Primeira halachá do Perek Heh de Massechet Eruvin, que abre o quinto capítulo, Keitzad Meabrin (como se faz o ibur), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. Depois do capítulo sobre o techum (limite de Shabat) da própria pessoa, o capítulo passa ao techum da cidade: como se completa o contorno de uma cidade para medir a partir dele as duas mil amot, como se juntam cidades vizinhas e como se faz a medição. A Mishná ensina que o contorno segue as casas e as torres que entram e saem, que restos de muros, pontes e monumentos com moradia o estendem, e que a medida se faz como uma tábua quadrada, para que a cidade ganhe os cantos. A guemará discute se se lê me’abrin ou me‘abrin, segundo Rav e Shmuel, com duas outras leituras semelhantes; passa daí ao mérito de quem recebe a face do seu mestre, como se recebesse a face da Shechiná; pergunta de onde se mede o ibur, se se dá pagum a pagum e ibur a ibur, e qual é o acréscimo de uma cidade pequena; conta o aluno que fez o ibur da Galileia; trata da cidade construída em arco, do fosso, da cidade à margem do rio e da cidade de tendas, com a pergunta sobre o acampamento de Israel no deserto; explica como se quadra a cidade ao quadrado do mundo pelas tekufot, os sete nomes do portão oriental do Templo, a arca que orientava os lados no deserto e a marcha de Israel como uma caixa ou como uma viga; e termina com o que se mede junto com a cidade e com a regra de medir a partir dos cantos. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 52b.
Mishná: Como se faz o ibur (literalmente “gravidez”, isto é, a extensão do contorno) das cidades? Casa que entra, casa que sai; pagum (torre saliente) que entra, pagum que sai. Se havia ali gedudiyot (restos de muros) de dez tefachim (palmos) de altura, e também pontes e nefashot (monumentos sobre túmulos) em que há moradia, estende-se a medida diante dela, e faz-se a medida como uma espécie de tábua quadrada, para que a cidade ganhe os cantos.
“Como se faz o ibur das cidades” etc. Quanto a “casa que entra”: faz-se sair a casa em linha com a cidade. Quanto a “pagum que sai”: faz-se sair a cidade em linha com ele.
Rav disse: me’abrin (com álef); e Shmuel disse: me‘abrin (com áyin). Quem diz me’abrin entende que se acrescenta a ela um ever (membro). Quem diz me‘abrin entende: como uma mulher grávida. Lá aprendemos: “Não se recita a bênção sobre a vela até que se aproveitem da sua luz.” Rav disse: ye’otu (com álef); e Shmuel disse: ye‘otu (com áyin). Quem diz ye’otu apoia-se em: “Somente com isto consentiremos convosco” (Bereshit 34:15). Quem diz ye‘otu apoia-se em: “para saber amparar com uma palavra o cansado” (Yeshayahu 50:4). Lá aprendemos: “Antes dos eidehen (dias de festa) dos goyim (gentios).” Rav ensinava: eidehen (com álef: as suas calamidades); e Shmuel ensinava: ‘eidehen (com áyin: as suas testemunhas). Quem diz eidehen apoia-se em: “pois perto está o dia da sua calamidade” (Devarim 32:35). E quem diz ‘eidehen apoia-se em: “e as suas testemunhas são elas” etc. (Yeshayahu 44:9). Como Shmuel mantém a razão de Rav, “e as suas testemunhas são elas”? Que elas estão destinadas a envergonhar os que as servem no Dia do Juízo.
Rabi Yochanan, em nome de Rabi Hoshayá: acrescenta-se a ela, à cidade, um ever. Ergueu os seus olhos e olhou para ele. Disse-lhe: Por que olhas para mim? Acaso preciso de ti, para que rias? Não preciso de ti: fui além de ti no que disseste. Treze anos ele passou entrando diante do seu mestre, sem que precisasse dele. Rabi Shmuel, em nome de Rabi Zeira: ainda que não houvesse outro proveito, basta-lhe que recebia a face do seu mestre (isto é, ia saudá-lo), pois todo aquele que recebe a face do seu mestre é como se recebesse a face da Shechiná (a Presença Divina).
Rabi Berechyá e Rabi Yirmeyá, em nome de Rabi Chiya bar Ba: está escrito: “E Moshé tomava a tenda” etc. (Shemot 33:7). Quão longe ela ficava do acampamento? Rabi Yitzchak disse: um mil (a milha, dois mil côvados). Não está escrito aqui “e todo o que buscava Moshé”, mas “e todo o que buscava o Eterno” (Shemot 33:7). Daqui se aprende que todo aquele que recebe a face do seu mestre é como se recebesse a face da Shechiná. Rabi Chelbo e Rav Huna, em nome de Rav: está escrito: “E disse Eliyahu, o tishbita” etc., “…diante de quem estive” (Melachim I 17:1). Mas não era Eliyahu um tiron (novato) entre os profetas? Antes, o versículo ensina que toda vez que ficou de pé diante de Achiyá, o shilonita, seu mestre, foi como se ficasse de pé diante da Shechiná.
Rabi Chelbo, em nome daqueles de Beit Shilá: mesmo quando Eliyahu pedia água diante de si, Elishá punha a água sobre as suas mãos. Qual a razão? Porque não está escrito aqui “Aqui está Elishá ben Shafat, que estudou Torá”, mas está escrito: “que derramava água sobre as mãos de Eliyahu” (Melachim II 3:11). Está escrito: “E o menino Shmuel servia ao Eterno diante de Eli” (Shmuel I 3:1). Mas não servia ele senão diante de Eli? Antes, o versículo ensina que todo serviço que prestou diante de Eli, seu mestre, foi como se o prestasse diante da Shechiná. Rabi Yishmael ensinou: “E veio Aharon, e todos os anciãos de Israel, para comer pão com o sogro de Moshé diante de Deus” (Shemot 18:12). E acaso é diante de Deus que comeram? Antes, daqui se aprende que quem recebe a face do seu companheiro é como se recebesse a face da Shechiná.
Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Yassa, em nome de Rabi Yochanan: de onde se faz o ibur? Diante do shakof (a verga da porta), até duas mil amot (côvados). Disse Rabi Yossi a Rabi Yassa bar Achá: não parece razoável senão diante do pagum; mas, a partir da frente da cidade, estende-se ainda que quanto for. Disse-lhe: também eu penso assim. Disse-lhe: e o que viste para dizer “pagum”? Ou diremos que aquele está por dentro do pagum? Disse Rav Nachman: até a extremidade da província. A palavra de Rabi Shimon diz isso, pois disse Rabi Shimon ben Yochai: Posso fazer com que as pessoas andem de Tzor a Tzidon, de Tiberíades a Tzipori, por meio de cavernas e por meio de burgasin (postos de guarda).
Pode-se dar pagum a pagum? A palavra de Rabi Shimon ben Lakish diz isso: dá-se pagum a pagum. Pois disse Rabi Shimon ben Lakish: Posso fazer com que Beit Maon tenha o seu ibur com Tiberíades: a saber, tu vês o itztadin (estádio) como se estivesse cheio de casas; e o katzrin (acampamento militar) está situado dentro de setenta amot e um resto (isto é, setenta amot e dois terços) do itztadin, e Beit Maon está situada dentro de setenta e um resto do katzrin. E, se medires a partir do pigma (a construção saliente), a nefesh (monumento sobre um túmulo) de Sarikin não está dentro de setenta amot e um resto; e, se medires a partir da pechurta (a olaria), a nefesh de Sarikin está dentro de setenta amot e um resto.
Pode-se dar ibur a ibur? A palavra de Rabi Shimon ben Yochai diz isso: dá-se ibur a ibur. Pois disse Rabi Shimon ben Yochai: Posso fazer com que as pessoas andem de Tzor a Tzidon, de Tiberíades a Tzipori, por meio de cavernas e por meio de burganin (postos de guarda). Mas aqui se trata do andar, e aqui, na nossa questão, do ibur.
Rabi Achá disse: divergiram Rabi Chiya Rabá e Bar Kapara. Um disse: isso que dizes vale para uma cidade grande; mas, numa cidade pequena, o acréscimo não será maior que o principal da cidade. E o outro disse: seja grande, seja pequena, basta-lhe um acréscimo de duas mil amot.
Disse Rabi Pinchas: aconteceu com um aluno vatik (experiente), que aprendeu o seu ibur (isto é, o modo de fazer o ibur) em três anos e meio diante do seu mestre; e veio e fez o ibur das cidades da Galileia, e não chegou a fazer o ibur do Darom (o Sul) antes que a hora (a situação) se transtornasse.
Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá, em nome de Rav: uma cidade que está construída como uma espécie de arco: se há entre esta ponta e esta ponta quatro mil amot menos uma, quem está nela anda por toda ela e, fora dela, duas mil amot. Se há quatro mil, não tem, a partir do lugar do seu eruv (a junção de Shabat que fixa o seu lugar), senão duas mil amot. Disse Rabi Achá: Rabi Shmuel raciocinou assim: se ele põe as suas sandálias aqui, ele vem para fora e as apanha; e se põe as suas sandálias aqui, ele vem para fora e as apanha. Daqui vem para fora, e daqui vem para fora. De um lado, é proibido; de dois lados, é permitido.
Rabi Ba, em nome de Rav Yehudá: se havia uma cidade grande, e há nela um fosso de dez tefachim de profundidade e quatro tefachim de largura, tu o vês como se estivesse cheio de terra e pedregulhos; e, se não, tu o vês como aberto de ponta a ponta.
Rabi Ba, em nome de Rabi Ami bar Yechezkel, em nome de Rav: uma cidade que está construída à margem do rio: se há entre ela e o rio quatro tefachim, mede-se a partir da muralha da cidade; se há três, mede-se a partir da margem de fora do rio, contanto que não haja no rio uma largura de mais de setenta amot e um resto. Em que estamos tratando? Se a encosta se eleva dez tefachim dentro de três amot, mede-se a partir da margem de fora do rio; se dentro de quatro, mede-se a partir da muralha. Antes, se é assim, estamos tratando de uma encosta de três até quatro amot.
Rav disse: uma cidade que está construída de tendas: cada um mede o seu techum a partir da sua tenda. Se havia ali três tzerifin (cabanas) e três burganin, mede-se a partir do que está de fora. Issi objetou: e não está escrito: “E um lugar haverá para ti fora do acampamento” (Devarim 23:13)? Como saíam os israelitas no deserto para fazer as suas necessidades fora do acampamento? Rabi Chiya, filho de Rabi Shabtai, objetou: como saíam todos para a beit midrash (casa de estudo) de Moshé? Moshé fez-lhes três tzerifin e três burganin. Disse Rabi Yossi: uma vez que acampavam e partiam segundo o dibur (a palavra divina), é como quem acampava apenas por um tempo. Disse Rabi Yossi beRabi Bun: uma vez que o Santo, bendito seja, lhes prometeu que os faria entrar na Terra, o acampamento é como algo que é para sempre. Sobre isso disse Rabi Avin: Moshé fez-lhes três tzerifin e três burganin, para que fosse uma cidade.
Quadra-se a cidade no quadrado do mundo, para que o seu oeste fique para o oeste do mundo, e o seu sul fique para o sul do mundo. Disse Rabi Yossi: se quem mede não sabe orientar os lados, sai e aprende da tekufá (o ponto de virada das estações: solstício ou equinócio). Do lugar onde o sol nasce no primeiro dia da tekufat Tamuz (o solstício de verão) até o lugar onde nasce no primeiro dia da tekufat Tevet (o solstício de inverno), esta é a face do oriente; do lugar onde o sol se põe no primeiro dia da tekufat Tevet até o lugar onde se põe no primeiro dia da tekufat Tamuz, esta é a face do ocidente; e o resto são o norte e o sul. É isto que está escrito: “Vai para o sul e gira para o norte” (Kohelet 1:6): o sol vai para o sul de dia, e gira para o norte de noite. “Girando, girando vai o vento, e sobre os seus giros volta o vento”: isto é, estas são a face do oriente e a face do ocidente.
Compreende-se que se orientassem os lados em Shiló (onde esteve o Tabernáculo) e no Beit Olamim (a Casa eterna, o Templo), pois disse Rabi Achá, em nome de Shmuel bar Rav Yitzchak: quanto se esforçaram os primeiros profetas para fazer o portão oriental, de modo que o sol se ajustasse exatamente a ele no primeiro dia da tekufat Tevet e no primeiro dia da tekufat Tamuz! Sete nomes lhe foram dados: Shaar Sur (o portão do “desviai-vos”), Shaar HaYesod (o portão do fundamento), Shaar Charsit (o portão do sol), Shaar Eiton (o portão da entrada), Shaar HaTavech (o portão do meio), Shaar Chadash (o portão novo), Shaar HaElyon (o portão superior). Shaar Sur, porque ali os impuros se afastavam; é isto que está escrito: “Desviai-vos, impuro, clamavam-lhes” (Eichá 4:15).
Shaar HaYesod, porque ali os sábios fundamentavam a halachá (a norma prática). Shaar Charsit, porque o portão está orientado em frente ao nascer do sol, como dizes no versículo: “que diz ao sol, e ele não nasce” (Iyov 9:7). Shaar HaEiton, porque serve de entrada e de saída. Shaar HaTavech, porque está assentado entre dois portões. Shaar Chadash, porque ali os soferim (os escribas, os sábios antigos) renovaram a halachá. Shaar HaElyon, porque o portão está acima da Ezrat Israel (o pátio de Israel), do chel (a faixa diante do muro do pátio) e da Ezrat HaNashim (o pátio das mulheres). E uma vantagem a mais havia no Beit Olamim.
E no deserto, quem lhes orientava os lados? Disse Rabi Achá: a arca lhes orientava os lados. É isto que está escrito: “E partiam os kehatitas, carregadores do santuário” (Bamidbar 10:21): o santuário, esta é a arca. “E erguiam”, isto é, os filhos de Merari erguiam, “o Mishkan (o Tabernáculo) até a chegada deles” (Bamidbar 10:21): a chegada dos filhos de Kehat, sobre os quais a arca estava posta.
Como Israel andava no deserto? Rabi Chama bar Chanina e Rabi Hoshayá divergiram: um disse: andavam como uma tevá (caixa, isto é, em formação quadrada); e o outro disse: andavam como uma korá (viga, isto é, em fila, um acampamento atrás do outro). Quem disse “como uma tevá” apoia-se em: “Como acampam, assim partem” (Bamidbar 2:17). Quem disse “como uma korá” apoia-se em: “que recolhe todos os acampamentos, segundo as suas legiões” (Bamidbar 10:25). Quem disse “como uma korá”, como mantém “Como acampam, assim partem”, o versículo de quem disse “como uma tevá”? Assim como no acampar deles era segundo o dibur, também no partir deles era segundo o dibur. Quem disse “como uma tevá”, como mantém “que recolhe todos os acampamentos, segundo as suas legiões”, o versículo de quem disse “como uma korá”? Porque a tribo de Dan era numerosa em população, por isso partia por último; e todo aquele que perdia alguma coisa, a tribo lha devolvia. É isto que está escrito: “que recolhe todos os acampamentos, segundo as suas legiões”.
Foi ensinado em nome de Rabi Yudá: também as suas saliências e os seus muros eram medidos com ela, a cidade. Rav Hoshayá perguntou: o avir (espaço aberto) de um pátio, o que se diz quanto a ser medido com ela? Ouçamo-lo a partir disto: uma casa que foi rompida de um lado é medida com ela; se foi rompida de dois lados, não é medida com ela. Rabi Avin, em nome de Rav Yehudá: isso é quando foi tirada a sua korá; mas, se não foi tirada a sua korá, é medida com ela. Se é quando foi tirada a sua korá, não é como o avir de um pátio? Lá a casa foi cercada como casa de moradia; mas aqui o pátio não foi cercado para moradia. E, quando ele mede, não meça a partir do meio, porque assim perde terreno, mas meça a partir dos cantos.
Esta é a primeira halachá do Perek Heh de Massechet Eruvin, Keitzad Meabrin, e a sua Mishná corresponde à Mishná Eruvin 5:1 da Mishná avulsa, com estas diferenças: o Yerushalmi escreve גְּבוֹהִין onde a avulsa tem גְּבוֹהוֹת; וְכֵן גְּשָׁרִים onde a avulsa tem וּגְשָׁרִים; כְנֶגְדָּה, no singular feminino, onde a avulsa tem כְנֶגְדָּן, no plural, e por isso se traduziu “diante dela”; טַבֻּלָא מְרוּבַּעַת onde a avulsa tem טַבְלָא מְרֻבַּעַת; e, só na grafia, גְּדוּדִיוֹת, שֶׁיֵשׁ, הַמִּידָּה, שֶׁיְהֵא e הַזָּוִיוֹת onde a avulsa tem גְּדוּדִיּוֹת, שֶׁיֵּשׁ, הַמִּדָּה, שֶׁיְּהֵא e הַזָּוִיּוֹת. Não há diferença de conteúdo. No Bavli, Eruvin 52b, a Mishná tem פִּגּוּם onde o Yerushalmi tem פָּגוּם. A halachá ocupa dezoito segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros dezessete é aqui uma seção, de 01 a 17, com um par de hebraico e português em cada uma, exceto a seção 03, dividida em três pares, e a seção 14, em dois.
O techum do Shabat é de duas mil amot em cada direção, e, para quem está numa cidade, essas duas mil amot contam-se a partir do contorno da cidade, como as duas mil amot medidas em volta das cidades dos levitas, “e a cidade no meio” (Bamidbar 35:5). Fazer o ibur é traçar esse contorno: casas e torres salientes empurram a linha para fora, e a linha se faz reta, num retângulo, para que a cidade ganhe os cantos. A seção 01 explica as duas expressões da Mishná. A seção 02 traz a divergência entre Rav e Shmuel, se a palavra se escreve com álef, como “membro” acrescentado, ou com áyin, como a mulher grávida, e duas divergências semelhantes, sobre a Mishná Berakhot 8:6 e a Mishná Avodah Zarah 1:1. A seção 03 começa com o ever acrescentado à cidade e passa, a partir de um encontro entre Rabi Yochanan e o seu mestre Rabi Hoshayá, cuja primeira parte não está neste texto, ao tema de quem recebe a face do seu mestre: Moshé e a tenda fora do acampamento, Eliyahu diante de Achiyá, o shilonita, Elishá que derramava água sobre as mãos de Eliyahu, o menino Shmuel diante de Eli, e os anciãos que comeram com o sogro de Moshé. As seções 04 a 07 perguntam de onde se mede, se se dá pagum a pagum, com Beit Maon e Tiberíades, e ibur a ibur, com a palavra de Rabi Shimon ben Yochai sobre andar de Tzor a Tzidon, e qual é o acréscimo de uma cidade pequena; a seção 08 conta o aluno que fez o ibur da Galileia. A seção 09 trata da cidade construída em arco: se as duas pontas estão a menos de quatro mil amot, o espaço entre elas conta como cidade, porque de cada ponta se alcança o meio, e a imagem das sandálias deixadas e apanhadas o mostra; com quatro mil, não. A seção 10 trata de um fosso dentro de uma cidade grande; a seção 11, da cidade junto a um rio, que se mede a partir da muralha ou da margem de fora, conforme a encosta. A seção 12 diz que numa cidade de tendas cada um mede a partir da sua tenda, e pergunta como então os israelitas, no deserto, saíam para fora do acampamento e iam à casa de estudo de Moshé; as respostas tratam do acampamento, que se movia segundo o dibur, como provisório ou como permanente. A seção 13 ensina a quadrar a cidade ao quadrado do mundo, orientando os lados pelo nascer e pelo pôr do sol nas tekufot de Tamuz e de Tevet, com Kohelet 1:6; a seção 14 lembra que em Shiló e no Templo os primeiros profetas orientaram o portão oriental pelo sol, e explica os seus sete nomes; a seção 15 responde que no deserto era a arca que orientava os lados; a seção 16 traz a divergência sobre a marcha do acampamento, como uma caixa ou em fila, como uma viga, com a tribo de Dan, que vinha por último e devolvia o que se perdia; e a seção 17 trata do que se mede junto com a cidade, como as saliências e os muros, o espaço aberto de um pátio e a casa rompida, e da regra de medir a partir dos cantos e não do meio.
Referências conferidas no Sefaria. Na seção 02: Mishná Berakhot 8:6, que Guggenheimer cita como 8:7, na numeração do Yerushalmi, e o paralelo do Yerushalmi Berakhot 8:6; Mishná Avodah Zarah 1:1; Bereshit 34:15; Yeshayahu 50:4; Devarim 32:35; Yeshayahu 44:9. No Bavli, Eruvin 53a traz a mesma divergência entre Rav e Shmuel sobre me’abrin e me‘abrin, mas não a história da seção 03; Avodah Zarah 2a traz a divergência sobre eidehen e ‘eidehen; Berakhot 53b traz a regra da vela só em nome de Rav. Na seção 03: Shemot 33:7; Melachim I 17:1; Melachim II 3:11; Shmuel I 3:1; Shemot 18:12; o paralelo do Yerushalmi Sanhedrin 11:4, que Guggenheimer cita como Sanhedrin 11:6; e Bavli Berakhot 64a, que deduz de Shemot 18:12 que quem come com sábios é como quem se deleita com o esplendor da Shechiná. Nas seções 04 e 06: a Tosefta Eruvin 4:11, na edição de Lieberman, tem a palavra de Rabi Shimon sobre subir de Tiberíades a Tzipori e de Tzor a Tzidon por causa das cavernas e das torres que há entre elas. Na seção 09: a Tosefta Eruvin 4:4, na edição de Lieberman, diz da cidade feita como um arco que se a vê como se fosse reta; e no Bavli, Eruvin 55a, Rav Huna diz que, numa cidade feita como um arco, se há entre as duas pontas menos de quatro mil amot, mede-se a partir da corda, e, se não, a partir do arco; em Eruvin 55b, Rabba bar Rav Huna e Rava, seu filho, discutem quanto pode haver entre a corda e o arco. Na seção 12: no Bavli, Eruvin 55b, Rav Huna diz que יוֹשְׁבֵי צְרִיפִין, אֵין מוֹדְדִין לָהֶן אֶלָּא מִפֶּתַח בָּתֵּיהֶן, “para os que moram em cabanas, só se mede a partir da entrada das suas casas”; Rav Chisda objeta com o acampamento de Israel, que tinha três parsaot por três parsaot, e de onde se saía para fazer as necessidades atrás do acampamento; e Rava responde que os estandartes do deserto, acampando e partindo segundo a palavra do Eterno, eram como um assentamento fixo; ali também, em nome de Rav Ashi, três pátios de duas casas fazem de um assentamento de cabanas um lugar fixo. No Yerushalmi Shabat 7:2, segmentos 46 e 57 no Sefaria, as duas falas de Rabi Yossi e de Rabi Yossi beRabi Bun aparecem a propósito do Mishkan, com outras palavras finais: no segmento 57 as duas terminam em כְּמִי שֶׁהִיא לְעוֹלָם e כְּמִי שֶׁהוּא לְעוֹלָם, e no segmento 46 em כְּמִי שֶׁהוּא לְשָׁעָה e כְּמִי שֶׁהִיא לְשָׁעָה. Na seção 12, o versículo é Devarim 23:13. Na seção 13: Kohelet 1:6; no Bavli, Eruvin 56a, a baraita בָּא לְרַבְּעָהּ — מְרַבְּעָהּ בְּרִיבּוּעַ עוֹלָם e a palavra de Rabi Yossi, que quadra a cidade כְּמִין הַתְּקוּפָה; e a Tosefta Eruvin 4:6, na edição de Lieberman. Ali, porém, o dia longo e o dia curto definem as faces do norte e do sul, e as tekufot de Nissan e de Tishrei, o leste e o oeste; aqui, o arco entre os nasceres do sol nas tekufot de Tamuz e de Tevet define a face do oriente. Na seção 14: Eichá 4:15 e Iyov 9:7; os nomes dos portões estão em Melachim II 11:6, o portão Sur; Divrei HaYamim II 23:5, o portão do Yesod; Yirmeyahu 19:2, o portão Charsit; Yechezkel 40:15, o portão Eiton; Yirmeyahu 39:3, o portão do Tavech; Yirmeyahu 26:10, o portão novo; e Melachim II 15:35 e Divrei HaYamim II 27:3, o portão superior; a Mishná Middot 1:3 descreve o portão oriental do monte do Templo, com a imagem de Shushan, a capital. Na seção 15: Bamidbar 10:21; a ordem do acampamento em volta da tenda está em Bamidbar 2. Na seção 16: Bamidbar 2:17 e Bamidbar 10:25. Na seção 17: a Tosefta Eruvin 4:7, na edição de Lieberman, traz em nome de Rabi Yehudá que os muros e as saliências da cidade são incluídos com ela, e a Tosefta Eruvin 4:13, na mesma edição, que não se mede a partir do meio, porque assim se perde, mas a partir dos cantos; no Bavli, Eruvin 55b, entre as coisas que não se incluem com a cidade está נֶפֶשׁ שֶׁנִּפְרְצָה מִשְׁתֵּי רוּחוֹתֶיהָ אֵילָךְ וְאֵילָךְ, “o monumento rompido dos seus dois lados, de um lado ao outro”, e a guemará pergunta sobre duas paredes com teto; e em Eruvin 56b, וּכְשֶׁהוּא מוֹדֵד, לֹא יִמְדּוֹד מֵאֶמְצַע הַקֶּרֶן אַלְפַּיִם אַמָּה מִפְּנֵי שֶׁהוּא מַפְסִיד אֶת הַזָּוִיּוֹת. Referências corrigidas em relação a Guggenheimer: Berakhot 8:7 é a Mishná Berakhot 8:6; Sanhedrin 11:6 é o Yerushalmi Sanhedrin 11:4 no Sefaria; na seção 02, o versículo das testemunhas é Yeshayahu 44:9; na seção 03, a história não está no Bavli 53a, e a observação de Guggenheimer refere-se ao comentário de Rabenu Chananel; e, na seção 14, para o portão superior Guggenheimer remete a Divrei HaYamim II 24:20, que não fala de portão: o portão superior está em Melachim II 15:35 e em Divrei HaYamim II 27:3. A Tosefta Eruvin do Sefaria em outra edição tem numeração diferente; aqui se cita sempre a de Lieberman. Não foram citadas, por não terem sido conferidas, as referências de Guggenheimer a Shemot Rabá, ao Tanchuma e ao comentário de Rashi.
Leituras incertas. Na seção 02, as atribuições estão invertidas em relação ao Yerushalmi Berakhot 8:6, e a pergunta final só faz sentido na ordem de Berakhot; traduziu-se como está. Na seção 03, entre “acrescenta-se a ela um ever” e “ergueu os seus olhos” falta o contexto do encontro entre Rabi Yochanan e Rabi Hoshayá, que está no Yerushalmi Sanhedrin 11:4, e a tradução não nomeia quem fala; צְרַךְ לָךְ צְחַק לָךְ. לָא צְרַךְ לָךְ הִפְלִיג עָלֶיךָ foi traduzido, segundo o sentido de Guggenheimer, “acaso preciso de ti, para que rias? Não preciso de ti: fui além de ti”; טִירוֹנִין foi lido como o latim tiro, novato; e não se identificou o grupo אִילֵּין דְּבֵית שִׁילֹה. Na seção 04, o interlocutor de Rabi Yossi parece fundir Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Yassa; e אוֹ נֹאמַר הָהֵן גַּו פָּגוּם tem sentido obscuro. Na seção 05, פְּחוֹרְתָה, a olaria, é incerto. Na seção 07, דַּיּוֹ אַלְפַּיִם pode ser também o próprio techum de duas mil amot. Na seção 08, o ibur pode ser também a intercalação do ano, sentido comum da palavra, e עַד שֶׁנִּטְרְפָה הַשָּׁעָה foi traduzido literalmente. Na seção 09, בֵּין זוֹ לְזוֹ foi lido como as duas pontas do arco; סָבַר como “raciocinou”; e מֵרוּחַ אַחַת אָסוּר מִשְׁתֵּי רוּחוֹת מוּתָּר como a conclusão da imagem das sandálias: se o ponto só se alcança de um lado, é proibido; se de dois lados, é permitido. A seção 10 é obscura, e o próprio Guggenheimer apresenta a sua tradução como provisória: וְאִם לָאו foi traduzido literalmente, “e, se não”, e כִּמְפוּלָּשׁ como “aberto de ponta a ponta”. Na seção 11, o texto diz אַרְבָּעָה טִפָחִים, “quatro tefachim”, e depois “três”, mas a conclusão, מִשָּׁלֹשׁ וְעַד אַרְבַּע, tem números femininos, como de amot; traduziu-se como está; מִתְלַקֶּטֶת não tem sujeito expresso, e acrescentou-se “a encosta”. Na seção 12, בּוּרְגָנִין ficou burganin, com o mesmo sentido das seções 04 e 06, onde Guggenheimer traduz “barns”; מוֹדֵד מִן הַחיצוֹן foi traduzido “mede-se a partir do que está de fora”; a frase “Moshé fez-lhes três tzerifin e três burganin”, depois da objeção de Rabi Chiya, filho de Rabi Shabtai, foi deixada sem dizer se é resposta ou parte da pergunta; e o acréscimo final, “para que fosse uma cidade”, segue a explicação de Guggenheimer. Na seção 13, מְרַבְּעָהּ não tem sujeito expresso; Guggenheimer lê a primeira frase como citação de baraita, o que o hebraico não marca, e por isso não se usaram aspas. Na seção 14, נִיחָא foi traduzido “compreende-se”; Guggenheimer sugere que se deveria ler os equinócios, e não as tekufot de Tevet e de Tamuz, mas não há apoio textual, e seguiu-se o texto; וּמַעֲלָה יְתֵירָה foi traduzido “uma vantagem a mais”, mas a palavra pode ser também degrau ou elevação, em continuidade com o portão superior; עֶזְרַת יִשְׂרָאֵל הַחַיִל וְעֶזְרַת הַנָּשִׁים foi traduzido como três lugares. Na seção 15, o Yerushalmi lê וְהֵקִימוּ בְּנֵי מְרָרִי, com “os filhos de Merari” dentro do versículo, que em Bamidbar 10:21 não os nomeia, e בְּנֵי קְהָת foi lido como explicação de “deles”. Na seção 16, כְּתֵיבָה e כְּקוֹרָה foram explicados como formação quadrada e fila, e אוֹכְלוֹסִין, do grego ochlos, como população. Na seção 17, אֲוֵיר חָצֵר foi traduzido “o avir de um pátio”, e מַפְסִיד como “perde terreno”, como na Tosefta e no Bavli, que falam de perder os cantos.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 03, Guggenheimer escreve “Rebbi Ḥuna” e anota que se deve ler Rav, como aqui, e lê טִירוֹנִין como o grego tyrannos, “the ruler of the prophets”. Na seção 04, ele escreve “the word of Rebbi Simeon”, e o hebraico diz Rabi Shimon ben Yochai na citação; na seção 07, “the Elder Rebbi Ḥiyya” é aqui Rabi Chiya Rabá. Na seção 09, ele escreve “Rebbi Abba” para רִבִּי בָּא, e aqui ficou Rabi Ba. Na seção 11, ele escreve “Ammi bar Ezechiel”, sem título, como o hebraico, אַמִּי בַּר יְחֶזְקְאֵל; aqui se escreveu Rabi Ami bar Yechezkel, que é o Rami bar Yechezkel do Bavli, irmão de Rav Yehudá. Na seção 12, “Issy”, “Rebbi Ḥiyya the son of Rebbi Sabbatai”, “Rebbi Yose”, “Rebbi Yose ben Rebbi Abun” e “Rebbi Abbin” são aqui Issi, Rabi Chiya, filho de Rabi Shabtai, Rabi Yossi, Rabi Yossi beRabi Bun e Rabi Avin. Na seção 14, Shmuel bar Rav Yitzchak ficou sem título, como no hebraico e em Guggenheimer. Na seção 13 e no fim da seção 17, ele põe o texto entre aspas como citação de baraita e de Tosefta, e aqui não; na seção 17, “Rebbi Jehudah” é aqui Rabi Yudá, como no hebraico, רִבִּי יוּדָה, e “Rav Hoshaia” é Rav Hoshayá, distinto de Rabi Hoshayá das seções 03 e 16. Ele troca o sistema de sinais para álef e áyin na seção 02, e aqui a letra foi explicitada.
Nomes nesta página: Rav, רַב; Shmuel, שְׁמוּאֵל; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן; Rabi Hoshayá, רִבִּי הוֹשַׁעְיָה; Rabi Shmuel, רִבִּי שְׁמוּאֵל; Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא; Rabi Berechyá, רִבִּי בֶּרֶכְיָה; Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה; Rabi Chiya bar Ba, רִבִּי חִיָיה בַּר בָּא; Rabi Yitzchak, רִבִּי יִצְחָק; Rabi Chelbo, רִבִּי חֶלְבּוֹ; Rav Huna, רִבִּי חוּנָה; Rabi Yishmael, רִבִּי יִשְׁמָעֵאל; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Yassa, רִבִּי יָסָא; Rabi Yossi, רִבִּי יִוֹסֵה e רִבִּי יוֹסֵה; Rav Nachman, רַב נַחְמָן; Rabi Shimon ben Yochai, רִבִּי שִׁמְעוֹן בֵּן יוֹחַי; Rabi Shimon ben Lakish, רִבִּי שִׁמְעוֹן בֶּן לָקִישׁ; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Chiya Rabá, רִבִּי חִיָיה רוֹבָה; Bar Kapara, וּבַר קַפָּרָא; Rabi Pinchas, רִבִּי פִינְחָס; Rabi Ba, רִבִּי בָּא; Rav Yehudá, רַב יְהוּדָה; Rabi Ami bar Yechezkel, אַמִּי בַּר יְחֶזְקְאֵל; Issi, אִסְּי; Rabi Chiya, filho de Rabi Shabtai, רִבִּי חִיָיה בְּרֵיהּ דְּרִבִּי שׁוּבְתַּיי; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; Rabi Avin, רִבִּי אַבִין e רִבִּי אַבִּין; Shmuel bar Rav Yitzchak, שְׁמוּאֵל בַּר רַב יצְחָק; Rabi Chama bar Chanina, רִבִּי חָמָא בַּר חֲנִינָה; Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה; e Rav Hoshayá, רַב הוֹשַׁעְיָה. Personagens bíblicos: Moshé, Eliyahu, Achiyá, o shilonita, Elishá ben Shafat, Shmuel, Eli, Aharon, e os filhos de Kehat e de Merari; e a tribo de Dan.
Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: os das colunas da edição de Veneza 22b, na seção 01, antes de כֵּיצַד מְעַבְּרִין אֶת הֶעָרִים כול׳, e 22c, na seção 07, entre עַל e הָעִיקָּר; e os das páginas da edição de Vilna 31a, na seção 03, antes de תָּלָה עֵינוֹיי; 31b, na seção 04, antes de עַד רֹאשָׁהּ דִּמְדִינָתָא; 32a, na seção 09, antes de עִיר שֶׁהִיא בְנוּיָה כְמִין קֶשֶׁת; 32b, na seção 12, antes de עִיר שֶׁהִיא בְנוּיָה אוֹהֳלִים; 33a, no início da seção 14, antes de נִיחָא בְשִׁילוֹ; e 33b, na seção 16, antes de מַה בַחֲנִיָיתָן. Não há colchetes, parênteses nem a abreviação de parágrafo no hebraico desta halachá; a abreviação כול׳, na seção 01, foi mantida, e também as grafias do Sefaria, como יִוֹסֵה, הְאִיצְטַדִין, וְהַַקַּצְרִין, עיבּוּרּ e לנְּבִיאִים, nas seções 03 a 06; סַנְדָּלוֹי, בְּרָא e בְּרָה, na seção 09; אָרְבָּעָה, na seção 10; טִפָחִים, שֶׁלּא, הַחוּמָה e הַחוֹמָה, na seção 11; הַחיצוֹן e שֶׁלְמֹשֶׁה, na seção 12; מֵמְּקוֹם e תַּמּוז, na seção 13; יצְחָק e חֲרְיסִית, na seção 14; e נִמְדָּדּ, na seção 17. Os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.
Com esta halachá, abre-se o Perek Heh de Massechet Eruvin, Keitzad Meabrin (כֵּיצַד מְעַבְּרִין).