Terceira halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que quem lê no livro sobre a soleira, e o livro rolou da sua mão, enrola-o para junto de si; se lia no alto do telhado, enquanto o livro não chegou a dez palmos do chão, enrola-o para junto de si, e, desde que chegou, vira-o sobre a escrita; Rabi Yudá permite enrolá-lo mesmo à largura de um fio do chão, e Rabi Shimon mesmo no próprio chão, porque nenhum shevut se mantém diante dos Escritos Sagrados. A guemará pergunta de que soleira se trata e como o livro chegou ali; atribui a proibição dos dez palmos a Rabi Yudá, que proíbe usar o ar de dez palmos; explica que se vira o livro para que a escrita não seja desprezada, com a palavra de Rabi Achá em nome de Rabi Shmuel bar Nachman; e, diante da contradição de Rabi Yudá, Rabi Yochanan diz que não há aqui Rabi Yudá, mas Rabi Meir. O Bavli discute esta Mishná em Eruvin 97b a 98b.
Mishná: Quem lê no livro sobre a soleira, e o livro rolou da sua mão, enrola-o para junto de si. Estava lendo no alto do telhado, e o livro rolou da sua mão: enquanto não chegou a dez palmos, enrola-o para junto de si; e, desde que chegou a dez palmos, vira-o sobre a escrita. Rabi Yudá diz: Mesmo que não esteja afastado do chão senão a largura de um fio, enrola-o para junto de si. Rabi Shimon diz: Mesmo no próprio chão, enrola-o para junto de si, pois não há coisa que seja por causa de shevut (proibição rabínica do Shabat) que se mantenha diante dos Escritos Sagrados.
A Mishná é numa soleira permitida. Mas fora da soleira, é proibida? Explica-se que estava sentado e lendo nele enquanto ainda era dia, e esqueceu e o tirou. Enquanto não chegou a dez palmos, enrola-o para junto de si; desde que chegou a dez palmos, é proibido. Rabi Yaakov bar Achá, em nome de Rabi Yassa: É de Rabi Yudá, que disse: É proibido usar o ar de dez palmos.
“Desde que chegou a dez palmos, vira-o sobre a escrita.” Por quê? Para que não seja desprezada a escrita. E vem conforme o que disse Rabi Achá em nome de Rabi Shmuel bar Nachman: Um livro sobre o qual não há pano, vira-o sobre a escrita, para que não seja desprezada a escrita.
“Rabi Yudá diz: Mesmo que não esteja afastado do chão senão a largura de um fio, enrola-o para junto de si.” A opinião de Rabi Yudá está invertida. Lá ele diz: É proibido usar o ar de dez; e aqui diz assim? Disse Rabi Yochanan: Não há aqui Rabi Yudá, mas Rabi Meir. Palavras dos Sábios. Rabi Yossi diz em nome de Rabi Yochanan: Não somente um livro, mas mesmo versículos, disse.
Esta é a terceira halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin, de Massechet Eruvin. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros três é uma das seções 01, 02 e 03 desta página. Conferiu-se no Sefaria que a sua Mishná é a Mishná avulsa Eruvin 10:3. Há diferenças de grafia e de palavras entre as duas: a avulsa começa הָיָה קוֹרֵא בַסֵּפֶר, onde o Yerushalmi tem הַקּוֹרֵא בַסֵּפֶר; escreve נִתְגַּלְגֵּל, sem vav, na primeira vez; tem אֲפִלּוּ אֵין מְסֻלָּק, onde o Yerushalmi tem אֲפִילוּ אֵינוֹ מְסוּלָּק; tem כִמְלֹא מַחַט, “como a largura de uma agulha”, onde o Yerushalmi tem מְלֹא הַחוּט, “a largura do fio”; tem בָאָרֶץ עַצְמוֹ e שֶׁאֵין לְךָ דָּבָר, onde o Yerushalmi tem בָאָרֶץ עַצְמָהּ e שֶׁאֵין דָּבָר; e diz רַבִּי יְהוּדָה, onde o Yerushalmi tem רִבִּי יוּדָה, e por isso aqui ficou Rabi Yudá. No Bavli, a Mishná, em Eruvin 97b, também tem כִּמְלֹא מַחַט, mas a guemará, em Eruvin 98a, ao citá-la, tem מְלֹא הַחוּט. O Bavli discute esta Mishná de Eruvin 97b a 98b; o Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b, e por isso esta página não traz link para essas folhas.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que a soleira é uma karmelit (domínio intermediário), de três a dez palmos de altura e quatro de largura, diante da casa, e o domínio público passa diante dela; que os livros deles eram enrolados como o nosso Sefer Torá; que parte do livro rolou para o domínio público e parte ainda está na sua mão; e que o enrola para junto de si porque a ponta está presa na sua mão, mas só se rolou para dentro de quatro amot, porque, se rolou para fora de quatro amot no domínio público, teme-se que escape inteiro da sua mão e chegue a trazê-lo quatro amot no domínio público, e então o vira sobre a escrita e o deixa. O telhado é domínio privado, e acima dos dez palmos de baixo não é domínio público, mas lugar isento; desde que chegou aos dez palmos, que são domínio público, vira-o sobre a escrita, para o lado da parede, para que não fique jogado em tanto desprezo. Ele lembra que o Bavli pergunta que o livro não pousou no domínio público, e responde que se trata de uma parede inclinada, em que o livro pousa; e que a palavra de Rabi Yehudá é explicada ali como frase incompleta: numa parede que não é inclinada, mesmo a menos de três palmos do chão, enrola-o, porque se requer um pousar sobre alguma coisa. Sobre Rabi Shimon, diz que aqui não há senão shevut, porque a ponta está na sua mão, e que a halachá não segue Rabi Shimon, mas Rabi Yehudá. O Korban HaEdah explica que a soleira é como um banco diante da entrada da casa; que os dez palmos são os de baixo, junto ao chão do domínio público; que vira as letras para o lado da parede e o deixa ali até escurecer; e que o shevut é a proibição dos Sábios de enrolá-lo, porque talvez caia inteiro da sua mão e chegue a trazê-lo, o que é proibição da Torá. O Mareh HaPanim diz que assim escreve o Rambam, nas Leis do Shabat 15:21: quem lê no livro na karmelit, e parte do livro rolou para o domínio público e parte está na sua mão, se rolou para fora de quatro amot vira-o sobre a escrita e o deixa, e dentro de quatro amot enrola-o para junto de si. Ele resume o Bavli Eruvin 98a: Rabá diz que se trata de uma soleira pisada, que é domínio privado, e que os Sábios o permitiram por causa do desprezo dos Escritos Sagrados; Abaye lhe objeta com a baraita que distingue dentro e fora de quatro amot, e explica que se trata de uma soleira que é karmelit, com o domínio público passando diante dela. O Sheyarei Korban traz a palavra do Baal HaMaor de que o Rif não explicou nada aqui. A Tosefta tem um caso parecido: היה יושב וקורא בספר על האסקופ', ונתגלגל ספר מידו, “estava sentado e lendo no livro sobre a soleira, e o livro rolou da sua mão”; assim está na edição de Lieberman, 8:13, que na edição comum do Sefaria é a Tosefta Eruvin 8:7.
Sobre a seção 01. A marca פיס׳, no começo, é do Sefaria, e não foi traduzida. O Penei Moshe lê as primeiras frases como pergunta: como tirou o livro da casa para a soleira no Shabat? Diremos que a Mishná fala de uma soleira permitida, alta dez palmos e larga quatro, que é domínio privado como a casa, ou não larga quatro, que é lugar isento; mas, se é lugar proibido, uma karmelit, o que é? E a resposta: sempre se trata de uma soleira proibida, que é karmelit, e explica-se que estava sentado ali e lendo nele enquanto ainda era dia, e o Shabat chegou sobre ele, ou que esqueceu e o tirou da casa para a soleira; e a Mishná ensina o que fazer se o livro rolou da sua mão. O Korban HaEdah lê de outro modo: a Mishná é com a soleira do domínio privado, alta dez e larga quatro, para a qual se pode tirar do domínio privado; mas fora da soleira está o domínio público, e é difícil, porque se deveria decretar que talvez caia inteiro da sua mão e chegue a trazê-lo, o que é culpa de oferenda pelo pecado; e a resposta explica a Mishná com a soleira que é karmelit, e estava sentado lendo nele enquanto era dia, e esqueceu, e o livro caiu da sua mão à noite. A tradução manteve a forma de pergunta só na segunda frase, e ficou “e esqueceu”, com o vav do hebraico וְשָׁכַח. Sobre os dez palmos, o Penei Moshe diz que é proibido enrolá-lo, embora não tenha pousado, e que a razão é que Rabi Yudá proíbe usar o ar de dez palmos do domínio público mesmo sem pousar, porque pensa que o que está suspenso no ar é como o que pousou, como se disse antes, no capítulo HaZorek, na Halachá 1: תַּנֵּי בְשֵׁם רִבִּי יוּדָה. זָרַק אַרְבַּע אַמּוֹת בִּרְשׁוּת הָרַבִּים חַיָיב, “ensinou-se em nome de Rabi Yudá: quem lançou quatro amot no domínio público é culpado”, que está no Yerushalmi Shabbat 11:1. O Korban HaEdah diz que o ar do domínio público até dez palmos é como o domínio público. No Bavli, a opinião de que Rabi Yehudá pensa que o que está suspenso no ar é como o que pousou está no Bavli Shabbat 97b. O Mareh HaPanim diz que este Talmud segue a sua linha, que explica Rabi Yehudá como o Bavli supunha a princípio no capítulo HaZorek, e por isso é forçado a dizer, na seção 03, que não há aqui Rabi Yudá, mas Rabi Meir; mas o Bavli conclui de outro modo, e assim se distingue, como dizem os Tosafot do Bavli Eruvin 98b, no comentário que começa אלא כולה רבי יהודה היא. Ele acrescenta que esta guemará, ao explicar que o livro estava ali desde o dia, apoia a explicação de Abaye no Bavli, de que a soleira é karmelit.
Sobre a seção 02. O Penei Moshe explica que o vira para que a escrita não seja desprezada se ficar jogada fora; e que o livro sobre o qual não há pano é o descoberto, que não tem pano para cobrir a escrita, e o vira para que não caia pó sobre ela. O Korban HaEdah diz que o pano protege a escrita, para que o pó não suba sobre as letras. A palavra de Rabi Achá em nome de Rabi Shmuel bar Nachman está também no Yerushalmi Meguilá, que no Sefaria é a Halachá 1:9, com a palavra כְּדֵי a mais; Guggenheimer a chama de Meguilá 1:7; este site ainda não tem o Yerushalmi Meguilá, e por isso não há link. O tratado Soferim 3:16 tem a mesma regra, sem nome: וספר שאין עליו מפה הופכו על הכתב. No Bavli Eruvin 98a, a guemará pergunta da baraita que não permitiram aos escribas de livros, tefilin e mezuzot virar a folha sobre a sua face, mas estender sobre ela um pano; e responde que lá é possível, e aqui não é possível, e, se não o virar, há mais desprezo dos Escritos Sagrados.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica a contradição: lá, no capítulo HaZorek, Rabi Yudá diz que é proibido usar o ar de dez palmos, mesmo sem pousar; e aqui diz que, enquanto não chegou ao próprio chão, é permitido enrolá-lo. Sobre Rabi Yochanan, diz que não se lê na Mishná Rabi Yehudá, mas Rabi Meir, e que דִּבְרֵי חֲכָמִים quer dizer que são os Sábios e Rabi Meir os que divergem na Mishná. O Korban HaEdah lê também que não se lê Rabi Yudá, mas Rabi Meir; e explica דִּבְרֵי חֲכָמִים como introdução da frase seguinte: os Sábios da academia disseram que Rabi Yossi disse em nome de Rabi Yochanan. A tradução deixou “Palavras dos Sábios” como frase à parte. Sobre פַסְוקִיָא, o Penei Moshe diz que não se trata só do Sefer Torá inteiro, mas mesmo de quem lia alguns versículos da Torá escritos num rolo, e que neles divergem como na Mishná, e, segundo Rabi Shimon, sempre os enrola, se a ponta está na sua mão, porque são Escritos Sagrados; o Korban HaEdah diz: não só um livro inteiro, mas mesmo versículos que caíram da sua mão. A tradução seguiu os dois. O Bavli Eruvin 98b resolve a contradição de outro modo: a Mishná inteira é de Rabi Yehudá, e é frase incompleta, sobre a parede inclinada e a não inclinada, porque se requer um pousar sobre alguma coisa; e a Mishná avulsa e a do Bavli mantêm Rabi Yehudá.
Leituras incertas. מַתְנִיתָא בְּאַיסְקוּפָּה מוּתֶּרֶת. אֲבָל חוּץ לָאַסְקוּפָּה אֲסוּרָה ficou “a Mishná é numa soleira permitida; mas fora da soleira, é proibida?”, com a primeira frase afirmativa e a segunda como pergunta; o Penei Moshe lê tudo como pergunta, e o Korban HaEdah, como afirmação seguida de dificuldade. תִּיפְתָּר ficou “explica-se”. וְשָׁכַח וְהוֹצִיאוֹ ficou “e esqueceu e o tirou”, embora o Penei Moshe o leia como alternativa. בָּאֲוִיר עֲשָׂרָה טְפָחִים ficou “o ar de dez palmos”, isto é, o ar até dez palmos do chão. מְלֹא הַחוּט ficou “a largura de um fio”. דִּבְרֵי חֲכָמִים ficou frase à parte, “Palavras dos Sábios”, sem decidir entre as leituras do Penei Moshe e do Korban HaEdah. פַסְוקִיָא ficou “versículos”, com os dois comentaristas; Guggenheimer lê a palavra como o latim fascia (faixa) e traduz “a belt”, e diz que a regra da Mishná é das regras da karmelit, e não uma facilidade própria dos Escritos Sagrados.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer escreve “Rebbi Jehudah” para רִבִּי יוּדָה, e aqui ficou Rabi Yudá; “Rebbi Jacob bar Aḥa” e “Rebbi Yasa”, e aqui ficaram Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Yassa; “Rebbi Yose”, para רִבִּי יוֹסֵי, e aqui ficou Rabi Yossi; e “Rebbi Joḥanan” e “Rebbi Meïr” ficaram Rabi Yochanan e Rabi Meir. Ele traduz וְשָׁכַח com “or he forgot”, e o hebraico tem “e”; traduz a marca פיס׳ com “Paragraph”; e repete, na fala de Rabi Shimon, a nota 10, que é sobre enrolar o livro segurando parte dele. A sua remissão a Shabbat 1, nota 68, sobre a soleira, aponta no Sefaria para o Yerushalmi Shabbat 1:1, segmento 9, que fala de outra coisa; a nota sobre a palavra אִיסְקוּפָּה é a nota 66, no segmento 8 do Yerushalmi Shabbat 1:1. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 10:3 e 10:4; Yerushalmi Eruvin 10:4; Yerushalmi Shabbat 1:1 e 11:1; Yerushalmi Meguilá 1:9; Tosefta Eruvin 8:7, e 8:13 na edição de Lieberman; tratado Soferim 3:16; Bavli Eruvin 97b, 98a e 98b; Bavli Shabbat 97b; Tosafot do Bavli Eruvin 98b; Rambam, Leis do Shabat 15:21; Penei Moshe, Korban HaEdah, Sheyarei Korban e Mareh HaPanim nesta halachá. As remissões de Guggenheimer a Shabbat 11, nota 49, que é o Yerushalmi Shabbat 11:1, e ao tratado Soferim 3:16 foram confirmadas; a sua remissão a Meguilá 1:7 foi confirmada no Sefaria como Meguilá 1:9; a sua remissão a Shabbat 1, nota 68, foi corrigida, como se disse acima. Há links para a Mishná avulsa Eruvin 10:3, para o Yerushalmi Shabbat 1:1 e 11:1 e para o Bavli Shabbat 97b, que este site já tem; não há link para o Bavli Eruvin 97b a 98b, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b, nem para o Yerushalmi Meguilá, a Tosefta e o tratado Soferim, que este site ainda não tem.
Nomes nesta página: Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, e Rabi Shimon, רִבִּי שִׁמְעוֹן, na Mishná; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא, e Rabi Yassa, רִבִּי יָסָא, na seção 01; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא, e Rabi Shmuel bar Nachman, רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר נַחְמָן, na seção 02; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן, Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר, e Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵי, na seção 03. Na nota: Rabá e Abaye, do Bavli Eruvin; o Rif e o Baal HaMaor, no Sheyarei Korban.
Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, o marcador da página da edição de Vilna 60b, no começo da seção 01, logo depois de פיס׳, e o marcador da coluna da edição de Veneza 26b, também na seção 01, antes de טְפָחִים אָסוּר. Não há marcador numérico, parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foi mantida a marca פיס׳, no começo da seção 01; não há aqui as marcas כול׳ nem כו׳. Foram mantidas as grafias do Sefaria, como מִיָדוֹ, וְנִתְגַּלְגַּל e וְנִתְגַּלְגָּל, na Mishná; בְּאַיסְקוּפָּה ao lado de לָאַסְקוּפָּה e מִשֶׁהִגִּיעַ, na seção 01; e פַסְוקִיָא, na seção 03; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.
A Mishná seguinte, Eruvin 10:4, abre a Halachá 10:4 do Yerushalmi: “זִיז שֶׁלִּפְנֵי הַחַלּוֹן…”, a saliência que está diante da janela, sobre a qual se põe e da qual se toma no Shabat. Assim está a avulsa Eruvin 10:4, que tem זִיז שֶׁלִּפְנֵי חַלּוֹן, sem o artigo.