabat porque foram rompidos naquele dia, e o Shabat foi permitido em parte. Rabi Yossi, segundo o Penei Moshe, fala para proibir: já que são proibidos para o futuro, são proibidos naquele Shabat, porque não se diz que o Shabat que foi permitido em parte foi permitido todo senão onde as divisórias continuam de pé, como no pátio grande rompido para o pequeno, na Halachá 9:2; aqui as divisórias já não existem; e a halachá segue Rabi Yossi. O Korban HaEdah diz que “de dois lados” é um só rompimento que toma dois lados, no canto, e que, mesmo sem dez amot, não conta como porta; que a casa foi rompida no canto e o teto não se estende sobre o lugar da ruptura; que “para o futuro” quer dizer o Shabat seguinte; e que, segundo a guemará, Rabi Yossi é rigoroso: como são proibidos para o futuro, assim são proibidos hoje.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica a pergunta: se a ruptura é de dez, é porta, e, se é de mais de dez, mesmo de um só lado é ruptura. Em וְלֹא רַב הוּא. דְּרַב אָמַר, ele corrige ולא רבי הוא דרבי אמר, “e não é Rabi, pois Rabi disse”, e remete ao ensino de Rabi sobre o pátio no Perek Alef; a tradução seguiu o hebraico do Sefaria, Rav. O Korban HaEdah mantém Rav e remete ao Bavli Eruvin 12a, onde Rav Sheshet diz, em nome de Rav Yirmeyá bar Abba, em nome de Rav: מודים חכמים לרבי אליעזר בפסי חצר, “os sábios concordam com Rabi Eliezer quanto aos passin do pátio”. A controvérsia a que se refere Rabi Shmuel, em nome de Rabi Zeira, segundo o Korban HaEdah, é a de Rabi e dos sábios, trazida no Yerushalmi Eruvin 1:1, seção 16: רִבִּי אוֹמֵר. בְּפַס אֶחָד. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים. בִּשְׁנֵי פַסִּין; e no Bavli 12a a baraita está ao contrário, חצר ניתרת בפס אחד. רבי אומר: בשני פסין. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que, para quem basta um pas, era preciso que o pátio fosse rompido de dois lados, pois, de um só lado, o que resta da parede conta como pas. Sobre “rompido pelo meio”, o Penei Moshe lê a frase sobre a casa da Mishná, que, rompida no meio, é permitida, porque se diz que a borda do teto desce e fecha, mesmo em mais de dez; Shmuel a proíbe mesmo assim; e Rabi Zeira diz que, se Shmuel não recebeu isto como halachá, é difícil, porque não se diria ali a borda do teto. Ele explica “rompido todo aquele lado” como o sentido das palavras de Shmuel, que todo aquele lado, no meio da casa, foi rompido; e Rabi Yossi beRabi Bun acrescenta que ainda é difícil, pois esta é a achsadrá, que é aberta, e a achsadrá é permitida, porque se diz que a borda do teto desce e fecha. O Korban HaEdah lê a frase sobre o pátio rompido no meio, com restos de parede dos dois lados; para ele, a dificuldade é que deveria ser como uma porta, e Rabi Yossi beRabi Bun diz que, assim como a achsadrá é permitida, também esta. A tradução deixou “rompido pelo meio” sem dizer se é a casa ou o pátio. No Bavli, em Eruvin 94b, a escola de Rav explica a casa rompida no canto com o teto em diagonal, e Rav e Shmuel divergem sobre a achsadrá no vale: Rav diz que se pode transportar nela toda, e Shmuel, só em quatro amot. O Mishneh Torah, Shabat 17:35, decide que na achsadrá no vale se transporta toda, porque a borda do teto desce e fecha, e que a casa ou o pátio rompidos no canto em dez amot são proibidos, porque não se faz porta no canto.
Sobre as seções 02 e 03. O Penei Moshe explica que Rabi Yochanan vem dizer por que Rabi Eliezer, que na Halachá 9:3 diz que o pátio rompido para o domínio público tem a lei do domínio público, aqui não diz nada: ele só o disse do pátio e do mavoi, que são lados do domínio público; mas a casa, mesmo rompida para o domínio público, é como uma ponte, para ser passagem dos muitos? Ele o lê como pergunta de espanto. O Korban HaEdah diz que, se a casa foi rompida para o domínio público, Rabi Eliezer concorda que não é como o domínio público, e quem leva dela para o domínio privado está isento. Aqui o hebraico tem רִבִּי לִיעֶזֶר, e a tradução tem Rabi Eliezer; na Halachá 9:3 a guemará tem רִבִּי לָעְזָר. Sobre Rav e Rabi Yochanan, o Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que os dois leem Rabi Yossi para proibir, tanto neste Shabat como no seguinte. No Bavli, em Eruvin 95a, pergunta-se se Rabi Yossi fala para proibir ou para permitir, e respondem Rav Sheshet, לֶאֱסוֹר, “para proibir”, e Rabi Yochanan, também para proibir; ali é Rav Sheshet, e aqui é Rav.
Sobre a seção 04. A lista de Rabi Yochanan e as suas cinco explicações estão também no Yerushalmi Chagigá 3:4, com algumas palavras a mais; o Yerushalmi deste site ainda não tem Chagigá. O Penei Moshe diz que todos os cinco são mishnayot e baraitot em que se ensina “se assim, então também assim”, e que em todos Rabi Yochanan vai para o rigor; o Korban HaEdah chama-os de sinais de halachot e diz que em todos se poderia duvidar se é para facilitar ou para agravar. A Mishná citada é a de Uktzin 3:5, como dizem o Penei Moshe e o Korban HaEdah. Ali se lê הַקֹּשְׁטְ, וְהַחֶמֶס, וְרָאשֵׁי בְשָׂמִים, e a lista segue com הַתִּיאָה, וְהַחִלְתִּית, וְהַפִּלְפְּלִין, וְחַלּוֹת חָרִיעַ; a Mishná tem אָמַר לוֹ e a pergunta מִפְּנֵי מָה אֵינָן מִטַּמְּאִין, “por que não se tornam impuros”, onde aqui o hebraico diz só מִטַּמְּאִין טוּמְאַת אוֹכְלִין, “tornam-se impuros”; e aqui está הַחֶכֶס, onde a Mishná e o paralelo de Chagigá têm הַחֶמֶס, e וְאֵינוֹ מִטַּמֵּא, no singular. O Penei Moshe diz que o kusht é o קושט, uma das especiarias do incenso, que o חמס é a canela e que as especiarias principais são como a noz-moscada; o Korban HaEdah diz que o חמס é o gengibre, ou, segundo outros, a canela, e que as especiarias principais são como a noz-moscada e o nardo. Segundo os dois, Rabi Yochanan diz que se segue o rigor: tornam-se impuros e não são comprados com o dinheiro do maaser. O Sheyarei Korban pergunta como Rabi Yochanan pode dizer que não são iguais, se Rabi Yochanan ben Nuri só disse que as duas coisas andam juntas, e qual é o rigor, se há leniência na impureza; ele traz do Bavli Nidá 51b נמנו וגמרו דאינן מטמאין טומאת אוכלין ואין ניקחין בכסף מעשר, “contaram-se e concluíram que não se tornam impuros com a impureza de alimentos e não são comprados com o dinheiro do maaser”, dito ali por Rabi Yochanan ben Nuri, e propõe ler Rabi Yochanan, o amora, como no comentário do Rash a Uktzin. No Bavli do Sefaria, a frase é נִמְנוּ וְגָמְרוּ שֶׁאֵין נִקָּחִין בְּכֶסֶף מַעֲשֵׂר, וְאֵין מִטַּמְּאִין טוּמְאַת אֳוכָלִין, de Rabi Yochanan ben Nuri. O Mareh HaPanim diz que as palavras de Rabi Yochanan não são halachá em todos os casos da lista, por causa desse mesmo ensino e porque, na keruyá, a halachá segue o primeiro tanna e não Rabi Yehoshua; e que o sentido é que todos os que disseram “se assim” disseram para o rigor.
Sobre a seção 05. A Mishná citada é a de Pará 5:3, como dizem o Penei Moshe e o Korban HaEdah, e não uma Mishná de Mikvaot. Ali se lê קֵרוּיָה שֶׁהִטְבִּילוּהָ בְמַיִם שֶׁאֵין רְאוּיִין לְקַדֵּשׁ, “águas que não são aptas para santificar”, e aqui está שֶׁהֵן רְאוּיִין, “que são aptas”, como no paralelo de Chagigá; o Mareh HaPanim diz que esta leitura é a do Rambam na Mishná. O resto da Mishná, que aqui o וכו׳ deixa de fora, diz que se santifica com ela até que se torne impura, que, tornada impura, não se santifica com ela, e que Rabi Yehoshua diz: se se santifica com ela no começo, também no fim; se não no fim, também não no começo. O Penei Moshe explica que a keruyá é uma cabaça seca e oca com que se tira água; que santificar é pôr nela a cinza da vaca vermelha; que a imersão é só um acréscimo de cuidado feito para as águas da purificação; e que Rabi Yochanan explica Rabi Yehoshua para o rigor: não se santifica com ela nem no começo nem no fim. O Korban HaEdah diz o mesmo, e acrescenta que se fala de uma keruyá nova, que nunca se tornou impura. O Sheyarei Korban pergunta o que Rabi Yochanan ensina, se no fim da Mishná Rabi Yehoshua já é rigoroso, e conclui que בֵּין כָּךְ וּבֵין כָּךְ são palavras do primeiro tanna, como explica o Rambam.
Sobre a seção 06. O “lá” não é outra Mishná: o Penei Moshe diz היינו במתני' דידן, “é a nossa Mishná”, e o Korban HaEdah, היינו מתני'. A Mishná citada é, portanto, a desta halachá, a avulsa Eruvin 9:3, e não uma Mishná do Perek Alef de Eruvin, onde não há um mavoi cuja korá foi tirada. A lista parece ter sido formulada no lugar de Chagigá, onde o “lá” cabe, e foi trazida para cá inteira; ali se lê כול' e בְּשַׁבָּת הַזֹּאת. Guggenheimer diz que este “lá” mostra que o texto de Chagigá é o original.
Sobre a seção 07. O Penei Moshe diz que esta baraita está na Tosefta de Avodá Zará, mas ela não foi achada na Tosefta Avodá Zará do Sefaria, em nenhum dos seus capítulos. Uma forma mais curta está na Massechet Gerim 1:9, publicada neste site em Gerim, capítulo 1, halachá 9: מותר לו ואסורים לאחרים, “permitido a ele e proibidos aos outros”, e Rabi Akiva, מה אם לאחרים אסורים אוסר לעצמו; e ali se segue uma frase sobre o que foi feito em pureza junto ao chaver, que lembra a baraita da seção 08. O Penei Moshe explica que “por conta própria” quer dizer que ele os guardava para si, e que para si é crido, porque tinha em mente converter-se e, sem dúvida, os guardava; mas não é crido para os outros; e, se os fez por conta de outros, nem para si é crido. O Korban HaEdah, num comentário que no Sefaria está junto ao segmento do mavoi, explica על גב אחרים: outros gentios se ocupavam do seu vinho. Rabi Yochanan explica Rabi Akiva para o rigor: não é crido nem para si nem para os outros. “Puros” e “impuros” ficaram literais; aqui querem dizer permitidos e proibidos, como na Massechet Gerim.
Sobre a seção 08. O Korban HaEdah explica que “nomeado para ser chaver” quer dizer que aceitou sobre si as palavras de chaver, כדתנן בפ"ב דדמאי, “como aprendemos no segundo capítulo de Demai”, que é a Mishná Demai 2:3, הַמְקַבֵּל עָלָיו לִהְיוֹת חָבֵר; a Tosefta Demai 2:2, no Sefaria, enumera as quatro coisas que aceita quem é recebido como chaver. A baraita do am haaretz que tinha taharot não foi achada na Tosefta Demai do Sefaria. O Penei Moshe explica que o am haaretz não é crido sobre as taharot, que este aceitou sobre si as palavras de chaver e tinha taharot de antes, e que Rabi Yochanan explica Rabi Akiva também para o rigor: não é crido nem para si nem para os outros.
Leituras incertas. וְלֹא רַב הוּא ficou “e não é conforme Rav?”, com “conforme” em itálico, e o hebraico do Sefaria manteve Rav, embora o Penei Moshe corrija para Rabi. בְּמַחֲלוֹקֶת ficou “está na controvérsia”. אִין לֵית הָדָא אוּלְפַּן דִּשְׁמוּאֵל ficou “se esta não é tradição aprendida de Shmuel”, com o Penei Moshe e o Korban HaEdah, que leem אולפן como o que Shmuel recebeu. נִפְרָץ כָּל אוֹתוֹ הָרוּחַ ficou como frase, sem decidir se é pergunta ou explicação; o Penei Moshe a lê como explicação de Shmuel. אֲבָל בַּבַּיִת כְּגֶשֶׁר הוּא ficou como pergunta, com o Penei Moshe. חֳמָרִים e חוֹמָרִין ficaram “rigores”, e לְחוֹמָרִין, na seção 07, “para o rigor”. הַחֶכֶס ficou transliterado, chekes, sem decidir qual especiaria é, porque a Mishná tem outra palavra. עַל גַּב עַצְמָן e עַל גַּב אֲחֵרִים ficaram “por conta própria” e “por conta de outros”, entre a explicação do Penei Moshe e a do Korban HaEdah. לְקַדֵּשׁ ficou “santificar”, e o seu sentido está acima.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer escreve “Rebbi Yose ben Rebbi Abun”, “Rebbi Jehudah” e “Rebbi Joḥanan”, e aqui ficaram Rabi Yossi beRabi Bun, Rabi Yehudá e Rabi Yochanan. Ele traduz כּוֹשְׁתְּ com “costos”, קֲירוּיָה com “hollowed squash”, הַחֶכֶס com “cardamon”, גֵר com “convert” e “proselyte” e עַם הָאָרֶץ com “vulgar”; aqui ficaram kusht, keruyá, chekes, guer e am haaretz. Em נִפְרָץ כָּל אוֹתוֹ הָרוּחַ ele põe uma pergunta, e aqui ficou uma frase. No Sefaria, o seu inglês está dividido de outro modo a partir do quinto segmento: a lista de Rabi Yochanan fica sozinha num segmento, cada explicação passa para o segmento seguinte, e o guer e o am haaretz ficam juntos no último; por isso algumas notas suas aparecem junto ao trecho errado, e a nota 68, “Discussion of Mishnah 5”, não pertence ao am haaretz. Ele acrescenta entre colchetes palavras que aqui ficaram em itálico. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 9:3; Bavli Eruvin 12a, 94a, 94b e 95a; Yerushalmi Eruvin 1:1, 9:2, 9:3 e 9:5; Yerushalmi Chagigá 3:4; Mishná Uktzin 3:5, Pará 5:3 e Demai 2:3; Tosefta Demai 2:2, e a Tosefta Avodá Zará e a Tosefta Demai inteiras no Sefaria, onde as baraitot do guer e do am haaretz não foram achadas; Massechet Gerim 1:9; Mishneh Torah, Shabat 17:35; Bavli Nidá 51b; Penei Moshe, Korban HaEdah, Sheyarei Korban e Mareh HaPanim nesta halachá. Referências corrigidas: a Mishná da keruyá é Pará 5:3, e não Mikvaot; o “lá” do mavoi é esta mesma Mishná, a avulsa Eruvin 9:3, e não uma Mishná do Perek Alef de Eruvin; a baraita do guer, que o Penei Moshe põe na Tosefta de Avodá Zará, não está na Tosefta Avodá Zará do Sefaria, e o paralelo achado é a Massechet Gerim 1:9; a palavra de Rav sobre os passin do pátio, no Bavli 12a, é dita por Rav Sheshet em nome de Rav Yirmeyá bar Abba, em nome de Rav, e a baraita de Rabi e dos sábios está ali ao contrário do Yerushalmi Eruvin 1:1; e, no Bavli 95a, quem fala com Rabi Yochanan é Rav Sheshet, e não Rav. Guggenheimer não dá número de Tosefta para as baraitot desta halachá. Não há link para o Bavli Eruvin 94a a 95a nem para o Bavli Nidá, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b e não tem Nidá; não há link para o Yerushalmi Chagigá, que este site ainda não tem.
Nomes nesta página: Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, e Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵי, na Mishná; Rav, רַב, Rabi Shmuel, רִבִּי שְׁמוּאֶל, Rabi Zeira, רִבִּי זֵירָא e רִבִּי זְעִירָא, Shmuel, שְׁמוּאֵל, e Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, na seção 01; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן, e Rabi Eliezer, רִבִּי לִיעֶזֶר, na seção 02; Rav e Rabi Yochanan na seção 03; Rabi Akiva, רַבִּי עֲקִיבָא e רִבִּי עֲקִיבָה, e Rabi Yochanan ben Nuri, רַבִּי יוֹחָנָן בֶּן נוּרִי, nas seções 04, 07 e 08. Na nota: Rabi, Rav Sheshet e Rav Yirmeyá bar Abba, do Bavli 12a; Rabi Yehoshua, da Mishná de Pará.
Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, o marcador da coluna da edição de Veneza 25d, na seção 01, antes de מוּתֶּרֶת, e o marcador da página da edição de Vilna 58a, na seção 03, antes de בֵּין בְּשַׁבָּת זוֹ. Não há marcador numérico, parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foram mantidas a marca פיס׳, no começo da seção 01, que, como nas outras páginas, não se traduz, e as marcas וכו׳, na seção 05, e כו׳, na seção 06, traduzidas com “etc.”; não há aqui a marca כול׳. Foram mantidas as grafias do Sefaria, como פַסין, na seção 01; קֲירוּיָה, חֳמָרִים, הַחֶכֶס, וְאֵינוֹ מִטַּמֵּא, רַבִּי ao lado de רִבִּי e נִיקְחִין, na seção 04; קֵרוּיָיה ao lado de קֵרוּיָה, na seção 05; e טְמֵיאוֹת, na seção 08; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.
A Mishná seguinte, Eruvin 9:5, no Yerushalmi, trata de quem constrói um andar sobre duas casas e das pontes abertas dos dois lados: “הַבּוֹנֶה עֲלִיָיה עַל גַּבֵּי שְׁנֵי בָתִּים…”, e nela Rabi Yehudá diz que se transporta debaixo delas no Shabat, e os sábios proíbem.