Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Vav · Halachá 1 (abertura do capítulo)
עֵרוּבִין

HaDar: quem mora com o gentio no pátio; o pátio do gentio é como curral e estábulo

Perek Vav, HaDar, Halachá 1 (abertura do capítulo), no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Primeira halachá do Perek Vav de Massechet Eruvin, que abre o sexto capítulo, HaDar (quem mora), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. Depois do capítulo sobre o ibur das cidades e o techum, o capítulo passa ao eruv chatzerot (o eruv dos pátios): quem, morando no mesmo pátio, proíbe aos outros o transporte, o gentio de quem é preciso alugar o domínio, o saduceu e a renúncia ao domínio, os sócios que não precisam de eruv, os que passam o Shabat num mesmo salão, os irmãos que comem à mesa do pai e os pátios que se abrem uns para os outros. A Mishná ensina que quem mora num pátio com um gentio, ou com quem não reconhece o eruv, fica proibido de transportar no pátio, e Rabi Eliezer ben Yaakov diz que o gentio só proíbe quando há ali dois israelitas que proíbem um ao outro. A guemará traz a palavra de que o pátio do gentio é como curral e estábulo de animais, e a troca de objeções entre os sábios e Rabi Eliezer ben Yaakov sobre o israelita que mora num pátio com um animal; e termina com a palavra de Rabi Yochanan, de que a halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri, e com a pergunta de Rabi Hoshayá sobre a necessidade dessa regra. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 61b.

Abre-se Perek Vav de Massechet Eruvin · HaDarהַדָּר

A Mishná · מַתְנִיתִין

הַדָּר עִם הַנָּכְרִי בֶחָצֵר אוֹ עִם מִי שֶׁאֵינוֹ מוֹדֶה בָעֵירוּב הֲרֵי זֶה אוֹסֵר עָלָיו. רִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב אוֹמֵר לְעוֹלָם אֵינוֹ אוֹסֵר עַד שֶׁיְהוּ שְׁנֵי יִשְׂרְאֵלִים אוֹסְרִין זֶה עַל זֶה:

Mishná: Quem mora com o nochri (gentio) no chatzer (pátio), ou com quem não reconhece o eruv (a junção que permite transportar no Shabat), eis que este lhe proíbe o transporte no pátio. Rabi Eliezer ben Yaakov diz: Nunca o gentio proíbe, até que haja dois israelitas no pátio que proíbem um ao outro.

A Halachá · הֲלָכָה א

01O pátio do gentio é como curral e estábulo; o animal proíbe ou não proíbe?
Yerushalmi · Eruvin 6:1
הַדָּר עִם הַנָּכְרִי בֶחָצֵר כול׳. חָצֵר שֶׁלְּנָכְרִֵי כְּדִיר וְסַהַר שֶׁלְבְּהֵמָה. מְתִיבִין רַבָּנִין לְרִבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב. אִילּוּ יִשְׂרָאֵל וּבְהֵמָה שֶׁהָיוּ דָרִים בְּחָצֵר שֶׁמָּא אֵין הַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת. כְּשֶׁם שֶׁהַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת כָּךְ הַגּוֹי אוֹסֵר. מְתִיב רִבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב לְרַבָּנִין. אִילּוּ יִשְׂרָאֵל וּבְהֵמָה שֶׁהָיוּ דָרִין בְּחָצֵר מָה הַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת. כְּשֶׁם שֶׁאֵין הַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת כָּךְ הַגּוֹי אֵינוֹ אוֹסֵר.

“Quem mora com o nochri no pátio” etc. O pátio do nochri é como dir (curral) e sahar (estábulo) de behemá (animal doméstico). Os rabanan (os sábios) objetaram a Rabi Eliezer ben Yaakov: Se um israelita e um animal morassem num pátio, acaso o animal não proíbe o transporte? Assim como o animal proíbe, assim o goy (gentio) proíbe. Rabi Eliezer ben Yaakov objetou aos rabanan: Se um israelita e um animal morassem num pátio, o que o animal proíbe? Assim como o animal não proíbe, assim o goy não proíbe o transporte.

02A halachá como Rabi Yochanan ben Nuri; a pergunta de Rabi Hoshayá
Yerushalmi · Eruvin 6:1
רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא רִבִּי יָסָא בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. הֲלָכָה כְרִבִּי יוֹחָנָן בֵּן נוּרִי. רִבִּי הוֹשַׁעְיָה בָעֵי. מַה צְרִיכָה כְּהָדָא דְתַנֵּי רִבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב. בְּרַם כְּרַבָּנִין חֲלוּקִין עַל רִבִּי יוֹחָנָן בֵּן נוּרִי.

Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Yassa, em nome de Rabi Yochanan: A halachá (a norma prática) é como Rabi Yochanan ben Nuri. Rabi Hoshayá perguntou: Para que isto é necessário? Para um caso como este que ensina Rabi Eliezer ben Yaakov. Porém, segundo os rabanan, eles divergem de Rabi Yochanan ben Nuri.

Nota

Esta é a primeira halachá do Perek Vav, HaDar, de Massechet Eruvin. A sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 6:1, inteira, com esta diferença: a avulsa acrescenta, depois de הֲרֵי זֶה אוֹסֵר עָלָיו, as palavras דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר, “palavras de Rabi Meir”, que não estão no Yerushalmi; e o Yerushalmi tem רִבִּי לִיעֶזֶר, onde a avulsa tem רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. As demais diferenças são de grafia e de pontuação: בָעֵירוּב por בָעֵרוּב, שֶׁיְהוּ por שֶׁיְּהוּ, e as vírgulas da avulsa. A Mishná do Bavli, em Eruvin 61b, também não tem דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר, e tem בֶּחָצֵר e בָּעֵירוּב, com daguesh; mas a guemará do Bavli, em Eruvin 62a, atribui a primeira opinião a Rabi Meir, e a baraita citada ali termina com וְאִם יֵשׁ שָׁם יִשְׂרָאֵל אֶחָד — אוֹסֵר, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר, “e, se há ali um só israelita, ele proíbe: palavras de Rabi Meir”. A halachá ocupa três segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros dois é uma seção desta página.

Sobre a Mishná. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que “quem não reconhece o eruv” é, por exemplo, o kuti, e que ele proíbe o transporte no pátio até que se alugue dele o direito que tem no pátio; o Korban HaEdah acrescenta que aqui não basta a renúncia ao domínio, para que o israelita não aprenda das suas ações, e que o gentio e o kuti não alugam, por temor de feitiçaria, e assim o israelita não virá a morar com eles. Sobre Rabi Eliezer ben Yaakov, os dois explicam que a moradia do gentio não é considerada moradia, e que ele só proíbe por um decreto dos sábios; como o gentio é suspeito de derramar sangue, não é comum que um israelita more sozinho com ele, e os sábios não decretaram para esse caso, mas para dois, que é comum. Assim também no Bavli, Eruvin 62a, onde Abaye diz que, para todos, a moradia do gentio não é moradia, e que a divergência está no decreto שֶׁמָּא יִלְמַד מִמַּעֲשָׂיו, “para que não aprenda das suas ações”; ali se diz: אֵין עֵירוּב מוֹעִיל בִּמְקוֹם גּוֹי, וְאֵין בִּיטּוּל רְשׁוּת מוֹעִיל בִּמְקוֹם גּוֹי, עַד שֶׁיַּשְׂכִּיר, “o eruv não vale no lugar do gentio, e a renúncia ao domínio não vale no lugar do gentio, até que ele alugue”, a sechirat reshut (aluguel do domínio); e, em nome de Rabi Yochanan, que se aluga do gentio mesmo por menos que o valor de uma peruta, como lembra também o Penei Moshe. No Bavli, Eruvin 62b, Rav Yehudá diz em nome de Shmuel: הֲלָכָה כְּרַבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב, “a halachá é como Rabi Eliezer ben Yaakov”; Rav Huna diz que é o costume, e Rabi Yochanan, que o povo costuma assim; e ali também se lê que a Mishná de Rabi Eliezer ben Yaakov é קַב וְנָקִי, “pouca e limpa”. O Penei Moshe conclui: והלכה כר' אליעזר בן יעקב.

Sobre a seção 01. A frase de abertura é da Tosefta, como diz o Penei Moshe: na edição de Lieberman, Tosefta Eruvin 5:19, חצר של גוים הרי היא כדיר של בהמה, מותר להכניס ולהוציא מחצר לבתים, ומבתים לחצר, “o pátio dos gentios é como curral de animais: é permitido levar e trazer do pátio para as casas e das casas para o pátio”, e ali se acrescenta que, se um israelita mora nele, proíbe, porque é como o seu pátio; e a Tosefta Eruvin 5:20, em Lieberman, traz a palavra de Rabi Eliezer ben Yaakov e termina com והלכה כדבריו, “e a halachá é como as suas palavras”. No Sefaria, as duas estão juntas na Tosefta Eruvin 5:15. O Bavli, em Eruvin 62a e 62b, traz a mesma baraita, חֲצֵירוֹ שֶׁל נׇכְרִי — הֲרֵי הוּא כְּדִיר שֶׁל בְּהֵמָה, e pergunta como ela se concilia com a nossa Mishná, respondendo que uma fala de quando o gentio está ali, e a outra, de quando não está. O Penei Moshe explica que a guemará vem resolver a contradição entre o começo e o fim da Tosefta: se o gentio é como animal, por que proíbe quando um israelita mora ali? Os sábios falam, diz ele, de um animal de outro israelita, que tem direito de pô-lo no pátio, e por isso o animal proíbe; e Rabi Eliezer ben Yaakov responde que não é o animal que proíbe, mas o dono, e assim também o gentio não proíbe. O Korban HaEdah lê as duas perguntas com espanto: para os sábios é evidente que o animal de outra pessoa proíbe, e para Rabi Eliezer ben Yaakov é evidente que não. O dir e o sahar também aparecem no Yerushalmi Eruvin 5:7, na palavra de Rav sobre quem põe o eruv no curral ou no estábulo.

Sobre a seção 02. Rabi Yochanan ben Nuri é o da Mishná Eruvin 4:5, sobre quem dormiu no caminho e não soube que escurecera, que tem, segundo ele, duas mil amot para cada lado. O Penei Moshe lembra que, no Yerushalmi Eruvin 4:5, já se decidiu a halachá como ele, ali em nome de Rabi Yitzchak bar Nachman, em nome de Rabi Yehoshua ben Levi, segundo a regra de que nos eruvin a halachá é como quem facilita; e que a palavra é trazida aqui por causa da pergunta de Rabi Hoshayá. Ele lê כְּהָדָא דְתַנֵּי como remissão à Tosefta, que termina com “e a halachá é como as suas palavras”, e entende que, para Rabi Hoshayá, a regra de facilitar nos eruvin vale para um indivíduo diante de outro indivíduo, mas não para um indivíduo diante dos muitos, como Rabi Yochanan ben Nuri diante dos sábios. A mesma discussão está no Yerushalmi Eruvin 1:1, onde Rabi Yaakov bar Achá traz, em nome de Rabi Yaakov bar Idi, em nome de Rabi Yehoshua ben Levi, הֲלָכָה כְרִבִּי יוֹחָנָן בֶּן נוּרִי וַאֲפִילוּ חֲכָמִים הַחֲלוּקִין עָלָיו, “a halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri, mesmo diante dos sábios que divergem dele”. No Bavli, Eruvin 46a, Rabi Yaakov bar Idi diz em nome de Rabi Yehoshua ben Levi que a halachá é como Rabi Yochanan ben Nuri, e Rabi Zeira pergunta se o ouviu explicitamente ou da regra הֲלָכָה כְּדִבְרֵי הַמֵּיקֵל בְּעֵירוּב, “a halachá é como as palavras de quem facilita no eruv”. O Korban HaEdah explica a regra de Rabi Yochanan ben Nuri como a de que os objetos sem dono adquirem lugar de repouso; que ela caberia em Rabi Eliezer ben Yaakov, para quem os objetos do gentio são como sem dono, mas não nos sábios, para quem o gentio proíbe; e diz que lhe pareceria melhor apagar todo o trecho.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 6:1 e 4:5; Bavli Eruvin 61b, a Mishná, 62a, a explicação de Abaye, o aluguel do domínio e a baraita do pátio do gentio, e 62b, a conciliação com a Mishná e a halachá como Rabi Eliezer ben Yaakov; Bavli Eruvin 46a, Rabi Yochanan ben Nuri e a regra de quem facilita; Tosefta Eruvin 5:19 e 5:20, na edição de Lieberman, que no Sefaria estão em Tosefta Eruvin 5:15; Yerushalmi Eruvin 1:1, 4:5 e 5:7; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá. Referências corrigidas: a nota 28 de Guggenheimer cita a “Tosephta 5:19”, e a nota 31, a “Tosephta 5:20”, na numeração de Lieberman, que no Sefaria comum é Tosefta Eruvin 5:15; a nota 30 remete ao capítulo 1, que é o Yerushalmi Eruvin 1:1, conferido, e ao Bavli 46a, onde a palavra não é de Rabi Yochanan, mas de Rabi Yaakov bar Idi em nome de Rabi Yehoshua ben Levi; o “פ"ד הלכה ה'” do Penei Moshe é o Yerushalmi Eruvin 4:5, conferido.

Leituras incertas. Na Mishná, הֲרֵי זֶה אוֹסֵר עָלָיו foi completado com “o transporte no pátio”, segundo o Penei Moshe e o Korban HaEdah, e o sujeito de לְעוֹלָם אֵינוֹ אוֹסֵר com “o gentio”. Na seção 01, כְּדִיר וְסַהַר שֶׁלְבְּהֵמָה ficou “como dir e sahar de animal doméstico”; שֶׁמָּא אֵין הַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת foi lido como pergunta, “acaso o animal não proíbe”, e מָה הַבְּהֵמָה אוֹסֶרֶת ficou literal, “o que o animal proíbe?”, como pergunta retórica; que o animal é de outro dono é leitura dos comentaristas, e não foi acrescentado ao texto. Na seção 02, מַה צְרִיכָה ficou “para que isto é necessário?”; כְּהָדָא דְתַנֵּי ficou “para um caso como este que ensina”, sem decidir se é a Mishná ou a Tosefta; e בְּרַם כְּרַבָּנִין חֲלוּקִין עַל רִבִּי יוֹחָנָן בֵּן נוּרִי ficou “porém, segundo os rabanan, eles divergem de Rabi Yochanan ben Nuri”, uma só frase, como no hebraico; o sentido do trecho é obscuro, e o próprio Korban HaEdah propõe apagá-lo. A cadeia רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא רִבִּי יָסָא foi lida como dois transmissores, com “e”.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na Mishná, Guggenheimer traduz “one who rejects the notion of eruv” e anota que é um saduceu; os comentaristas dizem kuti, e a tradução fica no literal. Ele traduz נָּכְרִי e גּוֹי do mesmo modo, e aqui ficaram nochri e goy. Na seção 01, ele põe a frase de abertura entre aspas, como citação da Tosefta, e aqui não. Na seção 02, ele traduz דְתַנֵּי como “what we have stated”, e aqui ficou “que ensina”; e divide a última frase em pergunta e resposta, “But following the rabbis? The rabbis disagree…”, e aqui ficou uma só frase. Ele traduz הֲלָכָה como “practice”, e aqui ficou halachá. Ele escreve “Rebbi Eliezer ben Jacob” para רִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב e para רִבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב, e aqui ficou Rabi Eliezer ben Yaakov nos dois casos; “Rebbi Jacob bar Aḥa”, “Rebbi Yasa”, “Rebbi Joḥanan” e “Rebbi Hoshaia” são aqui Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Yassa, Rabi Yochanan e Rabi Hoshayá.

Nomes nesta página: Rabi Eliezer ben Yaakov, רִבִּי לִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב, na Mishná, e רִבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב, na seção 01; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Yassa, רִבִּי יָסָא; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן; Rabi Yochanan ben Nuri, רִבִּי יוֹחָנָן בֵּן נוּרִי; e Rabi Hoshayá, רִבִּי הוֹשַׁעְיָה, na seção 02. Na nota: Rabi Meir, Abaye, Rav Yehudá, Shmuel, Rav Huna, Rabi Yitzchak bar Nachman, Rabi Yehoshua ben Levi, Rabi Yaakov bar Idi e Rabi Zeira.

Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: o da página da edição de Vilna 38a, no início da Mishná, antes de הַדָּר עִם הַנָּכְרִי, e o da coluna da edição de Veneza 23b, no início da seção 01. Não há marcador numérico, nem a marca פיס׳, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. A abreviação כול׳, na seção 01, foi mantida, assim como as grafias do Sefaria, como לִיעֶזֶר, שֶׁלְּנָכְרִֵי, com dois sinais de vogal, שֶׁלְבְּהֵמָה, דָרִים ao lado de דָרִין, e בֵּן נוּרִי; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.

A Mishná seguinte, Eruvin 6:2, no Yerushalmi, traz o caso contado por Raban Gamliel: “מַעֲשֶׂה בִצְדוּקִי אֶחָד שֶׁהָיָה דָר עִמָּנוּ בַּמָּבוֹי בִּירוּשָׁלֵם…”, “houve um caso com um tzedoki (saduceu) que morava conosco no mavoi em Jerusalém…”, e o seu pai os mandou levar depressa os objetos para o mavoi, antes que ele os proibisse.

Com esta halachá, abre-se o Perek Vav de Massechet Eruvin, HaDar (הַדָּר).