Talmud Yerushalmi · Massechet Pessachim · Perek Bet · Halachá 5
פְּסָחִים

As verduras do maror: a chazeret, o caule murcho e a verdura fervida

Perek Bet, Kol Shaá, Halachá 5, no Talmud Yerushalmi, Massechet Pessachim

Quinta halachá do Perek Bet de Massechet Pessachim, Kol Shaá (toda hora). A Mishná enumera as verduras com que se cumpre a obrigação do maror no Pessach: chazeret, ulshin, tamcha, charchavina e maror; servem frescas ou murchas, mas não em conserva, nem fervidas, nem cozidas; combinam-se num kezait, e servem também o caule, o demai e os dízimos e o hekdesh resgatados. A guemará explica os nomes das verduras com os nomes do lugar e dá os sinais do maror; Rabi Chiya em nome de Rabi Hoshaya faz da chazeret, doce no começo e amarga no fim, a imagem do que os egípcios fizeram aos nossos pais; Rav Chisda distingue o caule das folhas murchas; e a halachá termina com as bênçãos da azeitona em conserva e da verdura fervida, em nome de Rabi Yochanan, com os tremoços dos rabanan e a conciliação de Rabi Yossi beRabi Bun.

A Mishná · מַתְנִיתִין

וְאֵילּוּ יְרָקוֹת שֶׁאָדָם יוֹצֵא בָהֶן יְדֵי חוֹבָתוֹ בַפֶּסַח בַּחֲזֶרֶת וּבָעוּלְשִׁין וּבַתַּמְכָה וּבַחַרְחֲבִינָה וּבַמָּרוֹר.

Mishná: E estas são as verduras com que o homem cumpre a sua obrigação no Pessach: com chazeret (alface), e com ulshin (endívia), e com tamcha (uma erva amarga, de identificação discutida), e com charchavina (outra erva amarga, de identificação discutida), e com maror (a erva amarga chamada assim).

יוֹצְאִין בָּהֶן בֵּין לַחִין בֵּין כְּמוּשִׁין. אֲבָל לֹא כְבוּשִׁים וְלֹא שְׁלוּקִין וְלֹא מְבוּשָּׁלִין.

Cumpre-se a obrigação com elas, sejam frescas, sejam murchas; mas não em conserva, nem fervidas (cozidas até se desfazerem), nem cozidas.

וּמִצְטָרְפִין בִּכַזַּיִת. וְיוֹצְאִין בַּקֶּלַח שֶׁלָּהֶן ובַדְּמַאי וּבְמַעֲשֵׂר רִאשׁוֹן שֶׁנִּיטְּלָה תְרוּמָתוֹ וּבְמַעֲשֵׂר שֵׁנִי וְהֶקְדֵּשׁ שֶׁנִּפְדּוּ:

E combinam-se num kezait (o volume de uma azeitona). E cumpre-se a obrigação com o seu caule, e com demai (o produto de que se duvida se foi dizimado), e com maaser rishon (o primeiro dízimo, do levita) do qual se tirou a sua teruma, e com maaser sheni (o segundo dízimo) e hekdesh (os bens consagrados ao Templo) que foram resgatados.

A Halachá · הֲלָכָה ה

01Os nomes das verduras e a chazeret, doce no começo e amarga no fim
Yerushalmi · Pessachim 2:5
בַּחֲזֶרֶת. חַסִּין. בָּעוּלְשִׁין. טְרוֹקְסִימוֹן. וּבַתַּמְכָה. גִּנְגִּידִין.

“Com chazeret”: chassin (alface). “Com ulshin”: troksimon (a verdura que se come crua). “E com tamcha”: guinguidin (nome de uma erva, de identificação discutida).

בַּחַרְחֲבִינָה. רִבִּי יוֹסֵה בֵּירִבִּי בּוּן אָמַר. יסי חלי.

“Com charchavina”: Rabi Yossi beRabi Bun disse: yesi chali (nome de leitura incerta).

וּבַמָּרוֹר. יָרָק מָר וּפָנָיו מַכְסִיפִין וְיֵשׁ לוֹ שְׂרָף.

“E com maror”: uma verdura amarga, cuja face (a cor das folhas) empalidece, e que tem seiva.

הָתִיבוּן. הֲרֵי חֲזֶרֶת מָתוֹק. הֲרֵי אֵינוֹ קָרוּי חֲזֶרֶת אֶלָּא מָתוֹק.

Objetaram: eis que a chazeret é doce! Eis que não se chama chazeret senão o que é doce!

רִבִּי חִיָיה בְשֵׁם רִבִּי הוֹשַׁעְיָה. כָּל עַצְמָן אֵין הַדָּבָר תָּלוּי אֶלָּא בַחֲזֶרֶת.

Rabi Chiya em nome de Rabi Hoshaya: em toda a sua essência, a coisa não depende senão da chazeret.

מַה חֲזֶרֶת תְּחִילָּתָהּ מָתוֹק וְסוֹפָהּ מָר. כָּךְ עָשׂוּ הַמִּצְרִיִים לַאֲבוֹתֵינוּ בְמִצְרַיִם.

Assim como a chazeret, o seu começo é doce e o seu fim é amargo, assim fizeram os egípcios aos nossos pais no Egito.

בַּתְּחִילָּה בְּמֵיטַב הָאָרֶץ הוֹשֵׁב אֶת אָבִיךָ וְאֶת אַחֶיךָ. וְאַחַר כָּךְ וַיְמָרֲרוּ אֶת חַיֵּיהֶם בַּעֲבוֹדָה קָשָׁה בְּחוֹמֶר וּבִלְבֵינִים.

No começo: “no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos”; e depois disso: “e amarguraram as suas vidas com trabalho duro, com barro e com tijolos”.

02“Murchas” e “não murchas”: o caule e as folhas
Yerushalmi · Pessachim 2:5
בֵּין כְּמוּשִׁין. אִית תַּנָּיֵי תַנֵּי. אֲבָל לֹא כְמוּשִׁין.

“Sejam murchas”: há tanaim que ensinam: “mas não murchas”.

אָמַר רַב חִסְדָּא. מָאן דְּאָמַר. כְּמוּשִׁין. בְּקֶלַח. מָאן דְּאָמַר. אֲבָל לֹא כְמוּשִׁין. בָּעָלִין.

Disse Rav Chisda: quem diz “murchas” fala do caule; quem diz “mas não murchas” fala das folhas.

03A azeitona em conserva, a verdura fervida e os tremoços
Yerushalmi · Pessachim 2:5
רִבִּי חִיָיה בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. זַיִת כָּבוּשׁ אוֹמֵר עָלָיו. בּוּרֵא פְרִי הָעֵץ.

Rabi Chiya em nome de Rabi Yochanan: uma azeitona em conserva, o homem diz sobre ela: “que cria o fruto da árvore”.

רִבִּי בִּנְיָמִין בַּר יֶפֶת בְּשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. יָרָק שָׁלוּק אוֹמֵר עָלָיו. שֶׁהַכֹּל נִהְיֶה בִדְבָרוֹ.

Rabi Binyamin bar Yefet em nome de Rabi Yochanan: uma verdura fervida, o homem diz sobre ela: “que tudo existe pela sua palavra”.

אָמַר רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק. מַתְנִיתָא מְסַיְיעָה לְרִבִּי בִּנְיָמִין בַּר יֶפֶת. אֲבָל לֹא כְבוּשִׁין וְלֹא שְׁלוּקִין וְלֹא מְבוּשָּׁלִין. אִם בְּעֵיינָן הֵם יֵצֵא בָהֶם יְדֵי חוֹבָתוֹ בַפֶּסַח.

Disse Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: a Mishná apoia Rabi Binyamin bar Yefet: “mas não em conserva, nem fervidas, nem cozidas”. Se elas estivessem no seu estado original, que cumprisse com elas a sua obrigação no Pessach!

אָמַר רִבִּי זְעוּרָה. מָאן יְדַע מִשְׁמַע מִן רִבִּי יוֹחָנָן יְאוּת. רִבִּי חִיָיה בַּר בָּא אוֹ רִבִּי בִנְיָמִין. לֹא רִבִּי חִיָיה בַּר בָּא.

Disse Rabi Zeura: quem sabe ouvir bem de Rabi Yochanan, Rabi Chiya bar Ba ou Rabi Binyamin? Não é Rabi Chiya bar Ba?

וְעוֹד מִן הָדָא. מִן מַה דַאֲנָן חַמְיִין רַבָּנִין עָלִין לַבְרִיָיתָה וְנָסְבִין תּוּרְמוּסִין וּמְבָרְכִין עֲלֵיהוֹן. בּוֹרֵא פְרִי הָאֲדָמָה. וְתוּרְמוּסִין לֹא שְׁלוּקִין הֵן.

E mais, por isto: pelo que vemos os rabanan (os sábios) entrarem para a beriyatá (uma refeição), e tomarem turmusin (tremoços), e bendizerem sobre eles: “que cria o fruto da terra”. E os tremoços não são fervidos?

אִין תֵּימַר. שַׁנִיָיא הִיא. שֶׁאָמְרָה תוֹרָה מְרוֹרִים. תּוּרְמוּסִין כֵּיוָן שֶׁשְּׁלָקָן בָּטְלָה מָרָתָן.

Se disseres: é diferente, porque a Torá disse “merorim” (ervas amargas); os tremoços, uma vez que alguém os ferveu, anulou-se o seu amargor.

אָמַר רִבִּי יוֹסֵה בֵּירִבִּי בּוּן. ולֹא פְלִיגִין. זַיִת עַל יְדֵי שֶׁדַּרְכּוֹ לֵיאָכֵל חַי. אֲפִילוּ כָבוּשׁ בְּעֵינוֹ הוּא. יָרָק כֵּיוָן שֶׁשְּׁלָקוֹ נִשְׁתַּנָּה.

Disse Rabi Yossi beRabi Bun: e não divergem. A azeitona, porque o seu costume é ser comida crua, mesmo em conserva está no seu estado original; a verdura, uma vez que alguém a ferveu, mudou.

Nota

Esta é a quinta halachá do Perek Bet, Kol Shaá (toda hora), de Massechet Pessachim. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros três é uma seção desta página, de 01 a 03, divididas em pares de hebraico e português. Nada foi deixado de fora. Conferiu-se no Sefaria que a Mishná desta halachá corresponde à Mishná avulsa Pessachim 2:6. O Yerushalmi diz וְאֵילּוּ, בַפֶּסַח, וּבָעוּלְשִׁין, וּבַתַּמְכָה, כְּמוּשִׁין, בִּכַזַּיִת e ובַדְּמַאי, onde a avulsa diz וְאֵלּוּ, בְּפֶסַח, וּבְעֻלָשִׁין, וּבְתַמְכָא, יְבֵשִׁין, לְכַזָּיִת e וּבִדְמַאי. A diferença que muda o sentido é “murchas”, no Yerushalmi, onde a avulsa e o Bavli dizem “secas”. No Bavli, a Mishná está em Pessachim 39a, com outra ordem das verduras (chazeret, tamcha, charchavina, ulshin, maror), e a guemará sobre ela vai de 39a a 39b (conferidos). O Bavli deste site não tem Pessachim; por isso esta página não traz links para o Bavli.

Sobre a Mishná. As verduras são para a obrigação do maror, como diz o Penei Moshe, conforme “com matzot e merorim o comerão”, Shemot 12:8 e Bamidbar 9:11 (conferidos). As glosas seguem a Mishná avulsa do site e os comentaristas. Chazeret é a alface: o Penei Moshe e o Korban HaEdah dão a palavra estrangeira para alface, o Bavli 39a diz חַסָּא, e o Rambam, na avulsa, diz o mesmo. Ulshin é a endívia: o Penei Moshe dá a palavra estrangeira para endívia, e o Bavli 39a diz הִינְדְּבִי; o Rambam diz só que é conhecida. Tamcha é incerta: o Penei Moshe dá o nome alemão do raiz-forte; o Rambam, na avulsa, diz que é uma espécie de ulshin que cresce nas hortas; e o Bartenura, ali, a explica como a fibra que cresce em volta da tamareira; por isso a glosa é neutra. Charchavina também é incerta: o Penei Moshe dá só uma palavra estrangeira, e no Bavli 39a Rabi Shimon ben Lakish diz אַצְווֹתָא דְּדִיקְלָא, a fibra da tamareira. Maror, segundo o Penei Moshe, é uma espécie de coentro, muito amarga, e por isso se chama maror sem mais; o Bavli 39a diz מְרִירָתָא. Em conserva é no vinagre; fervidas são as cozidas demais, até se desfazerem; cozidas são as cozidas do modo comum (Korban HaEdah; o Penei Moshe é semelhante). Combinam-se num kezait umas com as outras, e também os cinco cereais da matzá, ditos na halachá anterior (Penei Moshe); e não se diz que o amargor de uma anule o da outra (Korban HaEdah). Com o demai sim, mas não com o tevel (o produto ainda não dizimado), embora o dízimo das verduras seja de ordem rabínica, porque seria uma mitzvá que vem por transgressão (Penei Moshe, Korban HaEdah). As glosas de demai, maaser rishon, maaser sheni e hekdesh repetem as da Halachá 2:4.

Sobre a seção 01. A guemará explica os nomes da Mishná com os nomes da língua do lugar (Penei Moshe). חַסִּין é a alface (Penei Moshe; Korban HaEdah). טְרוֹקְסִימוֹן é, segundo Guggenheimer, o grego para as verduras que se comem cruas, usado nas fontes rabínicas para a endívia; o Korban HaEdah o identifica com a mesma endívia; daí a glosa. גִּנְגִּידִין é, segundo Guggenheimer, a palavra grega para uma planta da família da cenoura, e o Korban HaEdah dá outra palavra estrangeira; a glosa é neutra. יסי חלי está sem vogais no Sefaria, e a transliteração é só uma tentativa; o Korban HaEdah o explica como a fibra que cresce em volta da tamareira, como no Bavli 39a. Guggenheimer remete à leitura do manuscrito de Roma do Yerushalmi Kilayim, que explica assim a חֲזֶרֶת גַּלִּים da Mishná Kilayim 1:2 (conferida), a alface brava. A “face que empalidece” é a cor não muito verde, e a seiva é o suco branco como leite que sai quando se corta a planta; são sinais do maror (Korban HaEdah); no Bavli 39a (conferido) os mesmos sinais vêm de Rabi Yehudá, de Rabi Yochanan ben Beroká e de outros. A objeção: há chazeret doce; como se diz que é amarga? O Penei Moshe lê a segunda frase como parte da objeção: tudo o que é doce se chama chazeret. O Korban HaEdah a lê como resposta: a doce não se chama chazeret sem mais, mas “chazeret doce”, e o que se pede é o maror sem outro nome. A tradução mantém as duas frases como exclamações, e a leitura é incerta. A frase de Rabi Chiya em nome de Rabi Hoshaya, כָּל עַצְמָן, “em toda a sua essência”: o principal da mitzvá é a chazeret, e as outras valem porque se parecem com ela (Korban HaEdah); ou a lembrança de “e amarguraram as suas vidas” depende da chazeret, que é semelhante ao que lembra (Penei Moshe). A chazeret é doce quando nova e tenra, e amarga quando o talo endurece (Penei Moshe, Korban HaEdah). Os versículos são Bereshit 47:6 e Shemot 1:14 (conferidos; Guggenheimer dá, por engano, Shemot 1:6). No Bavli 39a (conferido), Rabi Oshaya diz מִצְוָה בַּחֲזֶרֶת, e Rabi Shmuel bar Nachmani em nome de Rabi Yonatan compara os egípcios ao maror, cujo começo é tenro e cujo fim é duro.

Sobre a seção 02. Os tanaim que ensinam “mas não murchas” e a regra de Rav Chisda: o caule, que é grosso, não seca a ponto de perder o gosto; as folhas murchas são como pó (Korban HaEdah; o Penei Moshe remete à sua explicação da Mishná, onde diz que “murchas” é dito do caule). No Bavli 39b (conferido), Rav Chisda diz o mesmo com יְבֵשִׁין, e há uma baraita com אֵין יוֹצְאִין בָּהֶן כְּמוּשִׁין, e Rabi Eliezer beRabi Tzadok, que diz que se cumpre com elas murchas.

Sobre a seção 03. O trecho está também no Yerushalmi Berachot 6:1, conferido no Sefaria, onde o primeiro nome é רִבִּי חִיָיא בַּר וָוא e se lê רַבָּנָן רַבְרְבָיָא עָלוּן לְאַבְרִיָיתָא; o Penei Moshe diz que o lugar principal do trecho é Berachot, e que foi trazido para cá por causa da Mishná. Aqui, o hebraico diz no começo só רִבִּי חִיָיה, e a tradução diz Rabi Chiya; Guggenheimer o traduz Rabi Chiya bar Abba, como diz a frase de Rabi Zeura. A azeitona é posta em conserva no sal, para adoçá-la, e mantém a sua bênção (Penei Moshe). A verdura fervida perde a sua primeira condição (Korban HaEdah), e o mesmo vale para a em conserva (Penei Moshe). O apoio de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: se as verduras em conserva e fervidas fossem tidas como no seu estado, cumprir-se-ia com elas; a Mishná diz que não, logo mudaram (Penei Moshe, Korban HaEdah). Rabi Zeura estranha o apoio: Rabi Chiya bar Ba era o discípulo exímio de Rabi Yochanan, que recebia dele com exatidão (Penei Moshe, Korban HaEdah). לַבְרִיָיתָה: segundo o Korban HaEdah, a refeição de havraá (a refeição dos enlutados); segundo o Penei Moshe, o pouco que se come para se refazer antes de ir à casa de estudo; a glosa é neutra, e a leitura é incerta. Os tremoços são muito amargos e só se comem depois de fervidos até sete vezes (Penei Moshe, Korban HaEdah). A frase “se disseres” tem duas leituras: o Penei Moshe a lê como resposta, que a Mishná é diferente porque pede amargor, seguida de uma réplica, que também os tremoços perdem o amargor e mesmo assim os rabanan bendizem “o fruto da terra”; o Korban HaEdah lê אין תימר מתניתין שנייא היא e entende que a Mishná é diferente porque a fervura anula o amargor, como se vê nos tremoços. A tradução segue o hebraico, sem decidir. A conciliação de Rabi Yossi beRabi Bun: a azeitona costuma ser comida crua, e por isso, mesmo em conserva, está no seu estado; a verdura que não se come crua muda ao ser fervida (Penei Moshe, Korban HaEdah). Guggenheimer remete ao Bavli Berachot 38b; não foi conferido para esta página e não é citado. O hebraico diz בּוּרֵא na primeira bênção e בּוֹרֵא na segunda, רִבִּי זְעוּרָה, לַבְרִיָיתָה e ולֹא פְלִיגִין; mantiveram-se as grafias. Antes de יָרָק שָׁלוּק está a marca Vilna 18b.

Do hebraico retiraram-se só os rótulos משנה: e הלכה:, no começo do primeiro e do segundo segmentos, e a marca Vilna 18b, na seção 03. Não há, nesta halachá, parênteses nem colchetes do corretor no Sefaria. As grafias do Sefaria foram mantidas, como יסי חלי sem vogais na seção 01.

A Mishná seguinte, Pessachim 2:6 no Yerushalmi, corresponde à Mishná avulsa Pessachim 2:7: “אֵין שׁוֹרִין אֶת הַמּוּרְסָן לַתַּרְנְגוֹלִים…”, não se põe de molho o farelo para as galinhas.