Segunda halachá do Perek Zayin, Challon (janela), de Massechet Eruvin. Depois da janela entre dois pátios, a Mishná passa ao muro entre eles: se é alto de dez palmos e largo de quatro, cada pátio faz o seu eruv, e não se faz um só; se havia frutos no alto dele, a gente de cada pátio sobe e come ali, contanto que não os desça; e, se o muro foi rompido até dez amot, a brecha é como uma porta, e fazem dois eruvin ou, se quiserem, um só, mas, se a brecha é maior, fazem um só. A guemará pergunta para que serve a largura de quatro e responde que é por causa dos frutos; traz a divergência, em nome de Rav, sobre o muro que não tem quatro de largura, e a objeção de que Rabi Ba inverteu a sua opinião, a partir da regra das divisórias do domínio privado, vistas como se o domínio estivesse cheio de terra; traz o muro cercado de escadas dos dois lados, a baraita da inclinação das rampas e da rampa do altar, o banco feito ao longo do muro e, por fim, a medida da brecha no muro grande e no pequeno, no meio e no lado. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 76b e 77a.
Mishná: Um kotel (muro) entre dois chatzerot (pátios), alto de dez palmos e largo de quatro: fazem dois eruvin (as junções que permitem transportar no Shabat) e não fazem um só. Se havia frutos no alto dele, estes sobem daqui e comem, e aqueles sobem dali e comem, contanto que não os desçam para baixo. Se o muro foi rompido até dez amot (côvados), fazem dois eruvin e, se quiserem, fazem um só, porque é como uma porta. Mais do que isso, fazem um só e não fazem dois.
“Um muro entre dois pátios” etc. E para que me é preciso que seja largo de quatro? Valeria mesmo se não fosse largo de quatro! É por causa de ensinar aquela frase que vem depois: “estes sobem daqui e comem, e aqueles sobem dali e comem”.
Se não era largo de quatro? Rabi Ba disse, em nome de Rav: É proibido para cá e para lá. Rabi Zeira disse, em nome de Rav: É permitido para cá e para lá.
Inverteu-se a opinião de Rabi Ba! Lá disse Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá, em nome de Shmuel: Se o atirou, e pousou sobre o alto das mechitzot (divisórias), é chayav (culpado); e aqui diz assim? Lá, vês o domínio como se estivesse cheio de terra e pedrinhas; e aqui, o que tens a dizer?
Sabe-o, pois disse Rabi Achá e Rabi Chinena, em nome de Rabi Yochanan: Zizin (saliências da parede) e muros que são altos de dez e largos de quatro: é permitido para cá e permitido para lá, contanto que não troque a carga de um lado para o outro.
Rabi Yochanan perguntou: Inverteu-se a opinião de Rabi Ba! Lá disse Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá, em nome de Shmuel: Se o atirou, e pousou sobre o alto das mechitzot, é chayav; e aqui ele diz assim? Assim como dizes lá: vês o domínio como se estivesse cheio de terra e pedrinhas, também aqui é assim.
Ouvimos a regra das mechitzot no reshut hayachid (domínio privado); ouvimos a regra das mechitzot no reshut harabim (domínio público).
Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá, em nome de Shmuel: Um muro que cercaram de sulamot (escadas) daqui e dali: fazem dois eruvin e não fazem um só. Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Visto que não as alinharam uma diante da outra, tornaram-se como portas?
Ensina-se: Em todas as construções de rampas, o kevesh (rampa) sobe uma amá e avança três, exceto a rampa do mizbeach (altar), que é como um declive que se eleva dez tefachim (palmos) dentro de três e um terço de dedo, pois o altar tem dez amot de altura, e a sua rampa, trinta e duas.
Se fez uma mistavá (banco, plataforma) ao longo de todo o muro, e há nela a largura de quatro palmos: fazem dois eruvin e não fazem um só. Com quatro amot, fazem um só e não fazem dois.
Isso que dizes vale para a grande; mas, na pequena, vale pela maior parte dela. Qual é a grande, e qual é a pequena? Toda aquela cuja maior parte é mais de dez, essa é a grande, e vale por dez; então, se é menos de dez, vale pela maior parte dela.
Isso que dizes vale no meio; mas, do lado, não é assim. E qual é o lado, e qual é o meio? Digamos: se há ali uma parte de pé de quatro, isso é o meio; se não há, isso é o lado.
Esta é a segunda halachá do Perek Zayin, Challon, de Massechet Eruvin. A sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 7:2, inteira e sem diferença de conteúdo; as diferenças são de grafia, de vocalização e de pontuação: o Yerushalmi tem כּוֹתֶל, חֲצֵירוֹת, פֵירוֹת, אֵילּוּ, מִיכָּן, לְמַטָּן, נִפְרַץ הַכּוֹתֶל, כַּפֶּתַח e, no fim, שְׁנַיִם, onde a avulsa tem כֹּתֶל, חֲצֵרוֹת, פֵרוֹת, אֵלּוּ, מִכָּאן, לְמַטָּה, נִפְרְצָה הַכֹּתֶל, כְפֶתַח e שְׁנָיִם; no Yerushalmi, o Sefaria põe um ponto depois de גָּבוֹהַּ, que não muda a leitura, e a avulsa tem as vírgulas. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 76b, e ali se lê וְרוֹחַב אַרְבָּעָה, onde o Yerushalmi e a avulsa têm וְרָחָב; לְמַטָּן, como no Yerushalmi; e נִפְרְצָה הַכּוֹתֶל, com o verbo da avulsa. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz o link para a discussão do Bavli sobre esta Mishná, em Eruvin 76b a 78a. A halachá ocupa seis segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros cinco é uma seção desta página.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que a largura de quatro não é necessária para a primeira parte, pois mesmo sem ela a parede de dez é uma divisória que separa os dois pátios, mas que a Mishná a menciona por causa do que vem depois, os frutos: sendo larga de quatro, o alto do muro é um domínio por si e não se anula em favor de nenhum dos pátios; não sendo larga de quatro, é um makom petur (lugar isento), e é permitido descer dali para cá e para lá. Sobre “contanto que não os desçam”, o Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que se trata de levá-los para as casas, pois o muro é como um telhado, e telhados e casas são dois domínios, mas descê-los para o pátio é permitido, pois telhados e pátios são um só domínio. Sobre “é como uma porta”, o Penei Moshe explica que a brecha de até dez amot é como uma porta entre dois pátios, e por isso, se quiserem, fazem um só eruv; e que a brecha maior faz deles um só domínio, e, se cada um fizer eruv para si, proíbem uns aos outros; o Korban HaEdah diz o mesmo: é como se dividissem o seu eruv.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam a pergunta: por que é preciso largura de quatro, se mesmo sem ela o muro é uma divisória que separa? E a resposta: por causa da frase dos frutos. Sobre o muro que não tem quatro de largura, o Penei Moshe explica a palavra de Rabi Ba como a de um ar sobre o qual dois domínios dominam, e por isso proíbem um ao outro mesmo no alto do muro; e a de Rabi Zeira, que é um makom petur, que se anula para cá e para lá, para a permissão. No Bavli, Eruvin 76b, é esta a palavra de Rav: אֲוִיר שְׁתֵּי רְשׁוּיוֹת שׁוֹלֶטֶת בּוֹ, לֹא יָזִיז בּוֹ אֲפִילּוּ מְלֹא נִימָא, “o ar de dois domínios domina sobre ele; não se mova nele nem a espessura de um fio”; e no Bavli, Eruvin 77a, a opinião contrária está em nome de Rabi Yochanan, אֵלּוּ מַעֲלִין מִכָּאן וְאוֹכְלִין, וְאֵלּוּ מַעֲלִין מִכָּאן וְאוֹכְלִין, “estes levam para cima daqui e comem, e aqueles levam para cima dali e comem”. A objeção da opinião invertida, segundo o Korban HaEdah: quem atirou um objeto do domínio público e ele pousou sobre o alto da divisória de um domínio privado é culpado, e daí se vê que o alto das divisórias não se anula para os dois lados; e a resposta é que, no domínio privado, se vê o domínio inteiro como se estivesse cheio de terra e pedrinhas, e então o alto das suas divisórias é domínio privado; mas aqui, entre dois domínios privados, isso não se pode dizer. Na palavra de Rabi Yochanan, o Penei Moshe e o Korban HaEdah leem שהן גבוהין עשרה ואינן רחבין ארבעה, “que são altos de dez e não são largos de quatro”, e o Korban HaEdah diz que assim está no Bavli e acima, no primeiro capítulo; o hebraico ficou aqui como está no Sefaria, e a tradução o segue. No Bavli, Shabat 8b e Eruvin 77a, quando veio Rav Dimi, disse em nome de Rabi Yochanan: מָקוֹם שֶׁאֵין בּוֹ אַרְבָּעָה עַל אַרְבָּעָה — מוּתָּר לִבְנֵי רְשׁוּת הָרַבִּים וְלִבְנֵי רְשׁוּת הַיָּחִיד לְכַתֵּף עָלָיו, וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יַחֲלִיפוּ, “um lugar que não tem quatro por quatro: é permitido à gente do domínio público e à gente do domínio privado apoiar a carga nele, contanto que não troquem”. O Penei Moshe explica “que não troque” como não passar a carga do domínio público para o privado, e o Korban HaEdah, que é uma proibição dos sábios. No Yerushalmi Shabat 1:1, Rav Chisda diz, em nome de Assi, de uma vara fincada no domínio público, alta de dez palmos, מוּתָּר לְכָאן וּלְכָאן. וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יַחֲלִיף. Na última frase, o Penei Moshe lê ר' חנן בעי, “Rabi Chanan perguntou”, e Guggenheimer anota que a leitura “Rabi Yochanan” é difícil pela cronologia; aqui ficou Rabi Yochanan, como no hebraico. O Korban HaEdah diz que “assim como dizes lá” é o fim da pergunta, e que também no muro entre dois pátios se diria que ambos se veem como cheios de terra, e ambos seriam permitidos mesmo com quatro de largura.
Sobre a seção 02. O Penei Moshe lê a primeira frase como espanto: ouvimos a regra das divisórias no domínio privado; e no domínio público? O muro no domínio público, que faz divisória para outros, torna domínio privado o lugar que ele cerca, e então certamente é divisória para si mesmo; mas o muro entre dois pátios, ambos domínios privados, não é o que faz o domínio privado, para que se diga que é como se estivesse cheio. O Korban HaEdah traz duas explicações: que é a resposta, pois as divisórias entre dois domínios privados não são vistas como cheias; ou que é ainda o fim da pergunta. Sobre as escadas, o Penei Moshe explica que estão uma de cada lado do muro e não alinhadas uma diante da outra, e lê a palavra de Rabi Yossi beRabi Bun como espanto: se estivessem alinhadas, seriam como portas, e poderiam fazer, se quisessem, um só eruv; como não estão, fazem dois e não um. O Korban HaEdah lê מכיון שלא כיוונו לא נעשו כפתחים, “visto que não as alinharam, não se tornaram como portas”, porque estão afastadas uma da outra mais de três palmos. A mesma palavra de Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá, em nome de Shmuel, está no Yerushalmi Eruvin 6:10, nesta tradução, onde Rabi Yossi beRabi Bun diz תַּמָּן עַל יְדֵי סוּלָּמוֹת הֵן נִידּוֹנִין כִּפְתָחִים. No Bavli, Eruvin 60a, Rav Yehudá diz, em nome de Shmuel: כּוֹתֶל שֶׁרְצָפָהּ בְּסוּלָּמוֹת, אֲפִילּוּ בְּיָתֵר מֵעֶשֶׂר — תּוֹרַת מְחִיצָה עָלָיו, “um muro que se cobriu de escadas, mesmo em mais de dez, tem a lei de divisória”; e no Bavli, Eruvin 77b, Abaye diz que, se puseram uma escada de quatro de largura de um lado e outra de quatro do outro, e não há entre elas três palmos, a medida se reduz, e, se há três, não se reduz.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica que todas as rampas e degraus do Templo, grandes e pequenos, subiam uma amá ao longo de três, exceto a rampa do altar, que tinha trinta e duas amot de comprimento para dez de altura, contando os chifres; e que a baraita foi trazida aqui por causa das escadas e dos degraus. O Korban HaEdah lê a frase com nove amot de altura do altar e três amot e meia, um dedo e um terço de dedo para cada amá. No Bavli, Zevachim 63a, Rami bar Chama diz: כׇּל כִּבְשֵׁי כְּבָשִׁים – שָׁלֹשׁ אַמּוֹת לְאַמָּה, חוּץ מִכִּבְשׁוֹ שֶׁל מִזְבֵּחַ – שֶׁהָיָה שָׁלֹשׁ אַמּוֹת וּמֶחֱצָה וְאֶצְבַּע וּשְׁלִישׁ אֶצְבַּע, “todas as rampas: três amot para uma amá, exceto a rampa do altar, que era de três amot e meia, um dedo e um terço de dedo”; e a Mishná Middot 3:3 diz וְכֶבֶשׁ הָיָה לִדְרוֹמוֹ שֶׁל מִזְבֵּחַ, שְׁלֹשִׁים וּשְׁתַּיִם עַל רֹחַב שֵׁשׁ עֶשְׂרֵה, “e havia uma rampa ao sul do altar, de trinta e dois por dezesseis de largura”. Guggenheimer anota que a frase da rampa do altar está corrompida.
Sobre a seção 04. O Penei Moshe explica a mistavá como um banco, ou bancos uns sobre os outros, ao longo de toda a altura e de toda a face do muro: mesmo com quatro palmos de largura, fazem dois eruvin e não um, pois é como fazer um muro junto ao muro; e “quatro amot” é quando o banco não ocupa toda a face do muro, mas só quatro amot do seu comprimento, e então reduz a medida, e fazem um só. O Korban HaEdah explica que é um banco de dez de altura diante do muro, feito como degraus de pedra, e que “quatro amot” é a largura do banco, e então é como uma brecha. Guggenheimer conjectura que em lugar de “não fazem um” se deveria ler “se quiserem, fazem um”; a tradução segue o hebraico. No Bavli, Eruvin 77b, Rav Bibi bar Abaye diz: בָּנָה אִיצְטְבָא עַל גַּב אִיצְטְבָא, אִם יֵשׁ בָּאִיצְטְבָא הַתַּחְתּוֹנָה אַרְבָּעָה — מְמַעֵט, “se construiu um banco sobre um banco, e o de baixo tem quatro, reduz a medida”. A Tosefta Eruvin, na edição de Lieberman 6:16, que no Sefaria comum é 6:10, traz o muro entre dois pátios, alto de dez e largo de quatro, e diz: מיעטו באבנים, ובכפתים, ובסולם הצורי, או שהביא נסר שרחב ארבעה טפחים וקבעו בה, מערבין שנים, ואם רצו מערבין אחד, “se o reduziram com pedras, com blocos e com a escada tíria, ou trouxe uma tábua de quatro palmos de largura e a fixou nele, fazem dois e, se quiserem, um só”.
Sobre a seção 05. O Penei Moshe liga a seção ao banco: a regra vale para o banco grande, e o pequeno vale se ocupa a maior parte do muro; o grande é aquele que ocupa mais de dez ao longo do muro, e o meio é quando ficou livre no muro um espaço de quatro, e o lado, quando não ficou. O Korban HaEdah liga a seção à brecha da Mishná: a brecha de dez amot só se exige no muro largo, e no pequeno, que não tem vinte amot, basta que se rompa a maior parte dele; e a medida de dez só vale quando a brecha está no meio do muro, mas do lado não, pois “uma porta no canto não costumam fazer”, e o meio é quando fica de pé, no lado do muro, uma parte de quatro, e dali em diante está a brecha. Guggenheimer também lê a seção como comentário à brecha da Mishná. A Tosefta Eruvin, na edição de Lieberman 6:13 e 6:14, que no Sefaria comum é 6:9, diz: כותל חצר שנפרץ מארבעה טפחים עד עשר אמות מותר, מפני שהוא כפתח, יתר מיכן, כנגד הפירצה אסור, “o muro de um pátio que se rompeu de quatro palmos até dez amot: é permitido, porque é como uma porta; mais do que isso, diante da brecha é proibido”, e ensina que, se se romperam muitas brechas, אם העומד מרובה על הפרוץ מותר, “se a parte de pé é maior que a rompida, é permitido”.
Leituras incertas. Na seção 01, בְּגִין מַתְנֵי הָדָא דְבַתְרָהּ ficou “por causa de ensinar aquela frase que vem depois”; זְרָקָהּ ficou “o atirou”, sem nomear o objeto; אַתְּ רוֹאֶה אוֹתָהּ ficou “vês o domínio”, com a palavra domínio para o pronome feminino; זִיזִין ficou zizin, saliências da parede; e וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יַחֲלִיף ficou “contanto que não troque a carga de um lado para o outro”, segundo o Penei Moshe. Na seção 02, as duas primeiras frases ficaram como afirmação, como no hebraico do Sefaria, e não como pergunta, como as lê o Penei Moshe; e a palavra de Rabi Yossi beRabi Bun ficou como pergunta, com o Penei Moshe e com Guggenheimer, embora o Korban HaEdah leia “não se tornaram”. Na seção 03, כָּל כּוֹבְשֵׁי כְבָשִׁים ficou “em todas as construções de rampas”, e מִתּוֹךְ שָׁלֹשׁ וּשְׁלִישׁ אֶצְבַּע ficou literal, “dentro de três e um terço de dedo”, sem as correções dos comentaristas. Na seção 04, מִסְטָוָוה ficou mistavá, banco ou plataforma. Na seção 05, o feminino de “a grande” e “a pequena” ficou sem substantivo, porque os comentaristas divergem entre o banco e a brecha; בְּרוּבָּהּ ficou “vale pela maior parte dela”; e עוֹמֵד אַרְבָּעָה ficou “uma parte de pé de quatro”, sem a unidade, que o hebraico não diz.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida. Na seção 01, ele escreve “Rebbi Abba” para רִבִּי בָּא, “Rebbi Ze`ira”, “Rav Jehudah”, a forma inglesa do nome de שְׁמוּאֵל, “Rebbi Aḥa”, “Rebbi Ḥinena” e “Rebbi Joḥanan”, e aqui ficaram Rabi Ba, Rabi Zeira, Rav Yehudá, Shmuel, Rabi Achá, Rabi Chinena e Rabi Yochanan; e lê a frase da primeira pergunta como duas perguntas, e aqui a segunda ficou como exclamação. Na seção 02, escreve “Rebbi Yose ben Rebbi Bun”, que aqui é Rabi Yossi beRabi Bun. Na seção 05, traduz כָּל שֶׁרוּבָּה יוֹתֵר מֵעֶשֶׂר como “most of it is at least ten”, e aqui ficou “mais de dez”, como no hebraico. Ele põe entre colchetes as palavras que acrescenta, e aqui elas ficaram em itálico.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 7:2 e Middot 3:3; Bavli Eruvin 60a, Rav Yehudá em nome de Shmuel sobre o muro coberto de escadas; 76b, a Mishná e a palavra de Rav; 77a, Rabi Yochanan e Rav Dimi; 77b, Abaye e as escadas, Rav Bibi bar Abaye e o banco sobre banco; Bavli Shabat 8b, Rav Dimi em nome de Rabi Yochanan; Bavli Zevachim 63a, Rami bar Chama sobre as rampas; Tosefta Eruvin 6:9 e 6:10, no Sefaria comum, que são 6:13, 6:14 e 6:16 na edição de Lieberman; Yerushalmi Eruvin 6:10 e 7:3 e Yerushalmi Shabat 1:1; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá. Referências corrigidas ou não citadas: a nota 49 de Guggenheimer remete ao “Šabbat Chapter 1 Note 170”, que é o Yerushalmi Shabat 1:1, conferido, e ao Bavli Shabat 8b, conferido, e ainda a um “99b”, em que a frase de Rabi Yochanan não foi encontrada, nem em Shabat 99b nem em Eruvin 99b, e por isso não entrou; a nota 52 remete ao “Chapter 6 Note 178”, que é o Yerushalmi Eruvin 6:10, e ao Bavli Eruvin 60a, ambos conferidos; a nota 53 remete ao Bavli Zevachim 63a, conferido; a leitura do Arukh, citada na nota 53, não foi conferida e não entrou. O Bavli deste site vai até Eruvin 61b; por isso não há link para o Bavli.
Nomes nesta página: Rabi Ba, רִבִּי בָּא, e Rav, na seção 01 e na 02; Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא; Rav Yehudá, רַב יְהוּדָה, e Shmuel, שְׁמוּאֵל; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָא; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן, na seção 01; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, na seção 02. Na nota: Rabi Chanan, na leitura do Penei Moshe; Rav Dimi, Abaye, Rav Bibi bar Abaye e Rami bar Chama, do Bavli; Rav Chisda e Assi, do Yerushalmi Shabat 1:1.
Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: o da página da edição de Vilna 46b, na Mishná, antes de וּבִלְבַד; o da página da edição de Vilna 47a, no início da seção 03; e o da coluna da edição de Veneza 24c, na seção 04, antes de שְׁנַיִם. Não há marcador numérico, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foram mantidas as marcas פיס׳ e כול׳, na seção 01, e as grafias do Sefaria, como מְחְלְפָא e מִחְלְפָה, בִּרָשׁות, מִיכַּן, שֶׁלּא, כִּיוְונוֹ, מִסְטָוָוה e וְְיֵשׁ, com dois shevá; o ponto depois de גָּבוֹהַּ e os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria. A seção 01 foi dividida em cinco pares, e as seções 02 e 05, em dois cada, nos pontos em que muda o assunto.
A Mishná seguinte, Eruvin 7:3, no Yerushalmi, trata da vala entre dois pátios: “חָרִיץ שֶׁבֵּין שְׁתֵּי חֲצֵירוֹת עָמוֹק עֲשָׂרָה וְְרָחָב אַרְבָּעָה מְעָרְבִין שְׁנַיִם וְאֵין מְעָרְבִין אֶחָד…”, “uma vala entre dois pátios, funda de dez e larga de quatro: fazem dois eruvin e não fazem um…”, com a palha e a terra que a enchem.