Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Yud · Halachá 11
עֵרוּבִין

O gonzo de baixo e o emplastro no Templo

Perek Yud, HaMotzei Tefillin, Halachá 11, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Décima primeira halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que se repõe o tzir (gonzo) de baixo no Templo, mas não na província, e que o de cima é proibido aqui e ali; e que se repõe a retiyá (emplastro) no Templo, mas não na província, e que pô-la de início é proibido aqui e ali. A guemará traz a palavra de Rabi Yossi beRabi Bun, de que nem toda shevut (proibição rabínica do Shabat) foi permitida no Templo; a baraita sobre limpar a ferida, mas não o emplastro, porque quem espalha no Shabat é obrigado a uma chatat; a retiyá que inchou e a que escorregou; a ferida que se curou e as folhas de videira; a raiz de garança de Rabi Huna; e a proibição de ler um versículo com o Nome sobre a ferida, com o cântico que se dizia em Jerusalém. O Bavli discute estas Mishnayot em Eruvin 102b.

A Mishná · מַתְנִיתִין

מַחֲזִירִין צִיר הַתַּחְתּוֹן בַּמִּקְדָּשׁ אֲבָל לֹא בַמְּדִינָה. הָעֶלְיוֹן כָּאן וְכָאן אָסוּר.

Mishná: Repõe-se o tzir (gonzo) de baixo no Templo, mas não na província. O de cima, aqui e ali, é proibido.

מַחֲזִירִין רְטִיָיה בַמִּקְדָּשׁ אֲבָל לֹא בַמְּדִינָה אִם בַּתְּחִילָּה כָּאן וְכָאן אָסוּר.

Repõe-se a retiyá (emplastro) no Templo, mas não na província. Se é de início, aqui e ali é proibido.

A Halachá · הֲלָכָה יא

01Nem toda shevut foi permitida no Templo
Yerushalmi · Eruvin 10:11
פיס׳. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן. לֹא כָל שְׁבוּת הִתִּירוּ בַמִּקְדָּשׁ.

Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Nem toda shevut (proibição rabínica do Shabat) permitiram no Templo.

02Limpa-se a ferida, mas não o emplastro
Yerushalmi · Eruvin 10:11
תַּנֵּי. לֹא יְקַנֵּחַ אָדָם אֶת הָאִיסְפְּלָנִית שֶׁלֹּא יָבוֹא לִידֵי מֵירוּחַ. וְהַמְמָרֵחַ בַּשַּׁבָּת חַיָיב חַטָּאת.

Ensina-se: Não limpe uma pessoa o ispelanit (emplastro), para que não chegue a espalhar; e quem espalha no Shabat é obrigado a uma chatat (oferta pelo pecado).

וְהָתַנֵּי. הֶחֱלִיקָה מִמַּטָּן מַחֲזִירָהּ מִלְּמַעֲלָן. הֶחֱלִיקָה מִלְּמַעֲלָה מַחֲזִירָהּ מִלְּמַטָּה.

E eis que se ensina: Se escorregou por baixo, repõe-no por cima; se escorregou por cima, repõe-no por baixo.

מְגַלֶּה מִקְצַת אִיסְפְּלָנִית מִיכָּן וּמְקַנֵּחַ הַמַּכָּה מִיכָּן. וּמְגַלֶּה מִקְצַת אִסְפְּלָנִית מִיכָּן וּמְקַנֵּחַ הַמַּכָּה מִיכָּן.

Descobre um pouco do ispelanit daqui e limpa a ferida daqui; e descobre um pouco do ispelanit daqui e limpa a ferida daqui.

אֲבָל לֹא יְקַנֵּחַ אֶת הָאִיסְפְּלָנִית שֶׁלֹּא יָבוֹא לִידֵי מֵירוּחַ. וְהַמְמָרֵחַ בַּשַּׁבָּת חַיָיב חַטָּאת.

Mas não limpe o ispelanit, para que não chegue a espalhar; e quem espalha no Shabat é obrigado a uma chatat.

03A retiyá que inchou e a ferida que se curou
Yerushalmi · Eruvin 10:11
תַּנֵּי. רְטִיָיה שֶׁתָּפְחָה מַחֲזִירין אוֹתָהּ בַּשַּׁבָּת. רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא בְשֵׁם רִבִּי יָסָא. וְהִיא שֶׁתָּפְחָה כְּנֶגֶד הַמַּכָּה.

Ensina-se: A retiyá que inchou, repõem-na no Shabat. Rabi Yaakov bar Achá, em nome de Rabi Yassa: E isto, quando inchou defronte da ferida.

וְהָתַנֵּי. הֶחֱלִיקָה מִלְּמַטָּן מַחֲזִירָהּ מִלְּמַעֲלָן. הֶחֱלִיקָה מִלְּמַעֲלָן מַחֲזִירָהּ מִלְּמַטָּן. וּבִלְבַד שֶׁלֹּא תֵצֵא רְשׁוּת כָּל אוֹתָהּ הַמַּכָּה.

E eis que se ensina: Se escorregou por baixo, repõe-na por cima; se escorregou por cima, repõe-na por baixo; contanto que não saia do domínio de toda aquela ferida.

רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן בָּשֵׁם רִבִּי יָסָא. מַכָּה שֶׁנִּתְרַפָּאת נוֹתְנִין עָלֶיהָ רְטִיָיה. שֶׁאֵינוֹ אֶלָּא כִּמְשָׁמֵרָה.

Rabi Yossi beRabi Bun, em nome de Rabi Yassa: Uma ferida que se curou, põe-se sobre ela uma retiyá, pois não é senão como proteção.

רִבִּי בּוּן בְּשֵׁם רַבָּנִן דְּתַמָּן. נוֹתְנִין רְטִיָיה עַל גַּבֵּי מַכָּה בַשַּׁבָּת שֶׁאֵינוֹ אֶלָּא כִּמְשָׁמֵרָה. אָמַר רִבִּי תַנְחוּמָא. חוץ מֵעָלֵי גְפָנִים שֶׁהֵן לִרְפוּאָה.

Rabi Bun, em nome dos rabanan (sábios) de lá: Põe-se uma retiyá sobre a ferida no Shabat, pois não é senão como proteção. Disse Rabi Tanchuma: Exceto folhas de videira, que são para cura.

04A raiz de garança
Yerushalmi · Eruvin 10:11
אָמַר רִבִּי הוּנָא. הָדָא פוּאָה עִיקָּר טַב הִיא סַגִּין כַּד אִית בָּהּ חֲמִשָּׁה אוֹ שִׁבְעָה אוֹ תִּשְׁעָה קִיטְרִין וּבִלְבַד דְּלָא יִתֵּן מוֹיי.

Disse Rabi Huna: Esta puá (garança) é uma raiz muito boa, quando há nela cinco, ou sete, ou nove nós, contanto que não dê água.

05O versículo com o Nome sobre a ferida e o cântico dos danos
Yerushalmi · Eruvin 10:11
אֵין קוֹרִין פָּסוּק עַל גַּבֵּי מַכָּה בַשֵּׁם. וְהָהֵן דְּקָרָא עַל יַבְרוּחָא אָסוּר.

Não se lê um versículo sobre uma ferida com o Nome. E aquele que lê sobre a yavruchá (mandrágora), é proibido.

בּוֹא וּקְרָא פָּסוּק זֶה עַל בְּנוֹ שֶׁהוּא מִתְבְּעִת. תֵּן עָלָיו סֵפֶר אוֹ תְפִילִּין בִּשְׁבִיל שֶׁיִּשָׁן. אָסוּר.

Vem e lê este versículo sobre o seu filho, que está assustado; põe sobre ele um livro ou tefilin, para que durma: é proibido.

וְהָתַנֵּי. אוֹמְרִים הָיוּ שִׁיר שֶׁלְפְּגָעִים בִּירוּשָׁלִַם. אָמַר רִבִּי יוּדָן. כָּאן עַד שֶׁלֹּא נִפְגָּע וְכָאן מִשֶּׁנִּפְגָּע.

E não se ensina: Diziam o shir shel pegaim (cântico dos danos) em Jerusalém? Disse Rabi Yudan: Aqui, antes que fosse atingido; e aqui, depois que foi atingido.

אֵי זֶהוּ שִׁיר פְּגָעִים. מָה רַבּוּ צָרָיי וְכָל הַמִּזְמוֹר. יוֹשֵׁב בְּסֵתֶר עֶלְיוֹן עַד כִּי אַתָּה יְי מַחְסִי.

Qual é o shir pegaim? “Quão numerosos são os meus adversários” (Tehilim 3:2), e todo o salmo; “O que habita no abrigo do Altíssimo” (Tehilim 91:1), até “Pois Tu, Eterno, és o meu refúgio” (Tehilim 91:9).

Nota

Esta é a décima primeira halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A halachá ocupa seis segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, aqui dividida em dois pares de hebraico e português; o segundo é a seção 01; o terceiro é a seção 02, dividida em quatro pares; o quarto é a seção 03, dividida em quatro pares; o quinto é a seção 04; e o sexto é a seção 05, dividida em quatro pares. Nenhum segmento foi dividido entre seções, e nada foi deixado de fora. Conferiu-se no Sefaria que a Mishná desta halachá corresponde a partes de duas mishnayot avulsas, e o Sefaria liga este segmento a “Mishnah Eruvin 10:12-13”: Eruvin 10:12, do gonzo, sem a frase final, em que Rabi Yehudá diz que o de cima se repõe no Templo, e o de baixo, na província; e o começo de Eruvin 10:13, da retiyá. O resto da avulsa 10:13, do fio que se amarra e da verruga que se corta, abre a Halachá 10:12 do Yerushalmi. A avulsa escreve וְהָעֶלְיוֹן, onde o Yerushalmi tem הָעֶלְיוֹן; רְטִיָּה, onde o Yerushalmi tem רְטִיָיה; e בַּתְּחִלָּה, onde o Yerushalmi tem בַּתְּחִילָּה. No Bavli, as duas Mishnayot e as suas guemarot estão em Eruvin 102b, e a Mishná do Bavli traz a frase de Rabi Yehudá. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b, e por isso esta página não traz link para essa folha.

Sobre a Mishná. O Korban HaEdah explica que o gonzo é o da porta de uma shidá (arca), de uma caixa ou de um armário, que se abrem pelo lado; enquanto o de cima não saiu, o de baixo é fácil de repor e não há ali construção; na província é proibido, por decreto, para que não o crave com martelo ou formão, o que é trabalho; e o de cima, que, quando sai, a porta toda cai, é como construir, e, ainda que não seja construção de fato, é uma shevut grave, que nem no Templo permitiram. O Penei Moshe diz que na província não se repõe o gonzo de baixo, mas se empurra para o seu lugar; que o de cima é proibido mesmo no Templo, por receio de que o crave, e então seria obrigado a uma chatat; e que a versão do Bavli traz aqui as palavras de Rabi Yehudá, mas a halachá não é assim. O Korban HaEdah, ao contrário, lê no texto as palavras de Rabi Yehudá, e explica que ele entende que não há construção em utensílios, e que ali há só shevut, que não se decretou no Templo. Sobre a retiyá, os dois explicam que se trata de um sacerdote ferido na mão, que pôs nela uma retiyá antes do Shabat e a tirou para fazer o serviço, para que não houvesse chatzitzá (separação) entre a mão e o serviço; ele a repõe depois, porque, se não lho permitissem, ele se absteria do serviço. Na província é proibido, por decreto, para que não espalhe o emplastro e fique obrigado por causa de memachek (o que raspa); o Penei Moshe acrescenta que isto é só quando caiu no chão, mas, se está na mão dele, ou caiu sobre um utensílio, repõe-se em todo lugar. De início, dizem os dois, é quando não estava amarrada desde antes do Shabat, ou quando o sacerdote não a tirou para o serviço, e então é proibido também no Templo, porque é para a sua própria necessidade, e não para a do santuário. No Bavli, Eruvin 102b, a baraita diz que o gonzo da porta da arca, da caixa e do armário se repõe no Templo e se empurra na província, e que o de cima não se repõe aqui nem ali, por decreto, para que não o crave, e, se o cravou, é obrigado a uma chatat. O Rambam, nas Leis do Shabat 22:25, e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 313:5, trazem o gonzo; o Rambam, nas Leis do Shabat 21:27, e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 328:24 a 328:27, trazem a retiyá, a ferida e a ferida que se curou.

Sobre a seção 01. O Penei Moshe diz que nos livros impressos esta frase está escrita junto ao פיס׳, como se fosse da Mishná da retiyá, e que isto é erro, porque repor a retiyá certamente foi permitido no Templo; a frase se refere ao gonzo, e explica por que não se permitiu repor o de cima no Templo, ainda que seja só shevut. O Korban HaEdah diz o mesmo, e compara com o arranjo dos tubos dos pães da proposição e com a sua retirada, que não se sobrepõem ao Shabat. A mesma frase, dita por Rabi Yonatan, abre o Yerushalmi Pessachim 5:8, conferido no Sefaria; esse tratado ainda não está neste site. A marca פיס׳ não se traduz, como nas outras páginas deste site.

Sobre a seção 02. A baraita está na Tosefta Shabat 5:6, na edição de Lieberman, que na edição comum do Sefaria é 6:3; lá, as palavras sobre a que escorregou e sobre descobrir um pouco do emplastro são ditas por Rabi Yehudá, e aqui vêm sem nome. O Bavli, Eruvin 102b, traz a mesma baraita, também em nome de Rabi Yehudá, com “empurra-a para cima” e “empurra-a para baixo”, e diz: limpa a boca da ferida, mas o próprio emplastro não limpa, porque é espalhar. O Penei Moshe e o Korban HaEdah dizem que וְהָתַנֵּי, aqui e na seção 03, é dito em tom de apoio, e não de objeção, e por isso ficou “e eis que se ensina”. O Penei Moshe explica que o que não se limpa é a pomada que está sobre a ferida; o Korban HaEdah diz que quem espalha é quem alisa as cavidades da retiyá, e que espalhar é derivado de raspar. Espalhar o ispelanit, como derivado de raspar, está também no Yerushalmi Shabat 7:2, sobre a Mishná Shabat 7:2. O Korban HaEdah diz que o ispelanit é a retiyá, e que repô-la por cima é empurrá-la para que volte para cima. Em hebraico, ispelanit é feminino, e em português ficou masculino, como nas outras páginas deste site; por isso, “repõe-no”. A frase de descobrir o emplastro e limpar a ferida está duas vezes, igual, no hebraico, com a grafia אִיסְפְּלָנִית na primeira e אִסְפְּלָנִית na segunda, e assim ficou; a Tosefta diz “daqui” e, na segunda vez, “e volta e descobre”, o que mostra que se descobre um lado e depois o outro.

Sobre a seção 03. O Penei Moshe diz que a retiyá que inchou é a que, por isso, se afastou da ferida; o Korban HaEdah diz que inchou no meio e se afastou de sobre a ferida, e que “defronte da ferida” quer dizer que ainda está defronte da ferida e não saiu do seu lugar, só inchou. Sobre “contanto que não saia do domínio de toda aquela ferida”, o Penei Moshe diz que é para que não a levante quando já saiu de toda a ferida. Do “Rabi Yossi beRabi Bun” até o fim, a seção está também no Yerushalmi Shabat 6:2, seção 13 desta tradução, como dizem o Penei Moshe e o Sefaria. As diferenças são estas: lá se diz בְּשֵׁם רִבִּי יוֹסֵי, e aqui בָּשֵׁם רִבִּי יָסָא; lá שֶׁנִּתְרַפְּאָת, e aqui שֶׁנִּתְרַפָּאת; lá שֶׁאֵינָהּ אֶלָּא כְּמַשְׁמֵרָה, e aqui שֶׁאֵינוֹ אֶלָּא כִּמְשָׁמֵרָה; lá רִבִּי אָבוּן בְּשֵׁם רַבָּנִין, e aqui רִבִּי בּוּן בְּשֵׁם רַבָּנִן; e lá falta a palavra retiyá na frase dos rabanan de lá. O Korban HaEdah explica que a retiyá sobre a ferida curada é só para que ela não se estrague, e que os sábios não decretaram sobre ela, porque a pessoa não está tão aflita que chegue a moer ervas e a espalhar; e que, como as folhas de videira, também as outras folhas que curam são proibidas. Os rabanan de lá são os da Babilônia, como na tradução de Shabat 6:2. O Shulchan Aruch, Orach Chayim 328:24 e 328:27, traz as folhas de videira e a ferida que se curou.

Sobre a seção 04. A frase está também no Yerushalmi Shabat 6:2, seção 14 desta tradução, com רִבִּי חוּנָה, que lá ficou Rabi Chuna, e aqui com רִבִּי הוּנָא, Rabi Huna. Lá o texto é mais longo: עִקָּר טַב סַגִּין טַב הוּא, com cada número seguido de קִטְרִין, com טָבָא סַגִּין depois do nove, e com וּבִלְחוּד דְּלָא יִתֵּן מַיי, onde aqui se diz וּבִלְבַד דְּלָא יִתֵּן מוֹיי. O Korban HaEdah diz que esta puá é uma raiz e um remédio bom quando tem cinco, sete ou nove nós, que é uma espécie de semente, e que “não dê água” quer dizer que não saia dela água. O Penei Moshe não comenta esta seção.

Sobre a seção 05. Também esta seção está no Yerushalmi Shabat 6:2, seção 15 desta tradução, com estas diferenças: lá se diz עַל גַּבֵּי מַכָּה בַשַּׁבָּת, “no Shabat”, e aqui בַשֵּׁם, “com o Nome”; lá וְהָדֵין דְּקָרֵי עַל יַבְרוּחָה, e aqui וְהָהֵן דְּקָרָא עַל יַבְרוּחָא; lá וּקְרִי אֶת הַפָּסוּק הַזֶּה עַל בְּנִי, “sobre o meu filho”, e aqui וּקְרָא פָּסוּק זֶה עַל בְּנוֹ, “sobre o seu filho”; lá תֵּן עָלָיו סֵפֶר תֵּן עָלָיו תְּפִילִּין, e aqui תֵּן עָלָיו סֵפֶר אוֹ תְפִילִּין; lá וְהָא תַנֵּי, e aqui וְהָתַנֵּי; lá שִׁיר פְּגוּעִין, e aqui שִׁיר שֶׁלְפְּגָעִים e שִׁיר פְּגָעִים; lá Rabi Yudan diz primeiro “depois que foi atingido” e depois “antes que fosse atingido”, e aqui na ordem inversa; e lá o primeiro versículo começa com o Nome, e o último segue até o fim de Tehilim 91:9, “o Altíssimo puseste como a tua morada”. O Korban HaEdah explica que “com o Nome” é um versículo em que há um dos nomes sagrados que não se apagam; que yavruchá é uma espécie de doença, e que outros dizem que são as dudaim (mandrágoras) mencionadas na história de Reuven, que é perigoso arrancar, e por isso é proibido ler versículos sobre elas para arrancá-las; que o filho está assustado sem que se veja coisa alguma que o assuste; que antes de ser atingido a leitura é só para proteger, e é permitida, e depois de atingido lê para curar-se com os versículos, e é proibido; que Tehilim 3 se diz porque nele está escrito “E Tu, Eterno, és escudo em volta de mim” (Tehilim 3:4); e que Tehilim 91 se diz até “Pois Tu, Eterno, és o meu refúgio”, porque nele estão “a peste das desgraças” (Tehilim 91:3), “o terror da noite” e “a flecha que voa de dia” (Tehilim 91:5), que é o espírito danoso que voa como flecha, e “Caiam do teu lado mil” (Tehilim 91:7). O Sheyarei Korban, aqui, só remete a dois comentários dos Tosafot, que não foram conferidos. No Bavli, Shevuot 15b, se diz que em Jerusalém se dizia o שִׁיר שֶׁל פְּגָעִים, e que alguns dizem שִׁיר שֶׁל נְגָעִים, por causa de “e praga não se aproximará da tua tenda” (Tehilim 91:10) e de “Caiam do teu lado mil” (Tehilim 91:7); e ali se lembra a Mishná de que quem sussurra sobre a ferida não tem parte no mundo vindouro, que é a de Sanhedrin 10:1, onde Rabi Akiva fala de quem sussurra sobre a ferida e diz o versículo de Shemot 15:26; o Bavli explica, em nome de Rabi Yochanan, que isto é quando cospe, porque não se menciona o Nome sobre o cuspe. O Rambam, nas Leis de Avodat Kochavim 11:12, e o Shulchan Aruch, Yoreh Deá 179:8 a 179:10, proíbem ler versículos sobre a ferida, sobre a criança que se assusta e pôr sobre ela um livro da Torá ou tefilin para que durma, e permitem ao sadio ler versículos para que o protejam dos danos.

Leituras incertas. וְהָהֵן דְּקָרָא עַל יַבְרוּחָא אָסוּר ficou “e aquele que lê sobre a yavruchá, é proibido”; דְּקָרָא pode ler-se também como “o que se lê”. Yavruchá ficou “mandrágora”, como na tradução de Shabat 6:2, mas o Korban HaEdah traz também a explicação de que é uma doença. עַל בְּנוֹ, “sobre o seu filho”, está assim no hebraico, onde em Shabat se lê “sobre o meu filho”; a tradução seguiu o texto. הֶחֱלִיקָה מִמַּטָּן מַחֲזִירָהּ מִלְּמַעֲלָן ficou “se escorregou por baixo, repõe-no por cima”, ao pé da letra; o Bavli e o Korban HaEdah entendem que, se escorregou para baixo, empurra-se para cima. עִיקָּר טַב הִיא סַגִּין ficou “é uma raiz muito boa”. כָּאן וְכָאן ficou “aqui e ali”, como na Halachá 10:10 deste site.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida. Ele escreve “Rebbi Yose ben Rebbi Abun”, onde o hebraico tem רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, e aqui ficou Rabi Yossi beRabi Bun. Na seção 03, ele traduz a segunda frase de Rabi Yossi beRabi Bun como “in the name of Rebbi Yose”, como em Shabat, onde o hebraico daqui tem בָּשֵׁם רִבִּי יָסָא, Rabi Yassa; e escreve “Rebbi Abun”, onde o hebraico tem רִבִּי בּוּן, Rabi Bun. Ele traduz וְהָתַנֵּי da seção 03 como “as it was stated”, ligando-o à frase de Rabi Yassa; aqui ficou “e eis que se ensina”. Na seção 04, ele traduz סַגִּין como “the more the better”, e aqui ficou “muito”. Na seção 05, ele traduz עַל בְּנוֹ como “for my son”, como em Shabat, e aqui ficou “sobre o seu filho”. Na nota 133, ele remete a “Mishnah 10” para o gonzo, onde o Sefaria liga a nota ao Yerushalmi Eruvin 10:13; o gonzo está na Mishná desta halachá, e não na de 10:13. As formas dos nomes seguem o hebraico e as outras páginas deste site: Rabi Yossi beRabi Bun, Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Yassa, Rabi Bun, Rabi Tanchuma, Rabi Huna e Rabi Yudan. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 10:12 e 10:13; Yerushalmi Eruvin 10:12, para o resto da avulsa 10:13; Bavli Eruvin 102b; Yerushalmi Pessachim 5:8; Tosefta Shabat 5:6 na edição de Lieberman e 6:3 na edição comum; Yerushalmi Shabat 6:2 e 7:2; Mishná Shabat 7:2; Bavli Shevuot 15b; Mishná Sanhedrin 10:1; Tehilim 3:2 a 3:4 e 91:1 a 91:10; Shemot 15:26; Rambam, Leis do Shabat 21:27 e 22:25, e Leis de Avodat Kochavim 11:12; Shulchan Aruch, Orach Chayim 313:5 e 328:24 a 328:27, e Yoreh Deá 179:8 a 179:10; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá; Sheyarei Korban na seção 05. Há links para as mishnayot avulsas Eruvin 10:12 e 10:13 e Sanhedrin 10:1, e para o Yerushalmi Shabat 6:2 e 7:2, que este site já tem; não há link para o Bavli Eruvin 102b, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b, nem para o Bavli Shevuot, o Yerushalmi Pessachim, a Mishná Shabat 7:2, a Tosefta, o Rambam e o Shulchan Aruch.

Nomes nesta página: Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Yassa, רִבִּי יָסָא; Rabi Bun, רִבִּי בּוּן; Rabi Tanchuma, רִבִּי תַנְחוּמָא; Rabi Huna, רִבִּי הוּנָא; Rabi Yudan, רִבִּי יוּדָן; e, na Mishná avulsa, na Tosefta, no Bavli e nos paralelos, Rabi Yehudá, Rabi Yonatan, Rabi Yossi, Rabi Avun, Rabi Chuna, Rabi Akiva e Rabi Yochanan.

Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos. Nesta halachá o Sefaria não marca nenhuma folha da edição de Vilna nem coluna da edição de Veneza, e nada foi acrescentado ao hebraico. Foram mantidas a marca פיס׳ e as grafias do Sefaria, como רְטִיָיה, בַּתְּחִילָּה, אִיסְפְּלָנִית e אִסְפְּלָנִית, מִלְּמַעֲלָה, מַחֲזִירין, בָּשֵׁם, שֶׁנִּתְרַפָּאת, חוץ, sem vogais, מוֹיי, שֶׁלְפְּגָעִים, בִּירוּשָׁלִַם e צָרָיי, e o Nome escrito יְי, que a tradução diz “Eterno”, como nas outras páginas deste site.

A Mishná seguinte, que no Yerushalmi abre a Halachá 10:12, corresponde ao resto da avulsa Eruvin 10:13: קוֹשְׁרִין נִימִין בַמִּקְדָּשׁ…, amarram-se os fios no Templo, mas não na província.