Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Bet · Halachá 4
עֵרוּבִין

O caminho público que corta os passin: a cisterna, o poço e a chagorá

Perek Bet, Osin Passin, Halachá 4, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Quarta halachá do Perek Bet, Osin Passin, de Massechet Eruvin. A Mishná traz a frase, que a guemará atribui a Rabi Yehudá, de que o caminho público que corta a área cercada pelos passin deve ser desviado para os lados, e a resposta dos sábios, de que não é preciso; e a discussão entre Rabi Akiva, que dá passin ao poço público, à cisterna pública e ao poço particular, mas exige da cisterna particular uma divisória de dez palmos, e Rabi Yehudá ben Bava, que só os dá ao poço público. A guemará traz a palavra de Rabi Yochanan, para quem a linha de Rabi Yudá está trocada diante da Mishná das pontes abertas, as respostas de Rabi Elazar, de Rabi Yirmeyá e dos rabinos de Cesareia; explica por que a cisterna particular difere da pública; e traz, em nome de Shmuel, que a halachá é como Rabi Yudá ben Bava. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 22a.

A Mishná · מַתְנִיתִין

אִם הָיְתָה דֶרֶךְ הָרַבִּים מַפְסְקָתָהּ יְסַלָּקֶנָּה לַצְּדָדִין. וַחֲכָמִים אוֹמְרִין אֵינוֹ צָרִיךְ. אֶחָד בְּאֵר הָרַבִּים וּבוֹר הָרַבִּים וּבְאֵר הַיָחִיד עוֹשִׂין לָהֶן פַּסִּים. אֲבָל לְבוֹר הַיָחִיד עוֹשִׂין לוֹ מְחִצָּה גְבוֹהָה עֲשָׂרָה טְפָחִים דִּבְרֵי רִבִּי עֲקִיבָה. רִבִּי יְהוּדָה בֶּן בָּבָא אוֹמֵר אֵין עוֹשִׂין פַּסִּים אֶלָּא לִבְאֵר הָרַבִּים בִּלְבָד. וְלַשְּׁאָר עוֹשִׂין חֲגוֹרָה גְבוֹהָה עֲשָׂרָה טְפָחִים:

Mishná: Se um derech harabim (caminho público) a cortava, a área cercada pelos passin, quem os faz deve desviá-lo para os lados. E os sábios dizem: não é preciso. Tanto o poço público como a cisterna pública e o poço particular, fazem-se para eles passin (tábuas verticais); mas, para a cisterna particular, faz-se para ela uma mechitzá (divisória) alta de dez tefachim (palmos): palavras de Rabi Akiva. Rabi Yehudá ben Bava diz: não se fazem passin senão para o poço público somente; e para os demais casos faz-se uma chagorá (cinta) alta de dez tefachim.

A Halachá · הֲלָכָה ד

01A linha de Rabi Yudá está trocada? As pontes, o vale e a brecha de treze amot
Yerushalmi · Eruvin 2:4
פיס׳. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר עַד בֵּית סָאתַיִם כול׳. אָמַר רִבִּי יוֹחָנָן. מִחְלְפָה שִׁיטָּתֵיהּ דְּרִבִּי יוּדָה. דְּתַנִּינָן תַּמָּן. וְכֵן גְּשָׁרִים הַמְפוּלָּשִׁין מְטַלְטְלִין תַּחְתֵּיהֶן בַּשַּׁבָּת. דִּבְרֵי רַבִּי יְהוּדָה. וַחֲכָמִים אוֹסְרִין. אָמַר רִבִּי אֶלְעָזָר. אֵינָהּ מוּחְלֶפֶת. אָמַר רִבִּי יִרְמְיָה. דִּי סְבַר כְּרַב יְהוּדָה. דָּמַר רַב יְהוּדָה. הָדָא דְתֵימַר בִּמְפוּלָּשִׁין לְבִקְעָה. אֲבָל אִם הָיוּ מְפוּלָּשִׁין לִרְשׁוּת הָרַבִּים אָסוּר.

“Rabi Yehudá diz: até beit sata’im (área de semeadura de duas seás)” etc. Rabi Yochanan disse: a linha de raciocínio de Rabi Yudá está trocada, pois ensinamos lá: “E assim também as pontes mefulashin (abertas de ponta a ponta): transporta-se debaixo delas no Shabat. Palavras de Rabi Yehudá; e os sábios proíbem.” Rabi Elazar disse: não está trocada. Rabi Yirmeyá disse: porque ele sustenta como Rav Yehudá, pois Rav Yehudá disse: isto que dizes é nas pontes abertas para uma bik’á (vale); mas, se estavam abertas para reshut harabim (domínio público), é proibido.

אָמַר רִבִּי יוֹסֵה. בְּכָל אָתָר רִבִּי לָעְזָר סְמִיךְ לְרִבִּי חִיָיה רוֹבָה. תַּנֵּי רִבִּי חִיָיה. כֵּיצַד מַתִּירִין רְשׁוּת הָרַבִּים. רִבִּי יוּדָה אוֹמֵר. לֶחִי מִיכָּן וְלֶחִי מִיכָּן. קוֹרָה מִיכָּן וְקוֹרָה מִיכָּן. וַחֲכָמִים אוֹמְרִים. לֶחִי וְקוֹרָה מִיכָּן. וְיַעֲשֶׂה צוּרַת הַפֶּתַח מִיכָּן. וָכָא אָמַר הָכֵין. כָּאן בְּעֶשֶׂר. וְכָאן בִּשְׁלשׁ עֶשְׂרֵה.

Rabi Yossi disse: em todo lugar Rabi Lazar se apoia em Rabi Chiyá Rabá. Rabi Chiyá ensinou: como se torna permitido transportar em reshut harabim? Rabi Yudá diz: faz-se um lechi (poste lateral) daqui e um lechi dali; uma korá (viga transversal) daqui e uma korá dali. E os sábios dizem: faz-se lechi e korá daqui, e faça-se uma tzurat hapetach (forma de porta: dois postes e uma viga sobre eles) dali. E aqui ele diz assim? Aqui, em dez amot; e aqui, em treze amot.

מִילֵּיהוֹן דְּרַבָּנִן פְּלִיגִין. רִבִּי אָחָא אָמַר. רַב הוֹשַׁעְיָה שָׁאַל לְאַבָּא. כַּמָּה תְהֵא פִירְצַת הַמָּבוֹי עַל דַּעְתֵּיהּ דְּרִבִּי יוּדָה. וְהוּא אָמַר לֵיהּ. מִשְּׁלשׁ עֶשְׂרֵה. וְהָכָא אָמַר הָכֵין. דְּרַבָּנִן דְּקַיְסָרִין אָמְרִין. תַּמָּן עוֹמֵד רָבָה עַל הַפָּרוּץ. בְּרַם הָכָא. פָּרוּץ רָבָה עַל הָעוֹמֵד.

As palavras dos rabinos divergem. Rabi Achá disse: Rav Hoshayá perguntou a meu pai: quanto pode ser a brecha do mavoi (beco) segundo a opinião de Rabi Yudá? E ele lhe disse: de treze amot. E aqui ele diz assim? Os rabinos de Cesareia dizem: lá, o omed (a parte em pé) é maior que o parutz (a parte arrombada); mas aqui, o parutz é maior que o omed.

02Por que a cisterna particular difere da pública
Yerushalmi · Eruvin 2:4
פיס׳. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר. אִם הָיְתָה דֶרֶךְ הָרַבִּים מַפְסְקָתָהּ כול׳. מַה בֵין בּוֹר הָרַבִּים וּמַה בֵין בּוֹר הַיָּחִיד. בּוֹר הָרַבִּים יֵשׁ לוֹ קוֹל. בּוֹר הַיָּחִיד אֵין לוֹ קוֹל. מֵעַתָּה אֲפִילוּ לִבְאֵרוֹ. אֶלָּא בּוֹר הָרַבִּים מֵימָיו מְצוּיִין לְכַלּוֹת. בּוֹר הַיָּחִיד אֵין מֵימָיו מְצוּיִין לְכַלּוֹת.

“Rabi Yehudá diz: se o derech harabim a cortava” etc. Que diferença há entre a cisterna pública e a cisterna particular quanto aos passin? A cisterna pública tem kol (voz, isto é, notoriedade); a cisterna particular não tem kol. Sendo assim, mesmo para o seu poço particular, que tampouco tem kol, deveria ser preciso uma mechitzá! Mas a diferença é que a cisterna pública, as suas águas costumam acabar; a cisterna particular, as suas águas não costumam acabar.

03A halachá é como Rabi Yudá ben Bava
Yerushalmi · Eruvin 2:4
רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא עַמְרָם רַב יְהוּדָה בְשֵׁם שְׁמוּאֵל. הֲלָכָה כְרִבִּי יוּדָה בֶּן בָּבָא. אָמַר רִבִּי יוּדָה אָבוֹי דְרִבִּי מַתַּנְיָה. מַתְנִיתַא אָמְרָה כֵן. עוֹשִׂין פַּסִּין לַבֵּירָיוֹת. וְלֹא לְבוֹרוֹת. וְהָא תַנִּינָן. אֲבָל לְבוֹר הַיָחִיד עוֹשִׂין לוֹ מְחִיצָּה גְבוֹהָה עֲשָׂרָה טְפָחִים. דִּבְרֵי רִבִּי עֲקִיבָה. אֶלָּא כֵן אֲנָן קַיָימִין לְבוֹר הָרַבִּים. וְדִכְוָותָהּ עוֹשִׂין פַּסִּין לַבֵּירָיוֹת. לַבְּאֵר הָרַבִּים.

Rabi Yaakov bar Achá, Amram, Rav Yehudá em nome de Shmuel: a halachá (a norma prática) é como Rabi Yudá ben Bava. Rabi Yudá, pai de Rabi Matanyá, disse: a matnita (Mishná) diz assim, como ele: “Fazem-se passin para os poços”, e não para as cisternas. Mas não ensinamos na Mishná: “mas para a cisterna particular faz-se para ela uma mechitzá alta de dez tefachim: palavras de Rabi Akiva”, e, portanto, para a cisterna pública se fazem passin? Mas então assim estamos tratando: da cisterna pública. E igualmente, “fazem-se passin para os poços”: isto é, para o poço público.

Nota

Esta é a quarta halachá do Perek Bet, Osin Passin, de Massechet Eruvin, e a sua Mishná corresponde à Mishná Eruvin 2:4 da Mishná avulsa. A diferença principal é que o Yerushalmi começa a Mishná sem atribuição, אִם הָיְתָה דֶרֶךְ הָרַבִּים, enquanto a avulsa abre com רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, “Rabi Yehudá diz”; a própria guemará, na seção 02, cita o trecho com רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר, e por isso a primeira frase é de Rabi Yehudá, embora a tradução da Mishná, que segue o hebraico desta página, não lhe dê nome. As demais diferenças: מַפְסְקָתָהּ, “a corta”, no feminino singular, onde a avulsa tem מַפְסַקְתָּן, “os corta”, no plural, referido aos passin; יְסַלָּקֶנָּה onde a avulsa tem יְסַלְּקֶנָּה; אוֹמְרִין onde a avulsa tem אוֹמְרִים; a ordem בְּאֵר הָרַבִּים וּבוֹר הָרַבִּים, “o poço público e a cisterna pública”, onde a avulsa tem בּוֹר הָרַבִּים, וּבְאֵר הָרַבִּים, com a cisterna primeiro; הַיָחִיד, duas vezes, sem daguesh, onde a avulsa tem הַיָּחִיד; פַּסִּים, duas vezes, onde a avulsa tem פַּסִּין; גְבוֹהָה, duas vezes, onde a avulsa tem גָבוֹהַּ; רִבִּי onde a avulsa tem רַבִּי; עֲקִיבָה, com he, onde a avulsa tem עֲקִיבָא; בֶּן בָּבָא onde a avulsa tem בֶן בָּבָא; e בִּלְבָד onde a avulsa tem בִּלְבַד. No Bavli, a Mishná está dividida: a frase de Rabi Yehudá sobre o caminho, com דֶּרֶךְ רְשׁוּת הָרַבִּים מַפְסַקְתָּן, em Eruvin 22a, e o resto, a partir de אֶחָד בּוֹר הָרַבִּים וּבְאֵר הָרַבִּים, em Eruvin 22b. A halachá ocupa quatro segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e os outros três são as seções 01 a 03; a seção 01, que é um só segmento, foi dividida em três pares de hebraico e português.

A marca פיס׳, que abre as seções 01 e 02, é a abreviação de pisqa, “trecho”, e assinala que a guemará cita em seguida um trecho da Mishná; foi mantida no hebraico e não foi traduzida como palavra, porque o trecho citado logo depois basta. O trecho citado na seção 01, “Rabi Yehudá diz: até beit sata’im”, é da Mishná anterior, 2:3, mas a discussão que segue trata, ao que parece, da primeira frase desta Mishná, em que Rabi Yehudá não deixa o caminho público atravessar a área cercada pelos passin.

Sobre o fio da seção 01. Rabi Yochanan acha que a posição de Rabi Yudá está trocada: aqui ele não admite que os passin valham quando o caminho público os atravessa, e na Mishná das pontes ele permite transportar debaixo das pontes abertas de ponta a ponta, que estão na Mishná Eruvin 9:4 da avulsa e na halachá 9:5 do Yerushalmi. Rabi Elazar responde que não está trocada, e Rabi Yirmeyá explica: Rabi Yudá sustenta a palavra de Rav Yehudá, que está também na halachá 9:5 do Yerushalmi, de que a permissão das pontes vale quando estão abertas para um vale, e não para o domínio público. Rabi Yossi observa que Rabi Lazar, ao que parece o mesmo Rabi Elazar, se apoia sempre em Rabi Chiyá Rabá, e traz a baraita de Rabi Chiyá, que está também na halachá 1:1 do Yerushalmi: segundo Rabi Yudá, o domínio público se permite com um lechi ou uma korá em cada ponta. Daí a pergunta “e aqui ele diz assim?”, isto é, ao que parece, como aqui ele proíbe, se lá permite. A resposta “aqui, em dez; e aqui, em treze” distingue, ao que parece, a abertura de dez amot, a largura máxima do mavoi, da de treze amot, que é a distância entre os passin segundo Rabi Yehudá na Tosefta. A palavra de Rav Hoshayá, de que segundo Rabi Yudá a brecha do mavoi pode ser de treze amot, desfaz essa distinção, e os rabinos de Cesareia respondem com outra: no mavoi a parte em pé é maior que a arrombada, e nos passin a arrombada é maior que a parte em pé.

Sobre as seções 02 e 03. Rabi Akiva dá passin à cisterna pública e não à particular, e a guemará pergunta a razão: a cisterna pública tem notoriedade, e todos sabem quando ela secou; a objeção é que, então, o poço particular também deveria precisar de divisória, e a resposta distingue pela água que acaba. Na seção 03, a regra em nome de Shmuel é que a halachá segue Rabi Yudá ben Bava; Rabi Yudá, pai de Rabi Matanyá, apoia-a na Mishná 2:1, “fazem-se passin para os poços”, e não para as cisternas; a objeção vem de Rabi Akiva, que dá passin à cisterna pública, e a resposta é que a Mishná trata da cisterna pública e, do mesmo modo, do poço público.

Referências conferidas no Sefaria. Em Eruvin 22a, o Bavli traz a Mishná de Rabi Yehudá sobre o caminho, e Rabi Yochanan e Rabi Elazar dizem juntos כָּאן הוֹדִיעֲךָ כּוֹחָן שֶׁל מְחִיצּוֹת, “aqui te fez saber a força das divisórias”; o Bavli opõe Rabi Yehudá a Rabi Yehudá com a baraita de quem tinha duas casas dos dois lados do domínio público, עוֹשֶׂה לוֹ לֶחִי מִכָּאן וְלֶחִי מִכָּאן, אוֹ קוֹרָה מִכָּאן וְקוֹרָה מִכָּאן, “faz para si um lechi daqui e um lechi dali, ou uma korá daqui e uma korá dali”, e responde que lá há duas divisórias completas e aqui não. Em Eruvin 22b está o resto da Mishná, sobre a cisterna e o poço. Em Eruvin 23a, אָמַר רַב יוֹסֵף אָמַר רַב יְהוּדָה אָמַר שְׁמוּאֵל: הֲלָכָה כְּרַבִּי יְהוּדָה בֶּן בָּבָא, “Rav Yosef disse que Rav Yehudá disse que Shmuel disse: a halachá é como Rabi Yehudá ben Bava”, e, na mesma cadeia, לֹא הוּתְּרוּ פַּסֵּי בֵירָאוֹת אֶלָּא לִבְאֵר מַיִם חַיִּים בִּלְבַד, “os passin dos poços só foram permitidos para o poço de água viva”. Na Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, 1:13, na numeração do Sefaria, Rabi Yehudá diz que entre os passin pode haver כשלש עשרה, וכארבע עשרה אמה, “como treze e como catorze amot”; e em 1:16, ר' יהודה בן בבא אומ' אין עושין פסין אלא לבור ברשות הרבים בלבד, ר' עקיבא אומ' לכל עושין פסין, חוץ מבור של רשות היחיד בלבד, “Rabi Yehudá ben Bava diz: não se fazem passin senão para a cisterna no domínio público somente; Rabi Akiva diz: para tudo se fazem passin, exceto somente a cisterna do domínio privado”.

Leituras incertas. Na Mishná, מַפְסְקָתָהּ, “a cortava”, tem objeto feminino singular, que foi entendido como a área cercada pelos passin; “quem os faz” completa o sujeito de יְסַלָּקֶנָּה; e חֲגוֹרָה foi traduzido “cinta”, que é, ao que parece, uma cerca de cordas. Na seção 01, מִחְלְפָה שִׁיטָּתֵיהּ foi traduzido “a linha de raciocínio está trocada”; o sujeito de דִּי סְבַר foi entendido como Rabi Yudá; כָּאן בְּעֶשֶׂר. וְכָאן בִּשְׁלשׁ עֶשְׂרֵה diz “aqui” nas duas vezes, e “amot” foi acrescentado; מִילֵּיהוֹן דְּרַבָּנִן פְּלִיגִין, “as palavras dos rabinos divergem”, foi entendido como introdução a uma tradição que contradiz a resposta anterior; לְאַבָּא foi traduzido “a meu pai”, mas pode ser o nome de um sábio, Abá; e מִשְּׁלשׁ עֶשְׂרֵה foi traduzido “de treze”. Na seção 02, קוֹל foi entendido como notoriedade, e a última resposta, que fala de בּוֹר, cisterna, nos dois membros, tem lógica incerta. Na seção 03, a cadeia רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא עַמְרָם רַב יְהוּדָה בְשֵׁם שְׁמוּאֵל foi mantida como está, sem acrescentar “em nome de” entre os nomes.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz a Mishná com a cisterna pública antes do poço público, onde o Yerushalmi tem o poço primeiro; escreve “Rebbi Jehudah” onde a guemará diz רִבִּי יוּדָה, também em “Rabi Yudá ben Bava” e em “Rabi Yudá, pai de Rabi Matanyá”; traduz לֶחִי מִיכָּן וְלֶחִי מִיכָּן. קוֹרָה מִיכָּן וְקוֹרָה מִיכָּן com “ou” entre as duas partes, que o hebraico não tem; traduz כָּאן ... וְכָאן como “aqui ... lá”; e traduz a última resposta da seção 02 como se falasse do poço público, onde o hebraico diz בּוֹר הָרַבִּים, a cisterna pública. Nas notas, ele remete ao Bavli 22a e 23a, ambos conferidos acima.

Nomes nesta página: Rabi Yehudá traduz רִבִּי יְהוּדָה e רַבִּי יְהוּדָה, e Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה; Rabi Yehudá ben Bava, רִבִּי יְהוּדָה בֶּן בָּבָא, na Mishná, e Rabi Yudá ben Bava, רִבִּי יוּדָה בֶּן בָּבָא, na seção 03; Rabi Akiva, רִבִּי עֲקִיבָה; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן; Rabi Elazar, רִבִּי אֶלְעָזָר, e Rabi Lazar, רִבִּי לָעְזָר; Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה; Rav Yehudá, רַב יְהוּדָה; Rabi Yossi, רִבִּי יוֹסֵה; Rabi Chiyá Rabá, רִבִּי חִיָיה רוֹבָה, e Rabi Chiyá, רִבִּי חִיָיה; Rabi Achá, רִבִּי אָחָא; Rav Hoshayá, רַב הוֹשַׁעְיָה; os rabinos de Cesareia, רַבָּנִן דְּקַיְסָרִין; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Amram, עַמְרָם, sem título, como no hebraico; Shmuel, שְׁמוּאֵל; Rabi Matanyá, רִבִּי מַתַּנְיָה.

Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e, na seção 01, dois marcadores de folha embutidos no texto do Sefaria, o da coluna 20b da edição de Veneza e o da folha 16b da edição de Vilna. O texto do Sefaria não tem marcador numérico nesta halachá, e nenhum foi acrescentado; não há colchetes nem parênteses no hebraico. As marcas פיס׳ e כול׳ foram mantidas, e grafias anômalas também, como הָדָא דְתֵימַר e מִיכָּן.