Oitava e última halachá do Perek Heh, Keitzad Meabrin (como se faz o ibur), de Massechet Eruvin. Na Mishná, Rabi Akiva pergunta aos sábios se não concordam que quem põe o seu eruv (a junção de Shabat que fixa o seu lugar) à boca de uma gruta não tem senão dois mil côvados a partir do lugar do seu eruv; eles respondem que é assim quando não há nela moradores, mas, quando há, ele anda toda ela e dois mil côvados fora dela, e assim é mais leve dentro dela do que sobre ela; e quem mede o seu techum (limite de Shabat) recebe dois mil côvados, mesmo que a medida termine dentro da gruta. A guemará ensina, em nome de Rabi Elazar, que quem adquire o seu lugar de repouso num cercado anda todo ele, e quem põe ali o seu eruv só tem dois mil côvados, e liga a pergunta de Rabi Zeira à divergência de Rabi Meir e Rabi Yudá; diz que o telhado da torre é julgado como cidade, e o da gruta, como campos; pergunta se são precisos moradores de fato ou se basta a gruta apta para moradores; e traz a cidade de duas entradas, as sandálias que se vem tomar de um lado e do outro, o telhado da gruta de quatro e de seis mil côvados, e as costas dos telhados e do navio, sobre as quais divergem Rav e Shmuel. Com ela se encerra o Perek Heh, Keitzad Meabrin; o tratado continua no Perek Vav, HaDar · פֶּרֶק הַדָּר. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 61b.
Mishná: Disse-lhes Rabi Akiva: Não concordais comigo, sobre quem põe o seu eruv à boca da meará (gruta), que ele não tem, a partir do lugar do seu eruv, senão alpayim amá (dois mil côvados)? Disseram-lhe: Quando é assim? No tempo em que não há nela diurin (moradores); mas, no tempo em que há nela moradores, ele anda toda ela, e fora dela dois mil côvados. Resulta então que é mais leve a lei dentro dela do que sobre ela. E quanto ao que mede, de quem disseram que se lhe dão dois mil côvados, isso vale mesmo que o fim da sua medida termine dentro da gruta.
“Disse-lhes Rabi Akiva: Não concordais comigo” etc. Rabi Yaakov bar Achá, em nome de Rabi Elazar: Mais leve é a lei de quem adquire shevitá (o lugar de repouso do Shabat) num karpef (cercado) do que a de quem põe o seu eruv no karpef. Quem adquire shevitá num karpef anda todo ele, o karpef, e fora dele dois mil côvados; quem põe o seu eruv no karpef não tem, a partir do lugar do seu eruv, senão dois mil côvados.
Rabi Zeira perguntou: e se disse: “Que se adquira para mim shevitá no karpef”, qual é a lei? Disse Rabi Chananyá, filho de Rabi Hilel: é a divergência de Rabi Meir e Rabi Yudá. Rabi Meir diz: o essencial do eruv está no kikar (o pão); e assim ele fica como quem põe o seu eruv no karpef, que não tem, a partir do lugar do seu eruv, senão dois mil côvados. Rabi Yudá diz: o essencial do eruv está nos seus pés; e assim, quem diz “Que se adquira para mim shevitá no karpef” anda todo ele, e fora dele dois mil côvados.
O telhado do migdal (torre) é julgado como cidade; o telhado da gruta é julgado como campos. O que é: é preciso que haja moradores de fato, ou basta que seja mesmo só apta para moradores? Pelo que disse Rabi Yitzchak bar Nachman, em nome de Rabi Chanina: “Tu a vês como se estivesse cheia de água e lama”, isto diz que vale mesmo se ela é só apta para moradores.
Disse Rabi Yitzchak beRabi Elazar: isto diz que uma cidade que tem duas entradas, se há entre uma e outra quatro mil côvados menos um côvado, quem pôs nela o seu eruv anda toda ela, e fora dela dois mil côvados; se há quatro mil côvados, ele não tem, a partir do lugar do seu eruv, senão dois mil côvados.
Disse Rabi Ba: Rabi Zeira explicou-me: se ele puser as suas sandálias aqui, no meio da cidade, ele vem de fora por um lado e as toma; se puser as suas sandálias aqui, ele vem de fora pelo outro lado e as toma. Que diferença há entre vir de fora por aqui e vir de fora por ali? De um lado só, é proibido; de dois lados, é permitido.
Rabi Achá, em nome de Rav Chinena: se o telhado da gruta era de quatro mil côvados, ele anda toda ela, e fora dela dois mil côvados. Sobre uma chomá (muralha), mesmo quanto for o seu comprimento, é permitido. Se o telhado da gruta era de seis mil côvados, ele anda toda ela, e fora dela dois mil côvados, por meio de nibariot (saliências).
Os achorei hagaguin (as costas dos telhados), o que são quanto ao transporte? Rabi Yossi, em nome de Rabi Yaakov bar Achá; Rabi Einaya bar Pazi, em nome de Rabi Yehudá; Rabi Achá a traz em nome de Shmuel: nas costas dos telhados se transporta, mesmo numa área de um kor (medida de semeadura), mesmo de dois kor. Rabi Meir disse: transporta-se nelas até uma área de beit seatayim (a área de semeadura de duas seá).
Disse Rabi Yossi beRabi Bun: a palavra de Rav diverge dele, pois ensinamos ali na Mishná: “Todos os telhados da cidade são uma só reshut (domínio)”; Shmuel disse: até uma área de beit seatayim; Rav disse: transporta-se neles, e mesmo numa área de um kor, mesmo dois kor. A lei das costas dos telhados é a mesma das costas do navio.
Esta é a oitava e última halachá do Perek Heh, Keitzad Meabrin, de Massechet Eruvin. A sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 5:9, a última do capítulo, inteira, com estas diferenças: o Yerushalmi tem בְּנוֹתֵן אֶת עֵירוּבוֹ עַל פִּי הַמְּעָרָה, “à boca da gruta”, onde a avulsa tem בְנוֹתֵן עֵרוּבוֹ בִמְעָרָה, “numa gruta”; tem אֲבָל בִּזְמַן שֶׁיֵּשׁ בָּהּ דִּיוּרִין, onde a avulsa tem apenas אֲבָל יֶשׁ בָּהּ דִּיוּרִין; tem קַל בְּתוֹכָהּ, onde a avulsa tem קַל תּוֹכָהּ; tem נוֹתְנִין לוֹ אַלְפַּיִם אַמָּה, onde a avulsa tem נוֹתְנִין לוֹ אַלְפַּיִם, sem אַמָּה; e בַמְּעֳרָה, com artigo, onde a avulsa tem בִמְעָרָה. As demais diferenças são de grafia: אֵי por אִי; מוֹדִין por מוֹדִים; עֵירוּבוֹ por עֵרוּבוֹ; כּוּלָּהּ por כֻּלָּהּ; אֲפִילוּ por אֲפִלּוּ; מִידָּתוֹ por מִדָּתוֹ; אַמַּה, com patach, por אַמָּה; e רִבִּי עֲקִיבָה por רַבִּי עֲקִיבָא. A Mishná do Bavli, em Eruvin 61a, tem בִּמְעָרָה, como a avulsa, e שֶׁאֵין לוֹ אֶלָּא מִמְּקוֹם עֵירוּבוֹ, com o אֶלָּא em outra posição, e não tem לוֹ em נוֹתְנִין אַלְפַּיִם אַמָּה. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros três é uma seção desta página.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que “à boca da gruta” quer dizer dentro dela, e que a gruta “em que não há moradores” é a que não é apta para morar; a que é apta para morar, ainda que agora não haja nela moradores, conta toda ela como quatro amot. “Mais leve dentro dela do que sobre ela”: quem pôs o eruv sobre a gruta só tem dois mil côvados a partir do lugar do eruv, porque o alto da gruta não é apto para morar; quem o pôs dentro dela anda toda ela, e dois mil côvados fora. Sobre o que mede, o Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que, embora os sábios divirjam de Rabi Akiva em quem põe o eruv, concordam que quem vem medindo os seus dois mil côvados a partir do lugar em que passa o Shabat, e a sua medida termina dentro da gruta, ainda que habitada, não tem nada além do fim da medida. No Bavli, Eruvin 61b, a guemará traz esta Mishná como objeção à palavra de Rabi Elazar sobre a cidade destruída, e responde: מַאי ״אֵין בָּהּ דָּיוֹרִין״ — אֵינָהּ רְאוּיָה לְדִירָה, “o que é ‘não há nela moradores’? Não é apta para moradia”; traz ainda a baraita de quem passou o Shabat numa cidade, mesmo grande como Antioquia, ou numa gruta, mesmo como a gruta de Tzidkiyahu, rei de Yehudá; e Rava diz ali que, nos eruvin, não há quem se preocupe com esta palavra de Rabi Akiva.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe explica que das palavras dos sábios se aprende a distinguir entre o lugar em que há moradores e o lugar em que não há: quem adquire shevitá num karpef, que tem divisórias, conta o karpef inteiro como quatro amot; quem só põe ali o seu eruv, como o karpef não tem moradores, só tem dois mil côvados a partir do eruv. O Korban HaEdah acrescenta que se trata de um karpef de beit seatayim, como se disse no Perek Bet. A pergunta de Rabi Zeira, segundo o Penei Moshe, é sobre quem estava fora do karpef e disse “que se adquira para mim shevitá nele”: conta como quem está ali ou como quem pôs ali o eruv? O Korban HaEdah dá duas leituras e prefere esta mesma. Rabi Chananyá a liga à divergência do perek anterior, no Yerushalmi Eruvin 4:8, onde Rabi Meir pensa עִיקַּר עֵירוּב בַּכִּכָּר, e o eruv com os pés é uma facilidade para o pobre, e Rabi Yudá pensa עִיקַּר עֵירוּב בְּרַגְלָיו, e o eruv com o pão é uma facilidade para o rico. Por isso, explica o Penei Moshe, para Rabi Meir quem diz “que se adquira para mim shevitá” é como quem põe o eruv, e para Rabi Yudá é como quem passa ali o Shabat num lugar cercado de divisórias.
Sobre a seção 02. O telhado da torre e o da gruta estão na Tosefta Eruvin 4:8 no Sefaria, e 4:10 na edição de Lieberman: מה בין מערה למגדל, גג המערה הרי הוא כארץ, וגג המגדל הרי היא כעיר, “que diferença há entre a gruta e a torre? O telhado da gruta é como a terra, e o telhado da torre é como a cidade”, citada aqui segundo Lieberman; e a Tosefta acrescenta que isso se diz na medida do ibur, e não na medida do techum. O Penei Moshe explica que, se alguém pôs o eruv no telhado da torre, que se usa sempre, é como lugar de moradia, e conta os dois mil côvados fora dela; o telhado da gruta não é apto para morar, e só tem dois mil côvados a partir do eruv. Sobre a pergunta dos moradores, o Korban HaEdah explica que a gruta sem moradores se vê como se estivesse cheia de água e lama, isto é, inapta para morar; daí que a gruta apta para morar, mesmo sem moradores agora, conta como quatro amot, como diz também o Bavli, Eruvin 61b. Sobre a cidade de duas entradas, o Penei Moshe a compara à cidade feita em forma de arco, na halachá 5:1, onde se lê, em nome de Rav, a mesma regra dos quatro mil côvados menos um e a mesma frase das sandálias, ali dita por Rabi Achá: se os dois techumin se engolem um ao outro, a cidade é como uma só. O Korban HaEdah explica as sandálias assim: se ele puser as suas coisas no meio da cidade, pode vir de um lado e tomá-las, pois está a menos de dois mil côvados, e também do outro lado; e diz que a última frase, “de um lado é proibido, de dois lados é permitido”, não pertence a este lugar, e veio para cá junto com o trecho do começo do perek.
Sobre a seção 03. O Penei Moshe explica que Rav Chinena não fala de quem põe o eruv, mas do ibur da cidade: se o telhado de uma gruta começa dentro das setenta amot e um resto da cidade, mesmo que tenha quatro mil côvados, anda-se todo ele e dois mil côvados fora, e o mesmo vale para uma muralha dentro do ibur da cidade; e lê, na frase dos seis mil côvados, גגה של חומה, “o alto da muralha”, e explica os nibariot como os trechos reconhecíveis de uma muralha arrombada em vários lugares. O Korban HaEdah explica que, a mais de quatro mil côvados, ele só tem dois mil a partir do eruv, porque a gruta não é melhor que a cidade de duas entradas; que sobre a muralha da cidade, mesmo a mais de quatro mil, tudo conta como quatro amot; e que os nibariot são palmeiras pequenas plantadas ali. As costas dos telhados, segundo o Korban HaEdah, são o que os telhados sobressaem para fora das paredes construídas embaixo deles; o Penei Moshe diz que a pergunta é sobre o transporte, e a liga à Mishná Eruvin 9:1, כָּל גַּגּוֹת הָעִיר רְשׁוּת אַחַת, “todos os telhados da cidade são um só domínio”, que é palavra de Rabi Meir. O Penei Moshe propõe ler, na cadeia de Shmuel, “mesmo um kor ou dois kor”, e em seguida רב אמר מטלטלין בהן עד בית סאתים, “Rav disse: transporta-se nelas até beit seatayim”, em lugar de “Rabi Meir disse”, porque depois a guemará contrapõe a palavra de Rav à de Rav; a tradução segue o texto do Sefaria. O Korban HaEdah entende que a palavra de Rav diverge da de Shmuel. A divergência de Rav e Shmuel sobre os telhados está também no Yerushalmi Eruvin 9:1, em nome de Rabi Yossi beRabi Bun, com as mesmas palavras: Shmuel, até beit seatayim; Rav, mesmo um kor e mesmo dois kor. Sobre o navio, o Penei Moshe explica que, se há navios no rio junto à cidade, próximos uns dos outros, as suas costas são como as costas dos telhados, e contam como parte da cidade; o Korban HaEdah diz que, assim como Rav e Shmuel divergem nas costas dos telhados, divergem nas costas do navio.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 5:9; Bavli Eruvin 61a, a Mishná, e 61b, a objeção a partir desta Mishná, o “não é apta para moradia”, a baraita de Antioquia e da gruta de Tzidkiyahu, a palavra de Rava e o fim do capítulo; Tosefta Eruvin 4:8 no Sefaria, 4:10 em Lieberman; Yerushalmi Eruvin 4:8, a divergência de Rabi Meir e Rabi Yudá; Yerushalmi Eruvin 5:1, a cidade em forma de arco e as sandálias; Mishná Eruvin 9:1 e Yerushalmi Eruvin 9:1; Yerushalmi Eruvin 6:1. Não se citam outros paralelos do Bavli sobre as costas dos telhados, por não terem sido conferidos.
Leituras incertas. עַל פִּי הַמְּעָרָה ficou “à boca da gruta”, literal; o Penei Moshe lê “dentro dela”. אֵי אַתֶּם מוֹדִין לִי foi traduzido como pergunta. Na seção 01, בַּנּוֹתֵן עֵירוּבוֹ e בָּאוֹמֵר, com a preposição, ficaram “como quem põe o seu eruv” e “quem diz”; e מְהַלֵּךְ אֶת כּוּלָּהּ וְחוּצָה לָהּ, no feminino, ficou “anda todo ele, e fora dele”, referido ao karpef, como no começo da seção, que tem כּוּלּוֹ e לוֹ. Na seção 02, מַה. דְּיּוּרִין מַמָּשׁ ficou “o que é: é preciso que haja moradores de fato”; אַתְּ רוֹאֶה אוֹתָהּ ficou “tu a vês”, no sentido de “tu a consideras”; אַסְבְּרֵי רִבִּי זְעִירָא ficou “Rabi Zeira explicou-me”, com o Penei Moshe, que completa לי; וְנַסֵּי לוֹן ficou “e as toma”, com o Korban HaEdah, que o explica por ונסב להם; e “no meio da cidade”, “por um lado” e “pelo outro lado” foram completados segundo o Korban HaEdah. Na seção 03, מְהַלֵּךְ אֶת כּוּלָּהּ ficou “anda toda ela”, referido à gruta; נִיבָרִיּוֹת ficou nibariot, “saliências”, com Guggenheimer, e os comentaristas o explicam de outros modos; אֲפִילוּ כַמָּה ficou “mesmo quanto for o seu comprimento”; מָהֶן foi completado com “quanto ao transporte”, segundo o Penei Moshe; מַטֵּי בָהּ ficou “a traz”; רִבִּי אֵינֵיָיא בַּר פָּזִי ficou Rabi Einaya bar Pazi, e a vocalização do nome é incerta; פְּלִיגָא עֲלוּי ficou “diverge dele”, sem decidir se é dele mesmo, como lê o Penei Moshe, ou de Shmuel, como lê o Korban HaEdah; e הִיא אֲחוֹרֵי הַגַּגִּים הִיא אֲחוֹרֵי הַסְּפִינָה ficou “a lei das costas dos telhados é a mesma das costas do navio”.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 02, Guggenheimer escreve “Rabbi Aḥa said” para אָמַר רִבִּי בָּא, e a tradução diz Rabi Ba; na passagem paralela de 5:1, o hebraico tem, de fato, אָמַר רִבִּי אָחָא. סָבַר רִבִּי שְׁמוּאֵל. Ele propõe ler מערה, “gruta”, em lugar de עִיר, na frase de Rabi Yitzchak beRabi Elazar, e a tradução mantém “cidade”. Na seção 03, ele sugere “quatro mil menos um” na frase de Rav Chinena, e a tradução mantém “quatro mil côvados”; propõe ler “Rav Jehudah” onde o hebraico tem רִבִּי יְהוּדָה, e a tradução diz Rabi Yehudá; e escreve “Rebbi Jehudah” para רִבִּי יוּדָא e רִבִּי יוּדָה, na seção 01, onde a tradução diz Rabi Yudá. Ele traduz karpef como “fore-court”, e a tradução o mantém como termo. Referências corrigidas: a nota 162 de Guggenheimer remete a “Mishnah 10”, e trata-se da Mishná desta mesma halachá, que é a Mishná avulsa Eruvin 5:9; a nota 161 remete ao capítulo 4, que é o Yerushalmi Eruvin 4:8; a nota 170 remete à Mishná 9:1, conferida.
Nomes nesta página: Rabi Akiva, רִבִּי עֲקִיבָה, na Mishná; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Elazar, רִבִּי אֶלְעָזָר; Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא; Rabi Chananyá, filho de Rabi Hilel, רִבִּי חֲנַנְיָה בְּרֵיהּ דְּרִבִּי הִילֵּל; Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר; Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָא e רִבִּי יוּדָה, na seção 01; Rabi Yitzchak bar Nachman, רִבִּי יִצָחָק בַּר נַחְמָן; Rabi Chanina, רִבִּי חֲנִינָה; Rabi Yitzchak beRabi Elazar, רִבִּי יִצָחָק בֵּירִבִּי אֶלְעָזָר; Rabi Ba, רִבִּי בָּא, na seção 02; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rav Chinena, רַב חִינְנָא; Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵה; Rabi Einaya bar Pazi, רִבִּי אֵינֵיָיא בַּר פָּזִי; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה; Shmuel, שְׁמוּאֵל; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; e Rav, רַב, na seção 03. Na nota: Rava, no Bavli.
Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e o marcador de folha de Vilna 37b, que estava na seção 01, antes de עִיקַּר עֵירוּב בַּכִּכָּר; não há marcador numérico nem de Veneza, nem parênteses ou colchetes, e nada foi acrescentado. A marca פיס׳ e o כול׳ foram mantidos, assim como as grafias do Sefaria, como דְּיּוּרִין, מַּיִם, יִצָחָק, מִמְּקוּם, אַלְפַּיָם אָמָּה, שֶׁלְמְעָרָה, אֲחֹרֵי ao lado de אֲחוֹרֵי, e וְאֲפִילוּ; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria. A seção 01 foi dividida em dois pares, e as seções 02 e 03 em três pares cada, nos pontos em que muda o assunto. Os dois comentaristas encerram aqui com הדרן עלך כיצד מעברין, e o Bavli, em Eruvin 61b, com הַדְרָן עֲלָךְ כֵּיצַד מְעַבְּרִין.
A Mishná seguinte, Eruvin 6:1, abre o Perek Vav, HaDar: “הַדָּר עִם הַנָּכְרִי בֶחָצֵר אוֹ עִם מִי שֶׁאֵינוֹ מוֹדֶה בָעֵירוּב…”, “quem mora com o não judeu num pátio, ou com quem não reconhece o eruv…”, isto é, quem divide o pátio com quem não participa do eruv, que lhe proíbe o transporte. No Bavli, essa Mishná está em Eruvin 61b, logo depois do fim do capítulo Keitzad Meabrin, no início do capítulo HaDar, e ali se lê הַדָּר עִם הַנׇּכְרִי בֶּחָצֵר, אוֹ עִם מִי שֶׁאֵינוֹ מוֹדֶה בָּעֵירוּב, com בֶּחָצֵר e בָּעֵירוּב onde o Yerushalmi tem בֶחָצֵר e בָעֵירוּב.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Heh de Massechet Eruvin, Keitzad Meabrin (כֵּיצַד מְעַבְּרִין).