Seder Moed · Massechet Eruvin · Perek Yud (último) · Mishná 3 de 15

O rolo que escapa das mãos: lendo na soleira e no telhado

הָיָה קוֹרֵא בַסֵּפֶר עַל הָאַסְקֻפָּה
Mishná (ed. Torat Emet, domínio público) · tradução original PT-BR

A Mishná · הַמִּשְׁנָה

A mishná passa a um novo tema: alguém que está lendo um livro sagrado — como um rolo da Torá ou dos Neviim — e o rolo escapa de suas mãos, começando a desenrolar-se em direção a um domínio diferente daquele em que a pessoa está. Se a leitura ocorre na soleira da porta, um carmelit situado entre o domínio privado da casa e o domínio público da rua, é permitido puxar o rolo de volta contanto que ainda se segure uma das pontas; se a leitura ocorre no alto de um telhado, e o rolo despenca em direção ao chão, a regra muda conforme a distância: enquanto o rolo ainda não chegou a dez tefachim de altura em relação ao chão da rua pública, pode-se puxá-lo de volta livremente, mas assim que ele ultrapassa essa marca, já não se pode mais puxá-lo — apenas virá-lo para que a escrita fique voltada para dentro, evitando que fique exposto de modo vergonhoso, e ali se deixa até escurecer. Rabi Yehuda é mais rigoroso e permite puxar de volta mesmo quando falta apenas o espaço de uma agulha para tocar o chão; Rabi Shimon é o mais permissivo de todos e permite puxar de volta mesmo depois que uma ponta já tocou o chão, pois nenhuma proibição rabínica resiste diante do risco de dano aos escritos sagrados.

Estava lendo um livro na soleira, e o livro rolou de sua mão — enrola-o de volta para junto de si.a soleira da porta é um carmelit, um domínio intermediário nem totalmente privado nem totalmente público; se, enquanto lê ali, o rolo escapa de sua mão e começa a se desenrolar em direção à rua, é permitido enrolá-lo de volta, contanto que a pessoa ainda segure uma das pontas, pois puxar algo cuja ponta já está em sua mão não constitui a transgressão bíblica de transportar entre domínios, mas apenas um decreto rabínico, que cede diante do risco de dano a um livro sagrado.

Estava lendo no alto do telhado, e o livro rolou de sua mão: enquanto não chegou a dez tefachim, enrola-o de volta para junto de si. Ao chegar a dez tefachim, vira-o sobre a escrita.quando a leitura ocorre no telhado e o rolo cai em direção à rua, a distância entre o rolo e o chão determina a regra: enquanto o rolo ainda está a mais de dez tefachim de altura, ele continua, para efeitos legais, dentro do espaço aéreo do domínio privado do telhado, e pode ser puxado de volta livremente; mas assim que chega à faixa dos últimos dez tefachim antes do chão, que já se equipara ao próprio domínio público, puxá-lo de volta seria transportar entre domínios — por isso a pessoa apenas o vira, voltando a escrita para dentro, para que não fique exposta em vergonha, e o deixa ali até o fim do Shabat.

Rabi Yehuda diz: mesmo que não esteja afastado do chão senão o espaço de uma agulha, enrola-o de volta para junto de si.Rabi Yehuda é mais rigoroso na proteção ao livro sagrado e permite puxá-lo de volta mesmo quando resta apenas uma distância mínima até tocar o chão, pois considera que, enquanto não houver pouso completo no domínio público, a transgressão bíblica ainda não se consumou.

Rabi Shimon diz: mesmo no próprio chão, enrola-o de volta para junto de si, pois não há nada, por decreto rabínico, que se sustente diante dos escritos sagrados.Rabi Shimon vai além de todos e permite puxar o rolo de volta mesmo depois que ele já tocou o chão da rua pública, desde que a mão da pessoa ainda esteja ligada a ele, pois entende que só a transgressão bíblica plena — quando o objeto inteiro sai da mão e repousa no domínio público — impediria o resgate; qualquer proibição de nível apenas rabínico é afastada diante do perigo de profanação de um livro sagrado.

הָיָה קוֹרֵא בַסֵּפֶר עַל הָאַסְקֻפָּה, נִתְגַּלְגֵּל הַסֵּפֶר מִיָּדוֹ, גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. הָיָה קוֹרֵא בְרֹאשׁ הַגַּג וְנִתְגַּלְגֵּל הַסֵּפֶר מִיָּדוֹ, עַד שֶׁלֹּא הִגִּיעַ לַעֲשָׂרָה טְפָחִים, גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. מִשֶּׁהִגִּיעַ לַעֲשָׂרָה טְפָחִים, הוֹפְכוֹ עַל הַכְּתָב. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, אֲפִלּוּ אֵין מְסֻלָּק מִן הָאָרֶץ אֶלָּא כִמְלֹא מַחַט, גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. רַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר, אֲפִלּוּ בָאָרֶץ עַצְמוֹ גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ, שֶׁאֵין לְךָ דָּבָר מִשּׁוּם שְׁבוּת עוֹמֵד בִּפְנֵי כִתְבֵי הַקֹּדֶשׁ:

Fonte na Torá · מָקוֹר בַּתּוֹרָה

Devarim 17:19
וְהָיְתָה עִמּוֹ וְקָרָא בוֹ כָּל־יְמֵי חַיָּיו לְמַעַן יִלְמַד לְיִרְאָה אֶת־יְהוָה אֱלֹהָיו לִשְׁמֹר אֶת־כָּל־דִּבְרֵי הַתּוֹרָה הַזֹּאת וְאֶת־הַחֻקִּים הָאֵלֶּה לַעֲשֹׂתָם׃
E estará com ele, e nela lerá todos os dias de sua vida, para que aprenda a temer o Eterno seu Deus, para guardar todas as palavras desta Torá e estes estatutos, para praticá-los.

"E nela lerá todos os dias de sua vida" é o mandamento que a mishná protege ao flexibilizar, dentro de certos limites, a proibição de transportar entre domínios. Um rolo da Torá — ou de qualquer outro livro sagrado — que escapa das mãos de quem lê não é um objeto qualquer: é o próprio veículo do mandamento de Devarim 17:19, e sua queda ao chão da rua pública representaria tanto uma vergonha para o texto sagrado quanto uma interrupção indevida da leitura. Por isso os sábios permitem, dentro de limites técnicos precisos — enquanto o rolo não completou o pouso pleno que constituiria transgressão bíblica —, puxá-lo de volta; e por isso Rabi Shimon, o mais permissivo, formula o princípio geral que resume toda a mishná: nenhuma proibição de nível apenas rabínico resiste diante do risco de dano aos escritos sagrados.

Halachot · הֲלָכוֹת

O Rambam codifica a regra dos dez tefachim para o livro que rola do telhado, junto com o cuidado de não deixar a escrita exposta.

Rambam · Mishné Torá, Hilchot Shabat 15:16
הָיָה קוֹרֵא בְּסֵפֶר עַל הָאִסְקוּפָּה וְנִתְגַּלְגֵּל הַסֵּפֶר מִיָּדוֹ לִרְשׁוּת הָרַבִּים גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. וְהוּא שֶׁיִּהְיֶה אוֹחֵז בּוֹ. הָיָה קוֹרֵא בְּרֹאשׁ הַגַּג וְנִתְגַּלְגֵּל הַסֵּפֶר מִיָּדוֹ. עַד שֶׁלֹּא הִגִּיעַ לַעֲשָׂרָה טְפָחִים סְמוּכִים לָאָרֶץ שֶׁל רְשׁוּת הָרַבִּים גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. מִשֶּׁהִגִּיעַ לַעֲשָׂרָה טְפָחִים הוֹפְכוֹ עַל הַכְּתָב וּמַנִּיחוֹ עַד מוֹצָאֵי שַׁבָּת:

Estava lendo um livro na soleira, e o livro rolou de sua mão para o domínio público — enrola-o de volta para junto de si, desde que o esteja segurando. Estava lendo no alto do telhado, e o livro rolou de sua mão: enquanto não chegou aos dez tefachim próximos ao chão do domínio público, enrola-o de volta para junto de si. Ao chegar aos dez tefachim, vira-o sobre a escrita e o deixa até a saída do Shabat.

Perush — os Mefarshim · הַמְּפָרְשִׁים

Rambam explica a diferença entre a parede reta e a inclinada, e por que Rabi Shimon dispensa até a exigência de segurar uma ponta; Bartenura detalha o motivo dos dez tefachim; Rashi, na Guemará, situa a mishná.

Rambam · פֵּרוּשׁ הַמִּשְׁנָה
Comentário à Mishná, Eruvin 10:3
הָיָה קוֹרֵא בַסֵּפֶר עַל הָאַסְקֻפָּה כו': אִסְקֻפָּה הִיא הַבִּנְיָן שֶׁלִּפְנֵי פֶּתַח הַבַּיִת, וְהִיא כַּרְמְלִית, וּכְבָר נִתְבָּאֲרוּ הָרְשֻׁיּוֹת בִּתְחִלַּת מַסֶּכֶת שַׁבָּת. וְאָמְרָם עַד שֶׁלֹּא הִגִּיעַ לְי' טְפָחִים כַּאֲשֶׁר בֵּאַרְנוּ בְּשַׁבָּת, וּבִתְנַאי שֶׁיִּהְיֶה הַכֹּתֶל מְשֻׁפָּע שֶׁיַּנִּיחַ הַסֵּפֶר בִּרְשׁוּת הָרַבִּים; אֲבָל אִם הָיָה הַכֹּתֶל עוֹמֵד עַל הָאָרֶץ עַל זָוִית עוֹמֶדֶת, שֶׁיִּהְיֶה הַסֵּפֶר כְּשֶׁנִּתְלָה בַּאֲוִיר רְשׁוּת הָרַבִּים בְּלִי מוּנָּח עַל שׁוּם דָּבָר, הֲרֵי זֶה מֻתָּר לְגָלְלוֹ וּלְהָבִיאוֹ אֶצְלוֹ כָּל זְמַן שֶׁלֹּא הִגִּיעַ קְצָתוֹ לָאָרֶץ. וְרַבִּי שִׁמְעוֹן אוֹמֵר אֲפִלּוּ הִגִּיעַ לָאָרֶץ מֻתָּר לְהַגְבִּיהוֹ, לְפִי שֶׁהוּא מִשּׁוּם שְׁבוּת, מֵאַחַר שֶׁמִּקְצָת הַסֵּפֶר בְּיָדוֹ וְאֵינוֹ כְּמִי שֶׁעוֹקֵר מֵרְשׁוּת הָרַבִּים לִרְשׁוּת הַיָּחִיד, אֶלָּא אִם יָצָא הַסֵּפֶר כֻּלּוֹ מִיָּדוֹ וְנָח בִּרְשׁוּת הָרַבִּים; וְאָסְרוּ לְהַגְבִּיהַּ דָּבָר מֵרְשׁוּת הָרַבִּים וַאֲפִלּוּ הוּא דָּבוּק וְקָשׁוּר בִּרְשׁוּת הַיָּחִיד מִדְּרַבָּנָן, דִּלְמָא נָפִיל וְאָתֵי לְאַתּוּיֵי, וְדָבָר שֶׁהוּא מִדְּרַבָּנָן אֵינוֹ עוֹמֵד בִּפְנֵי כִתְבֵי הַקֹּדֶשׁ. וְאֵין הֲלָכָה כְּרַבִּי שִׁמְעוֹן:

"Estava lendo um livro na soleira etc.": A soleira é a construção diante da porta da casa, e é um carmelit; e já se explicaram os domínios no começo do tratado de Shabat. E o que dissemos, "enquanto não chegou a dez tefachim", como já explicamos em Shabat, é com a condição de que a parede seja inclinada, de modo que o livro pouse em domínio público; mas se a parede se erguesse do chão em ângulo reto, de modo que o livro ficasse pendurado no ar do domínio público sem repousar sobre nada, é permitido enrolá-lo e trazê-lo de volta enquanto uma parte dele não tiver chegado ao chão.

E Rabi Shimon diz que, mesmo que chegue ao chão, é permitido levantá-lo, pois se trata apenas de proibição rabínica, já que parte do livro está em sua mão, e ele não é como quem arranca do domínio público para o domínio privado — a não ser que o livro inteiro saia de sua mão e pouse no domínio público. E proibiram levantar algo do domínio público, mesmo que esteja preso e amarrado ao domínio privado, por decreto rabínico, para que não caia e venha a trazê-lo; e uma coisa que é apenas de origem rabínica não se sustenta diante dos escritos sagrados. E não é a halachá como Rabi Shimon.

Bartenura · בַּרְטְנוּרָא
Comentário à Mishná, Eruvin 10:3
הַקּוֹרֵא בַסֵּפֶר. כָּל סְפָרִים שֶׁלָּהֶם הָיוּ נִגְלָלִים כְּסֵפֶר תּוֹרָה שֶׁלָּנוּ: הָאַסְקֻפָּה. כְּעֵין אִצְטַבָּא שֶׁלִּפְנֵי פֶּתַח הַבַּיִת, וְכַרְמְלִית הִיא: גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ. הוֹאִיל וְרֹאשׁוֹ אֶחָד בְּיָדוֹ: לַעֲשָׂרָה טְפָחִים. הַתַּחְתּוֹנִים הַסְּמוּכִים לְקַרְקַע שֶׁל רְשׁוּת הָרַבִּים, דְּאִם אֵין אָגְדּוֹ בְיָדוֹ הָוֵי אִסּוּר דְּאוֹרַיְתָא, וְגָזְרִינַן אָגְדּוֹ בְּיָדוֹ אַטּוּ שֶׁאֵין אָגְדּוֹ בְיָדוֹ. וּמַתְנִיתִין חַסּוֹרֵי מִחַסְּרָא וְהָכִי קָתָנֵי, הִגִּיעַ לַעֲשָׂרָה טְפָחִים מִן הָאָרֶץ הוֹפְכוֹ עַל הַכְּתָב, בַּמֶּה דְּבָרִים אֲמוּרִים בְּכֹתֶל מְשֻׁפָּע דְּנָח, אֲבָל בְּכֹתֶל שֶׁאֵינוֹ מְשֻׁפָּע גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ, דִּבְרֵי רַבִּי יְהוּדָה, שֶׁרַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר אֲפִלּוּ אֵינוֹ מְסֻלָּק מִן הָאָרֶץ אֶלָּא מְלֹא הַחוּט גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ, דְּבָעִינַן הַנָּחָה עַל גַּבֵּי מַשֶּׁהוּ: הוֹפְכוֹ עַל הַכְּתָב. הָאוֹתִיּוֹת כְּלַפֵּי הַכֹּתֶל, שֶׁלֹּא יְהֵא מֻטָּל כָּל כָּךְ בְּבִזָּיוֹן, וּמַנִּיחוֹ שָׁם עַד שֶׁתֶּחְשַׁךְ: דָּבָר מִשּׁוּם שְׁבוּת. כְּגוֹן זֶה שֶׁאָגְדּוֹ בְּיָדוֹ וְלֵיכָּא כִּי אִם שְׁבוּת דְּרַבָּנָן אִם בָּא לְגוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ, שֶׁאֵין חַיָּב מִן הַתּוֹרָה אֶלָּא אִם כֵּן יָצָא הַסֵּפֶר כֻּלּוֹ מִיָּדוֹ וְנָח בִּרְשׁוּת הָרַבִּים. וְאֵין הֲלָכָה כְּרַבִּי שִׁמְעוֹן:

"Quem lê num livro" — todos os livros deles eram enrolados como nosso rolo da Torá.

"A soleira" — algo como um banco diante da porta da casa, e é um carmelit.

"Enrola-o de volta para junto de si" — já que uma ponta está em sua mão.

"A dez tefachim" — os dez inferiores, próximos ao chão do domínio público, pois se não estiver preso em sua mão haveria proibição bíblica, e decretaram que esteja preso em sua mão por causa de quando não está preso em sua mão. E a mishná está incompleta e deve-se completá-la assim: ao chegar a dez tefachim do chão, vira-o sobre a escrita — isso quando se trata de uma parede inclinada, onde ele repousa; mas numa parede que não é inclinada, enrola-o de volta para junto de si, palavras de Rabi Yehuda, pois Rabi Yehuda diz que, mesmo que não esteja afastado do chão senão o espaço de um fio, enrola-o de volta, pois exigimos que haja pouso sobre algo.

"Vira-o sobre a escrita" — as letras voltadas para a parede, para que não fique tão exposto em vergonha, e o deixa ali até escurecer.

"Coisa por decreto rabínico" — como este caso, em que está preso em sua mão, e não há senão um decreto rabínico se vier a enrolá-lo de volta, pois não há culpa bíblica a menos que o livro tenha saído inteiramente de sua mão e pousado no domínio público. E não é a halachá como Rabi Shimon.

Rashi · רַשִׁ״י
Comentário à Guemará, Eruvin 97b
מַתְנִי' הָיָה קוֹרֵא בְּסֵפֶר — כָּל סְפָרִים הָעֲשׂוּיִם בִּימֵי הָרִאשׁוֹנִים עֲשׂוּיִם כְּסֵפֶר תּוֹרָה שֶׁלָּנוּ: גּוֹלְלוֹ אֶצְלוֹ — הוֹאִיל וְרֹאשׁוֹ אֶחָד בְּיָדוֹ, וּבַגְּמָרָא מְפָרֵשׁ לָהּ: לַעֲשָׂרָה טְפָחִים — לַעֲשָׂרָה הַתַּחְתּוֹנִים שֶׁבִּרְשׁוּת הָרַבִּים, וְכֻלָּן מְפָרֵשׁ בַּגְּמָרָא: הוֹפְכוֹ עַל הַכְּתָב — הָאוֹתִיּוֹת כְּלַפֵּי הַכֹּתֶל שֶׁלֹּא יְהֵא מֻטָּל כָּל כָּךְ בְּבִזָּיוֹן, וּמַנִּיחוֹ עַד שֶׁתֶּחְשַׁךְ:

Sobre a mishná — "estava lendo um livro": todos os livros feitos nos dias dos antigos eram feitos como nosso rolo da Torá.

"Enrola-o de volta para junto de si" — já que uma ponta está em sua mão; e na Guemará se explica isso.

"A dez tefachim" — aos dez inferiores que estão no domínio público, e tudo isso se explica na Guemará.

"Vira-o sobre a escrita" — as letras voltadas para a parede, para que não fique tão exposto em vergonha, e o deixa ali até escurecer.