Quarta halachá do Perek Guimel, BaKol Mearvin, de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que o eruv que rolou para fora do techum, sobre o qual caiu um monte de entulho, que foi queimado, ou que era terumá e se tornou impura, não é eruv se isso aconteceu enquanto ainda era dia, e é eruv se aconteceu depois que escureceu; na dúvida, Rabi Meir e Rabi Yehudá dizem que a pessoa é chamar gamal, e Rabi Yossi e Rabi Shimon dizem que a dúvida do eruv é válida, como testemunhou Avtolas em nome de cinco anciãos. A guemará limita a Mishná à dúvida sobre o momento da impureza e diz, em nome de Rabi Yonatan, que os dois lados seguem as chazakot; mostra as objeções de cada lado; discute se se dão ao chamar gamal as duas mil amot do eruv até a casa; compara a lei de Rabi Yossi com a Mishná dos dois mikvaot; e pergunta se o eruv e o techum são da Torá, com Rabi Chiya Rabá, os versículos com “al” e a palavra de Rabi Hoshayá, até o techum de doze mil do acampamento de Israel. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 35a.
Mishná: Se o eruv rolou para fora do techum (limite de Shabat), ou caiu sobre ele um gal (monte de entulho), ou foi queimado, ou se era terumá (a porção do sacerdote) e se tornou impura, se isso aconteceu enquanto ainda era dia, não é eruv (a junção que permite transportar ou caminhar no Shabat); se aconteceu depois que escureceu, eis que é eruv. Se é dúvida, Rabi Meir e Rabi Yehudá dizem: eis que ele é chamar gamal (condutor de jumento e condutor de camelo). Rabi Yossi e Rabi Shimon dizem: a dúvida do eruv é válida. Disse Rabi Yossi: Avtolas testemunhou em nome de cinco anciãos que a dúvida do eruv é válida.
“Rolou para fora do techum” etc. Não disseram na Mishná senão “e se tornou impura”: quando há dúvida se ela se tornou impura enquanto ainda era dia, ou dúvida se ela se tornou impura depois que escureceu. Mas, se havia dúvida se era pura, dúvida se era impura, faz-se eruv com ela. Rabi Shmuel bar Nachman em nome de Rabi Yonatan: seguiram as chazakot (presunções de estado anterior).
Rabi Meir e Rabi Yudá objetam a Rabi Yossi e a Rabi Shimon: se o eruv tivesse sido comido enquanto ainda era dia, acaso não seria proibido sair do lugar? Ele está sempre na sua permissão até que se saiba a seu respeito que é proibido. Rabi Yossi e Rabi Shimon objetam a Rabi Meir e a Rabi Yudá: se o eruv tivesse sido comido depois que escureceu, acaso não seria permitido andar até ele? Ele está sempre na sua proibição até que se saiba a seu respeito que é permitido.
Qual é a lei quanto a dar-lhe duas mil amot (côvados) desde o seu eruv até a sua casa? Rabi Ba bar Mamal disse: dão-lhe as duas mil amot. Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak disse: não lhe dão as duas mil amot. Rabi Shamai disse isto diante de Rabi Yossi em nome de Rabi Achá: aquilo em que discordam é segundo Rabi Meir; mas segundo Rabi Yudá, todo o mundo concorda que lhe dão as duas mil amot. E não se compara o chamar gamal de Rabi Meir ao chamar gamal de Rabi Yudá. O chamar gamal de Rabi Meir não está no seu eruv, porque o seu eruv não lhe adquiriu o direito de arrancar os seus pés e separá-lo dos moradores da sua cidade. O chamar gamal de Rabi Yudá é aquele que pôs a sua intenção em arrancar os seus pés e separar-se dos moradores da sua cidade.
Ali, na Mishná, ensinamos: “Na sua dúvida, ele é puro; Rabi Yossi o declara impuro.” Disse Rabi Yona: Rabi Yossi não o declarou impuro senão por causa de uma evidência. Disse Rabi Yona: e mesmo quando há um só lugar de imersão, Rabi Yossi declara impuro. A linha de Rabi Yossi parece invertida, pois ensinamos: “Disse Rabi Yossi: Avtolas testemunhou em nome de cinco anciãos que a dúvida do eruv é válida.” E aqui tu dizes assim, que a dúvida é válida? Ali ele fala em seu próprio nome; mas aqui, fala em nome de cinco anciãos. Queriam dizer: quem diz ali “puro” diz aqui “permitido”; quem diz ali “impuro” diz aqui “proibido”. Mas mesmo quem diz ali “impuro” concorda aqui que o eruv é permitido.
Disse Rabi Chinena: acaso não discordam ali somente sobre as palavras deles, dos sábios? E a dúvida em matéria das palavras deles se resolve para facilitar. E o eruv é palavra da Torá, e a dúvida em matéria de palavra da Torá se resolve para agravar. E o eruv é palavra da Torá? Rabi Yonatan disse diante de Rabi Chiya Rabá em nome de Rabi Shimon beRabi Yossi ben Lakonia: açoita-se pelos techumei Shabat, pois são palavra da Torá. Disse-lhe Rabi Chiya Rabá: e acaso não há no Shabat senão a pena de sekilá (apedrejamento) e karet (extirpação)? Disse-lhe: e não está escrito: “Não comais dele cru” (Shemot 12:9)? Disse-lhe: o que está escrito, lo (não)? Al (não, em forma de advertência) está escrito! Disse-lhe: e não está escrito: “Ficai cada um no seu lugar; não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia” (Shemot 16:29)? Disse-lhe: o que está escrito ali, lo? Al está escrito!
Disse Rabi Yossi beRabi Bun: mesmo assim, este se mantém na sua tradição, e aquele se mantém na sua tradição. Disse Rabi Shmuel bar Sosarta: o eruv, fizeram-no como a dúvida que envolve um cheresh (surdo-mudo). Rabi Yirmeyá perguntou: até agora, isso vale quando o eruv existe; e mesmo se ele foi queimado? Disse Rabi Yossi: eu a confirmei conforme o que disse Rabi Hoshayá: fizeram-te chegar ao fim da questão: os techumei Shabat não são claros pela palavra da Torá. Rabi Mana perguntou: está bem que duas mil amot não seja claro; mas quatro mil amot, é claro? Rabi Shimon bar Karsana em nome de Rabi Achá: não há para ti nenhum mais claro do que todos eles, senão o techum de doze mil (milhas), como o acampamento de Israel.
Esta é a quarta halachá do Perek Guimel, BaKol Mearvin, de Massechet Eruvin, e a sua Mishná corresponde à Mishná Eruvin 3:4 da Mishná avulsa. As diferenças são estas: נִתְגַּלְגַּל onde a avulsa tem נִתְגַּלְגֵּל; וְנִיטְמֵאת, com yod, onde a avulsa tem וְנִטְמֵאת; עֵירוּב, com yod, onde a avulsa tem עֵרוּב; מִשֶׁחָשֵׁיכָה onde a avulsa tem מִשֶּׁחֲשֵׁכָה; אוֹמֵר, no singular, nas duas opiniões, onde a avulsa tem אוֹמְרִים; סְפֵק הָעֵירוּב, com artigo, onde a avulsa tem סְפֵק עֵרוּב; e, no testemunho, הֵעִיד אַבְטוֹלָס מִשֵּׁם חֲמִשָּׁה זְקֵנִים שֶׁסְּפֵק הָעֵירוּב כָּשֵׁר onde a avulsa tem אַבְטוֹלְמוֹס הֵעִיד מִשּׁוּם חֲמִשָּׁה זְקֵנִים עַל סְפֵק עֵרוּב שֶׁכָּשֵׁר, com o nome Avtolemos. Na seção 04, a guemará cita o testemunho com בְּשֵׁם e זְקֵינִים. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 35a, com נָפַל עָלָיו גַּל, sem vav, תְּרוּמָה וְנִטְמֵאת, sem אוֹ, e אַבְטוּלְמוֹס. A halachá ocupa cinco segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e os outros quatro são as seções 01 a 04; o último, longo, foi dividido em três blocos dentro da seção 04.
Sobre a seção 01. A guemará restringe a Mishná: o caso de dúvida de que ela trata é aquele em que se sabe que a terumá se tornou impura e só não se sabe quando, antes ou depois do início do Shabat. Se a dúvida é se ela estava pura ou impura, faz-se eruv com ela. Rabi Shmuel bar Nachman em nome de Rabi Yonatan explica, ao que parece, que as duas partes da Mishná seguem as chazakot, isto é, a presunção de que as coisas permanecem no estado anterior, e só discordam sobre qual é esse estado.
Sobre a seção 02. Cada lado mostra ao outro a sua chazaká. Para Rabi Meir e Rabi Yudá, a pessoa estava proibida de sair do seu lugar, e só um eruv certamente válido a permite; se o eruv tivesse sido comido de dia, ela ficaria proibida. Para Rabi Yossi e Rabi Shimon, o eruv foi feito validamente, e só a certeza de que se invalidou antes do Shabat o anula; se tivesse sido comido de noite, ele valeria. O hebraico formula as duas objeções como perguntas, com שֶׁמָּא אֵינוֹ אָסוּר e שֶׁמָּא אֵינוֹ מוּתָּר; a tradução seguiu essa forma.
Sobre a seção 03. O chamar gamal da Mishná, que puxa o jumento por trás e guia o camelo pela frente, fica preso entre dois lugares: não pode contar com a sua casa nem com o eruv, e se discute se pode ao menos andar o trecho comum entre os dois. Segundo Rabi Achá, a discussão é só na opinião de Rabi Meir, em cujo chamar gamal o eruv não chegou a tirar a pessoa dos moradores da sua cidade; na opinião de Rabi Yudá, o chamar gamal é quem já decidiu sair da sua cidade, e todos concordam que se lhe dão as duas mil amot. O hebraico não diz em que caso Rabi Yudá fala de chamar gamal, e a tradução não o acrescentou.
Sobre a seção 04. “Ali” é a Mishná de Mikvaot, sobre quem mergulhou num de dois mikvaot, um com quarenta seás e o outro sem, e não sabe em qual: na impureza leve, a dúvida é pura, e Rabi Yossi a declara impura. Rabi Yona explica primeiro que Rabi Yossi só declara impuro por causa da evidência, a de um dos mikvaot ser certamente inválido; depois diz que ele declara impuro mesmo quando há um só lugar. A guemará pergunta como Rabi Yossi é rigoroso ali e leniente no eruv, e responde que ali fala em seu nome e aqui transmite o testemunho dos cinco anciãos. Rabi Chinena argumenta, ao que parece, que ali a discussão é sobre uma impureza que é das palavras dos sábios, cuja dúvida se resolve com leniência, e que o eruv seria da Torá, cuja dúvida se resolve com rigor; a guemará pergunta se o eruv é mesmo da Torá e traz a palavra sobre o açoite pelos techumei Shabat. A objeção é que no Shabat só há apedrejamento e extirpação; a réplica cita um versículo com אַל que é proibição punível, e a tréplica responde que a proibição com אַל é diferente da com לֹא. O hebraico só diz “disse-lhe” e não nomeia quem fala em cada réplica; a tradução não acrescentou nomes. Rabi Yossi beRabi Bun conclui que cada um ficou na sua tradição. Rabi Shmuel bar Sosarta compara o eruv à dúvida em que está envolvido um surdo-mudo, a quem não se pode perguntar, de modo que se decide logo pelas regras da dúvida. Rabi Yirmeyá pergunta como a chazaká funciona quando o eruv foi queimado e já não existe, e Rabi Yossi responde com a palavra de Rabi Hoshayá de que os techumei Shabat não são claros na Torá. Rabi Mana pergunta se isso vale também para quatro mil amot, e Rabi Shimon bar Karsana em nome de Rabi Achá diz que só o limite de doze mil, a medida do acampamento de Israel no deserto, é claro.
Referências conferidas no Sefaria. A Mishná citada na seção 04 é a Mishná Mikvaot 2:2, que traz סְפֵקוֹ טָהוֹר. רַבִּי יוֹסֵי מְטַמֵּא, שֶׁרַבִּי יוֹסֵי אוֹמֵר, כָּל דָּבָר שֶׁהוּא בְחֶזְקַת טֻמְאָה, לְעוֹלָם הוּא בִפְסוּלוֹ, עַד שֶׁיִּוָּדַע שֶׁטָּהַר, no caso dos dois mikvaot. Os versículos são Shemot 12:9, אַל תֹּאכְלוּ מִמֶּנּוּ נָא, e Shemot 16:29, שְׁבוּ אִישׁ תַּחְתָּיו אַל יֵצֵא אִישׁ מִמְּקֹמוֹ בַּיּוֹם הַשְּׁבִיעִי. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 35a, e a guemará segue até Eruvin 36a: em Eruvin 35b, a guemará traz a mesma Mishná dos dois mikvaot com רַבִּי יוֹסֵי מְטַמֵּא e diz que Rabi Meir considera os techumin da Torá; em Eruvin 36a, Rav Huna bar Chinana distingue a impureza, הוֹאִיל וְיֵשׁ לָהּ עִיקָּר מִן הַתּוֹרָה, e diz que Rabi Yossi considera os techumin dos sábios; a outra resposta, הָא דִידֵיהּ, הָא דְּרַבֵּיהּ, corresponde ao “em seu próprio nome” e “em nome de cinco anciãos” desta halachá; e a baraita de Eruvin 36a diz que, se a terumá era סָפֵק טְהוֹרָה סָפֵק טְמֵאָה, אֵין זֶה סְפֵק עֵירוּב כָּשֵׁר, o contrário do que diz a seção 01. No Bavli Eruvin 17b, Rabi Chiya ensina לוֹקִין עַל עֵירוּבֵי תְּחוּמִין דְּבַר תּוֹרָה, e Rabi Yonatan objeta וְכִי לוֹקִין עַל לָאו שֶׁבְּ״אַל״; ali os papéis estão distribuídos de outro modo. Na Tosefta Eruvin, na numeração do Sefaria, a baraita está em 2:11: א"ר יוסי [אבטולס העיד משים חמשה זקנים שספק העירוב כשר], com o nome Avtolas, como aqui, e ela também diz que a terumá de dúvida se pura ou impura não serve para eruv.
Leituras incertas. מִשּׁוּם הוֹכֵחַ, na seção 04, foi traduzido “por causa de uma evidência”. וַאֲפִילוּ מָקוֹם אֶחָד foi traduzido “e mesmo quando há um só lugar de imersão”. וְעֵירוּב דְּבַר תּוֹרָה aparece duas vezes nas palavras de Rabi Chinena; a primeira foi traduzida como afirmação, e a segunda como pergunta, que introduz a palavra de Rabi Yonatan. כִּסְפֵק חֵרֵשׁ foi traduzido “como a dúvida que envolve um cheresh”. קִיַימְתִּיהָ foi traduzido “eu a confirmei”. הִגִּיעוּךָ סוֹף foi traduzido “fizeram-te chegar ao fim da questão”. נִיחָא, na pergunta de Rabi Mana, foi traduzido “está bem”, e a frase de quatro mil amot, como pergunta. בְּעֵירוּבוֹ אֵינוֹ, na seção 03, foi traduzido “não está no seu eruv”.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 02, Guggenheimer mostra entre parênteses a leitura das perguntas, שֶׁמָּא אֵינוֹ, e entre colchetes a leitura corrigida, que as transforma em afirmações; aqui ficaram as perguntas do texto. Na seção 04, ele traduz מָקוֹם אֶחָד por “um mikvê”, a partir de outro manuscrito; aqui ficou “um só lugar”. Ele propõe inverter a ordem dos dois versículos, para que o de Shemot 16:29 venha antes; aqui ficou a ordem do texto. Ele escreve “Rebbi ben Rebbi Abun” onde o hebraico diz רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, e anota a leitura “Rav” para רִבִּי הוֹשַׁעְיָה; aqui ficaram os nomes do texto.
Nomes nesta página: Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר; Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná, e Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, na guemará; Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵי e רִבִּי יוֹסֵה; Rabi Shimon, רִבִּי שִׁמְעוֹן; Avtolas, אַבְטוֹלָס; Rabi Shmuel bar Nachman, רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר נַחְמָן; Rabi Yonatan, רִבִּי יוֹנָתָן; Rabi Ba bar Mamal, רִבִּי בָּא בַּר מָמָל; Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק; Rabi Shamai, רִבִּי שַׁמַּי; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rabi Yona, רִבִּי יוֹנָה; Rabi Chinena, רִבִּי חִינְנָא; Rabi Chiya Rabá, רִבִּי חִיָיה רוֹבָה; Rabi Shimon beRabi Yossi ben Lakonia, רִבִּי שִׁמְעוֹן בֵּירִבִּי יוֹסֵי בֶּן לַקוֹנִיָּא; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; Rabi Shmuel bar Sosarta, רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר סוֹסַרְטָא; Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה; Rabi Hoshayá, רִבִּי הוֹשַׁעְיָה; Rabi Mana, רִבִּי מָנָא; e Rabi Shimon bar Karsana, רִבִּי שִׁמְעוֹן בַּר כַּרְסָנָא.
Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha de Vilna: 22b, na Mishná, antes de מִשֶׁחָשֵׁיכָה; 23a, na seção 03, antes de וְלֹא דָמֵי; e 23b, na seção 04, antes de עֵירוּב עָשׂוּ אוֹתוֹ. O texto do Sefaria não tem marcador numérico nesta halachá, e nenhum foi acrescentado. A marca פיס׳ e a abreviação כול׳, no início da seção 01, foram mantidas, assim como grafias do Sefaria como וְגַּמָּל, וֹסְפֵק, וְאֲפִילוּ e שַׂבָּת; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.