Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Zayin · Halachá 10 (última do perek)
עֵרוּבִין

Com tudo se faz eruv, o pão inteiro e a moeda dada ao merceeiro; e faz-se eruv para uma pessoa contra a sua vontade

Perek Zayin, Challon, Halachá 10, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin — encerramento do capítulo

Décima e última halachá do Perek Zayin, Challon (a janela), de Massechet Eruvin. A Mishná traz a discussão de Rabi Eliezer, para quem se faz eruv e shituf com tudo, exceto a água e o sal, e de Rabi Yehoshua, para quem o pão é o eruv, e com o pão partido não se faz eruv, mesmo que seja uma fornada de uma seá; e ensina que quem dá a sua moeda ao merceeiro ou ao padeiro, para que lhe faça adquirir uma parte no eruv, não adquiriu, segundo os sábios, porque só se faz eruv para uma pessoa com o seu consentimento; e Rabi Yehudá diz que isso só vale no eruv dos limites, e que o eruv dos pátios se faz também sem o seu consentimento, porque se faz um benefício a uma pessoa na sua ausência. Na guemará, Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, e Rabi Acha, em nome de Rabi Chinena, deduzem da Mishná, em sentidos opostos, se as moedas adquirem por palavra da Torá; Rabi Zeira e Rabi Yaakov, em nome de Rabi Yochanan, dizem que nos eruvin, no jejum público e na Meguilat Ester todos costumaram agir como Rabi Meir; Rabi Yitzchak ben Chakulá, em nome de Rabi Yudan Nessiá, ensina que se faz eruv para uma pessoa contra a sua vontade, e discute-se o caso de quem se recusa, o saduceu e a penalidade de quem esqueceu; e Rabi Chiya lembra a Rabi Yishmael o que ouviu do seu pai: tudo em que puderes ser leniente nos eruvin, sê leniente. Com ela se encerra o Perek Zayin, Challon; o tratado continua no Perek Chet, Keitzad Mishtattfin (como se faz o shituf) · פֶּרֶק כֵּיצַד מִשְׁתַּתְּפִין.

A Mishná · מַתְנִיתִין

בַּכֹּל מִעָרְבִין וּמִשְׁתַּתְּפִין חוּץ מִן הַמַּיִם וּמִן הַמֶּלַח דִּבְרֵי רִבִּי אֱלִיעֶזֶר. רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ אוֹמֵר כִכָּר הוּא עֵירוּב. אֲפִילוּ מַאֲפֵה סְאָה וְהִיא פְרוּסָה אֵין מְעָרְבִין בָּהּ. כִּכָּר בְּאִיסָּר וְהוּא שָׁלֵם מְעָרְבִין בּוֹ: נוֹתֵן אָדָם מָעֵיו לַחֶנְוָונִי אוֹ לַנַּחְתּוֹם כְּדֵי שֶׁיִזְכֶּה לוֹ בָעֵירוּב דִּבְרֵי רִבִּי אֱלִיעֶזֶר. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים לֹא זָכוּ לוֹ מְעוֹתָיו. וּמוֹדִין בִּשְׁאָר כָּל אָדָם שֶׁזָּכוּ לוֹ מְעוֹתָיו שֶׁאֵין מְעָרְבִין לָאָדָם אֶלָּא מִדַּעְתּוֹ. אָמַר רִבִּי יְהוּדָה בַּמֶּה דְבָרִים אַמורִים בְּעֵירוּבֵי הַתְּחוּמִין אֲבָל בְּעֵירוּבֵי הַחֲצֵירוֹת מְעָרְבִין לְדַעְתּוֹ וְשֶׁלֹּא לְדַעְתּוֹ לְפִי שֶׁזָּכִין לוֹ לָאָדָם שֶׁלֹּא בְּפָנָיו וְאֵין חָבִין לֹו אֶלָּא בְּפָנָיו:

Mishná: Com tudo se faz eruv (a junção que permite transportar ou caminhar no Shabat) e shituf (a sociedade dos moradores do mavoi), exceto a água e o sal, palavras de Rabi Eliezer. Rabi Yehoshua diz: O kikar (pão) é o eruv. Mesmo que seja uma fornada de uma seá (medida de farinha), e ela esteja partida, não se faz eruv com ela; um pão do valor de um issar (pequena moeda de cobre), e ele inteiro, faz-se eruv com ele.

Uma pessoa dá a sua maá (pequena moeda de prata) ao merceeiro ou ao padeiro, para que ele adquira para ela uma parte no eruv, palavras de Rabi Eliezer. E os sábios dizem: As suas moedas não lhe fizeram adquirir o eruv. E concordam, a respeito de qualquer outra pessoa, que as suas moedas lhe fizeram adquirir o eruv, pois não se faz eruv para uma pessoa senão com o seu consentimento. Disse Rabi Yehudá: Em que caso se dizem estas palavras sobre o consentimento? Nos eruvei techumin (o eruv dos limites de caminhada do Shabat) é assim; mas, nos eruvei chatzerot (o eruv dos pátios), faz-se eruv para ele com o seu consentimento e sem o seu consentimento, porque se faz um benefício a uma pessoa na sua ausência, e não se lhe impõe um prejuízo senão na sua presença.

A Halachá · הֲלָכָה י

01As moedas adquirem por palavra da Torá? O merceeiro, e o costume como Rabi Meir
Yerushalmi · Eruvin 7:10
פיס׳. רִבִּי אַבָּהוּ בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. זֹאת אוֹמֶרֶת שֶׁאֵין הַמָּעוֹת קוֹנוֹת דְּבַר תּוֹרָה. מֵעַתָּה אֲפִילוּ בָא לֹו אֶצֶל הַחֶנְוָונִי. שַׁנְיָיא הִיא. שֶׁמָּא יִשְׁכַּח וְיוֹצִיאֶנָּהּ.

Rabi Abahu disse, em nome de Rabi Yochanan: Isto diz que as moedas não adquirem por palavra da Torá. Então, mesmo que ele apenas tenha vindo ao merceeiro, valeria? É diferente: talvez esqueça e a gaste.

רִבִּי אָחָא בְשֵׁם רִבִּי חִינְנָא. אַבָּא לֹא אָמַר כֵּן. אֶלָּא וַחֲכָמִים אוֹמְרִים לֹא זָכוּ לֹו מְעוֹתָיו. זֹאת אוֹמֶרֶת שֶׁהַמָּעוֹת קוֹנוֹת דְּבַר תּוֹרָה. מוֹדִין בִּשְׁאָר כָּל אָדָם שֶׁזִּכּוּ לֹו מְעוֹתָיו. שֶׁכֵּן חֶנְוָונִי מְזַכֶּה לָהֶן עַל יְדֵי אַחֵר.

Rabi Acha disse, em nome de Rabi Chinena: Meu pai não disse assim, mas assim: “E os sábios dizem: As suas moedas não lhe fizeram adquirir”; isto diz que as moedas adquirem por palavra da Torá. “Concordam, a respeito de qualquer outra pessoa, que as suas moedas lhe fizeram adquirir”, é porque o merceeiro faz adquirir o eruv para eles por meio de outro.

שֶׁאֵין מְעָרְבִין לָאָדָם אֶלָּא מִדַּעְתּוֹ. מַתְנִיתָא דְּרִבִּי מֵאִיר. דְּרִבִּי מֵאִיר אָמַר. עַל יְדֵי עֵירוּב וְעַל יְדֵי שִׁיתּוּף. רִבִּי זְעִירָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. בָּעֵירוּבִין וּבְתַעֲנִית צִיבּוּר נָהֲגוּ הַכֹּל כְּרִבִּי מֵאִיר. רִבִּי יַעֲקֹב בְּשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. אַף בִּמְגִילַּת אֶסְתֵּר נָהֲגוּ הַכֹּל כְּרִבִּי מֵאִיר .

“Pois não se faz eruv para uma pessoa senão com o seu consentimento”: a Mishná é de Rabi Meir, pois Rabi Meir disse: Por meio de eruv e por meio de shituf. Rabi Zeira disse, em nome de Rabi Yochanan: Nos eruvin e no taanit tzibur (jejum público), todos costumaram agir como Rabi Meir. Rabi Yaakov disse, em nome de Rabi Yochanan: Também na Meguilat Ester (o rolo lido em Purim) todos costumaram agir como Rabi Meir.

02Faz-se eruv para uma pessoa contra a sua vontade: quem se recusa, o saduceu e a penalidade
Yerushalmi · Eruvin 7:10
רִבִּי יִצְחָק בֶּן חֲקוּלָה בְשֵׁם רִבִּי יוּדָן נְסִיָיא. מְעָרְבִין לְאָדָם עַל כּוֹרְחוֹ. וְתַנֵּי כֵן. כּוֹפִין בְּנֵי מָבוֹי זֶה לָזֶה לַעֲשׁוֹת לָהֶם לֶחִי וְקוֹרָה. וְהָתַנֵּי. הֲרֵי שֶּׁאָמְרוּ לוֹ לְעָרֵב וְהוּא אֵינוֹ מְמָאֵן. הָיָה מְמָאֵן כּוֹפִין אוֹתוֹ.

Rabi Yitzchak ben Chakulá disse, em nome de Rabi Yudan Nessiá: Faz-se eruv para uma pessoa contra a sua vontade. E assim se ensinou: Os moradores do mavoi (beco) obrigam-se uns aos outros a fazer para si lechi (poste lateral) e korá (viga transversal). Mas não se ensinou: Eis que lhe disseram que fizesse eruv, e ele não se recusa, faz-se eruv para ele; se se recusava, obrigam-no?

אָמַר רִבִּי יוּדָן. מַתְנִיתָא דְּרִבִּי מֵאִיר. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן. תִּיפְתָּר כְּדִבְרֵי הַכֹּל שֶׁהָיָה צְדוּקִי.

Disse Rabi Yudan: Esse ensinamento é de Rabi Meir. Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Explica-o segundo as palavras de todos, no caso em que ele era tzeduki (saduceu).

וְהָתַנֵּי. הַשּׁוכֵחַ וְלֹא עֵירֵב בֵּין שׁוֹגֵג בֵּין מֵזִיד הֲרֵי זֶה אוֹסֵר. דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר. רִבִּי יוּדָן אוֹמֵר. מֵזִיד אוֹסֵר. שׁוֹגֵג אֵינוֹ אוֹסֵר. מֵזִיד אוֹסֵר. מְעָרְבִין לוֹ עַל כָּרְחוֹ. אֶלָּא מִשּׁוּם קְנָס. מֵעַתָּה הוּא אָסוּר וַחֲבֵירוּ מוּתָּר. מִכֵּיוָן שֶׁיְּכוֹלִין לְעָרֵב וְלֹא עֵירֵב קוֹנְסִין אוֹתוֹ.

Mas não se ensinou: Quem esqueceu e não fez eruv, seja por engano, seja de propósito, eis que proíbe os moradores, palavras de Rabi Meir; Rabi Yudan diz: De propósito, proíbe; por engano, não proíbe? De propósito proíbe? Que se faça eruv para ele contra a sua vontade! Senão, é por causa de kenas (penalidade). Então, ele seria proibido e o seu companheiro permitido! Uma vez que podem fazer eruv por ele, e ele não fez eruv, penalizam-no.

וְלֵית לֵיהּ לְרִבִּי מֵאִיר. זָכִין לָאָדָם שֶׁלֹּא בְפָנָיו וְאֵין חָבִיּן לוֹ. סְבַר רִבִּי מֵאִיר. לֵית הָדָא זְכוּ. לֹא בָעֵי בַר נַשׁ יֵיעוֹל חֲבֵרַיָיא לְבֵיתֵיהּ בַּר מִדַּעְתֵּיהּ.

E Rabi Meir não sustenta que se faz um benefício a uma pessoa na sua ausência, e não se lhe impõe um prejuízo na sua ausência? Rabi Meir pensa: Isto não é um benefício para ele; uma pessoa não quer que os companheiros entrem na sua casa sem o seu consentimento.

03A mulher que fez eruv para a sogra: tudo em que puderes ser leniente nos eruvin, sê leniente
Yerushalmi · Eruvin 7:10
רִבִּי בָּא בְרֵיהּ דְּרִבִּי פַּפַּי בְשֵׁם רִבִּי חָמָא בַּר חֲנֵינָה. מַעֲשֶׂה בִאִשָׁה אַחַת שֶׁעֵירְבָה לַחֲמוּתָהּ בְּלֹא דַעְתָּהּ. וְאֲתָא עוֹבְדָא קוֹמֵי רִבִּי יִשְׁמָעֵאל וּבִיקֵּשׁ לֶאֱסוֹר. אָמַר לֵיהּ רִבִּי חִיָיה. כָּך שָׁמַעְתִּי מֵאָבִיךָ. כָּל מָה שֶׁאַתּ יָכוּל לְהָקֶל בְּעֵירוּבִין הָקֵל.

Rabi Ba, filho de Rabi Papai, disse, em nome de Rabi Chama bar Chanina: Houve um caso com uma mulher que fez eruv para a sua sogra sem o conhecimento dela. E o caso veio diante de Rabi Yishmael, e ele quis proibir a sogra. Disse-lhe Rabi Chiya: Assim ouvi do teu pai, que dizia: Tudo em que puderes ser leniente nos eruvin, sê leniente nisso.

Nota

Esta é a décima e última halachá do Perek Zayin de Massechet Eruvin, Challon. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros três é uma seção desta página. A sua Mishná une duas Mishnayot avulsas: Eruvin 7:10, de “com tudo se faz eruv” até “faz-se eruv com ele”, e Eruvin 7:11, de “uma pessoa dá a sua maá” até o fim; no Sefaria, esta halachá está ligada a Mishnah Eruvin 7:10-11, e a guemará discute só a segunda parte, como diz Guggenheimer na nota 96. Diferenças com a avulsa 7:10, todas de grafia e de vocalização: o Yerushalmi tem מִעָרְבִין, com chiriq, כִכָּר הוּא עֵירוּב, אֲפִילוּ e בְּאִיסָּר, onde a avulsa tem מְעָרְבִין, כִּכָּר הוּא עֵרוּב, אֲפִלּוּ e בְּאִסָּר; a avulsa tem as vírgulas e os dois pontos no fim. Diferenças com a avulsa 7:11: o Yerushalmi tem נוֹתֵן אָדָם מָעֵיו לַחֶנְוָונִי אוֹ לַנַּחְתּוֹם, onde a avulsa tem נוֹתֵן אָדָם מָעָה לְחֶנְוָנִי וּלְנַחְתּוֹם; כְּדֵי שֶׁיִזְכֶּה לוֹ בָעֵירוּב, onde a avulsa tem כְּדֵי שֶׁיִּזְכֶּה לוֹ עֵרוּב; בְּעֵירוּבֵי הַתְּחוּמִין e בְּעֵירוּבֵי הַחֲצֵירוֹת, com o artigo, onde a avulsa tem בְּעֵרוּבֵי תְחוּמִין e בְּעֵרוּבֵי חֲצֵרוֹת; e, no fim, וְאֵין חָבִין לֹו אֶלָּא בְּפָנָיו, “e não se lhe impõe prejuízo senão na sua presença”, onde a avulsa tem וְאֵין חָבִין לְאָדָם שֶׁלֹּא בְּפָנָיו, “e não se impõe prejuízo a uma pessoa na sua ausência”. A forma do Yerushalmi é a da Mishná de Guitin 1:6, לְפִי שֶׁזָּכִין לָאָדָם שֶׁלֹּא בְּפָנָיו וְאֵין חָבִין לוֹ אֶלָּא בְּפָנָיו. As outras diferenças são de grafia: o Yerushalmi tem וּמוֹדִין, לָאָדָם, רִבִּי e אַמורִים, onde a avulsa tem וּמוֹדִים, לְאָדָם, רַבִּי e אֲמוּרִים.

No Bavli, a primeira parte é a Mishná de Eruvin 80b, onde se lê וְהוּא פְּרוּסָה, no masculino, e כִּכָּר כְּאִיסָּר, com kaf, onde o Yerushalmi tem וְהִיא פְרוּסָה e כִּכָּר בְּאִיסָּר; a sua guemará está em Eruvin 81a. A segunda parte é a Mishná de Eruvin 81a e 81b, onde se lê נוֹתֵן אָדָם מָעָה לַחֶנְוָנִי וְלַנַּחְתּוֹם כְּדֵי שֶׁיְּזַכֶּה לוֹ עֵירוּב, וּמוֹדִים בִּשְׁאָר כׇּל הָאָדָם e, no fim, וְאֵין חָבִין לָאָדָם שֶׁלֹּא בְּפָנָיו, como na avulsa; a sua guemará está em Eruvin 81b e 82a, e o capítulo termina em 82a, com הַדְרָן עֲלָךְ חַלּוֹן. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz links para Eruvin 80a, 80b, 81a, 81b e 82a.

Sobre a Mishná, na primeira parte. O Penei Moshe remete ao que explicou no início do Perek Guimel, BaKol Mearvin (com tudo se faz eruv), cuja Mishná começa com as mesmas palavras, Halachá 3:1; e explica que, para Rabi Eliezer, se faz eruv com tudo, tanto no eruv dos pátios como no dos limites, e que, se se faz o eruv dos pátios com pão, não é preciso um pão inteiro; que, para Rabi Yehoshua, o pão inteiro é o eruv dos pátios; e que a razão é que os moradores do pátio não cheguem a uma disputa, אני נותן שלימה והוא נותן פרוסה, “eu dou um inteiro, e ele dá um partido”. Ele decide que a halachá é como Rabi Yehoshua, e que Rabi Yehoshua concorda que no shituf dos becos e no eruv dos limites se faz com tudo. O Korban HaEdah explica que a fornada de uma seá é um só pão, do qual se tirou um pouco; que não se faz eruv com ele מפני איבה, “por causa da inimizade”; e que o pão do tamanho de um issar vale desde que haja ali muitos pães, um figo seco para cada um. No Bavli, Eruvin 81a, pergunta-se por que não com o partido, e Rabi Yossi ben Shaul diz, em nome de Rabi, מִשּׁוּם אֵיבָה, “por causa da inimizade”; Rav Ashi diz que, mesmo se todos fizeram eruv com pedaços, não vale, שֶׁמָּא יַחְזוֹר דָּבָר לְקִלְקוּלוֹ, “para que a coisa não volte à sua desordem”; Rabi Yochanan ben Shaul diz que, se se tirou dele a medida da chalá e a da terumá misturada, faz-se eruv com ele; e Rav Chisda, que, se foi costurado com uma lasca, faz-se eruv com ele. A Tosefta Eruvin 5:5, na edição de Lieberman e na comum, diz ר' יהושע אומ' מערבין בככר שלם, אפי' הוא כאיסר, “Rabi Yehoshua diz: faz-se eruv com um pão inteiro, mesmo que seja como um issar”. No Yerushalmi Eruvin 6:7, nesta tradução, esta Mishná é trazida contra Rabi Achavá beRabi Zeira, que diz que se faz eruv com meio pão. O Rambam, Hilchot Eruvin 1:8, decide que só se faz o eruv dos pátios com um pão inteiro, mesmo que seja como um issar, e que com o partido não, mesmo que seja de uma fornada de uma seá; e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 366:6, decide do mesmo modo.

Sobre a Mishná, na segunda parte. O Penei Moshe explica que o merceeiro e o padeiro vendem pães e moram com ele no pátio, e que ele lhes diz: quando os moradores do pátio vierem comprar de ti pão para o eruv, ou vinho para o shituf, faz-me adquirir com esta maá, para que eu tenha nele uma parte; que os sábios dizem que não adquiriu, porque as moedas não adquirem até que se puxe o objeto, e ele não fez o merceeiro seu emissário; mas que, se lhe disse ערב עלי במעה זו, “faz eruv por mim com esta maá”, fez dele seu emissário, e vale; e que, com qualquer outra pessoa, um dono de casa que não costuma vender pães, ele só pretendia fazê-lo emissário. O Korban HaEdah explica do mesmo modo, e diz que o merceeiro vende vinho e mora com ele no beco. Sobre Rabi Yehudá, os dois explicam que o eruv dos limites é um prejuízo, porque se perde o outro lado, e talvez ele não queira. No Bavli, Eruvin 81b, a guemará explica a razão de Rabi Eliezer pelas quatro épocas do ano em que se obriga o açougueiro a abater; Rav Ila diz, em nome de Rabi Yochanan, דְּבַר תּוֹרָה, מָעוֹת קוֹנוֹת, “por palavra da Torá, as moedas adquirem”; Rav e Shmuel dizem que “qualquer outra pessoa” é o dono de casa; Shmuel diz que só se ensinou a maá, mas que um utensílio adquire, e que só se ensinou quando lhe disse זְכֵה לִי, “adquire para mim”, mas, se disse עָרֵב לִי, “faz eruv para mim”, fez dele emissário, e adquire; e Rav Yehudá diz, em nome de Shmuel, que a halachá é como Rabi Yehudá. O Rambam, Hilchot Eruvin 6:20, decide que se dá a maá a um dono de casa para que compre pão e faça o eruv dos limites, e que, se a deu ao merceeiro ou ao padeiro e disse “adquire para mim”, não é eruv, mas, se disse “faz eruv por mim”, é; e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 414:1, decide que não se faz o eruv dos limites para uma pessoa senão com o seu consentimento.

Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica que Rabi Abahu deduz das palavras de Rabi Eliezer: ele fala do merceeiro em particular, porque este vende os pães do eruv a todos os moradores do pátio e pode fazê-lo adquirir junto com eles; mas quem dá a maá a outro, para que o faça adquirir com ela, não fez nada, porque as moedas não adquirem. A pergunta “então, mesmo que ele apenas tenha vindo ao merceeiro” quer dizer, segundo ele, que bastaria ir ao merceeiro e pedir-lhe a sua parte, sem lhe dar a maá agora; e a resposta é que se costuma dar a maá logo, porque se teme que quem a dá esqueça e a gaste nas despesas da casa. Segundo o Penei Moshe, Rabi Chinena deduz o contrário das palavras dos sábios: se eles concordam que, com qualquer outra pessoa, as moedas adquirem, as moedas adquirem por palavra da Torá; e, se é assim, os sábios não aceitam o merceeiro porque o merceeiro, ocupado, costuma fazer adquirir por meio de outro, e quem lhe deu a maá queria que ele mesmo o fizesse adquirir. O Korban HaEdah lê de modo inverso: Rabi Abahu, em nome de Rabi Yochanan, diz זאת אומרת שהמעות קונות דבר תורה, “isto diz que as moedas adquirem por palavra da Torá”, a partir do fim da Mishná; a pergunta é por que os sábios discordam no começo; e a resposta é que se teme que o merceeiro, ocupado, esqueça, gaste as moedas e não faça o eruv por ele; e Rabi Chinena diz זאת אומרת שאין המעות קונות ד"ת, “isto diz que as moedas não adquirem por palavra da Torá”, a partir de “os sábios dizem: não lhe fizeram adquirir”. O Sheyarei Korban diz que a leitura do Korban HaEdah é a principal, porque Rabi Yochanan sustenta que as moedas adquirem por palavra da Torá, como no Bavli. Sobre אַבָּא, o Korban HaEdah diz que é o pai de Rabi Chinena, ou um rav chamado Abba; Guggenheimer, na nota 98, diz que Rabi Chinena é Rabi Chanina, filho de Rabi Abahu. Sobre “a Mishná é de Rabi Meir”, o Penei Moshe explica que Rabi Meir exige o eruv nos pátios e o shituf no beco, e que para ele os dois só se fazem com o consentimento da pessoa; ele remete ao Perek HaDar, halachá 4, na sua numeração. As palavras de Rabi Meir e as de Rabi Zeira e de Rabi Yaakov estão também no Yerushalmi Eruvin 6:5, nesta tradução, onde se lê רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; no Yerushalmi Eruvin 6:8, nesta tradução, onde Rabi Zeira, em nome de Rabi Yochanan, fala da Meguilat Ester, e a frase dos eruvin e do jejum público vem sem nome; e no Yerushalmi Taanit 4:1, onde se lê רִבִּי זְעוּרָה e רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא. O Korban HaEdah explica que no jejum público há bênção dos sacerdotes também na oração da tarde e na de Neilá, e que na Meguilat Ester é preciso lê-la toda, como Rabi Meir.

Sobre a seção 02. O Penei Moshe explica que, se ele não quer fazer eruv, entram na sua casa e fazem eruv por ele contra a sua vontade; que esta passagem está também no fim do primeiro perek de Bava Batra, no Yerushalmi; e que “assim se ensinou” remete à Tosefta de Bava Metzia, capítulo 11, pois, se não fosse assim, de que serviriam o lechi e a korá, se um deles não fizesse o shituf? A Tosefta Bava Metzia 11:18, na edição de Lieberman, diz כופין בני חצר זה את זה לעשות לחי וקורה למבוי, “os moradores do pátio obrigam-se uns aos outros a fazer lechi e korá para o beco”, com בני חצר, onde o Yerushalmi tem בְּנֵי מָבוֹי. Na baraita de quem não se recusa, o Penei Moshe lê a última frase como pergunta: se se recusava, obrigam-no?; e diz que no Yerushalmi Bava Batra se lê claramente que se faz eruv por ele מִפְּנֵי שֶׁאֵין מְמָאֵן. אֲבָל אִם הָיָה מְמָאֵן לֹא, “porque não se recusa; mas, se se recusava, não”. O Korban HaEdah lê היה ממאן אין כופין אותו, “se se recusava, não o obrigam”. Segundo o Penei Moshe, Rabi Yossi beRabi Bun explica a baraita mesmo segundo Rabi Yehudá: quem se recusa é diferente, porque se teme que seja um saduceu, que não reconhece o eruv, e o seu eruv feito à força não serve. No Yerushalmi Bava Batra 1:5, a frase é de Rabi Yochanan, em nome de Rabi Lazar beRabi Shimon, e Rabi Yossi beRabi Bun diz ali מִנֶפֶשׁ בִּישָָׁא לָא בָּעֵי מְעָרְבָא, “é por má índole que ele não quer fazer eruv”. A baraita de quem esqueceu está na Tosefta Eruvin 5:15, na edição de Lieberman, que é 5:12 na comum: הרי ששכח ולא עירב והוציא, בין בשוגג בין במזיד, הרי זה אוסר דברי ר' מאיר. ר' יהודה או' במזיד אוסר, בשוגג אינו אוסר, com והוציא, “e transportou”, e com Rabi Yehudá, onde o Yerushalmi tem רִבִּי יוּדָן. Sobre a penalidade, o Penei Moshe explica que, uma vez que os companheiros podiam obrigá-lo desde a véspera e não o obrigaram, também eles são penalizados; o Korban HaEdah explica do mesmo modo. Sobre o fim, os dois explicam que, para Rabi Meir, o eruv não é um benefício, porque a pessoa não quer que os outros entrem na sua casa sem o seu consentimento, e por isso prefere proibi-los. No Bavli, Eruvin 80a, Shmuel diz que, se um dos moradores do beco costumava fazer o shituf com eles e não o fez, בְּנֵי הַמָּבוֹי נִכְנָסִין לְתוֹךְ בֵּיתוֹ וְנוֹטְלִין שִׁיתּוּפָן מִמֶּנּוּ בְּעַל כׇּרְחוֹ, “os moradores do beco entram na sua casa e tomam dele o seu shituf contra a sua vontade”; traz-se como apoio כּוֹפִין אוֹתוֹ לַעֲשׂוֹת לֶחִי וְקוֹרָה לַמָּבוֹי, “obrigam-no a fazer lechi e korá para o beco”; e em 80b responde-se שָׁאנֵי הָתָם דְּלֵיכָּא מְחִיצוֹת, “lá é diferente, porque não há divisórias”, e, noutra versão, מְצָד שָׁאנֵי. O Mareh HaPanim lê ali מצר שאני, “o aflito é diferente”, e liga essa palavra ao temor de que ele seja um saduceu, como aqui. O Rambam, Hilchot Eruvin 5:2, decide que, de quem costumava fazer o shituf e não o fez, os moradores do beco entram na sua casa e tomam o shituf contra a sua vontade, e quem não quer de modo algum fazer o shituf com eles é obrigado; e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 367:1, traz as duas regras, com a de que o tribunal o obriga a fazer eruv.

Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica que “o teu pai” é Rabi Yossi, e que, uma vez que ela fez o eruv, o eruv vale; o Korban HaEdah diz que era um eruv dos pátios; e o Sheyarei Korban diz que, como a história é trazida sobre esta Mishná, se aprende que foi um eruv dos pátios, como explica Rabbenu Tam, citado pelos Tosafot, que daí trazem a prova de que se faz eruv para uma pessoa sem o seu consentimento, contra a explicação de Rashi. No Bavli, Eruvin 80a, a história é da nora de Rabi Oshaya, que foi à casa de banhos, anoiteceu, e a sogra fez eruv por ela; o caso veio diante de Rabi Chiya, que proibiu, e Rabi Yishmael beRabi Yossi lhe disse בַּבְלַאי, כׇּל כָּךְ אַתָּה מַחְמִיר בְּעֵירוּבִין?! כָּךְ אָמַר אַבָּא: כֹּל שֶׁיֵּשׁ לְךָ לְהָקֵל בְּעֵירוּבִין — הָקֵל, “babilônio, tanto és rigoroso nos eruvin? Assim disse o meu pai: tudo em que tens como ser leniente nos eruvin, sê leniente”. Lá, os papéis estão trocados, como notam Guggenheimer, na nota 110, e o Mareh HaPanim; e lá é a sogra que faz o eruv pela nora. Os comentaristas encerram aqui o capítulo: o Penei Moshe, o Korban HaEdah, o Sheyarei Korban e o Mareh HaPanim com הדרן עלך פרק חלון; e o Bavli, em Eruvin 82a, com הַדְרָן עֲלָךְ חַלּוֹן.

Leituras incertas. מָעֵיו, assim no texto do Sefaria e no lema do Penei Moshe, ficou “a sua maá”, como a avulsa, o Bavli e o lema do Korban HaEdah, que têm מָעָה. כִּכָּר בְּאִיסָּר, com bet, ficou “um pão do valor de um issar”; o Bavli tem כְּאִיסָּר, “como um issar”, e o Korban HaEdah explica como um pão pequeno, da medida de um issar. שֶׁיִזְכֶּה לוֹ בָעֵירוּב ficou “para que ele adquira para ela uma parte no eruv”, com o Penei Moshe. מֵעַתָּה אֲפִילוּ בָא לֹו אֶצֶל הַחֶנְוָונִי ficou “então, mesmo que ele apenas tenha vindo ao merceeiro, valeria?”, com o Penei Moshe; o Korban HaEdah entende a pergunta de outro modo. וְיוֹצִיאֶנָּהּ ficou “e a gaste”, a maá; o Penei Moshe entende que quem esquece é quem dá a maá, e o Korban HaEdah, que é o merceeiro; Guggenheimer traduz “sell it”, o pão. אַבָּא ficou “meu pai”. שֶׁכֵּן חֶנְוָונִי מְזַכֶּה לָהֶן עַל יְדֵי אַחֵר ficou “é porque o merceeiro faz adquirir o eruv para eles por meio de outro”; o sentido é dado pelos comentaristas, de modos diferentes. הָיָה מְמָאֵן כּוֹפִין אוֹתוֹ ficou como pergunta, com o Penei Moshe. מַתְנִיתָא, na seção 02, ficou “esse ensinamento”, porque se refere à baraita; na seção 01, ficou “a Mishná”. וְלֹא עֵירֵב קוֹנְסִין אוֹתוֹ tem o verbo no singular, e ficou “e ele não fez eruv, penalizam-no”; o Penei Moshe e o Korban HaEdah entendem que se penalizam também os companheiros, que podiam fazer o eruv por ele. חֲבֵרַיָיא ficou “os companheiros”. Na seção 03, Rabi Yishmael não tem o nome do pai no texto; o Penei Moshe diz que o pai é Rabi Yossi, e o nome ficou só na nota. בְּלֹא דַעְתָּהּ ficou “sem o conhecimento dela”, da sogra.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida. Escreve “Rebbi Abbahu”, “Rebbi Joḥanan”, “Rebbi Aḥa”, “Rebbi Ḥinena”, “Rebbi Ze`ira”, “Rebbi Isaac Ḥaqula”, “Rebbu Jehudah the Prince”, “Rebbi Yose ben Rebbi Abun”, “Rebbi Abba the son of Rebbi Pappai”, “Rebbi Ḥama bar Ḥanina”, “Rebbi Ismael” e “Rebbi Ḥiyya”, e aqui ficaram Rabi Abahu, Rabi Yochanan, Rabi Acha, Rabi Chinena, Rabi Zeira, Rabi Yitzchak ben Chakulá, Rabi Yudan Nessiá, Rabi Yossi beRabi Bun, Rabi Ba, filho de Rabi Papai, Rabi Chama bar Chanina, Rabi Yishmael e Rabi Chiya, como no hebraico. Ele acrescenta “bar Aḥa” ao nome de Rabi Yaakov, a partir dos paralelos; aqui ficou só Rabi Yaakov, como no texto. Na baraita de quem esqueceu, escreve “Rebbi Jehudah”, como na Tosefta, onde o hebraico tem רִבִּי יוּדָן, e aqui ficou Rabi Yudan. Traduz מָעֵיו como “an obolus”, אִיסָּר como “an as”, e עֵירוּבֵי הַתְּחוּמִין como “eruv of domains”; e o começo da Mishná, “Anything and participation”, sem o verbo de fazer eruv. Ele acrescenta entre colchetes palavras que aqui ficaram em itálico. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 7:10 e 7:11, e Guitin 1:6; Yerushalmi Eruvin 3:1, 6:5, 6:7, 6:8 e 8:1, Taanit 4:1 e Bava Batra 1:5; Bavli Eruvin 80a, a nora de Rabi Oshaya, Shmuel e o shituf tomado à força, e o lechi e a korá; 80b, a resposta das divisórias e a Mishná de “com tudo se faz eruv”; 81a, o pão partido e a Mishná da maá; 81b, o resto da Mishná, Rav Ila em nome de Rabi Yochanan, Rav e Shmuel, e a halachá como Rabi Yehudá; 82a, o fim do capítulo e a Mishná seguinte; Tosefta Eruvin 5:5, nas duas edições, e 5:15, na de Lieberman, que é 5:12 na comum; Tosefta Bava Metzia 11:18, na de Lieberman; Rambam, Hilchot Eruvin 1:8, 5:2 e 6:20; Shulchan Aruch, Orach Chayim 366:6, 367:1 e 414:1; Penei Moshe, Korban HaEdah, Sheyarei Korban e Mareh HaPanim nesta halachá. Referências corrigidas: a nota 103 de Guggenheimer remete à “Tosephta Bava meṣi`a 11:18”, que é a numeração da edição de Lieberman, e ali se lê בני חצר, não בני מבוי; na edição comum do Sefaria, o capítulo 11 de Bava Metzia não traz esta frase; a nota 105 remete à “Tosephta 5:15”, que é a numeração de Lieberman, e é 5:12 na edição comum. Não há link para o Bavli, porque o Bavli deste site vai até Eruvin 61b.

Nomes nesta página: Rabi Eliezer, רִבִּי אֱלִיעֶזֶר, Rabi Yehoshua, רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ, e Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná; Rabi Abahu, רִבִּי אַבָּהוּ; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן; Rabi Acha, רִבִּי אָחָא; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָא; Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר; Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא; e Rabi Yaakov, רִבִּי יַעֲקֹב, na seção 01; Rabi Yitzchak ben Chakulá, רִבִּי יִצְחָק בֶּן חֲקוּלָה, com shuruk, que noutras páginas do site, com cholam, ficou Chakolá; Rabi Yudan Nessiá, רִבִּי יוּדָן נְסִיָיא; Rabi Yudan, רִבִּי יוּדָן; e Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, na seção 02; Rabi Ba, filho de Rabi Papai, רִבִּי בָּא בְרֵיהּ דְּרִבִּי פַּפַּי; Rabi Chama bar Chanina, רִבִּי חָמָא בַּר חֲנֵינָה; Rabi Yishmael, רִבִּי יִשְׁמָעֵאל; e Rabi Chiya, רִבִּי חִיָיה, na seção 03. Na nota: Rabi Achavá beRabi Zeira, Rabi Lazar beRabi Shimon e Rabi Yossi, do Yerushalmi; Rabi Yossi ben Shaul, Rabi, Rav Ashi, Rabi Yochanan ben Shaul, Rav Chisda, Rav Ila, Rav, Shmuel, Rav Yehudá, Rabi Oshaya e Rabi Yishmael beRabi Yossi, do Bavli; e Rabbenu Tam e Rashi, dos Tosafot, citados pelo Sheyarei Korban.

Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, e o marcador de folha de Vilna 50a, na Mishná, antes de אֵין מְעָרְבִין בָּהּ. Não há marcador numérico nem de Veneza nesta halachá, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foram mantidas a marca פיס׳ e as grafias do Sefaria, como מִעָרְבִין, מָעֵיו, אַמורִים, לֹו, חָבִיּן, שֶּׁאָמְרוּ, הַשּׁוכֵחַ, בִאִשָׁה, וְאֲתָא, כָּך e אַתּ, e o espaço antes do ponto final do segundo segmento; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria. A seção 01 foi dividida em três pares, e a seção 02 em quatro, nos pontos em que muda o assunto.

A Mishná seguinte, Eruvin 8:1, abre o Perek Chet, Keitzad Mishtattfin: “כֵּיצַד מִשְׁתַּתְּפִין בַּתְּחוּמִין מַנִּיחַ אֶת הֶחָבִית…”, “como se faz o shituf nos limites? Deposita-se o barril…”, e se diz: eis que isto é para todos os habitantes da minha cidade, para todo aquele que for à casa do enlutado ou à casa do banquete; quem o aceitou ainda de dia é permitido, e quem o aceitou depois que escureceu é proibido, porque não se faz eruv depois que escurece. No Bavli, essa Mishná está em Eruvin 82a, logo depois do fim do capítulo Challon, no início do capítulo Keitzad Mishtattfin, e ali se lê בִּתְחוּמִין, וְכׇל שֶׁקִּיבֵּל e מִשֶּׁתֶּחְשַׁךְ — אָסוּר, onde o Yerushalmi tem בַּתְּחוּמִין, וְכָל מִי שֶׁקִּיבֵּל e מִשֶּׁחֲשֵׁיכָה אָסוּר.

Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Zayin de Massechet Eruvin, Challon (חַלּוֹן).