Segunda halachá do Perek Vav, HaDar (quem mora), de Massechet Eruvin. A Mishná traz o relato de Raban Gamliel sobre um saduceu que morava com eles num beco em Jerusalém: o seu pai lhes disse que se apressassem a levar todos os utensílios para o beco, antes que o saduceu levasse os seus e lhes proibisse o transporte; e Rabi Yehudá conta a mesma palavra em outra formulação, “fazei as vossas necessidades no beco”. A guemará começa com a palavra de Kahana, de que a halachá não é como Rabi Yehudá, e com a discussão sobre a regra de seguir quem é leniente nos eruvin; traz, em nome de Rav, o pátio com duas aberturas em que moram um israelita e um gentio, em que se segue a abertura habitual; ensina que o residente não judeu, o escravo residente e o apóstata que age abertamente são como o gentio, e traz duas baraitot sobre o questor e a tropa alojada; e termina com a divergência de Rabi Meir e dos sábios sobre a renúncia ao domínio do saduceu e sobre o voltar atrás nela. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 61b.
Mishná: Disse Raban Gamliel: Houve um caso com um tzedoki (saduceu) que morava conosco no mavoi (beco) em Jerusalém. Disse-nos o meu pai: Apressai-vos e levai todos os utensílios para o mavoi, antes que ele leve os seus para fora e vos proíba o transporte. Rabi Yehudá diz em outra formulação: Apressai-vos e fazei as vossas necessidades no mavoi, antes que ele leve para fora e vos proíba o transporte.
“Disse Raban Gamliel: Houve um caso com um tzedoki” etc. Rabi Achá e Rabi Chinena, em nome de Kahana: A halachá (a norma prática) não é como Rabi Yehudá. Pois, se não fosse assim, o que diríamos? Quando divergem Rabi Yudá e os sábios, seria a halachá como Rabi Yudá? Certamente não.
Mas precisou dizê-lo porque disse Rabi Yaakov bar Idi em nome de Rabi Yehoshua ben Levi: A halachá é como as palavras de quem é leniente nas leis dos eruvin (as junções de Shabat); e por causa da palavra de Rabi Yitzchak bar Nachman em nome de Rabi Yehoshua ben Levi: A halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri. E nós objetamos a respeito dela:
Não disse assim Rabi Yaakov bar Idi, que disse Rabi Yehoshua ben Levi: A halachá é como as palavras de quem é leniente nas leis dos eruvin? E não disse assim Rabi Yitzchak bar Nachman em nome de Rabi Yehoshua ben Levi: A halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri? Para que a segunda? E nós objetamos a respeito dela. Pensavam dizer: a regra vale num indivíduo diante de outro indivíduo, mas um indivíduo diante dos sábios, não.
Veio Rabi Yaakov bar Achá e trouxe: Rabi Yaakov bar Idi, em nome de Rabi Yehoshua ben Levi: A halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri, mesmo quando os sábios divergem dele. E aqui também seria a halachá como Rabi Yudá, mesmo quando os sábios divergem dele.
Rabi Yirmeyá, em nome de Rav: Um chatzer (pátio) que tem duas aberturas, e um israelita e um goy (gentio) moram nele: no israelita, tu segues o ragil (o habitual); e no goy, tu segues o que não é habitual. Se havia um israelita daqui e um israelita dali, e o goy no meio, tanto o israelita como o goy seguem o habitual. Se renunciou ao seu domínio no habitual, o que não é habitual tornou-se habitual. Se alugou o seu domínio no habitual, o que não é habitual tornou-se habitual. Se fez eruv no que não é habitual, o habitual não ficou permitido.
O guer toshav (residente não judeu), e o eved toshav (escravo residente), e o meshumad (apóstata) abertamente: eis que é como o goy para todas as coisas. Há tanaim (mestres da Mishná) que ensinam: “O kvestor (o questor, funcionário do governo) proíbe imediatamente, e a achsanyá (a tropa alojada), depois de trinta dias.” Há tanaim que ensinam: “O kvestor proíbe depois de trinta dias, e a achsanyá não proíbe nunca.”
Quem diz: “O kvestor proíbe imediatamente”, fala do habitual; “e a achsanyá, depois de trinta dias”, do que não é habitual. E quem diz: “O kvestor proíbe depois de trinta dias”, fala daqueles que entram com autorização; “e a achsanyá não proíbe nunca”, daqueles que entram sem autorização.
Rabi Yaakov bar Achá, em nome de Rabi Lazar: O que há entre eles é a bitul reshut (renúncia ao domínio). Rabi Meir diz: Ele tem renúncia ao domínio. E os rabanan (os sábios) dizem: Ele não tem renúncia ao domínio.
Rabi Meir diz: Ele tem renúncia ao domínio; e tu dizes: “Apressai-vos”? Ainda que Rabi Meir diga: Ele tem renúncia ao domínio, ele concorda que é preciso que tenham adquirido a posse do mavoi primeiro. E assim se ensina numa baraita: “Porque ele renuncia ao seu domínio como um israelita; palavras de Rabi Meir.” E o que se ensina: “Seja por erro, seja de propósito, eis que este proíbe”? Assim é a matnita (a Mishná): “Não proíbe.”
Rabi Achá, em nome de Rabi Chinena: Todo o mundo concorda que ele, o saduceu, tem renúncia ao domínio. Em que divergem? Divergem em voltar atrás nela. Rabi Meir diz: Renuncia ao seu domínio e pode voltar atrás. E os rabanan dizem: Renuncia ao seu domínio e não pode voltar atrás.
Rabi Meir diz: Renuncia ao seu domínio e pode voltar atrás; e tu dizes: “Apressai-vos”? Ainda que Rabi Meir diga: Renuncia ao seu domínio e pode voltar atrás, ele concorda que é preciso que tenham adquirido a posse do mavoi primeiro. E assim se ensina numa baraita: “Porque ele renuncia ao seu domínio como um israelita; palavras de Rabi Meir.” E o que se ensina: “Seja por erro, seja de propósito, eis que este proíbe”? Assim é a matnita: “Não proíbe.”
Esta é a segunda halachá do Perek Vav de Massechet Eruvin, HaDar, e a sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 6:2, inteira. As diferenças de conteúdo são estas: o Yerushalmi tem אָמַר לָנוּ אַבָּא, “disse-nos o meu pai”, e a avulsa, וְאָמַר לָנוּ אַבָּא, com “e”; o Yerushalmi tem בַּמָּבוֹי, “no mavoi”, com artigo, e a avulsa, בְּמָבוֹי, “num mavoi”; e o Yerushalmi tem בְּלָשׁוֹן אַחֵרֶת, no feminino, e a avulsa, בְּלָשׁוֹן אַחֵר. São só de grafia ou de vocalização בִצְדוּקִי por בִצְדוֹקִי, בִּירוּשָׁלֵם por בִּירוּשָׁלַיִם, וְיֶאֱסוֹר por וְיֶאֱסֹר, duas vezes, e רִבִּי por רַבִּי, além das vírgulas da avulsa. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 61b, junto com a Mishná anterior, e lê בְּצַדּוּקִי, בְּמָבוֹי, וְאָמַר לָנוּ אַבָּא e אֶת הַכֵּלִים, sem כָּל, e, na palavra de Rabi Yehudá, בְּלָשׁוֹן אַחֵר. A halachá ocupa cinco segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros quatro é uma seção desta página.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam a Mishná pela guemará do Bavli, Eruvin 68b, que pergunta צַדּוּקִי מַאן דְּכַר שְׁמֵיהּ, “quem mencionou o saduceu?”, e responde que falta algo na Mishná, que deve ser lida assim: צַדּוּקִי הֲרֵי הוּא כְּגוֹי, וְרַבָּן גַּמְלִיאֵל אוֹמֵר: צַדּוּקִי אֵינוֹ כְּגוֹי, “o saduceu é como o gentio; e Raban Gamliel diz: o saduceu não é como o gentio”. Segundo os dois, o saduceu tinha renunciado ao seu domínio, e o pai de Raban Gamliel mandou que se apressassem a levar os utensílios para o mavoi e a tomar posse dele, antes que o saduceu levasse os seus primeiro e voltasse a tomar posse do seu domínio; daí se aprende que, para Raban Gamliel, o saduceu não é como o gentio, porque do gentio seria preciso alugar, e quem alugou não pode voltar atrás. Sobre Rabi Yehudá, os dois explicam que, para ele, Raban Gamliel pensa que o saduceu é como o gentio, e que o caso não é prova: “fazei as vossas necessidades” quer dizer enquanto ainda é dia, e “antes que ele leve para fora” quer dizer “antes que o dia saia”. O Penei Moshe conclui que os saduceus que guardam o Shabat em público e não reconhecem a lei do eruv não são como o gentio, e podem renunciar ao seu domínio; só quem profana o Shabat em público é como o gentio, e dele se aluga. No Bavli, Eruvin 68b, a baraita traz o caso com Raban Gamliel falando aos seus filhos, e, na palavra de Rabi Yehudá, עַד שֶׁלֹּא תֶּחְשַׁךְ, “antes que escureça”; e em Eruvin 69a a guemará diz אֵימָא ״עַד שֶׁלֹּא יוֹצִיא הַיּוֹם״, “lê: antes que o dia saia”, ou que uma palavra fala do mumar (apóstata) que profana o Shabat em particular, e a outra do que o profana em público.
Sobre a seção 01. O trecho é quase o mesmo do Yerushalmi Eruvin 1:1, onde a palavra de Kahana, אֵין הֲלָכָה כְרִבִּי יוּדָה, se refere a Rabi Yudá na Mishná do mavoi alto mais que vinte amot; ali o אֵין está entre colchetes no Sefaria, e a passagem continua com Shmuel, que diz que a halachá é como quem é leniente nos eruvin, com Rav Chiya bar Ashi, que pergunta pelas pontes abertas, e com o fecho סָבַר כַּהֲנָא כְּהָדָא דִשְׁמוּאֵל. לְפוּם כֵּן צָרַךְ מֵימַר. אֵין הֲלָכָה כְרִבִּי יוּדָה, “Kahana pensava como esta de Shmuel; por isso precisou dizer: a halachá não é como Rabi Yudá”. Guggenheimer anota que o copista do manuscrito escreveu aqui só uma remissão ao começo do primeiro capítulo, e que o revisor a apagou e pôs no lugar uma cópia um pouco abreviada de lá; por isso a seção 01 termina sem esse fecho. As diferenças em relação ao Yerushalmi Eruvin 1:1 são estas: aqui se lê דָּמַר e מִי שֶׁהוּא מֵיקַל, e lá דְּאָמַר e הַמֵּיקַל; aqui, na primeira menção, וּמִדְּרִבִּי יִצְחָק בַּר נַחְמָן, e lá וְאָמַר רִבִּי נַחְמָן בַּר יִצְחָק; aqui וַאֲפִילוּ חֲכָמִים חֲלוּקִין עָלָיו, e lá הַחֲלוּקִין, com artigo. O Korban HaEdah explica: se Kahana não tivesse dito que a halachá não é como Rabi Yehudá, pensaríamos que é? Pois Rabi Yehudá e os sábios divergem, e a halachá é certamente como os sábios; e responde que precisou dizê-lo por causa da regra de quem é leniente nos eruvin. A objeção é que a segunda palavra, sobre Rabi Yochanan ben Nuri, seria desnecessária, porque ele também é leniente; e a resposta é que se pensava que a regra vale para um indivíduo diante de outro, e não diante dos muitos. A última frase, segundo ele, ou devolve a pergunta ao seu lugar, ou explica que, sem a palavra de Kahana, se poderia pensar que a halachá é como Rabi Yudá, que é leniente, mesmo diante dos sábios. O Korban HaEdah lê ainda ומתרצינן עלה, “e respondemos a respeito dela”, no lugar do segundo וְקַשְׁיָינָן עֲלֵהּ; a tradução segue o texto do Sefaria.
Sobre a seção 02. O Korban HaEdah explica que o pátio tem duas aberturas para dois mavoyot: o israelita só proíbe no mavoi pelo qual costuma passar, e o gentio proíbe nos dois, porque talvez resolva, no Shabat, sair pela abertura que não é habitual; quando há um israelita de cada lado e o gentio no meio, todos usam a mesma abertura, e o gentio vai atrás deles. Se o israelita renunciou ao seu domínio no mavoi habitual, ou o alugou, a outra abertura passa a ser a habitual, e ele proíbe ali; e se fez eruv com os do mavoi que não é habitual, os do habitual não ficam permitidos, porque isto se diz para o rigor, e não para a leniência. O Penei Moshe explica de outro modo: trata-se de um pátio interior, aberto para o mavoi e para um pátio exterior; o interior é chamado habitual, porque os seus moradores costumam passar pelo exterior, e o gentio, que tem passagem pelo exterior, proíbe ali até que alugue o seu domínio ao morador do pátio exterior. Guggenheimer remete aqui ao Bavli, Eruvin 49a, onde não se encontrou a regra do habitual; a referência não foi citada.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica que o guer toshav e o eved toshav são os que aceitaram não servir à idolatria, mas não guardam o Shabat; e, com eles, o israelita apóstata que profana o Shabat abertamente: todos são como o gentio, a renúncia ao domínio deles não vale, e é preciso que aluguem o seu domínio. O Korban HaEdah explica בְּגִילּוּי פָנִים como בפרהסיא, “em público”. É a Tosefta Eruvin 5:18, na edição de Lieberman, que no Sefaria comum é a Tosefta Eruvin 5:14: ישראל המחלל את השבת בפרהסיא אין צריך לבטל רשות, “o israelita que profana o Shabat em público não precisa renunciar ao domínio”, e ישראל נותן רשות ומבטל רשות, ובגוי עד שעה שישכיר, “o israelita dá o domínio e renuncia ao domínio, e no gentio, até que alugue”; o texto comum corrige צריך para יכול, “não pode renunciar”. No Bavli, Eruvin 69a, a guemará lê a baraita מוּמָר בְּגִילּוּי פָּנִים — אֵינוֹ יָכוֹל לְבַטֵּל רְשׁוּת, “o apóstata que age abertamente não pode renunciar ao domínio”, e a atribui a Rabi Yehudá; ali mesmo Rav Huna diz אֵיזֶהוּ יִשְׂרָאֵל מוּמָר — זֶה הַמְחַלֵּל שַׁבָּתוֹת בְּפַרְהֶסְיָא, “quem é o israelita apóstata? O que profana os Shabatot em público”; e em Eruvin 69b se traz a baraita de que o israelita apóstata que guarda o seu Shabat na rua renuncia ao domínio, e o que não guarda, não renuncia. A comparação entre o Shabat e a idolatria, com a baraita das oferendas aceitas dos transgressores de Israel, exceto הַמְשׁוּמָּד, וּמְנַסֵּךְ אֶת הַיַּיִן, וּמְחַלֵּל שַׁבָּתוֹת בְּפַרְהֶסְיָא, está no Bavli, Eruvin 69b, e no Bavli, Chulin 5a. As duas baraitot do kvestor e da achsanyá correspondem à Tosefta Eruvin 5:22, em Lieberman, que no Sefaria comum é 5:16: קסדור הבא לעיר עד שלשים יום הרי זה אוסר מיד, “o kasdor que vem à cidade por até trinta dias proíbe imediatamente”, quando lhe destinaram uma casa para morar, e אכסני לעולם אין אוסר, “o hóspede nunca proíbe”. O Penei Moshe identifica o kvestor com o kasdor da Tosefta, um dos oficiais do rei; o Korban HaEdah diz que é um título de cargo, como o soldado, um agente da ordem, e que a achsanyá é a tropa do rei. Sobre as duas opiniões, o Penei Moshe explica que o kvestor que proíbe imediatamente é o que costuma vir ali, e é como morador; e o Korban HaEdah, que o kvestor entra com autorização do rei, e é como dono da casa, ao passo que a tropa que entra sem essa autorização nunca proíbe.
Sobre a seção 04. Os dois comentaristas explicam que Rabi Meir e Rabi Yehudá divergem sobre o saduceu segundo Raban Gamliel: Rabi Meir é o primeiro tana da Mishná, e diz que o saduceu tem renúncia ao domínio, como o israelita; Rabi Yehudá diz que não. A pergunta é: se o saduceu já renunciou, por que se apressar? E a resposta é que, mesmo para Rabi Meir, é preciso que os moradores tomem posse do mavoi primeiro, porque, se ele levar os seus utensílios depois, volta a proibir. A citação “seja por erro, seja de propósito, eis que este proíbe” é a Mishná avulsa Eruvin 6:4, מִי שֶׁנָּתַן רְשׁוּתוֹ וְהוֹצִיא, בֵּין בְּשׁוֹגֵג בֵּין בְּמֵזִיד, הֲרֵי זֶה אוֹסֵר, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר, “quem deu o seu domínio e levou para fora, seja por erro, seja de propósito, eis que este proíbe: palavras de Rabi Meir”; e o “assim é a matnita: não proíbe” corrige a leitura dela, segundo o Penei Moshe. Assim também no Bavli, Eruvin 68b e 69a: Rav Achá bar Chana, em nome de Rav Sheshet, traz a mesma palavra de Rabi Meir; a guemará pergunta, sobre a baraita de Raban Gamliel, se ele não proíbe quando leva para fora depois deles, se a Mishná ensina que proíbe; e Rav Yosef responde אֵימָא ״אֵינוֹ אוֹסֵר״, “lê: não proíbe”; e Abaye distingue entre o caso em que os moradores do mavoi tomaram posse dele e o caso em que não tomaram. Sobre a palavra de Rabi Achá, o Korban HaEdah propõe ler o contrário, רמ"א מבטל רשותו ואינו חוזר בו רבנן אמרי מבטל רשותו וחוזר בו, “Rabi Meir diz: renuncia e não volta atrás; os rabanan dizem: renuncia e volta atrás”; a tradução segue o texto do Sefaria. No Bavli, Eruvin 68b, Rav e Shmuel divergem se se renuncia e se volta a renunciar.
Leituras incertas. Na Mishná, אַבָּא ficou “o meu pai”, segundo os comentaristas, que leem o pai de Raban Gamliel; e עַד שֶׁלֹּא יוֹצִיא foi completado com “os seus para fora”, segundo o Penei Moshe, embora Rabi Yehudá o leia como “antes que o dia saia”. Na seção 01, וְקַשְׁיָינָן עֲלֵהּ ficou “e nós objetamos a respeito dela”, as duas vezes, como no hebraico; “para que a segunda?” foi completado segundo o Korban HaEdah; e a última frase ficou como afirmação, como no hebraico. Na seção 02, o sujeito de בִּיטֵּל רְשׁוּתוֹ הָרָגִיל, הִשְׂכִּיר e עֵירֵב não está explícito, e a tradução não decide se é o israelita ou o gentio; הָרָגִיל ficou “o habitual”, sem decidir se é a abertura, o mavoi ou o pátio. Na seção 03, הַקְּוֶסְטוֹר ficou kvestor, “questor”, e אַכְסַנְיַיא ficou achsanyá, “a tropa alojada”, entre a tropa do Korban HaEdah e o hóspede da Tosefta; בִּרְשׁוּת ficou “com autorização”. Na seção 04, בִּיטּוּל רְשׁוּת בֵּינֵיהוֹן ficou “o que há entre eles é a bitul reshut”; e מוֹדֶה הוּא שֶׁזְּכוּ בַּמָּבוֹי תְחִילָּה ficou “concorda que é preciso que tenham adquirido o mavoi primeiro”, segundo o Penei Moshe.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer escreve, na primeira menção, “Rebbi Naḥman bar Isaac”, onde o hebraico tem רִבִּי יִצְחָק בַּר נַחְמָן, e a tradução diz Rabi Yitzchak bar Nachman; ele traduz a última frase como pergunta, “Why should practice not follow Rebbi Jehudah…?”, e aqui ficou afirmação; e ele traduz הֲלָכָה como “practice”, e aqui ficou halachá. Ele escreve “Rebbi Jehudah” para רִבִּי יְהוּדָה, רִבִּי יוּדָא e רִבִּי יוּדָה, e aqui ficou Rabi Yehudá e Rabi Yudá, como no hebraico. Na seção 02, ele traduz שְׁנֵי פְתָחִים como “two gates”, e aqui ficou “duas aberturas”; e põe “he” como sujeito de בִּיטֵּל, entendido como o gentio, e aqui ficou sem sujeito. Na seção 03, ele traduz גֵּר תּוֹשָׁב “semi-convert”, e aqui ficou residente não judeu; e אַכְסַנְיַיא “a troop of soldiers”. Na seção 04, ele escreve “Rebbi Eleazar” para רִבִּי לָעְזָר, e aqui ficou Rabi Lazar; “Rebbi Ḥinena” é aqui Rabi Chinena.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 6:2 e 6:4; Bavli Eruvin 61b, a Mishná; 68b, a baraita de Raban Gamliel e dos seus filhos, a palavra de Rabi Meir e Rabi Yehudá sobre quem deu o domínio e levou para fora, e Rav e Shmuel; 69a, Rav Yosef, Abaye, “antes que o dia saia”, o apóstata que age abertamente e Rav Huna; 69b, o apóstata que guarda o Shabat na rua e a baraita das oferendas; Bavli Chulin 5a, a mesma baraita; Tosefta Eruvin 5:18 e 5:22, na edição de Lieberman, que no Sefaria comum são 5:14 e 5:16; Yerushalmi Eruvin 1:1; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá. Referências corrigidas ou não citadas: as notas 40 e 42 de Guggenheimer citam a “Tosephta 5:18” e a “Tosephta 5:22”, na numeração de Lieberman, que no Sefaria comum são 5:14 e 5:16; a nota 35 remete ao Bavli 49a, onde a regra do habitual não foi encontrada, e não foi citada. A Mishná está no Bavli em Eruvin 61b, e é para lá que aponta o link do alto da página; a guemará do Bavli sobre ela, em Eruvin 68b a 69a, ainda não está publicada neste site, que vai até 61b.
Nomes nesta página: Raban Gamliel, רַבָּן גַּמְלִיאֵל e רַבָּן גָּמְלִיאֵל; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה; Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָא e רִבִּי יוּדָה; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָא; Kahana, כַּהֲנָא; Rabi Yaakov bar Idi, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אִידִי; Rabi Yehoshua ben Levi, רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי; Rabi Yitzchak bar Nachman, רִבִּי יִצְחָק בַּר נַחְמָן; Rabi Yochanan ben Nuri, רִבִּי יוֹחָנָן בֶּן נוּרִי; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה; Rav, רַב; Rabi Lazar, רִבִּי לָעְזָר; Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר. Na nota: Shmuel, Rav Chiya bar Ashi, Rav Achá bar Chana, Rav Sheshet, Rav Yosef, Abaye e Rav Huna.
Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha da edição de Vilna 38b, na seção 01, antes do primeiro וְקַשְׁיָינָן, e 39a, na seção 04, antes de בִּיטּוּל רְשׁוּת; não há marcador de coluna de Veneza, nem marcador numérico, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. As marcas פיס׳ e כול׳ foram mantidas, assim como as grafias do Sefaria, como יהוֹשֻׁעַ, sem vogal no yod, הַרֵי, אֹסֵר ao lado de אוֹסֵר, שֶׁהּוא, מַָתְנִיתָא, com dois sinais de vogal, e אוּסֵר, no fim da seção 04.