Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Chet · Halachá 7
עֵרוּבִין

O canal de água que passa pelo pátio e o caso de Avel

Perek Chet, Keitzad Mishtattfin, Halachá 7, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Sétima halachá do Perek Chet, Keitzad Mishtattfin (como se faz o shituf), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que, de um canal de água que passa pelo pátio, não se tira água no Shabat, a não ser que se tenha feito para ele uma divisória alta de dez palmos na entrada e na saída; Rabi Yehudá conta que do canal de Avel se tirava água no Shabat por ordem dos anciãos, e responderam-lhe que não havia nele a medida. Na guemará, explica-se que a Mishná trata do canal fundo de dez e largo de quatro, aberto de um lado e do outro, com o lechi, a korá e a forma de porta; pergunta-se se dois domínios não se servem de um só, e Rabi Yossi beRabi Bun responde, em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, que havia casas de um lado só; e, sobre o canal largo de quatro e não fundo de dez, Rabi Chinena permite tirar água, Rabi Mana proíbe, e a Mishná é lida como o caso que foi. O Bavli discute esta Mishná em Eruvin 87a e 87b.

A Mishná · מַתְנִיתִין

אַמַּת הַמַּיִם שֶׁהִיא עוֹבֶרֶת בֶּחָצֵר אֵין מְמַלִּין מִמֶּנָּה בַשַּׁבָּת אֶלָּא אִם כֵּן עָשׁוּ לָהּ מְחִיצָה גְבוֹהָה עֲשָׂרָה טְפָחִים בַּכְּנִיסָה וּבַיְצִיאָה. אָמַר רִבִּי יְהוּדָה מַעֲשֶׂה בְאַמָּה שֶׁל אָבֵל שֶׁהָיוּ מְמַלִּין מִמֶּנָּה עַל פִּי זְקֵנִים בַּשַּׁבָּת אָמֵרוּ לוֹ מִפְּנֵי שֶׁלֹּא הָיָה בוֹ כַּשִּׁיעוּר:

Mishná: Um amat hamayim (canal de água) que passa pelo chatzer (pátio): não se tira água dele no Shabat, a não ser que se tenha feito para ele uma mechitzá (divisória) alta de dez tefachim (palmos) na entrada e na saída do pátio. Disse Rabi Yehudá: Houve um caso com o canal de Avel, do qual tiravam água por ordem dos zekenim (anciãos) no Shabat. Disseram-lhe: Porque não havia nele a medida.

A Halachá · הֲלָכָה ז

01O canal fundo de dez e largo de quatro: o lechi, a korá e a forma de porta
Yerushalmi · Eruvin 8:7
פיס׳. מַתְנִיתִין בָּעֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְרָחַב אַרְבָּעָה וּבִפְרוּצָה מִיכָּן וּמִיכָּן. נִפְרְצָה מֵרוּחַ אָחָת נוֹתֵן לֶחִי וְקוֹרָה מִיכָּן. נִפְרְצָה מִיכָּן וּמִיכָּן נוֹתֵן לֶחִי וְקוֹרָה מִיכָּן וְעוֹשֶׂה צוּרַת פֶּתַח מִיכָּן. לֹא נִמְצְאוּ שְׁתֵּי רְשׁוּיוֹת מִשְׁתַּמְּשׁוֹת בִּרְשׁוּת אַחַת. רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן בְשֵׁם רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק. תִּיפְתָּר שֶׁהָיוּ בָתִּים מִצַּד אֶחָד.

A matnitin (a nossa Mishná) trata do canal fundo de dez palmos e largo de quatro, e aberto de um lado e do outro. Se foi aberto de uma ruach (direção) só, põe-se um lechi (poste lateral) e uma korá (viga transversal) deste lado. Se foi aberto de um lado e do outro, põe-se lechi e korá deste lado e faz-se uma tzurat petach (forma de porta: dois postes e uma viga sobre eles) do outro lado. Não se acham dois reshuyot (domínios) servindo-se de um só domínio? Rabi Yossi beRabi Bun disse em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: Explica-se a Mishná no caso em que havia casas de um lado só.

02Fundo de dez sem quatro de largura, largo de quatro sem dez de fundura: Rabi Chinena e Rabi Mana
Yerushalmi · Eruvin 8:7
פְּשִׁיטָא הָדָא מִילְּתָא. עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְאֵינָהּ רְחָבָה אַרְבָּעָה מוּתָּר לְטַלְטֵל וּמוּתָּר לְמַלּוֹת. רְחָבָה אַרְבָּעָה וְאֵינָהּ עֲמוּקָה עֲשָׂרָה פְּשִׁיטָא שֶׁמּוּתָּר לְטַלְטֵל. מָהוּ לְמַלּוֹת. רִבִּי חִינְנָא אָמַר. מוּתָּר. רִבִּי מָנָא אָמַר. אָסוּר. מַתְנִיתִין פְּלִיגָא עַל רִבִּי מָנָא. אָמְרוּ לוֹ. מִפְּנֵי שֶׁלֹּא הָיָה בָהּ כַּשִּׁיעוּר. לֹא הָיְתָה לֹא עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְלֹא רְחָבָה אַרְבָּעָה. אֲבָל אִם הָיְתָה עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְאֵינָהּ רְחָבָה אַרְבָּעָה אָסוּר. וַאֲפִילוּ רְחָבָה אַרְבָּעָה וְאֵינָהּ עֲמוּקָה עֲשָׂרָה מוּתָּר. מַה דַהֲוָה עוֹבְדָא הֲוָה עוֹבְדָא.

Esta coisa é evidente: se o canal é fundo de dez e não é largo de quatro, é permitido letaltel (transportar) e é permitido tirar água. Se é largo de quatro e não é fundo de dez, é evidente que é permitido transportar. Que se diz de tirar água? Rabi Chinena disse: É permitido. Rabi Mana disse: É proibido. A nossa Mishná diverge de Rabi Mana: “Disseram-lhe: Porque não havia nele a medida.” Responde-se: Não era nem fundo de dez nem largo de quatro. Mas, se fosse fundo de dez e não largo de quatro, seria proibido. E mesmo se é largo de quatro e não é fundo de dez, é permitido. O que foi o ovdá (o caso ocorrido), foi o caso.

Nota

Esta é a sétima halachá do Perek Chet, Keitzad Mishtattfin, de Massechet Eruvin. A halachá ocupa três segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e os outros dois são as seções 01 e 02 desta página, uma seção para cada segmento. A sua Mishná corresponde, pelo conteúdo, à Mishná avulsa Eruvin 8:7. A diferença de texto é que a avulsa tem, depois da entrada e da saída, a palavra de Rabi Yehudá רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, כֹּתֶל שֶׁעַל גַּבָּהּ תִּדּוֹן מִשּׁוּם מְחִצָּה, “Rabi Yehudá diz: o muro que está sobre ele será julgado como divisória”, e o Yerushalmi, no Sefaria, não a tem; também a Mishná do Bavli, em Eruvin 87a, a tem. As outras diferenças são de grafia: o Yerushalmi tem מְמַלִּין, duas vezes, מִמֶּנָּה na primeira vez, בַשַּׁבָּת, עָשׁוּ, com o ponto do shin, מְחִיצָה, גְבוֹהָה, רִבִּי, בְאַמָּה, בַּשַּׁבָּת na segunda vez, אָמֵרוּ, בוֹ e כַּשִּׁיעוּר, onde a avulsa tem מְמַלְּאִין, הֵימֶנָּה, בְשַׁבָּת, עָשׂוּ, מְחִצָּה, גָבוֹהַּ, רַבִּי, בָאַמָּה, בְּשַׁבָּת, אָמְרוּ, בָהּ e כַּשִּׁעוּר; a avulsa tem vírgulas e ponto onde o Yerushalmi, no Sefaria, não tem. Na Mishná do Yerushalmi, o canal é feminino, לָהּ, mas no fim se lê שֶׁלֹּא הָיָה בוֹ כַּשִּׁיעוּר, no masculino; na citação da seção 02, a guemará tem בָהּ, como a avulsa. Em português, “canal” é masculino nos dois lugares. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz o link para Eruvin 87a nem para 87b.

Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que a água é sempre karmelit (domínio intermediário), mesmo quando passa pelo domínio privado, porque vem puxada do rio, que é karmelit; que a divisória se faz dentro das bordas do canal, sobre a sua largura, no lugar em que ele entra no pátio e no lugar em que sai, para que se reconheça que foi feita por causa da água; e que a divisória do pátio, suspensa e passando sobre o canal, não adianta para ele, porque a divisória suspensa só permite na água quando se vê que foi feita por causa da água, como a divisória dentro da cisterna e a da varanda da Mishná seguinte. Avel, dizem o Penei Moshe e o Korban HaEdah, é o nome da cidade, e o canal passava por dentro dos pátios. O Penei Moshe explica que tiravam água dele sem consertar a divisória; o Korban HaEdah, que se tirava água nos pátios porque lhes adiantavam as divisórias do muro suspenso sobre ele, e que Rabi Yehudá segue a sua linha, pois diverge também sobre a cisterna, na Mishná anterior. Sobre a resposta, os dois explicam que o canal que passa pelo domínio privado só conta como domínio por si quando é fundo de dez e largo de quatro, e que, se lhe falta a fundura de dez ou a largura de quatro, tira-se água dele sem divisória. No Bavli, Eruvin 87a, a baraita ensina que, se fizeram a divisória na entrada e não na saída, ou na saída e não na entrada, não se tira água do canal no Shabat, a não ser que se tenha feito uma divisória de dez palmos na saída e na entrada; e Rabi Yehudá conta o caso do canal שֶׁהָיְתָה בָּאָה מֵאָבֵל לְצִפּוֹרִי, “que vinha de Avel para Tzipori”, e os sábios lhe respondem מִשָּׁם רְאָיָיה? מִפְּנֵי שֶׁלֹּא הָיְתָה עֲמוּקָּה עֲשָׂרָה טְפָחִים וְרוֹחְבָּהּ אַרְבָּעָה, “dali há prova? Porque não era fundo de dez palmos e largo de quatro”. Ali, a baraita do canal que passa entre as janelas, de três e de quatro palmos, traz a palavra de Rav Dimi em nome de Rabi Yochanan, de que a karmelit não tem menos de quatro; e a discussão desse canal segue em Eruvin 87b, até a Mishná da varanda sobre a água.

A Tosefta Eruvin, conferida no Sefaria, traz o paralelo desta Mishná na Tosefta Eruvin 6:26, na edição de Lieberman, e 6:18 e 6:19, na edição comum, onde partes do texto estão entre colchetes. Ali está, como no Bavli, que, se fizeram a divisória na entrada e não na saída, ou na saída e não na entrada, não se tira água; que, se o canal era largo numa ponta e estreito na outra, alarga-se o lugar estreito; que Rabi Yehudá diz כתלים שעל גביהן נדונין כמחיצה, “os muros que estão sobre eles são julgados como divisória”; e que Rabi Yehudá conta: מעשה באמת המים שהיתה באה מאבל לצפורי, והיינו ממלאין ממנה על פי זקנים בשבת, “aconteceu com o canal de água que vinha de Avel para Tzipori, e nós tirávamos água dele por ordem dos anciãos no Shabat”; e responderam-lhe מפני שלא היתה עמוקה עשרה ורחבה ארבעה, “porque não era fundo de dez e largo de quatro”. As citações seguem a edição de Lieberman.

Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica que a Mishná, que exige divisória na entrada e na saída, fala do canal fundo de dez e largo de quatro, que então conta como domínio por si e é karmelit; e que “aberto de um lado e do outro” é outra coisa por si: se o pátio foi aberto de um lado e do outro, e, se foi aberto só de uma direção, e assim por diante. O Korban HaEdah explica “aberto de um lado e do outro” como o canal que sai para fora do pátio dos dois lados, e que o lechi e a korá se põem do lado da abertura. Sobre a pergunta, o Penei Moshe explica que, pelo conserto com lechi ou korá, que é o conserto do mavoi (beco), se vê que se trata de um lugar com outro pátio junto, pois o mavoi só se permite com lechi e korá quando há dois pátios abertos para ele; e, se o canal passa pelos dois pátios, eis que dois domínios se servem de um só domínio quando tiram água do canal. O Korban HaEdah explica que a pergunta vem do caso aberto de uma direção só, que mostra que do outro lado há outro pátio, não aberto ao domínio público, e os dois pátios se servem do canal. Sobre a resposta, o Penei Moshe explica que só de um lado dos pátios havia casas cujos moradores tiram água para as suas necessidades, e no outro pátio não havia moradores que precisassem tirar água; o Korban HaEdah, que havia casas de um lado, e não pátios, e que das casas não se pode servir do canal, e elas não proíbem aos moradores do pátio. Guggenheimer anota, com Lieberman, que o lechi e a korá só servem para o mavoi, e que por isso se deve supor que o canal de Avel corria pelos becos, e a pergunta é como os moradores de um beco tiram água dele no Shabat. No Bavli, Eruvin 87a e 87b, não há paralelo direto desta seção.

Sobre a seção 02. O Penei Moshe explica que o canal fundo de dez e não largo de quatro não tem a medida e não conta como karmelit, já que passa pelo domínio privado, e, como não é largo de quatro, todos reconhecem que não tem a medida; por isso é evidente que é permitido transportar nele e tirar água dele. Sobre o largo de quatro e não fundo de dez, explica que transportar também é evidente, pois não se transporta na água senão num barco que passa sobre ela, ou quem quer passar pela água percebe que não tem dez de fundura; mas, para tirar água, não se percebe a fundura, e há pessoas que se enganariam e pensariam que se pode tirar água do canal mesmo quando tem a medida; ou talvez não se tema tanto numa coisa de ordem rabínica. O Korban HaEdah explica que Rabi Chinena permite porque o canal não é domínio por si e não proíbe; e que Rabi Mana proíbe porque, de qualquer modo, é karmelit, pois, se estivesse no domínio público, também ali seria domínio por si. Sobre לֹא הָיְתָה לֹא עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְלֹא רְחָבָה אַרְבָּעָה, o Penei Moshe explica que é a resposta segundo Rabi Mana, que lê “não havia nele a medida” como não haver nenhuma das duas, e o Korban HaEdah diz que tudo isto ainda é das palavras de “disseram-lhe”, e que assim se vê no Bavli. Na frase seguinte, o Penei Moshe corrige o texto para אבל אם לא היתה עמוקה עשרה ורחבה ארבעה אסור, “mas, se não fosse fundo de dez e fosse largo de quatro, seria proibido”, como conclusão segundo Rabi Mana; e Guggenheimer anota que é evidente que se deve ler assim. O Korban HaEdah lê ואפילו רחבה ד' ואינה עמוקה עשרה אסור, com “proibido” no fim, onde o hebraico do Sefaria tem מוּתָּר, e explica que a dificuldade é contra os dois. Sobre מַה דַהֲוָה עוֹבְדָא הֲוָה עוֹבְדָא, o Penei Moshe explica que da Mishná não se pode aprender nada, pois o caso que aconteceu ali foi o de um canal que não tinha nem uma medida nem a outra; o Korban HaEdah, que o fato que houve foi assim, e que, na verdade, todo canal que não é fundo de dez e largo de quatro é permitido; e Guggenheimer anota que de um fato acontecido não se tiram deduções lógicas. Guggenheimer remete, para o canal que não é largo de quatro, à Mishná da vala entre dois pátios, em Yerushalmi Eruvin 7:3, neste site.

Leituras incertas. Na seção 01, o sujeito de נִפְרְצָה ficou implícito, “se foi aberto”, porque o Penei Moshe o lê como o pátio e o Korban HaEdah como o canal. נוֹתֵן לֶחִי וְקוֹרָה ficou “põe-se um lechi e uma korá”, como está no hebraico, onde o Penei Moshe escreve לחי או קורה, “lechi ou korá”. תִּיפְתָּר שֶׁהָיוּ בָתִּים מִצַּד אֶחָד ficou “explica-se a Mishná no caso em que havia casas de um lado só”, sem decidir entre o Penei Moshe e o Korban HaEdah. Na seção 02, לְטַלְטֵל ficou “transportar”, sem dizer onde, como no hebraico. מָהוּ לְמַלּוֹת ficou “que se diz de tirar água?”. A frase אֲבָל אִם הָיְתָה עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְאֵינָהּ רְחָבָה אַרְבָּעָה אָסוּר foi traduzida como está no hebraico do Sefaria, embora o Penei Moshe e Guggenheimer a corrijam, como se disse acima. מַה דַהֲוָה עוֹבְדָא הֲוָה עוֹבְדָא ficou “o que foi o caso ocorrido, foi o caso”, isto é, o fato foi como foi, e dele não se tira regra.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer traduz לֶחִי וְקוֹרָה como “a beam or a lathe”, e aqui ficou “um lechi e uma korá”, como no hebraico. Na seção 02, Guggenheimer traduz a frase אֲבָל אִם הָיְתָה עֲמוּקָה עֲשָׂרָה וְאֵינָהּ רְחָבָה אַרְבָּעָה אָסוּר literalmente e só na nota a corrige; aqui ficou também como no hebraico. Guggenheimer traduz a marca פיס׳ como “Paragraph”, e a sua nota a ela diz “Discussion of Mishnah 8”, pela numeração da sua edição; aqui a marca não foi traduzida e ficou só no hebraico. As formas inglesas dos nomes ficaram nas formas hebraicas. As palavras acrescentadas na tradução ficaram em itálico.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 8:7; Bavli Eruvin 87a, a Mishná, a baraita da entrada e da saída, o caso do canal que vinha de Avel para Tzipori, e a baraita do canal entre as janelas, com a palavra de Rav Dimi; Bavli Eruvin 87b, a continuação dessa discussão e a Mishná da varanda sobre a água; Tosefta Eruvin 6:26 na edição de Lieberman e 6:18 e 6:19 na edição comum; Penei Moshe e Korban HaEdah nos três segmentos desta halachá; e as notas de Guggenheimer. Referências corrigidas: no Bavli, Eruvin 87a e 87b, não aparece Abba Shaul nesta Mishná nem na sua discussão; o caso é o do canal de Avel, que, na baraita do Bavli e na Tosefta, vinha de Avel para Tzipori. A palavra de Rabi Yehudá sobre o muro que está sobre o canal está na Mishná avulsa, na Mishná do Bavli e na Tosefta, mas não na Mishná do Yerushalmi. O paralelo da Tosefta é Eruvin 6:26 na edição de Lieberman, e 6:18 e 6:19 na comum. Não há link para o Bavli, porque o Bavli deste site vai até Eruvin 61b.

Nomes nesta página: Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, e Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק, na seção 01; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָא, e Rabi Mana, רִבִּי מָנָא, na seção 02. Avel, אָבֵל, é o nome da cidade.

Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo do primeiro e do segundo segmentos. Não há marcador numérico nem marcador de folha nesta halachá, e nada foi acrescentado. Foram mantidos a marca פיס׳ e as grafias do Sefaria, como עָשׁוּ e מֵרוּחַ אָחָת; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.

A Mishná seguinte, Eruvin 8:8, no Yerushalmi, trata da varanda que está sobre o mar: “כְּצוֹצְרָא שֶׁהִיא לְמַעְלָה מִן הַיָּם…”.