Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Yud · Halachá 9
עֵרוּבִין

Quem está num domínio e abre no outro, e a chave da fechadura

Perek Yud, HaMotzei Tefillin, Halachá 9, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Nona halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina, nas palavras de Rabi Meir, que a pessoa não esteja no domínio privado e abra no domínio público, nem no domínio público e abra no domínio privado, a não ser que lhe tenham feito uma divisória alta de dez palmos; os sábios lhe respondem com o caso do mercado em Yerushalaim, em que punham a chave na janela sobre a porta, e Rabi Yossi diz que era o mercado dos vendedores de lã. A guemará traz a palavra de Kahana sobre a halachá; a pergunta de Rabi Abba bar Papai, se Rabi Meir vê a parede como escavada ou como furada; a baraita da porta com portaria e da fechadura acima ou abaixo de dez palmos, com a divergência de Rabi Meir e dos sábios; e a pergunta sobre a portaria por fora. O Bavli discute esta Mishná em Eruvin 101a e 101b.

A Mishná · מַתְנִיתִין

לֹא יַעֲמוֹד אָדָם בִּרְשׁוּת הַיָחִיד וְיִפְתַּח בִּרְשׁוּת הָרַבִּים בִּרְשׁוּת הָרַבִּים וְיִפְתַּח בִּרְשׁוּת הַיָחִיד אֶלָּא אִם כֵּן עָשׂוּ לוֹ מְחִיצָה גְבוֹהָה עֲשָׂרָה טְפָחִים דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר.

Mishná: Não esteja a pessoa no domínio privado e abra no domínio público; no domínio público, e abra no domínio privado; a não ser que lhe tenham feito uma divisória alta de dez palmos. Palavras de Rabi Meir.

אָמְרוּ לוֹ מַעֲשֶׂה בְשׁוּק שֶׁל פַּטָּמִין שֶׁהָיָה בִירוּשָׁלִַם שֶׁהָיוּ נוֹעֲלִין וּמַנִּיחִין אֶת הַמַּפְתֵּחַ בְּחַלּוֹן שֶׁעַל הַפֶּתַח. רִבִּי יוֹסֵה אוֹמֵר שׁוּק שֶׁל צַמָּרִין הָיָה:

Disseram-lhe: Houve um caso no mercado dos patamin (engordadores de animais), que havia em Yerushalaim, em que fechavam e punham a chave na janela que está sobre a porta. Rabi Yossi diz: Era o mercado dos tzamarin (vendedores de lã).

A Halachá · הֲלָכָה ט

01A parede como escavada ou furada, e a chave da fechadura
Yerushalmi · Eruvin 10:9
פיס׳. רִבִּי אָחָא רִבִּי חִינְנָה בְשֵׁם כַּהֲנָא. אֵין הֲלָכָה כְרִבִּי יוּדָה.

Rabi Achá, Rabi Chinena, em nome de Kahana: A halachá não é como Rabi Yudá.

רִבִּי אַבָּא בַּר פַּפַּי בָעֵי. לָמָּה עֲבַד רִבִּי מֵאִיר אֶת הַכּוֹתֶל. כְּגָמוּם כְּנָקוּב.

Rabi Abba bar Papai pergunta: A que fez Rabi Meir a parede semelhante? Como gamum (escavada), como nakuv (furada)?

אִין תֵּימַר כְּגָמוּם. אֲפִילוּ לְמַעֲלָה מֵעֲשָׂרָה מוּתָּר. אִין תֵּימַר כְּנָקוּב. אֲפִילוּ לְמַטָּה מֵעֲשָׂרָה אָסוּר.

Se disseres como gamum, mesmo acima de dez é permitido. Se disseres como nakuv, mesmo abaixo de dez é proibido.

פֶּתַח גַּגּוֹת שֶׁיֵּשׁ לָהֶן בֵּית שַׁעַר. מִבִּפְנִים פּוֹתֵחַ וְנוֹעֵל מִבִּפְנִים. מִבַּחוּץ פּוֹתֵחַ וְנוֹעֵל מִבַּחוּץ. מִיכָּן וּמִיכָּן פּוֹתֵחַ וְנוֹעֵל מִיכָּן וּמִיכָּן. לֹא מִיכָּן וְלֹא מִיכָּן הֲרֵי זֶה נוֹטֵל אֶת הַמַּפְתֵּחַ וּפּוֹתֵחַ וְנוֹעֵל וּמַנִּיחוֹ בִּמְקוֹמוֹ.

A porta dos telhados que têm beit sha’ar (portaria): por dentro, abre e fecha por dentro; por fora, abre e fecha por fora; daqui e dali, abre e fecha daqui e dali; nem daqui nem dali, eis que toma a chave, e abre e fecha, e a põe no seu lugar.

בַּמֶּה דְבָרִים אֲמוּרִים. בִּזְמַן שֶׁהַמַּנְעוּל לְמַעֲלָה מֵעֲשָׂרָה טְפָחִים. אֲבָל אִם הָיָה הַמַּנְעוּל לְמַטָּה מֵעֲשָׂרָה טְפָחִים. הֲרֵי זֶה נוֹטֵל אֶת הַמַּפְתֵּחַ מִתּוֹךְ הָאַסְקוּפָּה וּפּוֹתֵחַ וְנוֹעֵל וּמַנִּיחוֹ בִּמְקוֹמוֹ. דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר.

Em que caso foram ditas estas palavras? Quando a fechadura está acima de dez palmos. Mas, se a fechadura estava abaixo de dez palmos, eis que toma a chave de dentro da askupá (soleira), e abre e fecha, e a põe no seu lugar. Palavras de Rabi Meir.

וַחֲכָמִים אוֹמְרִים. אַף עַל פִּי שֶׁהַמַּנְעוּל לְמַעֲלָה מֵעֲשָׂרָה טְפָחִים מֵבִיא הַמַּפְתֵּחַ מֵעֶרֶב שַׁבָּת וּפּוֹתֵח וְנִכְנַס וּמְטַלְטְלוֹ בְּתוֹךְ הַבָּיִת וְנוֹעֵל וְנוֹתְנוֹ בַּחוֹר לְמַעֲלָה מִן הַמַּשְׁקוֹף. אִם הָיָה הַחוֹר שֶׁלְאַרְבָּעָה טְפָחִים אָסוּר. שֶׁאֵין מִשְׁתַּמְּשִׁין מֵרְשׁוּת לִרְשׁוּת דֶּרֶךְ רְשׁוּת.

E os sábios dizem: Mesmo que a fechadura esteja acima de dez palmos, traz a chave na véspera do Shabat, e abre, e entra, e a transporta dentro da casa, e fecha, e a põe no buraco acima da verga. Se o buraco era de quatro palmos, é proibido, porque não se usa de um domínio para outro domínio através de um domínio.

הָדָא אָמְרָה. כְּגָמוּם עֲבַד לָהּ רִבִּי יוּדָה.

Isto diz: como gamum a fez Rabi Yudá.

נִיחָא מִבִּפְנִים צָרִיךְ בֵּית שַׁעַר. מִבַּחוּץ צָרִיךְ בֵּית שַׁעַר. לֹא נִמְצְאוּ שְׁתֵּי רְשׁוּיוֹת מִשְׁתַּמְּשׁוֹת בִּרְשׁוּת אַחַת.

Entende-se: por dentro, precisa de beit sha’ar. Por fora, precisa de beit sha’ar? É para que não se achem dois domínios usando um só domínio.

Nota

Esta é a nona halachá do Perek Yud, HaMotzei Tefillin (quem encontra tefilin), de Massechet Eruvin. A halachá ocupa dois segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, aqui dividida em dois pares de hebraico e português, e o segundo é a seção 01 desta página, dividida em oito pares. Conferiu-se no Sefaria que a Mishná desta halachá corresponde à mishná avulsa inteira Eruvin 10:9, e o Sefaria liga este segmento a “Mishnah Eruvin 10:9”. A avulsa escreve יַעֲמֹד, onde o Yerushalmi tem יַעֲמוֹד; הַיָּחִיד, onde o Yerushalmi tem הַיָחִיד; עָשָׂה מְחִצָּה, no singular e sem לוֹ, onde o Yerushalmi tem עָשׂוּ לוֹ מְחִיצָה; רַבִּי, onde o Yerushalmi tem רִבִּי; בַּחַלּוֹן שֶׁעַל גַּבֵּי הַפֶּתַח, onde o Yerushalmi tem בְּחַלּוֹן שֶׁעַל הַפֶּתַח; רַבִּי יוֹסֵי, onde o Yerushalmi tem רִבִּי יוֹסֵה; e צַמָּרִים, onde o Yerushalmi tem צַמָּרִין. Esta é a mishná que Rav cita no Yerushalmi Eruvin 10:5, e a nota daquela página já registrou a diferença entre עָשׂוּ לוֹ מְחִיצָה, aqui, e עָשָׂה מְחִצָּה, na avulsa; a tradução da Mishná segue a de lá. No Bavli, esta Mishná está em Eruvin 101a e 101b, e a baraita das portas e da fechadura, em 101b. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b, e por isso esta página não traz link para essas folhas.

Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que a pessoa não esteja no domínio privado e tome a chave que está no domínio público e abra no domínio público, como a porta de uma loja; ou esteja no domínio público, abaixo de dez, e estenda a mão acima de dez e abra no domínio privado; porque se receia que a chave venha até ela. A divisória alta de dez, diz ele, vale para a parte final, de quem está no domínio público, e a pessoa fica dentro da divisória. Os patamin são açougueiros que engordam os animais para abatê-los. Ele pergunta que prova é esta, se há quem diga que Yerushalaim é karmelit (espaço que não é nem domínio público nem privado), porque as suas portas eram fechadas à noite; e responde que os sábios entenderam que Rabi Meir proíbe também estar na karmelit e abrir no domínio privado, e sobre isto trouxeram a prova do mercado em Yerushalaim. Ele conclui que a halachá não é como Rabi Meir, nem mesmo no domínio público. O Korban HaEdah explica do mesmo modo: a pessoa toma a chave que está no domínio público e abre a porta da loja; e, mesmo que do lugar da chave até a porta não haja quatro amot, é um decreto, para que não traga a chave até si; com a divisória, fica dentro dela e abre e fecha. Ele diz que os sábios entenderam que Rabi Meir proíbe também a karmelit, e que Yerushalaim é como karmelit, porque, sendo as suas portas fechadas à noite, não se chama domínio público, e, como não se pode fazer eruv para toda ela, é como karmelit; a janela em que punham a chave era domínio privado, e eles estavam na karmelit e abriam no domínio privado. Os patamin, diz ele, são açougueiros, e os tzamarim, vendedores de lã. No Bavli Eruvin 101a, a guemará pergunta como os sábios respondem com karmelit, se Rabi Meir falou de domínio público, e cita Rabá bar bar Chana em nome de Rabi Yochanan: se as portas de Yerushalaim não fossem fechadas à noite, seria culpado nela por domínio público; Rav Papa distingue entre antes e depois de se abrirem brechas nela, e Rava diz que a parte final da Mishná trata dos portões de horta. O Rambam, nas Leis do Shabat 15:1, e o Shulchan Aruch, Orach Chayim 350:1, permitem estar num domínio e abrir no outro, como os sábios.

Sobre a seção 01, a primeira frase. A mesma frase, com Rabi Achá, Rabi Chinena e Kahana, está no Yerushalmi Eruvin 1:1, onde Rabi Yudá diverge dos sábios sobre o mavoi alto. Aqui, Rabi Yudá não aparece na Mishná. O Penei Moshe manda ler בשם כהנא אין הלכה כר"מ, “em nome de Kahana, a halachá não é como Rabi Meir”; o Shaarei Torat Eretz Yisrael também manda ler Rabi Meir, e diz que a leitura presente entrou aqui do Perek Alef, halachá 1. O Korban HaEdah mantém Rabi Yehudá e explica que são os sábios da Mishná, que divergem de Rabi Meir. Aqui se traduziu Rabi Yudá, como está no texto.

Sobre a pergunta de Rabi Abba bar Papai. O Korban HaEdah diz que ele pergunta em que sentido Rabi Meir diz chokekin lehashlim (escava-se para completar a medida). Gamum quer dizer que, se num lugar a parede tem quatro de largura, embaixo ou de lado, vê-se tudo como se tivesse sido cortado por igual; mas, num buraco que não tem quatro em nenhum lado, não se diz que se escava para completar. Nakuv quer dizer que mesmo um buraco mínimo é visto como furado para o lado de dentro e com quatro. A consequência, diz ele: se é gamum, é permitido pôr a chave no buraco da fechadura mesmo acima de dez, porque ali não há lugar largo de quatro; se é nakuv, é como furado até o domínio privado, quatro por quatro, e são os buracos do domínio privado, e é proibido pôr ali a chave mesmo abaixo de dez, porque é como trazer do domínio público para o domínio privado. Ele traz também outra explicação, mas diz que a primeira parece a principal. O Penei Moshe liga a pergunta à baraita que vem depois, em que Rabi Meir distingue entre a fechadura abaixo de dez e acima de dez: se é gamum de fato, e no lugar da fechadura não há quatro, então mesmo acima de dez é permitido, porque a soleira é karmelit, e o que está acima de dez e não tem quatro de largura é makom petur (lugar isento); se é nakuv, e se escava para completar, como se tivesse quatro, então mesmo abaixo de dez é proibido. O Sheyarei Korban liga a pergunta à discussão do Bavli Shabat 7b, onde Rav Yehudá diz, em nome de Rabi Chiya, que o que foi lançado acima de dez e pousou num buraco mínimo cai na divergência de Rabi Meir e dos sábios sobre chokekin lehashlim, e aos Tosafot ali; e diz que a palavra “gamum” do Yerushalmi mostra que Rabi Meir só diz que se escava para completar quando num lugar há quatro de largura.

Sobre a baraita da porta e da fechadura. O que vai de פֶּתַח גַּגּוֹת até דֶּרֶךְ רְשׁוּת é uma baraita, que o hebraico traz sem fórmula de introdução, e por isso aqui não se puseram aspas. Ela está na Tosefta Eruvin 7:1, tanto na edição comum do Sefaria como na de Lieberman, e no Bavli Eruvin 101b. A Tosefta e o Bavli falam de פתחי גנות e פִּתְחֵי שַׁעֲרֵי גִינָּה, portas de hortas, e o Penei Moshe e o Korban HaEdah também escrevem פתח גנות; o texto do Sefaria tem גַּגּוֹת, telhados, e aqui se traduziu o que está no texto. O Penei Moshe diz que a baraita foi copiada aqui com erro e traz o texto da Tosefta, que ele chama “começo do perek 9”: nela, Rabi Meir diz primeiro que, quando a fechadura está abaixo de dez, toma a chave da soleira, e, quando está acima de dez, traz a chave na véspera do Shabat; e os sábios dizem que, mesmo acima de dez, toma a chave da soleira e, depois de fechar, a põe na janela sobre a verga, e, se a janela tem quatro por quatro, é proibido. No Bavli Eruvin 101b, Abaye explica que a fechadura não tem quatro, mas há como escavar e completá-la até quatro, e que Rabi Meir pensa que se escava para completar, e os sábios, que não se escava. O Korban HaEdah explica que as fechaduras das hortas costumam estar altas dez e largas quatro e são domínio privado; que o beit sha’ar é uma casa pequena, e a porta da horta se abre para ela, e trata-se de portões de horta junto ao domínio público; que, nem daqui nem dali, é proibido trazer da karmelit ou do domínio público para a fechadura, que é domínio privado, e por isso põe a chave na véspera do Shabat sobre a fechadura, fica na soleira e a move da própria fechadura; e que “no seu lugar” é sobre a fechadura, como as fechaduras de madeira, de cabeça larga, que os pobres fazem para as suas portas. Sobre os sábios, ele diz que se trata de uma fechadura sem quatro, que é karmelit como a soleira: Rabi Meir pensa que se escava para completar, e ela é lugar de quatro, e os sábios pensam que não se escava, e ela é makom petur; e que “não se usa de um domínio para outro domínio através de um domínio” é da soleira, que é karmelit, para a janela, que é domínio privado, através da fechadura, que para os sábios é makom petur. A Tosefta Kifshutah anota que a leitura do Yerushalmi, לא מיכן ולא מיכן הרי זה נוטל את המפתח, concorda com a de alguns dos primeiros comentaristas, sem אסורין כאן וכאן, “são proibidas daqui e dali”, que está no Bavli; e que o Yerushalmi não menciona a soleira nas palavras dos sábios.

Sobre o fim da seção. O Penei Moshe e o Korban HaEdah leem הדא אמרה כגמום עביד לה רבי מאיר, “isto diz: como gamum a fez Rabi Meir”, porque a discussão é sobre Rabi Meir, que distingue entre acima e abaixo de dez. O Korban HaEdah explica: como ele proíbe acima de dez e permite abaixo de dez, trata-se de uma fechadura que num lugar é larga de quatro, mas no lugar da chave não é; acima de dez, escava-se para completar, e é proibido; abaixo de dez, é permitido, porque não são os buracos do domínio privado, já que não estão furados até dentro. Na última frase, o Penei Moshe lê ניחא מבחוץ צריך בית שער מבפנים צריך בית שער, com a ordem trocada, como espanto: por que é preciso o beit sha’ar quando fecha por dentro? E responde que, como a porta se abre para fora, mesmo abrindo e fechando por dentro, parece que dois domínios usam um só domínio, e por isso precisa de beit sha’ar. O Korban HaEdah mantém a ordem: entende-se que por dentro precisa de beit sha’ar, pelo decreto de que não leve da soleira, que é karmelit, para o domínio privado; mas por que por fora, se Rabi Meir não decretou que não leve da karmelit para o domínio público, já que permite pôr a chave sobre a fechadura acima de dez? E responde que, de todo modo, os do domínio público e os do domínio privado usam esta soleira, e é proibido.

Leituras incertas. לָמָּה עֲבַד רִבִּי מֵאִיר אֶת הַכּוֹתֶל ficou “a que fez Rabi Meir a parede semelhante”, com לָמָּה lido como “a quê”, e “semelhante” em itálico; a explicação de que se trata do chokekin lehashlim ficou nesta nota. כְּגָמוּם כְּנָקוּב ficou “como gamum, como nakuv”, sem “ou”, como no hebraico, e gamum ficou “escavada”, como no Yerushalmi Shabat 11:3 deste site; o Korban HaEdah o explica como cortado por igual. גַּגּוֹת ficou “telhados”, como está no texto, e não “hortas”. Em בַּמֶּה דְבָרִים אֲמוּרִים, “caso” está no texto, como “em que caso foram ditas estas palavras”. מִתּוֹךְ הָאַסְקוּפָּה ficou “de dentro da soleira”, ao pé da letra. הַחוֹר שֶׁלְאַרְבָּעָה טְפָחִים ficou “o buraco de quatro palmos”, como no hebraico, sem “por quatro”. Rabi Yudá ficou nas duas frases, como no texto, e as correções para Rabi Meir ficaram nesta nota. Na última frase, לֹא נִמְצְאוּ quer dizer, ao pé da letra, “não se acharam”; aqui se seguiu o Penei Moshe e o Korban HaEdah, que a leem como resposta, e “é para que” está em itálico; pode ser lida também como pergunta: não se acharam dois domínios usando um só domínio?

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz גַּגּוֹת como “garden plots”, hortas, segundo a Tosefta; aqui ficou “telhados”. Ele mantém Rabi Yudá na primeira frase, mas, na nota 121, diz que se deve ler Rabi Meir, como também lê na segunda menção; aqui ficou o texto, e a correção, nesta nota. Ele lê a última frase como pergunta, e aqui se seguiram os comentaristas. Ele traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida. Na nota 120 ele remete à “Mishnah 8”, segundo a sua contagem, onde o Sefaria tem Eruvin 10:9. Na nota 123 ele dá a Tosefta como 8:12, e o Sefaria liga essa nota à Tosefta Eruvin 8:12 na edição de Lieberman, que é a baraita da porta que se arrasta, da halachá anterior; a baraita desta página está na Tosefta Eruvin 7:1, tanto em Lieberman como na edição comum, como o próprio Sefaria liga este segmento à Tosefta de Lieberman 7:1. Ele acrescenta “hand-breadths” entre colchetes ao dez da pergunta, e aqui não se completou a medida. As formas dos nomes seguem o hebraico: Kahana, e não Cahana; Rabi Abba bar Papai; Rabi Yudá; Rabi Yossi. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 10:9; Yerushalmi Eruvin 1:1, 10:5 e 10:9; Bavli Eruvin 101a e 101b e Shabat 7b; Tosefta Eruvin 7:1 na edição comum e 7:1 e 8:12 na de Lieberman; Rambam, Leis do Shabat 15:1; Shulchan Aruch, Orach Chayim 350:1; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá; Sheyarei Korban e Shaarei Torat Eretz Yisrael na seção 01; Tosefta Kifshutah e Masoret HaTosefta sobre a Tosefta Eruvin 7:1. Há links para a mishná avulsa Eruvin 10:9, para o Yerushalmi Eruvin 1:1 e 10:5 e para o Bavli Shabat 7b, que este site já tem; não há link para o Bavli Eruvin 101a e 101b, porque o Bavli deste site vai em Eruvin até 61b, nem para a Tosefta, o Rambam e o Shulchan Aruch.

Nomes nesta página: Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר; Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵה; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָה; Kahana, כַּהֲנָא; Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה; Rabi Abba bar Papai, רִבִּי אַבָּא בַּר פַּפַּי; e, nos comentaristas e no Bavli, Rabi Yehudá, Rabá bar bar Chana, Rabi Yochanan, Rav Papa, Rava, Abaye, Rav Yehudá e Rabi Chiya.

Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos, e dois marcadores do segundo segmento: o de página da edição de Vilna, 63a, logo antes de הָדָא אָמְרָה, e o de coluna da edição de Veneza, 26c, entre כְּגָמוּם e עֲבַד. Não há parênteses ou colchetes nesta halachá, e nada foi acrescentado. Foi mantida a marca פיס׳, no começo da seção 01, que não se traduz, como nas outras páginas deste site. Foram mantidas as grafias do Sefaria, como הַיָחִיד, בִירוּשָׁלִַם, צַמָּרִין, חִינְנָה, גַּגּוֹת, מִיכָּן, וּפּוֹתֵח e שֶׁלְאַרְבָּעָה.

A Mishná seguinte, que no Yerushalmi abre a Halachá 10:10, é a avulsa Eruvin 10:10: נֶגֶר שֶׁיֵּשׁ בְּרֹאשׁוֹ גְלֻסְטְרָא…, a tranca que tem na ponta uma maçaneta.