Primeira halachá do Perek Dalet de Massechet Eruvin, que abre o quarto capítulo, Mi SheHotziuhu (aquele a quem levaram para fora), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. Depois do capítulo sobre o alimento e o lugar do eruv, o capítulo passa ao techum (limite de Shabat) da própria pessoa: quem saiu dele sem querer ou com permissão, quem adormeceu no caminho, quem fixa a sua shevitá (lugar de repouso de Shabat) junto a uma árvore ou no lugar onde está, e quem saiu do techum e quer voltar. A Mishná ensina que quem foi levado para fora do seu limite por goyim, ou por um espírito mau, não tem senão quatro amot; que, se o trouxeram de volta, é como se não tivesse saído; e que, se o levaram para outra cidade, ou o puseram num curral ou num estábulo, Raban Gamliel e Rabi Elazar ben Azarya dizem que anda por toda ela, e Rabi Yehoshua e Rabi Akiva, que só tem quatro amot; e conta o navio que zarpou de Perundin. A guemará explica por que a Mishná precisou dizê-lo e de onde se aprendem as quatro amot e as duas mil amot; mede as quatro amot; pergunta, com Rabi Yudá ben Pazi, se elas são techum; infere que quem voltou por si mesmo está proibido, e liga isso a Rabi Nechemyá e a Rabi Meir; discute a mechitzá que goyim levantaram em volta de quem já tinha shevitá, segundo Rav Huna e Chiya, filho de Rav; trata de quem foi posto à entrada ou no meio do curral; e termina com a halachá, como Raban Gamliel no navio e como Rabi Yehoshua e Rabi Akiva no curral e no estábulo, e com a diferença entre o navio e o estábulo, segundo os colegas e segundo Rabi Zeira. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 41b.
Mishná: Aquele a quem goyim (gentios) ou um ruach raá (espírito mau, isto é, um acesso de loucura) levaram para fora do seu limite de Shabat não tem senão quatro amot (côvados). Se o trouxeram de volta, é como se não tivesse saído. Se o levaram para outra cidade, ou o puseram num dir (curral) ou num sahar (estábulo), Raban Gamliel e Rabi Elazar ben Azarya dizem: ele anda por toda ela; Rabi Yehoshua e Rabi Akiva dizem: não tem senão quatro amot. Aconteceu que vinham de Perundin, e o seu navio zarpou mar adentro: Raban Gamliel e Rabi Elazar ben Azarya andaram por todo ele; Rabi Yehoshua e Rabi Akiva não se moveram das quatro amot, pois quiseram ser rigorosos consigo mesmos.
“Aquele a quem goyim levaram para fora” etc. E, se não fosse assim, isto é, se a Mishná não o dissesse, o que diríamos? Que ele seja tratado como quem saiu com permissão, e tenha duas mil amot para cada lado. Por isso foi preciso dizer: “não tem senão quatro amot”. E de onde se aprendem as quatro amot? Do versículo “Ficai cada um onde está” (Shemot 16:29). E de onde se aprendem as duas mil amot? Do versículo “Não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia” (Shemot 16:29). Ou será ao contrário? Disse Rabi Eliezer: e ensinamos: Issi ben Akiva diz: “lugar”, “lugar”. Está dito aqui “lugar”, e está dito lá, sobre quem matou sem intenção: “E eu te designarei um lugar” (Shemot 21:13). Assim como o lugar dito lá é de duas mil amot, também o lugar dito aqui, no Shabat, é de duas mil amot.
As quatro amot de que falaram são toda a sua altura, deitado, e o estender das mãos. Rabi Yehudá diz: ele e mais três amot, para que possa tomar um barril que está junto à sua cabeceira e pô-lo junto aos seus pés. Quando ele faz as suas necessidades, faz as necessidades de lado; e quando reza, reza na diagonal das quatro amot.
Rabi Yudá ben Pazi perguntou: as quatro amot de que falaram são techum (limite de Shabat) ou não são techum? Se disseres que são techum, não se lhe dão quatro amot de dois lugares. Se disseres que não são techum, dão-se-lhe quatro amot de dois lugares. Disse Rabi Zeira: a matnita (Mishná) diz assim: as quatro amot de que falaram são techum; pois ensinamos em outra Mishná, sobre dois que passam o Shabat no caminho: “desde que este não leve nada de dentro das suas amot para dentro das do companheiro” etc.
A Mishná não disse senão “se o trouxeram de volta”; mas, se ele voltou por si mesmo, está proibido. Disse Rabi Achá: é a opinião de Rabi Nechemyá, pois foi ensinado numa baraita: frutos que saíram para o reshut harabim (domínio público) e voltaram, se foi por engano, sejam comidos; se foi intencionalmente, não sejam comidos. Rabi Nechemyá diz: tanto por engano como intencionalmente, não sejam comidos, até que os devolva ao seu lugar por engano. E a opinião de Rabi Nechemyá vem a ser como Rabi Meir, pois foi ensinado: quem separa o dízimo e quem cozinha no Shabat, se foi por engano, seja comido; se foi intencionalmente, não seja comido: palavras de Rabi Meir.
Se alguém adquiriu para si shevitá (lugar de repouso de Shabat), e vieram goyim no Shabat e a cercaram com uma mechitzá (divisória): Rav Huna disse: a sua mechitzá não lhe adiantou nada; antes, ele anda em duas mil amot e transporta em quatro amot. Chiya, filho de Rav, disse: anda e transporta em duas mil amot. Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Abuna em nome de Chiya, filho de Rav: anda em duas mil e transporta em quatro mil amot, por meio de arremesso.
Queriam dizer: aquilo em que Rav Huna e Chiya divergem é segundo Rabi Yehoshua e segundo Rabi Akiva; mas, segundo Raban Gamliel e segundo Rabi Elazar ben Azarya, não divergem. E na verdade mesmo segundo Raban Gamliel e segundo Rabi Elazar ben Azarya divergem, pois mais leve é o caso de quem adquiriu para si shevitá do que o de quem não adquiriu para si shevitá.
Se o puseram os goyim à entrada do dir: segundo a opinião de Rabi Yehoshua e Rabi Akiva, dão-se-lhe as suas quatro amot, duas amot por dentro do dir e duas amot por fora. Segundo a opinião de Raban Gamliel e Rabi Elazar ben Azarya, não se lhe dão duas amot por dentro e duas amot por fora; pois, se tu dizes que se lhe dão duas amot por dentro e duas amot por fora, também ele, segundo eles, passaria a transportar no dir inteiro.
Se o puseram no meio do dir, e o dir estava metade dentro do techum e metade fora do techum, Rabi Achá disse isto a partir do ulpan (tradição aprendida); Rabi Yudá disse-o a partir do próprio raciocínio: é a controvérsia de Rav Huna e de Chiya, filho de Rav.
Disse Rabi Zeira em nome de Rav Huna, em nome de Rav: isso que a Mishná diz, que Rabi Yehoshua e Rabi Akiva quiseram ser rigorosos consigo mesmos, isto nos diz que a halachá (a norma prática) é segundo Raban Gamliel e segundo Rabi Elazar ben Azarya. Rabi Ba disse em nome de Rabi Chiya bar Ashi: também no dir e no sahar, e não só no navio, a halachá é segundo Raban Gamliel e segundo Rabi Elazar ben Azarya. Chananya, filho do irmão de Rabi Yehoshua, diz: o dia todo estiveram discutindo, estes contra aqueles, até que veio o irmão do meu pai, Rabi Yehoshua, e decidiu a questão entre eles; e estabeleceu que a halachá seja segundo Raban Gamliel e segundo Rabi Elazar ben Azarya no caso do navio, e segundo Rabi Yehoshua e segundo Rabi Akiva no caso do dir e do sahar.
Qual a diferença entre o sahar e o navio? Os chaveraya (os colegas) dizem: o navio é diferente, porque as suas mechitzot sobem com ele. Disse Rabi Zeira: é porque tiram o navio destas quatro amot e o põem nestas outras quatro amot.
Qual a diferença prática entre eles? Se o navio era uma exedra (um pórtico aberto, sem paredes), segundo a opinião dos chaveraya é permitido; segundo a opinião de Rabi Zeira, é proibido. Se o mar estava calmo, segundo a opinião dos chaveraya é proibido; segundo a opinião de Rabi Zeira, é permitido. Disse Rabi Zeira: a matnita diz assim: as quatro amot de que falaram não são techum.
Esta é a primeira halachá do Perek Dalet de Massechet Eruvin, Mi SheHotziuhu, e a sua Mishná corresponde à Mishná Eruvin 4:1 da Mishná avulsa, com estas diferenças: o Yerushalmi escreve כְּאִילּוּ onde a avulsa tem כְּאִלּוּ; בַדִּיר אוֹ בַסַּהַר onde a avulsa tem בְדִיר אוֹ בְסַהַר; רִבִּי onde a avulsa tem רַבִּי; עֲקִיבָה onde a avulsa tem עֲקִיבָא; אוֹמֵר e אוֹמר, no singular, onde a avulsa tem אוֹמְרִים, nas duas vezes; כּוּלָּהּ, na primeira vez, onde a avulsa tem כֻּלָּהּ; מִפְּרֻנְדִּין onde a avulsa tem מִפְּרַנְדִּיסִין; e בַּיָם, sem dagesh, onde a avulsa tem בַּיָּם. Não há diferença de conteúdo. A Mishná avulsa continua, em 4:2, com o episódio em que o navio só entrou no porto depois de escurecer, e Raban Gamliel lhes disse que podiam descer, porque estavam dentro do techum antes de escurecer; o Bavli lê esse episódio na mesma Mishná, em Eruvin 41b. No Bavli, a Mishná começa מִי שֶׁהוֹצִיאוּהוּ נׇכְרִים, אוֹ רוּחַ רָעָה — אֵין לוֹ אֶלָּא אַרְבַּע אַמּוֹת, com נׇכְרִים onde o Yerushalmi tem גוֹיִם, e lê אוֹמְרִים e מִפְּלַנְדַּרְסִין, Plandarsin. A halachá ocupa sete segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros seis é aqui uma seção, de 01 a 06, dividida em pares de hebraico e português: dois na seção 01, um na 02, um na 03, dois na 04, dois na 05 e três na 06.
O techum do Shabat é de duas mil amot em cada direção a partir do lugar em que a pessoa estava ao escurecer; quem sai dele fica restrito a quatro amot onde está. A Mishná trata de quem foi levado para fora sem querer: por goyim, ou por um ruach raá, isto é, num acesso de loucura, em que não responde pelos seus atos. A seção 01 pergunta por que a Mishná precisou dizer que ele só tem quatro amot: sem ela, seria possível tratá-lo como quem saiu com permissão, que tem duas mil amot para cada lado, como ensina a Mishná Eruvin 4:3, na numeração do Sefaria. Em seguida, deduz de Shemot 16:29, o versículo do maná, as quatro amot, de “ficai cada um onde está”, e as duas mil amot, de “não saia ninguém do seu lugar”; e, à pergunta “ou ao contrário?”, responde com a guezerá shavá de Issi ben Akiva, que compara a palavra “lugar” do Shabat ao “lugar” de Shemot 21:13, o refúgio de quem matou sem intenção; Guggenheimer explica que as cidades de refúgio eram cidades dos levitas, com duas mil amot de terreno em volta. Depois, mede as quatro amot: a altura do homem com os braços estendidos, ou, segundo Rabi Yehudá, ele e mais três amot, para mover um barril da cabeça aos pés. A seção 02, de Rabi Yudá ben Pazi, pergunta se as quatro amot são techum: se são, não se juntam quatro amot de dois lugares; se não são, juntam-se. Rabi Zeira prova que são techum pela Mishná Eruvin 4:6, dos dois cujas quatro amot se cruzam e que não podem levar coisas das amot de um para as do outro. A seção 03 infere da Mishná que, se ele voltou por si mesmo, está proibido; Rabi Achá atribui a inferência a Rabi Nechemyá, que proíbe os frutos que saíram e voltaram, mesmo por engano, a não ser que tenham sido devolvidos por engano; e a guemará aproxima Rabi Nechemyá de Rabi Meir, que proíbe o que foi dizimado ou cozido intencionalmente no Shabat. A seção 04 trata de quem já tinha adquirido shevitá e em volta de quem goyim levantaram uma mechitzá: para Rav Huna, a mechitzá feita no Shabat não lhe serve, e ele só transporta em quatro amot; para Chiya, filho de Rav, transporta em duas mil, ou, na versão de Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Abuna, em quatro mil, por arremesso. A guemará pensa primeiro que essa controvérsia só existe segundo Rabi Yehoshua e Rabi Akiva, e conclui que existe também segundo Raban Gamliel, porque o caso de quem tem shevitá é mais leve do que o da Mishná. A seção 05 aplica as opiniões da Mishná a quem foi posto à entrada do curral, e liga à controvérsia de Rav Huna e Chiya o curral que está metade dentro e metade fora do techum. A seção 06 decide a halachá: Rav deduz do “quiseram ser rigorosos consigo mesmos” que a halachá é como Raban Gamliel; Rabi Chiya bar Ashi estende-a ao curral e ao estábulo; e Chananya, sobrinho de Rabi Yehoshua, conta que o seu tio decidiu como Raban Gamliel no navio e como Rabi Yehoshua e Rabi Akiva no curral e no estábulo. Os colegas explicam que o navio é diferente porque as suas paredes andam com ele; Rabi Zeira, porque o navio leva a pessoa de umas quatro amot para outras; e a diferença entre eles aparece no navio sem paredes, como uma exedra, e no mar calmo, em que, ao que parece, o navio quase não anda.
Referências conferidas no Sefaria. No Bavli, Eruvin 41b deduz da Mishná, como a seção 03, הֶחְזִירוּהוּ הוּא דִּכְאִילּוּ לֹא יָצָא, אֲבָל הוֹצִיאוּהוּ נׇכְרִים וְחָזַר לְדַעַת — אֵין לוֹ אֶלָּא אַרְבַּע אַמּוֹת!, “só quando o trouxeram de volta é como se não tivesse saído; mas, se goyim o levaram para fora e ele voltou por vontade própria, não tem senão quatro amot”; ali Rav Papa diz que frutos que saíram do techum e voltaram não perdem o seu lugar, e a baraita é פֵּירוֹת שֶׁיָּצְאוּ חוּץ לַתְּחוּם, בְּשׁוֹגֵג — יֵאָכֵלוּ, בְּמֵזִיד — לֹא יֵאָכֵלוּ, com רַבִּי נְחֶמְיָה וְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר בֶּן יַעֲקֹב אוֹמְרִים: לְעוֹלָם אֲסוּרִין, עַד שֶׁיַּחְזְרוּ לִמְקוֹמָן שׁוֹגְגִין, discutida até Eruvin 42a; o Bavli diz “fora do techum” onde o Yerushalmi diz “para o reshut harabim”. Eruvin 42a traz a mechitzá que goyim levantaram no Shabat em volta de quem passou o Shabat num vale: em nome de Shmuel, וּמְטַלְטֵל בְּכוּלָּהּ עַל יְדֵי זְרִיקָה, “e transporta em toda ela por meio de arremesso”; וְרַב הוּנָא אָמַר: מְהַלֵּךְ אַלְפַּיִם אַמָּה, וּמְטַלְטֵל אַרְבַּע אַמּוֹת; e חִיָּיא בַּר רַב אָמַר: מְהַלֵּךְ אַלְפַּיִם אַמָּה, וּמְטַלְטֵל בְּאַלְפַּיִם אַמָּה, emendado ali para quatro amot. Em Eruvin 42b, אָמַר רַב הוּנָא בְּרֵיהּ דְּרַב נָתָן: כְּתַנָּאֵי liga essa controvérsia à da Mishná, como a seção 04; ali também אָמַר רַב: הִלְכְתָא כְּרַבָּן גַּמְלִיאֵל בְּדִיר וְסַהַר וּסְפִינָה. וּשְׁמוּאֵל אָמַר: הִלְכְתָא כְּרַבָּן גַּמְלִיאֵל, בִּסְפִינָה, אֲבָל בְּדִיר וְסַהַר — לָא.; no Yerushalmi, Rav Huna em nome de Rav diz da Mishná apenas que a halachá é como Raban Gamliel, e Rabi Chiya bar Ashi a estende ao curral e ao estábulo. Em seguida, Rabba explica a halachá do navio הוֹאִיל וְשָׁבַת בַּאֲוִיר מְחִיצּוֹת מִבְּעוֹד יוֹם, “porque passou a entrada do Shabat dentro das paredes enquanto ainda era dia”, perto da razão dos colegas, e Rabi Zeira הוֹאִיל וּסְפִינָה נוֹטַלְתּוֹ מִתְּחִילַּת אַרְבַּע וּמַנַּחְתּוֹ בְּסוֹף אַרְבַּע, como aqui; a diferença entre eles é אִיכָּא בֵּינַיְיהוּ שֶׁנִּפְחֲתוּ דּוֹפְנֵי סְפִינָה, “quando as paredes do navio se romperam”, perto do caso da exedra. Eruvin 43a traz a decisão de Chananya: אֶמֶשׁ הִכְרִיעַ אֲחִי אַבָּא הֲלָכָה כְּרַבָּן גַּמְלִיאֵל בִּסְפִינָה, וַהֲלָכָה כְּרַבִּי עֲקִיבָא בְּדִיר וְסַהַר, só com Rabi Akiva no curral e no estábulo. Eruvin 51a deduz ״שְׁבוּ אִישׁ תַּחְתָּיו״ — אֵלּוּ אַרְבַּע אַמּוֹת. ״אַל יֵצֵא אִישׁ מִמְּקוֹמוֹ״ — אֵלּוּ אַלְפַּיִם אַמָּה, como a seção 01, e Rav Chisda diz אָמַר רַב חִסְדָּא: לָמַדְנוּ ׳מָקוֹם׳ מִ׳מָּקוֹם׳,. Eruvin 48a mede de outro modo: רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: גּוּפוֹ שָׁלֹשׁ אַמּוֹת, וְאַמָּה כְּדֵי שֶׁיִּטּוֹל חֵפֶץ מִתַּחַת מַרְגְּלוֹתָיו וּמַנִּיחַ תַּחַת מְרַאֲשׁוֹתָיו. A Tosefta Eruvin 3:10, na numeração do Sefaria, que é 3:11 na edição de Lieberman, traz a medida das quatro amot com o mesmo versículo; na edição de Lieberman, כמה תחתיו, מלוא קומתו ופשוט ידיו, הרי ארבע, e ר' יהודה אומ' גופו שלש חוץ לארבע אמ' כדי שיהא נוטל חבית ממראשתיו ונותן למרגלותיו. A Mishná citada por Rabi Zeira na seção 02 é a Mishná Eruvin 4:6, וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יוֹצִיא זֶה מִתּוֹךְ שֶׁלּוֹ לְתוֹךְ שֶׁל חֲבֵרוֹ. A regra do dízimo e do cozido no Shabat está, sem nome, na Mishná Terumot 2:3, הַמְעַשֵּׂר וְהַמְבַשֵּׁל בְּשַׁבָּת, שׁוֹגֵג, יֹאכַל, מֵזִיד, לֹא יֹאכַל, e, em nome de Rabi Meir, só sobre o cozido, no Bavli, Ketubot 34a, הַמְבַשֵּׁל בְּשַׁבָּת, בְּשׁוֹגֵג — יֹאכַל, בְּמֵזִיד — לֹא יֹאכַל, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. Os versículos são Shemot 16:29 e Shemot 21:13.
Leituras incertas. Na seção 01, וְלֹכֵן foi lido como “e, se não fosse assim”; לְפוּם כֵּן מֵימַר como “por isso foi preciso dizer”; e אוֹ חִלֻּף como a pergunta “ou será ao contrário?”. A frase אָמַר רִבִּי אליעזר. וְתַנּינָן foi traduzida tal como está, “disse Rabi Eliezer: e ensinamos”, embora o nome esteja sem sinais vocálicos e a palavra de Issi ben Akiva seja uma baraita e não uma Mishná. שְׁבוּ אִישׁ תַּחְתָּיו foi traduzido “ficai cada um onde está”, para não confundir com a palavra “lugar” da guezerá shavá. הוּא וְשָׁלֹשׁ אַמּוֹת foi traduzido literalmente, “ele e mais três amot”; a Tosefta diz “o seu corpo, três”. As frases כְּשֶׁהוּא נִפְנֶה נִפְנֶה מִן הַצָּד e וּכְשֶׁהוּא מִתְפַּלֵּל מִתְפַּלֵּל לוֹכְסוֹן têm sentido incerto; ao que parece, dizem que, dentro das suas quatro amot, ele se afasta para o lado para as necessidades e reza na diagonal, a medida mais longa. Na seção 02, מִשְּׁנֵי מְקוֹמוֹת foi traduzido “de dois lugares”; o sentido parece ser o de juntar quatro amot de duas posições, ou de duas pessoas. Na seção 03, אָסוּר foi traduzido “está proibido”, sem dizer em quê, como no hebraico. Na seção 04, קַל הוּא foi traduzido “mais leve”, isto é, mais leniente. Na seção 05, נְתָנוֹ foi traduzido “o puseram”, como o נְתָנוּהוּ da Mishná; אוֹף הוּא מְטַלְטֵל foi traduzido literalmente; e מִן אוּלְפָּן e מִן דֵּיעָה como “a partir do ulpan” e “a partir do próprio raciocínio”. Na seção 06, שֶׁעוֹקְרִין אוֹתָהּ, no feminino, foi lido como referência ao navio; אֵכְּסֶדְרָה é o grego exedra; e גַּלֵנוֹ foi lido como o grego galene, “calmo”. Rabi Zeira diz na seção 02 que a Mishná ensina que as quatro amot são techum e, na seção 06, que não são techum; as duas frases foram traduzidas como estão. O lugar מִפְּרֻנְדִּין foi transliterado Perundin; Guggenheimer o identifica com Brindisi, o porto do sul da Itália. Os nomes רִבִּי חוּנָה, na seção 04, e רַב חוּנָה, nas seções 05 e 06, foram traduzidos Rav Huna, como em Eruvin 3:8 deste site.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer considera sem sentido o וְלֹכֵן do manuscrito de Leiden e traduz pelo fragmento da Guenizá, acrescentando “é necessário”; omite אָמַר רִבִּי אליעזר e substitui וְתַנּינָן por “foi ensinado assim”. Na seção 04, ele escreve “Rebbi Ḥuna” e propõe ler Rav, como aqui. Na seção 06, ele traduz רִבִּי בָּא como “Rebbi Abba”, e aqui ficou Rabi Ba; e propõe trocar entre si as opiniões dos colegas e de Rabi Zeira no caso da exedra, o que aqui não se fez. Ele escreve ainda “Rebbi Jehudah ben Pazi”, “Rebbi Zeˋira”, “Rebbi Neḥemiah”, “Ḥiyya the son of Rav”, “Rebbi Jacob bar Aḥa” e “Ḥananiah the son of Rebbi Joshua’s brother”.
Nomes nesta página: Raban Gamliel, רַבָּן גַּמְלִיאֵל; Rabi Elazar ben Azarya, רִבִּי אֶלְעָזָר בֶּן עֲזַרְיָה; Rabi Yehoshua, רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ; Rabi Akiva, רִבִּי עֲקִיבָה; Rabi Eliezer, רִבִּי אליעזר; Issi ben Akiva, אִסִּא בֵּן עֲקִיבָה; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, na seção 01, e Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, na seção 05; Rabi Yudá ben Pazi, רִבִּי יוּדָה בֶּן פָּזִי; Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Nechemyá, רִבִּי נְחֶמְיָה; Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר; Rav Huna, רִבִּי חוּנָה e רַב חוּנָה; Chiya, filho de Rav, חִיָיה בְּרֵיהּ דְּרַב; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Abuna, רִבִּי אַבוּנָא; Rav, רַב; Rabi Ba, רִבִּי בָּא; Rabi Chiya bar Ashi, רִבִּי חִיָיה בַּר אַשִּׁי; e Chananya, filho do irmão de Rabi Yehoshua, חֲנַנְיָה בֶּן אֲחִי רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ.
Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: o da coluna 21d da edição de Veneza, na seção 01, antes de מִי שֶׁהוֹצִיאוּהוּ גוֹיִם כול׳; e os das páginas da edição de Vilna 27a, na seção 01, antes de מַה מָקוֹם שֶׁנֶּאֱמַר לְהַלָּן; 27b, na seção 03, antes de שׁוֹגֵג יֵאָכֵל. מֵזִיד לֹא יֵאָכֵל. דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר; e 28a, na seção 06, antes de אִם הָיָה הַיָּם גַּלֵנוֹ. O texto do Sefaria não tem marcador numérico na abertura do capítulo, e nenhum foi acrescentado; não há colchetes nem parênteses no hebraico. A abreviação כול׳, nas seções 01 e 02, foi mantida, e também as grafias do Sefaria, como אוֹמר, sem sinal vocálico, na Mishná, אליעזר e וְתַנּינָן, na seção 01, שְׁביתָה e מִמֵּי, na seção 04; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.
Com esta halachá, abre-se o Perek Dalet de Massechet Eruvin, Mi SheHotziuhu (מִי שֶׁהוֹצִיאוּהוּ).