Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Yud · Halachá 10
עֵרוּבִין

A tranca com maçaneta e a tranca que se arrasta

Perek Yud, HaMotzei Tefillin, Halachá 10, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Décima halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que o neguer (tranca) que tem na ponta uma klostra (maçaneta grossa), Rabi Lazar proíbe e Rabi Yossi permite, e cada um conta à sua maneira o caso da sinagoga em Tiberíades, de Raban Gamliel e dos anciãos; e que com o neguer hanigrar (a tranca que se arrasta) se tranca no Templo, mas não na província, e o que está pousado é proibido aqui e ali, enquanto Rabi Yehudá permite o pousado no Templo e o que se arrasta na província. A guemará traz a palavra de Rabi Yossi beRabi Bun sobre o que é acessório a quê, segundo quem permite e segundo quem proíbe; a definição de Rabi Yochanan do neguer, amarrado, ainda que não pendurado, e a tranca da casa de Rabi que Chilfai lhe mostrou; a pergunta de Rabi Yossi a Rabi Yirmeyá sobre como se age na prática; a condição de Rabi Yanai, sogro de Rabi Imi; a tranca que Rabi Elazar amarrou com junco, e a pergunta sobre a que se soltou e a que se enfiou; e a palavra de Rav de que a halachá é como Rabi Yossi. O Bavli discute estas Mishnayot em Eruvin 101b e 102a.

A Mishná · מַתְנִיתִין

נֶגֶר שֶׁיֵשׁ בְּרֹאשׁוֹ קְלוֹסְטְרָא רִבִּי לָעְזָר אוֹסֵר וְרִבִּי יוֹסֵה מַתִּיר.

Mishná: O neguer (tranca) que tem na sua ponta uma klostra (maçaneta grossa): Rabi Lazar proíbe, e Rabi Yossi permite.

אָמַר רִבִּי לָעְזָר מַעֲשֶׂה שֶׁל בֵּית הַכְּנֶסֶת בִּטִיבֵּרְיָה שֶׁהָיוּ נוֹהֲגִין בּוֹ הֶיתֵּר עַד שֶׁבָּא רַבָּן גַּמְלִיאֵל וְהַזְּקֵנִים וְאָסְרוּ לָהֶן. רַבִּי יוֹסֵה אוֹמֵר אִיסּוּר הָיוּ נוֹהֲגִין בּוֹ בָּא רַבָּן גַּמְלִיאֵל וְהַזְּקֵנִים וְהִתִּירוּהוּ לָהֶן.

Disse Rabi Lazar: Houve um caso da sinagoga em Tiberíades, em que nele seguiam o costume da permissão, até que vieram Raban Gamliel e os anciãos e lho proibiram. Rabi Yossi diz: O costume da proibição seguiam nele; veio Raban Gamliel, e os anciãos, e lho permitiram.

נֶגֶּר הַנִּגְרָר נוֹעֲלִין בּוֹ בַמִּקְדָּשׁ אֲבָל לֹא בַמְּדִינָה. וְהַמּוּנָּח כָּאן וְכָאן אָסוּר. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר הַמּוּנָּח בַּמִּקְדָּשׁ וְהַנִּגְרָר בַּמְּדִינָה:

O neguer hanigrar (a tranca que se arrasta): tranca-se com ele no Templo, mas não na província. E o que está pousado, aqui e ali, é proibido. Rabi Yehudá diz: O pousado, no Templo, e o que se arrasta, na província são permitidos.

A Halachá · הֲלָכָה י

01O neguer acessório à klostra, ou a klostra ao neguer
Yerushalmi · Eruvin 10:10
פיס׳. אָמַר רִבִּי יוֹסֵי בֵּרִבִּי [ ] כְּדִבְרֵי מִי שֶׁמַּתִּיר עוֹשֶׁה הַנֶּגֶר טָפֵל לַקְּלוֹסְטְרָא. כְּדִבְרֵי הָאוֹסֵר עוֹשֶׁה הַקְּלוֹסְטְרָא טָפֵל לַנֶּגֶר.

Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Segundo as palavras de quem permite, faz o neguer tafel (acessório) à klostra. Segundo as palavras de quem proíbe, faz a klostra tafel ao neguer.

02O neguer amarrado, ainda que não pendurado, e como se age
Yerushalmi · Eruvin 10:10
אֵי זֶהוּ נֶגֶר. אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן. קָשׁוּר אַף עַל פִּי שֶׁאֵינוֹ תָלוּי.

Qual é o neguer? Disse Rabi Yochanan: O que está amarrado, ainda que não esteja pendurado.

אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן. מָשְׁכֵנִי חִילְפַיי וְהַרְאֵנִי שֶׁלְּבֵית רִבִּי קָשׁוּר אַף עַל פִּי שֶׁאֵינוֹ תָלוּי.

Disse Rabi Yochanan: Puxou-me Chilfai e mostrou-me o da casa de Rabi, amarrado, ainda que não pendurado.

אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן. אַתְיָא דִיחִידָאָה דְהָכָא כִּסְתָמָא דְתַמָּן. וְדִיחִידָאָה דְתַמָּן כִּסְתָמָא דְהָכָא.

Disse Rabi Yochanan: Vem a opinião do individual daqui como a anônima de lá, e a do individual de lá como a anônima daqui.

רִבִּי יוֹסֵה בָעֵי קוֹמֵי רִבִּי יִרְמְיָה. הֵיךְ עָבְדִין עוֹבְדָא. אָמַר לֵיהּ. מִן דְאָמַר רִבִּי יוֹחָנָן. מָשְׁכֵנִי חִילְפַיי וְהַרְאֵנִי שֶׁלְבֵּית רִבִּי קָשׁוּר אַף עַל פִּי שֶׁאֵינוֹ תָלוּי. הָדָא אָמְרָה. כְּרִבִּי יְהוּדָה עָבְדִין. עַד שֶׁיְּהֵא קָשׁוּר בַּדֶּלֶת.

Rabi Yossi perguntou diante de Rabi Yirmeyá: Como se age na prática? Disse-lhe: Pelo que disse Rabi Yochanan, “puxou-me Chilfai e mostrou-me o da casa de Rabi, amarrado, ainda que não pendurado”, isto diz que se age como Rabi Yehudá, contanto que esteja amarrado à porta.

רִבִּי יַנַּיי חָמוֹי דְרִבִּי אִמִּי. עַד שֶׁיְּהֵא קָשׁוּר בַּדֶּלֶת בְּדָבָר שֶׁיָּכוֹל לְהַעֲמִידוֹ.

Rabi Yanai, sogro de Rabi Imi: Contanto que esteja amarrado à porta com uma coisa que possa sustentá-lo.

נֶגְרָא הָדָא רִבִּי אֶלְעָזָר קְטַר בְּגָמִי. נִשְׁמַט אָסוּר. נִקְמַז. רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא בְשֵׁם רַבָּנִן. מְדָדֵיהוּ בְרָאשֵׁי אֶצְבְּעוֹתָיו.

Esta tranca, Rabi Elazar a amarrou com guemi (junco). Se se soltou, é proibido. Se se enfiou, que lei se aplica? Rabi Yaakov bar Achá, em nome dos rabanan (sábios): Ele o conduz com as pontas dos seus dedos.

03A halachá como Rabi Yossi
Yerushalmi · Eruvin 10:10
רִבִּי בָּא בַּר כַּהֲנָא רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי בְשֵׁם רַב. הֲלָכָה כְרִבִּי יוֹסֵי.

Rabi Ba bar Kahana, Rabi Chiya bar Ashi, em nome de Rav: A halachá é como Rabi Yossi.

Nota

Esta é a décima halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, aqui dividida em três pares de hebraico e português; o segundo é a seção 01; o terceiro é a seção 02, dividida em seis pares; e o quarto é a seção 03. Nenhum segmento foi dividido entre seções, e nada foi deixado de fora. Conferiu-se no Sefaria que a Mishná desta halachá corresponde a duas mishnayot avulsas inteiras: Eruvin 10:10, do neguer com klostra até “e lho permitiram”, e Eruvin 10:11, do neguer hanigrar até o fim; o Sefaria liga este segmento a “Mishnah Eruvin 10:10-11”. A avulsa 10:10 escreve שֶׁיֵּשׁ בְּרֹאשׁוֹ גְלֻסְטְרָא, onde o Yerushalmi tem שֶׁיֵשׁ בְּרֹאשׁוֹ קְלוֹסְטְרָא; רַבִּי אֱלִיעֶזֶר, onde o Yerushalmi tem רִבִּי לָעְזָר; רַבִּי יוֹסֵי, onde o Yerushalmi tem רִבִּי יוֹסֵה; מַעֲשֶׂה בַכְּנֶסֶת שֶׁבִּטְבֶרְיָא, onde o Yerushalmi tem מַעֲשֶׂה שֶׁל בֵּית הַכְּנֶסֶת בִּטִיבֵּרְיָה; הֶתֵּר, onde o Yerushalmi tem הֶיתֵּר; אִסּוּר נָהֲגוּ בָהּ, onde o Yerushalmi tem אִיסּוּר הָיוּ נוֹהֲגִין בּוֹ; e וְהִתִּירוּ לָהֶן, onde o Yerushalmi tem וְהִתִּירוּהוּ לָהֶן. A avulsa 10:11 escreve נֶגֶר הַנִּגְרָר, נוֹעֲלִים, onde o Yerushalmi tem נֶגֶּר הַנִּגְרָר נוֹעֲלִין; וְהַמֻּנָּח, כָּאן וָכָאן, onde o Yerushalmi tem וְהַמּוּנָּח כָּאן וְכָאן; e, nas palavras de Rabi Yehudá, הַמֻּנָּח מֻתָּר בַּמִּקְדָּשׁ, com a palavra “permitido”, que falta no Yerushalmi, הַמּוּנָּח בַּמִּקְדָּשׁ; por isso, “são permitidos” ficou em itálico. No Bavli, a Mishná do neguer com גְּלוֹסְטְרָא está no fim de Eruvin 101b, e a sua guemará começa ali e segue em 102a, onde estão também a Mishná do neguer hanigrar e a sua guemará. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b, e por isso esta página não traz link para essas folhas.

Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que o neguer é uma estaca que se enfia no buraco da soleira para fechar a porta, e que a klostra é como um pilão, grossa e boa para moer pimenta. Rabi Lazar, diz ele, proíbe trancar com ele, ainda que tenha a condição de utensílio, porque entende que a klostra é acessória ao neguer e não o torna utensílio; e, como não é tirado com a sua amarra, não fica claro que está pronto para trancar; mas, se é tirado com a amarra, também Rabi Lazar permite. Rabi Yossi entende que a klostra é o principal, e o neguer, acessório a ela, e a klostra mostra que é utensílio pronto para trancar; e a halachá é como Rabi Yossi. O neguer hanigrar, diz o Penei Moshe, é o que não tem klostra, amarrado à porta e arrastado no chão; no Templo se tranca com ele, porque ali há só uma proibição dos sábios, e no Templo não se decretou; o pousado, que não está amarrado à porta, mas fica num canto, é como construção de fato, e é proibido também no Templo; e Rabi Yehudá entende que o pousado é só proibição dos sábios, e o que se arrasta é permitido também na província; e a halachá é como Rabi Yehudá. O Korban HaEdah explica do mesmo modo: o neguer é como uma barra que se enfia nas paredes ou na soleira; a klostra é a ponta grossa, boa para pilão; Rabi Lazar proíbe, a não ser que esteja amarrado e pendurado na porta, e Rabi Yossi permite, porque tem a condição de utensílio por causa da klostra e não parece construção. O neguer hanigrar, diz ele, é o amarrado à porta, mas não pendurado, porque a corda é comprida, e, por se arrastar, não parece amarrado. No Bavli, Eruvin 101b e 102a, a guemará diz que, quando é tirado com a sua amarra, todos concordam, e a divergência é quando não é tirado com ela; e traz a baraita que define o neguer hanigrar como o que está amarrado e pendurado e tem uma ponta que chega ao chão, e Rabi Yehudá, que o permite também na província. O Rambam, nas Leis do Shabat 26:9 e 26:10, e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 313:1 e 313:2, permitem trancar com o neguer que tem klostra, como Rabi Yossi, e com o que não tem klostra, se está amarrado à porta, e proíbem o que se solta e se põe num canto; o Rambam fala do que está amarrado e pendurado, e o Shulchan Aruch permite mesmo o que está todo pousado no chão.

Sobre a seção 01. O hebraico do Sefaria diz רִבִּי יוֹסֵי בֵּרִבִּי, com um espaço vazio entre colchetes depois de beRabi, sinal de que falta o nome. O Penei Moshe lê ר' יוסי בר בון, e por isso a tradução diz “Rabi Yossi beRabi Bun”, com “Bun” em itálico. A marca פיס׳, no começo, não se traduz, como nas outras páginas deste site. O Penei Moshe remete à sua explicação da Mishná; o Korban HaEdah diz que quem permite é Rabi Yossi. Quem permite faz o neguer acessório à klostra, e então o objeto é um utensílio, a klostra; quem proíbe faz a klostra acessória ao neguer, e então o objeto é uma tranca, e trancar com ela parece construção.

Sobre a seção 02. Quase toda a seção está também no Yerushalmi Shabat 17:7, e o Sefaria liga o segmento a esse lugar e à Mishná Shabat 17:7, da tampa da janela. As diferenças são estas: lá se pergunta אֵי זֶהוּ נֶגֶר הַנִּגְרָר, com “que se arrasta”; lá se diz, nas duas vezes, וְהַרְאֵנִי נֶגֶר מִשֶּׁלְבֵּית רִבִּי, com a palavra “neguer”; lá se escreve יְחִידָיָיא; lá a resposta diz “como Rabi Yudan”, e logo depois vem Rabi Huna em nome de Rabi Shmuel, “a halachá é como Rabi Yehudá, contanto que esteja amarrado à porta”, frase que aqui não está; lá se diz רִבִּי יַנַּאי רִבִּי אִמִּי אָמַר, dois nomes seguidos e um só verbo, onde aqui se diz רִבִּי יַנַּיי חָמוֹי דְרִבִּי אִמִּי, “Rabi Yanai, sogro de Rabi Imi”; lá se diz נִיגָרַיָיא דְרִבִּי לָעְזָר הֲוָה קְטִיר בְּגָמִי, “a tranca de Rabi Lazar estava amarrada com junco”; e lá se diz מְדָרֵיהוּ, onde aqui se diz מְדָדֵיהוּ. O Korban HaEdah traz aqui a mesma frase de Rabi Huna em nome de Rabi Shmuel, como leitura do texto, e explica que “amarrado à porta” é à própria porta, o que mostra que é feito para tranca, e não aos batentes. Sobre “daqui” e “de lá”, o Penei Moshe e o Korban HaEdah dizem que o individual daqui é Rabi Yehudá, que permite o que se arrasta também na província, e é como a anônima de lá, a dos sábios da Mishná da tampa da janela, que dizem que de um modo ou de outro se tampa com ela; e o individual de lá é Rabi Eliezer, que exige que esteja amarrada e pendurada, e é como a anônima daqui, a do primeiro tana da nossa Mishná; por isso Rabi Yossi pergunta como se age, já que há duas anônimas que se contradizem. Sobre Rabi Yanai, o Penei Moshe diz que a coisa que pode sustentá-lo é uma amarra forte, para que não caia no chão. Sobre a tranca de Rabi Elazar, o Penei Moshe lê נגרא הדא דרבי אלעזר, “esta tranca de Rabi Elazar”, e diz que é Rabi Elazar, o amoraíta, cuja tranca estava amarrada só com junco; o Korban HaEdah lê נגרייא דר"א הוה קטיר בגמי, e explica que o junco não é coisa forte. Sobre נִשְׁמַט e נִקְמַז. O Penei Moshe diz que se soltou é a tranca cuja corda se rompeu, e que, quando se abre e se fecha com ela, fica pousada num canto, e é proibido; e que se enfiou é a que diminuiu um pouco e não enche o buraco da soleira, e “ele o conduz com as pontas dos seus dedos” quer dizer que o enfia e o aperta ali. O Korban HaEdah traz duas explicações: a amarra se soltou, de modo que não se vê que está amarrado, e então ele o conduz com a corda, para que se veja que está amarrado; ou a tranca entrou no buraco da soleira, furou-a e cravou-se no chão, e então ele o conduz com as pontas dos dedos, para que não pareça construção. O Sheyarei Korban explica que a corda é tão comprida que fica dobrada e não se vê que está amarrado, e que, ao conduzi-lo com as pontas dos dedos, vê-se que está; e diz que as duas explicações do Korban HaEdah vêm dos Tosafot e de Rashi. O Shaarei Torat Eretz Yisrael remete ao que escreveu no fim do Perek 17 de Shabat. No Bavli, Eruvin 102a, Rav Yehudá diz em nome de Shmuel que a halachá é como Rabi Yehudá no que se arrasta; Rava acrescenta que é quando está amarrado à porta; Rav Avya, em Nehardea, viu alguém amarrando com junco e disse que com este não se tranca; Rabi Zeira pergunta sobre o que se enfiou, e Rav Yossef cita a baraita: o que se soltou é proibido, o que se enfiou é permitido, e Rabi Yehudá diz que o que se enfiou, ainda que não se tenha soltado, é proibido; e Rav Yehudá, em nome de Shmuel, fixa a halachá como Rabi Yehudá também nisso. Essa baraita e a definição do neguer hanigrar estão na Tosefta Eruvin 8:14 e 8:15, na edição de Lieberman, que na edição comum do Sefaria são 8:8 e 8:9.

Sobre a seção 03. O Penei Moshe e o Sheyarei Korban dizem que esta frase não pertence aqui, mas ao Yerushalmi Shabat 17:7, onde se refere a Rabi Yossi da Mishná das tampas dos utensílios, e que foi trazida aqui junto com o resto. Lá, o hebraico diz אַבָּא בַּר כַּהֲנָא רַב חִיָיה בַּר אַשִּׁי בְשֵׁם רַב, e aqui diz רִבִּי בָּא בַּר כַּהֲנָא רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי בְשֵׁם רַב. Aqui, o Rabi Yossi mais próximo é o da Mishná do neguer com klostra, e o próprio Penei Moshe, na Mishná, diz que a halachá é como Rabi Yossi; a tradução não decide a qual Rabi Yossi a frase se refere.

Leituras incertas. שֶׁהָיוּ נוֹהֲגִין בּוֹ הֶיתֵּר ficou “em que nele seguiam o costume da permissão”, com “nele” referido ao neguer, mas pode referir-se à sinagoga, que em hebraico é masculina. כָּאן וְכָאן ficou “aqui e ali”, como no Yerushalmi Shabat 17:7 deste site; ao pé da letra, “aqui e aqui”. עַד שֶׁיְּהֵא ficou “contanto que”, como no Yerushalmi Shabat 17:7; ao pé da letra, “até que esteja”. Na resposta de Rabi Yirmeyá, não se sabe se a condição de estar amarrado à porta é parte da resposta ou de uma palavra que faltou, como a de Rabi Huna em Shabat. A frase de Rabi Yanai não tem verbo no hebraico, e assim ficou. נֶגְרָא הָדָא רִבִּי אֶלְעָזָר קְטַר בְּגָמִי ficou “esta tranca, Rabi Elazar a amarrou”, como está no texto; os comentaristas leem “a tranca de Rabi Elazar”. נִקְמַז ficou “se se enfiou”, segundo o Bavli e a Tosefta, que o opõem ao que se soltou; os comentaristas o explicam de vários modos. מְדָדֵיהוּ ficou “ele o conduz”, como no Yerushalmi Shabat 17:7 deste site, onde se lê מְדָרֵיהוּ.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida. Ele traduz רִבִּי לָעְזָר como “Rebbi Eleazar”, e aqui ficou Rabi Lazar; na nota 23 diz que o Bavli tem Rabi Eliezer, o que está certo, mas o julga improvável. Ele reconstrói o nome da seção 01 como ben Rabi Abun; aqui se seguiu o Penei Moshe, Rabi Yossi beRabi Bun. Ele traduz נֶגְרָא הָדָא רִבִּי אֶלְעָזָר קְטַר בְּגָמִי como “Rebbi Eleazar’s bolt was tied with bast”, segundo o paralelo de Shabat; aqui se seguiu o hebraico desta página. Ele traduz נִקְמַז como “loose”, e aqui se seguiram o Bavli e a Tosefta. Ele escreve “Rebbi Abba bar Cahana”, onde o hebraico tem רִבִּי בָּא בַּר כַּהֲנָא, e aqui ficou Rabi Ba bar Kahana. Na nota 129 ele chama a Mishná desta halachá de “Mishnah 9”, segundo a sua contagem, onde o Sefaria tem Eruvin 10:10. Na nota 131 ele remete a “Šabbat Chapter 17, Notes 70–83”, e o Sefaria liga essa nota ao Yerushalmi Shabat 17:6:2 a 17:7:3; o paralelo está de fato em 17:7, segmentos 2 e 3, como o próprio Sefaria liga o segmento a Shabat 17:7:2. As formas dos nomes seguem o hebraico e as outras páginas deste site: Rabi Yochanan, Chilfai, Rabi Yossi, Rabi Yirmeyá, Rabi Yehudá, Rabi Yanai, Rabi Imi, Rabi Elazar, Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Ba bar Kahana e Rabi Chiya bar Ashi. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 10:10 e 10:11; Yerushalmi Shabat 17:7; Mishná Shabat 17:7; Bavli Eruvin 101b e 102a; Tosefta Eruvin 8:14 e 8:15 na edição de Lieberman e 8:8 e 8:9 na edição comum; Rambam, Leis do Shabat 26:9 e 26:10; Shulchan Aruch, Orach Chayim 313:1 e 313:2; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá; Sheyarei Korban nas seções 02 e 03; Shaarei Torat Eretz Yisrael na seção 02. Há links para as mishnayot avulsas Eruvin 10:10 e 10:11 e para o Yerushalmi Shabat 17:7, que este site já tem; não há link para o Bavli Eruvin 101b e 102a, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b, nem para a Tosefta, o Rambam e o Shulchan Aruch.

Nomes nesta página: Rabi Lazar, רִבִּי לָעְזָר; Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵה e רִבִּי יוֹסֵי; Raban Gamliel, רַבָּן גַּמְלִיאֵל; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּרִבִּי; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן; Chilfai, חִילְפַיי; Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה; Rabi Yanai, רִבִּי יַנַּיי; Rabi Imi, רִבִּי אִמִּי; Rabi Elazar, רִבִּי אֶלְעָזָר; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Ba bar Kahana, רִבִּי בָּא בַּר כַּהֲנָא; Rabi Chiya bar Ashi, רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי; Rav, רַב; e, nos comentaristas e no Bavli, Rabi Eliezer, Rabi Huna, Rabi Shmuel, Rabi Yudan, Rav Yehudá, Shmuel, Rava, Rav Avya, Rabi Zeira e Rav Yossef.

Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, e dois marcadores: o de coluna da edição de Veneza, que o Sefaria marca como 26a, no primeiro segmento, entre עַד e שֶׁבָּא; e o de página da edição de Vilna, 63b, no terceiro segmento, logo antes de מְדָדֵיהוּ. Foi mantido o espaço vazio entre colchetes do segundo segmento, que marca o nome que falta, e nada foi acrescentado ao hebraico. Foram mantidas as marcas פיס׳ e as grafias do Sefaria, como שֶׁיֵשׁ, בִּטִיבֵּרְיָה, רַבִּי יוֹסֵה, נֶגֶּר, שֶׁלְּבֵית, שֶׁלְבֵּית, חִילְפַיי, יַנַּיי e אֶצְבְּעוֹתָיו.

A Mishná seguinte, que no Yerushalmi abre a Halachá 10:11, corresponde às avulsas Eruvin 10:12 e 10:13: מַחֲזִירִין צִיר הַתַּחְתּוֹן בַּמִּקְדָּשׁ…, repõe-se o gonzo de baixo no Templo, mas não na província.