Primeira halachá do Perek Zayin de Massechet Eruvin, que abre o sétimo capítulo, Challon (janela), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. Depois do capítulo sobre quem mora no pátio com o gentio e sobre o eruv dos pátios, o capítulo passa ao que separa e ao que une dois pátios vizinhos: a janela na parede entre eles, a parede de dez palmos e a sua brecha, a vala e a tábua posta sobre ela, o monte de palha entre os pátios; e depois ao shituf do mavoi, à medida de alimento do eruv e aos alimentos com que ele se faz. A Mishná ensina que, se há entre dois pátios uma janela de quatro palmos por quatro, dentro de dez palmos do chão, os moradores fazem dois eruvin e, se quiserem, um só; se é menor, ou acima de dez, fazem dois e não um. A guemará trata do que reduz a medida da janela, as treliças, a palha e a terra; estende a regra à janela entre duas casas e entre dois telhados e pergunta pelo eruv através dos lulim; ensina que basta que parte da janela esteja dentro de dez; pergunta se se reduz a medida com utensílios; e traz a baraita das pedras, dos tijolos e das escadas tíria e egípcia, com as regras dos degraus, da largura de quatro palmos e do afastamento da parede, terminando com a pergunta de Rabi Yaakov Deromaya. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 76a, no início do seu capítulo Challon.
Mishná: Um challon (janela) entre dois chatzerot (pátios), de quatro por quatro, dentro de dez palmos do chão: fazem dois eruvin (as junções que permitem transportar no Shabat), e, se quiserem, fazem um só. Menos de quatro por quatro, ou acima de dez: fazem dois eruvin e não fazem um só.
“Uma janela entre dois pátios” etc. As serigim (treliças) memaatin (reduzem a medida) dela quanto ao Shabat, mas quanto às chazakot (presunções de posse) não a reduzem. Kash (restolho) e teven (palha) não a reduzem; terra e pedrinhas a reduzem. Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Se cresceram ervas nela, não a reduzem.
Perguntaram diante de Rabi Abba: Assim como dizes a regra acerca da janela entre dois pátios, é semelhante a ela a regra acerca da janela entre duas casas? Disse-lhes: Sim. E é semelhante a ela a regra acerca da janela entre dois telhados? Disse-lhes: Sim.
Pode-se fazer eruv por meio de lulim (aberturas no teto, entre a casa e o andar de cima)? Disse Rabi Aba Mari: É a divergência de Rav e Shmuel, pois ensinamos ali: “Todos os telhados da cidade são uma só reshut (domínio).” Shmuel disse: Até beit seatayim (a área de duas seá). Rav disse: Transporta-se neles mesmo numa área de um kor (medida de trinta seás), mesmo de dois kor.
Não só todo o quatro por quatro dentro de dez, mas mesmo parte do quatro dentro de dez é como se todo o quatro por quatro estivesse dentro de dez. Se havia nela um hekef (perímetro) de noventa e seis tefachim (palmos), mesmo o mínimo dentro de dez é como se todo o quatro por quatro estivesse dentro de dez. Era redonda, e havia nela um perímetro de noventa etc.
Pode-se reduzir a medida com kelim (utensílios)? Rav Chiya bar Ashi disse: Reduz-se com utensílios. Rabi Yoná e Rabi Yitzchak bar Tavlai: Disse Rabi Yochanan: Não se reduz com utensílios.
Lá dizem: É a divergência de Rabi Chiya Rabá e Rabi Yishmael beRabi Yossi. Um disse: É proibido; e o outro disse: É permitido. Quem disse proibido, é para que não se esqueça e o mova. Rabi Yochanan bar Maria ensinou a assentar sobre ele um kof (um bloco firme).
Ensina-se: Com tudo se reduz a medida: com pedras, com tijolos, com uma sulam tzori (escada tíria) e com uma sulam mitzri (escada egípcia), desde que a tenha fixado. Rabi Ba disse, em nome de Rav Yehudá: E mesmo que não a tenha fixado. Mas não se ensinou: “desde que a tenha fixado”? Disse Rabi Ba: Quer dizer: desde que a tenha destinado para isso. Rabi La decidiu a halachá conforme este tanaíta: desde que a tenha fixado.
Rabi Yoná e Rabi Yossi, os dois, um em nome de Mar Ukvan e o outro em nome de Rav Nachman bar Yaakov: É preciso que haja entre shelivá (degrau da escada) e shelivá menos de três palmos; é preciso que haja nela a largura de quatro palmos, e as hastes laterais completam os quatro. Yassa disse: Um kofet (bloco) em que se talharam degraus reduz a medida. De qualquer modo, as hastes não completam os dez; o bloco tornou-se como uma shelivá grossa.
Rabi Yassa disse, em nome de Rabi Bun bar Kahana: É preciso que a escada esteja afastada da parede quatro palmos, a medida de um lugar. Rabi Chizkiyá disse, em nome de Rabi Bun bar Kahana: Aquela shelivá que reduz a altura de dez precisa estar afastada da parede quatro palmos, a medida de um lugar.
Rabi Yaakov Deromaya perguntou: Se trouxe um dofen (parede, tábua lateral) de sete palmos e meio e o ergueu do chão menos de três, é permitido. Lá dizes: Tudo o que é menos de três é como fechado; e aqui dizes: Tudo o que é menos de quatro é como fechado? Se queres objetar, objeta assim: Se trouxe um dofen de quatro palmos e um pouco, e o ergueu do chão dois palmos menos um pouco, venha isto como o que disse Rabi Yochanan: A parte erguida e o vão se somam para quatro, desde que a parte erguida seja maior que o vão.
Esta é a primeira halachá do Perek Zayin, Challon, de Massechet Eruvin. A sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 7:1, inteira e sem diferença de conteúdo; as diferenças são de grafia, de vocalização e de pontuação: o Yerushalmi tem חֲצֵירוֹת, מִעָרְבִין, na segunda vez, e פָּחוּת, onde a avulsa tem חֲצֵרוֹת, מְעָרְבִין e פָּחוֹת; a avulsa tem as vírgulas. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 76a, logo depois de הַדְרָן עֲלָךְ הַדָּר, e ali se lê חֲצֵירוֹת, como no Yerushalmi, e פָּחוֹת, como na avulsa. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz o link para a discussão do Bavli sobre esta Mishná. A halachá ocupa seis segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros cinco é uma seção desta página.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que “dentro de dez” não exige que a janela inteira esteja abaixo de dez palmos do chão, mas basta que uma parte, mesmo mínima, esteja; que “fazem dois” é cada pátio por si, e “se quiserem, fazem um só” é que depositem juntos um só eruv, e fiquem como um só; e que a janela de menos de quatro por quatro não é como uma porta, e a que está inteira acima de dez não serve para o uso, e então a parede é uma divisória completa, e os pátios ficam proibidos um com o outro pelo alto do muro, pela janela e pelas fendas. O Penei Moshe acrescenta que isto vale para a janela entre dois pátios, mas que na janela entre duas casas, mesmo acima de dez, se quiserem fazem um só eruv, porque דביתא כמאן דמליא דמי, a casa é como se estivesse cheia. No Bavli, Eruvin 76b, é esta a palavra de Rav Nachman: אֲבָל חַלּוֹן שֶׁבֵּין שְׁנֵי בָתִּים אֲפִילּוּ לְמַעְלָה מֵעֲשָׂרָה נָמֵי, אִם רָצוּ לְעָרֵב — מְעָרְבִין אֶחָד, “mas a janela entre duas casas, mesmo acima de dez, se quiserem fazer eruv, fazem um só”; e Rava lhe objeta com a baraita אֶחָד לִי חַלּוֹן שֶׁבֵּין שְׁתֵּי חֲצֵירוֹת, וְאֶחָד לִי חַלּוֹן שֶׁבֵּין שְׁנֵי בָתִּים, que põe no mesmo plano as janelas entre pátios, casas, sótãos, telhados e quartos, todas de quatro por quatro dentro de dez. No Bavli, Eruvin 76a, a guemará pergunta se a Mishná segue Raban Shimon ben Gamliel, para quem כׇּל פָּחוֹת מֵאַרְבָּעָה כְּלָבוּד דָּמֵי, “tudo o que é menos de quatro é como lavud (junção de um vão estreito, como se estivesse fechado)”, e responde que, para a abertura, mesmo os rabanan concordam que só conta a de quatro por quatro.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica que as serigim são feitas diante das janelas como uma divisória de urdidura e trama, e o Korban HaEdah, que são varas finas cruzadas umas sobre as outras; e ambos dizem que, para o Shabat, se a janela tinha quatro por quatro e se puseram treliças nela, reduzem a medida, e fazem dois eruvin e não um. Para as chazakot, os dois remetem à Mishná da janela tíria, na avulsa Bava Batra 3:6, que no Yerushalmi é Bava Batra 3:8: חַלּוֹן הַמִּצְרִית אֵין לָהּ חֲזָקָה, וְלַצּוֹרִית יֶשׁ לָהּ חֲזָקָה, “a janela egípcia não tem chazaká, e a tíria tem chazaká”, e a egípcia é aquela em que a cabeça de um homem não pode entrar; ali, mesmo com treliças, a janela não perde a medida, porque, segundo o Penei Moshe, o dono pode tirá-las quando quiser, ou pode olhar através delas para o pátio do vizinho, enquanto no Shabat não pode tirá-las. Sobre o restolho e a palha, o Penei Moshe explica que quem os põe diante da janela não os anula, e vai tirá-los dali, mesmo no Shabat; mas a terra e as pedrinhas, ele as anula e não as tira. A Tosefta, na edição de Lieberman, Eruvin 7:12, diz: חלון שהוא ארבעה על ארבעה טפחים, עושה לה סריגית ומבטלה, “uma janela de quatro por quatro palmos: faz-lhe uma treliça e a anula”; no Sefaria comum, na Tosefta Eruvin 7:8, lê-se מורביות em lugar de סריגית.
Sobre a seção 02. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que Rabi Abba respondeu que a janela entre duas casas e a janela entre dois telhados têm a mesma regra que a janela entre dois pátios; e o Korban HaEdah diz que a resposta exclui, aqui, a regra de que a casa é como se estivesse cheia. A Tosefta, na edição de Lieberman, Eruvin 7:13, que no Sefaria comum é Tosefta Eruvin 7:9, traz a mesma lista: אחד חלון שבין שני בתים, ואחד חלון שבין שתי חצרות, ואחד חלון שבין שתי עליות, ואחד חלון שבין שתי גגות. Sobre os lulim, o Penei Moshe explica o lul como a abertura da casa para o telhado, e o Korban HaEdah, como a abertura no chão do andar de cima, mais alto que o chão da casa, e pergunta se se diz que as divisórias da abertura descem, e se faz um só eruv. No Bavli, Eruvin 76b, Rabi Abba pergunta a Rav Nachman sobre לוּל הַפָּתוּחַ מִן בַּיִת לַעֲלִיָּיה, “o lul aberto da casa para o sótão”, se precisa de escada fixa para ser permitido, e Rav Nachman responde que não precisa. A Mishná citada é a Mishná avulsa Eruvin 9:1, כָּל גַּגּוֹת הָעִיר, רְשׁוּת אַחַת, e a divergência de Rav e Shmuel, com as mesmas palavras, está no Yerushalmi Eruvin 9:1, na abertura da halachá, em nome de Rabi Yossi beRabi Bun, e de novo no fim dela, pelos rabanan de Cesareia, em nome de Rabi Yossi beRabi Bun. O Penei Moshe explica que, para Shmuel, o que passa de beit seatayim não permite transportar e precisa de eruv, e então se faz eruv pelo lul com as casas; e que, para Rav, tudo é um só domínio. O Korban HaEdah propõe ler aqui, e o Penei Moshe explica do mesmo modo, a continuação da Mishná, “e os sábios dizem: cada um é um domínio por si”, com a palavra de Rav, que só se transporta em quatro amot, e a de Shmuel, que se transporta em todo o telhado; e concluem que, para Rav, não se faz eruv pelo lul, e, para Shmuel, se faz, pois, assim como se diz que as divisórias sobem, diz-se que descem.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que “parte” é mesmo o mínimo, e que noventa e seis palmos é o perímetro do quadrado de quatro amot, pois cada lado tem vinte e quatro palmos, e cada amá tem seis palmos. Na última frase, os dois propõem ler היתה עגולה והיה בו היקף יותר מצ"ו, “se era redonda e havia nela um perímetro de mais de noventa e seis”, e a ligam à pergunta seguinte, sobre reduzir a medida com utensílios; Guggenheimer anota que a frase é um acréscimo do corretor do manuscrito. No Bavli, Eruvin 76a, Rabi Yochanan diz que חַלּוֹן עָגוֹל צָרִיךְ שֶׁיְּהֵא בְּהֶיקֵּפוֹ עֶשְׂרִים וְאַרְבָּעָה טְפָחִים, “a janela redonda precisa ter no seu perímetro vinte e quatro palmos”, e dois e um pouco deles dentro de dez; e ali mesmo a baraita ensina que, se a janela está quase toda acima de dez e uma parte dentro de dez, fazem dois e, se quiserem, um só. A Tosefta, na edição de Lieberman, Eruvin 7:10, que no Sefaria comum é Tosefta Eruvin 7:8, começa com חלון שמקצתה בתוך עשרה ומקצתה למעלה מעשרה, מערבין שנים, ואין מערבין אחד, “uma janela que está em parte dentro de dez e em parte acima de dez: fazem dois, e não fazem um”, ao contrário da baraita do Bavli e da nossa seção; o texto está assim nas duas edições do Sefaria.
Sobre a seção 04. O Korban HaEdah explica a pergunta: se puseram utensílios no chão, sob a janela, e reduziram a altura a menos de dez, vale a redução, embora os utensílios se possam mover no Shabat? O Penei Moshe explica o motivo de quem proíbe: para que não se esqueça e mova o utensílio no Shabat, pois todos os utensílios se movem, e, quando o tira, tudo se torna um só domínio e os pátios proíbem um ao outro. Sobre o kof, o Penei Moshe diz que é como um monte de pedras, que não se pode mover no Shabat; o Korban HaEdah lê למכבוש עליו כוף e explica que é pôr embaixo uma tigela emborcada para reduzir a medida, segundo quem diz que se reduz com utensílios. Guggenheimer anota que o escriba escreveu בר, e o corretor mudou para כד, e traduz כּוֹף por um monte de areia. No Bavli, Eruvin 77a, Rav Yechiel diz כָּפָה סֵפֶל — מְמַעֵט, “se emborcou uma tigela, reduz”, e a guemará objeta que דָּבָר הַנִּיטָּל בְּשַׁבָּת אֵינוֹ מְמַעֵט, “o que se move no Shabat não reduz”, e responde que é quando a fixou no chão. O hebraico diz רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי; aqui ficou Rav Chiya bar Ashi, como é o padrão do site para este nome.
Sobre a seção 05. O Penei Moshe diz que a baraita é da Tosefta, capítulo 7: na edição de Lieberman, Eruvin 7:10, que no Sefaria comum é Tosefta Eruvin 7:8, היתה כולה למעלה מעשרה, ומיעטה באבנים, ובכפתים, ובסולם הצורי, או שהביא נסר שרחב ארבעה טפחים וקבעו בה, מערבין שנים, ואם רצו מערבין אחד, “se estava toda acima de dez, e a reduziu com pedras, com blocos e com a escada tíria, ou trouxe uma tábua de quatro palmos de largura e a fixou nela, fazem dois e, se quiserem, um só”; a escada egípcia não está ali, e a mesma lista aparece na Tosefta Eruvin 6:10, no Sefaria comum, para a parede entre dois pátios. No Bavli, Eruvin 77b: סוּלָּם הַמִּצְרִי אֵינוֹ מְמַעֵט וְהַצּוֹרִי מְמַעֵט, “a escada egípcia não reduz, e a tíria reduz”; a egípcia é a que não tem quatro degraus, e não reduz porque se move no Shabat, enquanto da tíria se diz כּוֹבְדוֹ קוֹבְעוֹ, “o seu peso a fixa”; e ali Abaye fala de escadas de quatro palmos de largura, com menos de três palmos entre elas, e Rav Nachman, em nome de Rabá bar Avuha, da escada cujos degraus se projetam. O Korban HaEdah explica “desde que a tenha fixado” como fixar a escada com pregos, e lê רבי בא בשם ר"י; para Rabi Ba, fixar é destinar a escada a ficar ali para sempre, para subir e usar a janela; e Rabi La, que o Penei Moshe identifica com Rabi Ila, decidiu como a baraita, que exige fixar com pregos. O Korban HaEdah define a shelivá como as peças postas na largura da escada, e as hastes como as postas no comprimento. O hebraico diz הָעֲמוּדִין na primeira vez e הָעוֹמְדִין na segunda; o Penei Moshe e o Korban HaEdah entendem as duas como as hastes da escada. Sobre o kofet com degraus, o Penei Moshe lê מִכָּל מָקוֹם como pergunta, “e as hastes, que sobem acima dos degraus, não completam os dez?”, com a resposta de que o bloco se tornou como um degrau grosso; o Korban HaEdah lê como afirmação, e assim ficou aqui. Sobre “a medida de um lugar”, o Penei Moshe explica que, sem isso, a escada é como uma saliência da própria parede, e o Korban HaEdah, que é preciso lugar para subir, pois numa escada em pé não é cômodo subir; e a palavra de Rabi Chizkiyá explica que só o degrau que fica dentro de dez da janela precisa estar afastado quatro palmos.
A pergunta de Rabi Yaakov Deromaya vem do Yerushalmi Eruvin 1:9, na halachá das três cordas, onde se lê הֵבִיא דוֹפָן שֶׁלְשִׁבְעָה טְפָחִים, sem וּמֶחֶצָה, e כָּל פָּחוּת מִשְּׁלֹשָׁה כְסָתוּם nas duas frases, e onde a segunda tábua aparece como (אַרְבָּעָה) [שִׁבְעָה]; ali também está a palavra de Rabi Yochanan, הָעוֹמֵד וְהֶחָלָל מִצְטָרְפִין בְּאַרְבָּעָה. O Penei Moshe diz que וּמֶחֶצָה está aqui a mais, e explica a objeção: aqui se exige que a escada esteja afastada quatro palmos, e o que é menos é como fechado e colado à parede, enquanto no capítulo 1 menos de três já é como fechado; e a resposta é que aqui não se trata de lavud, mas de exigir um lugar significativo. O Korban HaEdah propõe ler aqui סולם em lugar de דופן e, na segunda tábua, três palmos menos um pouco; o texto ficou aqui como está no Sefaria.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer traduz עָפָר וּצְרוֹרוֹת como “pebbles and provender”, e aqui ficou “terra e pedrinhas”. Na seção 05, ele traduz דוֹפָן שֶׁלְשִׁבְעָה טְפָחִים וּמֶחֶצָה como “a board of seven hand-breadths”, sem o meio, e aqui ficou “sete palmos e meio”; ele traduz הֵבִיא דוֹפָן na segunda vez como “a wall”, e aqui ficou dofen nas duas; lê יָיבֹא כַיִי דָמַר רִבִּי יוֹחָנָן como pergunta, e aqui ficou como afirmação, segundo o Korban HaEdah; e escreve “the Elder Rebbi Ḥiyya”, “Rebbi Ismael ben Rebbi Yose”, “Rebbi Isaac bar Ṭevlai”, “Rebbi Joḥanan bar Marius”, “Rebbi Abun bar Cahana”, “Rebbi Jacob the Southerner”, “Rebbi Abba” para רִבִּי בָּא e “Yasa”, que aqui são Rabi Chiya Rabá, Rabi Yishmael beRabi Yossi, Rabi Yitzchak bar Tavlai, Rabi Yochanan bar Maria, Rabi Bun bar Kahana, Rabi Yaakov Deromaya, Rabi Ba e Yassa. Ele põe a baraita da seção 05 entre aspas; aqui as aspas ficaram só na citação “desde que a tenha fixado”, que a guemará repete como palavra da baraita.
Nomes nesta página: Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵה בֵּירִבִּי בּוּן, na seção 01; Rabi Abba, רִבִּי אַבָּא, e Rabi Aba Mari, רִבִּי אַבָּמָרִי, com Rav e Shmuel, na seção 02; Rav Chiya bar Ashi, רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי, Rabi Yoná, Rabi Yitzchak bar Tavlai, רִבִּי יְצְחָק בַּר טֶבָלַיי, Rabi Yochanan, Rabi Chiya Rabá, רִבִּי חִיָיה רַבָּה, Rabi Yishmael beRabi Yossi, רִבִּי יִשְׁמָעֵאל בֵּירִבִּי יוֹסֵי, e Rabi Yochanan bar Maria, רִבִּי יוֹחָנָן בַּר מַרְיָיה, na seção 04; Rabi Ba, רִבִּי בָּא, Rav Yehudá, Rabi La, Rabi Yoná e Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵה, Mar Ukvan, Rav Nachman bar Yaakov, Yassa, יָסָא, sem o título, Rabi Yassa, Rabi Bun bar Kahana, Rabi Chizkiyá, Rabi Yaakov Deromaya, רִבִּי יַעֲקֹב דְּרוֹמִיָּא, e Rabi Yochanan, na seção 05. Na nota: Raban Shimon ben Gamliel, Rav Nachman, Rava, Rav Yechiel, Abaye, Rabá bar Avuha e Rabi Ila.
Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: o da coluna da edição de Veneza 24b, no início da seção 01; o da página da edição de Vilna 45b, no meio da seção 02, antes de רְשׁוּת אַחַת; e o da página da edição de Vilna 46a, no início da seção 04. Não há marcador numérico, nem a marca פיס׳, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. Foram mantidas as abreviações כול׳, na seção 01, e וכו׳, na seção 03, e as grafias do Sefaria, como מִעָרְבִין, תִּשְׁעִיֹם, מַחֲלוֹקֲת, יְצְחָק, וִיטַלְטְלְֶנּוּ, בְשִֵׁם e הֵבִיָא; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria. A seção 02 e a seção 04 foram divididas em dois pares cada, e a seção 05, em quatro, nos pontos em que muda o assunto.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 7:1 e 9:1 e Bava Batra 3:6; Bavli Eruvin 76a, a Mishná, Raban Shimon ben Gamliel e o lavud, a baraita da janela em parte dentro de dez e a janela redonda de Rabi Yochanan; 76b, Rav Nachman, a objeção de Rava e o lul aberto da casa para o sótão; 77a, Rav Yechiel e a tigela emborcada; 77b, as escadas egípcia e tíria, Abaye e Rabá bar Avuha; Tosefta Eruvin 7:10, 7:12 e 7:13, na edição de Lieberman, que no Sefaria comum são Tosefta Eruvin 7:8 e 7:9, e Tosefta Eruvin 6:10, no Sefaria comum; Yerushalmi Eruvin 1:9, 9:1 e Bava Batra 3:8; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá. Referências corrigidas: a nota 23 de Guggenheimer cita a “Mishnah Bava batra 3:8”, que é a numeração do Yerushalmi, e na Mishná avulsa é Bava Batra 3:6; a nota 36 cita a “Tosephta 7:10”, que é a numeração de Lieberman, e no Sefaria comum é Tosefta Eruvin 7:8; a nota 44 remete ao “Chapter 1”, que é o Yerushalmi Eruvin 1:9, conferido; e a nota 26 remete à Mishná 9:1, conferida. A remissão de Guggenheimer ao Bavli 89a–90b não foi conferida e não entrou.
Leituras incertas. Na seção 02, לוּלִים ficou lulim, com a glosa geral de aberturas no teto, sem decidir entre a abertura para o telhado, do Penei Moshe, e a abertura no chão do andar de cima, do Korban HaEdah. Na seção 03, הֵיקֵף ficou “perímetro”, e a última frase, הַיְתָה עֲגוּלָה וְהָיָה בוֹ הֵיקֵף תִּשְׁעִים וכו׳, ficou literal, “noventa etc.”, sem a correção dos comentaristas. Na seção 04, a cadeia רִבִּי יוֹנָה רִבִּי יְצְחָק בַּר טֶבָלַיי אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן foi lida como dois transmissores, com “e”; תַּמָּן, “lá”, é a Babilônia, segundo Guggenheimer; e לְמִיכְבּוֹשׁ עֲלוֹי כּוֹף ficou “assentar sobre ele um kof”, com a glosa neutra de bloco firme, entre o monte de pedras do Penei Moshe e a tigela emborcada do Korban HaEdah. Na seção 05, כְדֵין תַּנָּיָיה ficou “conforme este tanaíta”; הוֹרֵי, “decidiu a halachá”; כּוֹפֶת שֶׁהִדְרִיגוֹ, “um kofet em que se talharam degraus”; כְּדֵי מָקוֹם, “a medida de um lugar”; הָעוֹמְדִין ficou “as hastes”, como הָעֲמוּדִין; e הָעוֹמֵד וְהֶחָלָל, “a parte erguida e o vão”.
A Mishná seguinte, Eruvin 7:2, no Yerushalmi, trata da parede entre dois pátios: “כּוֹתֶל שֶׁבֵּין שְׁתֵּי חֲצֵירוֹת גָּבוֹהַּ. עֲשָׂרָה וְרָחָב אַרְבָּעָה מְעָרְבִין שְׁנַיִם וְאֵין מְעָרְבִין אֶחָד…”, “uma parede entre dois pátios, alta de dez e larga de quatro: fazem dois eruvin e não fazem um…”, com os frutos no alto dela e a brecha de até dez amot.
Com esta halachá, abre-se o Perek Zayin de Massechet Eruvin, Challon (חַלּוֹן).