Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Bet · Halachá 1 (abertura do capítulo)
עֵרוּבִין

Osin Passin: os montantes em volta dos poços, os peregrinos e o pátio aberto para os passin

Perek Bet, Osin Passin, Halachá 1 (abertura do capítulo), no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Primeira halachá do Perek Bet de Massechet Eruvin, que abre o segundo capítulo, Osin Passin (fazem-se passin), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. O capítulo trata dos passin, as tábuas verticais postas em volta dos poços para que se possa tirar água e dar de beber aos animais no Shabat, e das áreas cercadas em que se pode transportar, como o jardim e o karpef (cercado). A Mishná ensina que, segundo Rabi Yehudá, bastam quatro deyomdin, montantes duplos de canto, que parecem oito; que Rabi Meir exige oito, que parecem doze, com quatro montantes simples entre eles; que têm dez tefachim de altura e seis de largura; e que o vão entre eles é o de duas parelhas de três reses cada, para Rabi Meir, ou de quatro, para Rabi Yehudá. A guemará explica por que se faz aqui um pas de seis tefachim e não de quatro; traz a palavra de Rav Yirmeyá em nome de Rav, de que os passin só foram permitidos para os peregrinos, a prova do poço frio dos que subiram do exílio e as decisões de Cheifa e de Chelef para o tempo presente; pergunta se Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá; mede a pedra grande, dividida ou escavada, a vala, o montículo, as cinco canas e a peá; julga como deyomad a parede, a árvore e a moita de canas; trata do pátio aberto para os passin, do eruv e do goy no beco; da água que veio e do poço que secou no Shabat, segundo Rabi Yossi beRabi Bun; e termina com a medida das parelhas. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 17b.

Abre-se Perek Bet de Massechet Eruvin · Osin Passinעוֹשִׂין פַּסִּין

A Mishná · מַתְנִיתִין

עוֹשִׂין פַּסִּין לַבֵּירָאוֹת אַרְבָּעָה דְיוֹמְדִין נִרְאִין כִּשְׁמוֹנָה דִּבְרֵי רִבִּי יְהוּדָה. רִבִּי מֵאִיר אוֹמֵר שְׁמוֹנָה נִרְאִין כִּשְׁנֵים עָשָׂר. אַרְבָּעָה דְיוֹמְדִין וְאַרְבָּעָה פְשׁוּטִין גּוֹבְהָן עֲשָׂרָה טְפָחִים וְרוֹחְבָּן שִׁשָׁה וְעוֹבְיָין כָּל שֶׁהוּא וּבֵינֵיהֶן כִּמְלוֹא שְׁתֵּי רְבָקוֹת שֶׁל שָׁלֹשׁ שָׁלֹשׁ בָּקָר דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר. רִבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר שֶׁל אַרְבַּע אַרְבַּע קְשׁוּרוֹת וְלֹא מוּתָּרוֹת אַחַת נִכְנֶסֶת וְאַחַת יוֹצֵאת:

Mishná: Fazem-se passin (tábuas verticais) para os beirot (poços): quatro deyomdin (montantes duplos de canto), que parecem oito: palavras de Rabi Yehudá. Rabi Meir diz: oito, que parecem doze: quatro deyomdin e quatro pshutin (montantes simples). A sua altura, dez tefachim (palmos); e a sua largura, seis tefachim; e a sua espessura, qualquer que seja. E entre eles deve haver um espaço como o pleno de duas revakot (parelhas) de três cabeças de gado cada uma: palavras de Rabi Meir. Rabi Yehudá diz: de quatro cabeças cada uma, amarradas e não soltas, uma entrando e a outra saindo.

A Halachá · הֲלָכָה א

01Os deyomdin, os limites do Shabat e o pas de seis tefachim
Yerushalmi · Eruvin 2:1
עוֹשִׂין פַּסִּין לַבֵּירָאוֹת כול׳. לְפִי שֶׁהַפָּרוּץ רָבָה עַל הָעוֹמֵד הוּא עוֹשֶׁה דִיוֹמְדִין. אַבָל לֹא פְשׁוּטִין. אוֹף הוּא מוֹכִיחַ עַל עַצְמוֹ מִשּׁוּם הוֹלָכַת הַבְּאֵר.

“Fazem-se passin para os poços” etc. Porque o parutz (a parte arrombada) é maior que o omed (a parte em pé), ele faz deyomdin, mas não pshutin. A própria estrutura também prova por si mesma que é feita por causa do acesso ao poço.

רִבִּי זְעִירָא בְשֵׁם רִבִּי אֶלְעָזָר. הִגִּיעוּךָ סוֹף תְּחוּמֵי שַׁבָּת עַד אֵיכָן הֵן. שֶׁאִם עָשָׂה כֵן בְּמָקוֹם אֶחָד וְחָזַר וְזָרַק אַרְבַּע אַמּוֹת בִּרְשׁוּת הָרַבִּים. חַיָיב.

Rabi Zeira em nome de Rabi Elazar: chegaram até ti os extremos dos limites do Shabat, até onde vão. Pois, se fez assim num lugar qualquer e depois atirou algo à distância de quatro amot (côvados) em reshut harabim (domínio público), é culpado.

אָמַר רִבִּי יוֹסֵה. לְפִי שֶׁבְּכָל מָקוֹם עוֹמֵד רָבָה עַל הַפָּרוּץ. וְכָאן הֵיקַלְתָּה עָלָיו שֶׁיְּהֵא הַפָּרוּץ רָבָה עַל הָעוֹמֵד. הֶחֱמַרְתָּה עָלָיו בְּדָבָר אַחֵר. שֶׁבְּכָל מָקוֹם עוֹשֶׂה פַס שֶׁלְאַרְבַּע טְפָחִים וְכָאן עוֹשֶׂה פַס שֶׁלְשִׁשָּׁה טְפָחִים.

Disse Rabi Yossi: porque em todo lugar o omed deve ser maior que o parutz, e aqui foste leniente com ele, permitindo que o parutz seja maior que o omed, foste rigoroso com ele em outra coisa: pois em todo lugar se faz um pas (tábua vertical) de quatro tefachim de largura, e aqui se faz um pas de seis tefachim de largura.

02Os peregrinos, o poço frio e os passin no tempo presente
Yerushalmi · Eruvin 2:1
רַב יִרְמְיָה בְשֵׁם רַב. לֹא הִתִּירוּ פַּסֵּי בֵירָאוֹת אֶלָּא לְעוֹלֵי רְגָלִים בִּלְבַד. רַב אַבִּין אָמַר. בִּשְׁעַת עוֹלֵי רְגָלִים. רִבִּי יִרְמְיָה בְשֵׁם רִבִּי שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק. מִפְּנֵי עוֹלֵי רְגָלִים.

Rav Yirmeyá em nome de Rav: não permitiram os passin dos poços senão para os olei regalim (peregrinos), somente. Rav Avin disse: permitiram-nos na hora da passagem dos peregrinos. Rabi Yirmeyá em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: permitiram-nos por causa dos peregrinos.

אָמַר רִבִּי עֶזְרָא קוֹמֵי רִבִּי מָנָא. מַתְנִיתַא אָמְרָה כֵן. עוֹשִׂין פַּסִּין לְבֵירִיוֹת בַּזְּמַן הַזֶּה. וְהָא תַנִּינָן. מְמַלְּין מִבּוֹר הַגּוֹלָה בַּגַּלְגַּל בַּשַּׁבָּת מִבּוֹר הַגָּדוֹל כול׳. מִפְּנֵי מַה מְמַלִּין מִבְּאֵר הַקַּר בַּגַּלְגַּל בְּיוֹם טוֹב. אֶלָּא בְשָׁעָה שֶׁעָלָה יִשְׂרָאֵל מִן הַגּוֹלָה וְחָנוּ עַל אוֹתָהּ הַבְּאֵר. וְהִתָנוּ עִמָּהֵן הַנְּבִיאִים שֶׁבֵּינֵיהֶן שֶׁיְּהוּ מְמַלִּין מִבְּאֵר הַקַּר בַּגַּלְגַּל בְּיוֹם טוֹב. לֹא כָל בְּאֵרוֹת הַקַּר הִתִּירוּ. אֶלָּא אוֹתָהּ הַבְּאֵר שֶׁחָנוּ עָלֶיהָ בִּלְבַד.

Disse Rabi Ezra diante de Rabi Mana: a matnita (Mishná) diz assim: fazem-se passin para os poços no tempo presente. E eis que ensinamos: “Enche-se água da cisterna da Golá (do exílio) com a roda no Shabat, da cisterna grande” etc. Por que razão se enche do be’er hakar (poço frio) com a roda em Yom Tov (dia festivo)? Senão que é assim: na hora em que Israel subiu do exílio e acamparam junto àquele poço, os profetas que havia entre eles estipularam com eles que enchessem água do poço frio com a roda em Yom Tov. Não permitiram os profetas todos os poços frios, senão aquele poço junto ao qual acamparam, somente.

כְּמַה דְאַתְּ אָמַר תַּמָּן. מַה שֶׁהוּתָּר הוּתָּר וָכֹה שֶׁהוּתָּר הוּתָּר. רִבִּי אֶבְדַיְמָא דְחֵיפָא הּוֹרֵי בְחֵיפָא. רִבִּי יִרְמְיָה הוֹרֵי בְחֶלֶף בְּפַסֵּי בֵירָאוֹת בַּזְּמַן הַזֶּה.

Como dizes lá: o que foi permitido foi permitido, e aqui também, o que foi permitido foi permitido. Rabi Evdaima de Cheifa decidiu assim em Cheifa; Rabi Yirmeyá decidiu assim em Chelef, sobre os passin dos poços no tempo presente.

03Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá? O deyomad longo e o pashut
Yerushalmi · Eruvin 2:1
הֲווֹן בָּעֵיי מֵימַר. רִבִּי מֵאִיר יוֹדֶה לְרִבִּי יוּדָה. רִבִּי יוּדָה לֹא יוֹדֶה לְרִבִּי מֵאִיר. רִבִּי מֵאִיר יוֹדֶה לְרִבִּי יוּדָה. רִבִּי מֵאִיר אִית לֵיהּ דִּיּוֹמְדִין פְשׁוּטִין וְאַתְּ אָמַר הָכֵין. מִתּוֹךְְְ שֶׁאַתְּ עוֹשֶׂה דִּיּוֹמְדִין אֲבָל לֹא פְשׁוּטִין אַף הוּא סָבוּר לוֹמַר. שֶׁמָּא מְחִיצַת שַׁבָּת כָּךְ הוּא. וְהוּא הוֹלֵךְ וְעוֹשֶׂה כֵן בְּמָקוֹם אַחֵר וּמִתְחַיֵיב.

Queriam dizer: Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá; Rabi Yudá não concordaria com Rabi Meir. Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá? Mas Rabi Meir sustenta deyomdin e pshutin, e tu dizes assim? Visto que fazes deyomdin, mas não pshutin, também ele pensaria dizer: talvez a mechitzá (divisória) do Shabat seja assim; e ele vai e faz assim em outro lugar qualquer, e torna-se culpado por transportar.

רִבִּי אָחָא בְשֵׁם רִבִּי חִינְנָא. לָא דֵין מוֹדֵי לְדֵין וְלָא דֵין מוֹדֵי לְדֵין. אָמַר רִבִּי מָנָא. אַף עַל גַּב דְּלַא אֲמַר רִבִּי יוֹסֵה דְכִי הָדָא מִילְּתָא. אֲמָרָהּ דְּכְוָותָהּ.

Rabi Achá em nome de Rabi Chinena: nem este sábio concorda com aquele, nem aquele sábio concorda com este. Disse Rabi Mana: embora Rabi Yossi não tenha dito assim esta palavra, disse uma palavra semelhante a ela.

רִבִּי בּוּן וְרִבִּי בּוּן בְּעוֹן קוֹמֵי רִבִּי זְעִירָא. כַּמָּה יְהֵא דִּיּוֹמַד אָרוֹךְ וְלֹא יְהֵא צָרִיךְ פָּשׁוּט. אָמַר לֵיהּ. פָּחוּת מִשְּׁלֹשָׁה כְסָתוּם. יוֹתֵר מֵחֲמִשָּׁה הוּפְלַג. אֶלָּא כֵן אֲנָן קַיָימִין מִשְּׁלֹשָׁה וְעַד אַרְבָּעָה. אִין תֵּימַר. רִבִּי מֵאִיר יוֹדֶה לְרִבִּי יוּדָה. וְיַעֲשֶׂה בְדִיּוֹמַד אָרוֹךְ וְלֹא יְהֵא צָרִיךְ פָּשׁוּט.

Rabi Bun e Rabi Bun perguntaram diante de Rabi Zeira: quanto deve ser longo o deyomad (montante duplo de canto) para que não precise de pashut (montante simples)? Disse-lhe: menos de três tefachim é como fechado; mais que cinco, ficou afastado. Mas assim estamos tratando: de um vão de três até quatro. Se disseres que Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá, que faça a cerca com um deyomad longo, e não precise de pashut!

אָמַר רִבִּי בָּא בַּר מָמָל. לֹא נִצְרַךְ רִבִּי מֵאִיר לַפְּשׁוטִים אֶלָּא בְשִׁיטַּת רִבִּי יוּדָה. אֲמַר רִבִּי יוֹסֵה. וַאֲפִילוּ מִשִּׁיטָּתֵיהּ. מִכָּל מָקוֹם אֵין הָעוֹמֵד רָבָה עַל הַפָּרוּץ. מִכֵּיוָן שֶׁהָעוּמֵד רָבָה עַל הַפָּרוּץ צָרִיךְ פָּשׁוּט.

Disse Rabi Ba bar Mamal: Rabi Meir não precisou dos pshutin senão no método de Rabi Yudá. Disse Rabi Yossi: e mesmo no seu próprio método precisa deles; de qualquer modo, o omed não é maior que o parutz nos passin. Visto que o omed deve ser maior que o parutz, precisa de pashut.

04A pedra grande: dividida ou escavada, quadrada ou redonda
Yerushalmi · Eruvin 2:1
הָיְתָה אֶבֶן אַחַת גְּדוֹלָה. רוֹאִין שֶׁאִם תֵּיחָלֵק וְיֵשׁ בָהּ שִׁשָּׁה לְכָאן וְשִׁשָּׁה לְכָאן נִידּוֹן מִשּׁוּם דִּיוֹמַד. אִית תַּנָּיֵי תַנֵּי. שֶׁאִם תֵּיחָקֵק. הֲווֹן בָּעֵיי מֵימַר. מָאן דָּמַר. שֶׁאִם תֵּיחָקֵק. מוֹדֵד מִבִּפְנִים. מָאן דָּמַר. שֶׁאִם תֵּיחָלֵק. מוֹדֵד מִבַּחוּץ.

Se havia ali uma pedra grande, considera-se: se, quando for dividida, tiver seis tefachim para cá e seis para lá, é julgada como deyomad. Há tanaim (mestres da Mishná) que ensinam: “se for escavada”. Queriam dizer: quem diz “se for escavada” mede por dentro; quem diz “se for dividida” mede por fora.

אָמַר רִבִּי יוֹסֵה. וְלֹא עוֹד כִּקְלִיפַּת הַשּׁוּם הַחִיצוֹנָה אַתָּ עָתִיד לְהַעֲמִידָהּ. הֲוֵוי. לָא שַׁנְיָיא בֵּין כְּמָאן דְּאָמַר. שֶׁאִם תֵּיחָלֵק. בֵּין כְּמָאן דָּמַר. שֶׁאִם תֵּיחָקֵק. מוֹדֵד מִבִּפְנִים. מָאן דָּמַר. שֶׁאִם תֵּיחָקֵק. בָּעֲגוֹלָה. וּמָאן דָּמַר. שֶׁאִם תֵּיחָלֵק. בִּמְרוּבַּעַת. תֵּדַע לָךְ שֶׁהוּא כֵן. דְּכֵן תַּנָּיָיה מְתִיב לְחַבְרֵיהּ. אֵין בֵּין דְּבָרַיי לִדְבָרֶיךָ אֶלָּא שֶׁאָתָּה אוֹמֵר בָּעֲגוֹלָה וַאֲנִי אוֹמֵר בִּמְרוּבַּעַת.

Disse Rabi Yossi: e não é verdade que até com a espessura da casca externa do alho a farás ficar de pé? Portanto, não há diferença, tanto segundo quem diz “se for dividida” como segundo quem diz “se for escavada”: mede por dentro. Quem diz “se for escavada” fala da redonda; e quem diz “se for dividida”, da quadrada. Saibas que é assim, pois assim um tana (mestre da Mishná) responde ao seu companheiro: não há diferença entre as minhas palavras e as tuas, senão que tu dizes isso na redonda e eu digo isso na quadrada.

05A vala, o montículo, as cinco canas e a peá
Yerushalmi · Eruvin 2:1
הָיָה שָׁם חָרִיץ עָמוֹק עֲשָׂרָה וְרָחַב אַרְבָּעָה וְיֵשׁ בּוֹ שִׂשָּׁה לָכָאן וְשִׁשָּׁה לָכָאן. נִידּוֹן מִשּׁוּם דִּיוֹמַד. לֹא סוֹף דָּבָר חָרִיץ אֶלָּא אֲפִילוּ גַּבְשׁוּשִׁית. מִקְצָתוֹ חָרִיץ וּמִקְצָתוֹ גַבְשׁוּשִׁית. הָיוּ חֲמִשָּׁה קָנִים וְאֵין בֵּין זֶה לָזֶה שְׁלֹשָׁה. וְיֵשׁ בָּהֶן שִׂשָּׁה לָכָאן וְשִׁשָּׁה לָכָאן. נִידּוֹנִין מִשּׁוּם דִּיוֹמַד.

Se havia ali um charitz (vala) com dez tefachim de profundidade e quatro de largura, e há nele seis para cá e seis para lá, é julgado como deyomad. Não somente um charitz, mas até um gavshushit (montículo); e até parte dele charitz e parte gavshushit. Se havia cinco kanim (canas), e não há entre uma e outra três tefachim, e há nelas seis para cá e seis para lá, são julgadas como deyomad.

שְׁלֹשָׁה וְקָשַׁר גָּמִי מִלְּמַעֲלָן מָהוּ שֶׁיַּצִּיל מִשּׁוּם פֵּיאָה. כְּלוּם פֵּיאָה מַצֶּלֶת עַד שֶׁתְּהֵא מוֹכַחַת מִכָּל צְדָדֶיהָ. אֶלָּא כָּהֵין דַּעֲגָלִין כְּסָתוּם הוּא.

Se eram três canas, e amarrou gami (junco) por cima: o que é quanto a salvar por causa da peá (cerca simbólica)? Acaso a peá salva, a não ser que seja evidente por todos os seus lados? Mas este arranjo, que é em círculo, é como fechado.

הֵיךְ מַה דְאַתְּ אָמַר תַּמָּן. רוֹאִין שֶׁאִם תֵּיחָלֵק וְיֵשׁ בָהּ שִׁשָּׁה לְכָאן וְשִׁשָּׁה לְכָאן נִידּוֹנְתְּ מִשּׁוּם דִּיוֹמַד. וָמַר אוֹף הָכָא כֵן. תַּמָּן עַד קְלִיפַּת הַשּׁוּם הַחִיצוֹנָה אַתָּ עָתִיד לְהַעֲמִידָהּ. וְהָכָא מָה אִית לָךְ. אִם אוֹמֵר אַתְּ כֵּן בִּטַּלְתָּה הִילְכוֹת פֵּיאָה.

Assim como dizes lá, sobre a pedra: considera-se: se, quando for dividida, tiver seis para cá e seis para lá, é julgada como deyomad; e diz-se também aqui assim? Lá, até com a espessura da casca externa do alho a farás ficar de pé; e aqui, com as canas, o que tens a dizer? Se dizes assim, anulaste as regras da peá.

06A parede, a árvore e a moita de canas; o poço grande e os dois poços
Yerushalmi · Eruvin 2:1
הַכּוֹתֶל וְהָאִילָן וְאִישׁוּת קָנִים נִידּוֹנִין מִשּׁוּם דִּיוֹמַד. עָלוֹ מֵאֵילֵיהֶן מְטַלְטְלִין בָּהֶן עַד בֵּית סְאָתַיִם. עֲשָׂאָן בְּיָד מְטַלְטְלִין בָּהֶן אֲפִילוּ כוֹר אֲפִילוּ כוֹרַיִים.

A parede, e a árvore, e a ishut kanim (moita de canas) são julgadas como deyomad. Se surgiram por si mesmas, transporta-se nelas até beit sata’im (área de semeadura de duas seás); se as fez com a mão, transporta-se nelas mesmo numa área de um kor (medida de trinta seás), mesmo de dois kor.

הָיְתָה בְּאֵר אַחַת גָּדוֹל. לְחֶצְיָיהּ עָשָׂה וּלְחֶצְיָיהּ לֹא עָשָׂה. לְחֶצְיָיהּ שֶׁעָשָׂה מוּתָּר. וּלְחֶצְיָיהּ שֶׁלֹּא עָשָׂה אָסוּר. הָיוּ שְׁתַּיִם. הָאֶמְצָעִי מָהוּ שֶׁיִּדּוֹן לְכָאן וּלְכָאן. מַה צְרִיכָה לֵיהּ. כְּשֶׁהָיוּ שְׁנַיִם מְמַלִּין. אֲבָל אִם הָיָה אֶחָד מְמַלֵּא נִידּוֹן לְכָאן וּלְכָאן.

Se havia um poço grande, e para a sua metade fez passin e para a sua metade não fez: na metade para a qual fez, é permitido; e na metade para a qual não fez, é proibido. Se eram dois poços, o deyomad do meio, o que é quanto a ser julgado para cá e para lá? O que lhe é duvidoso? Quando eram dois a encher; mas, se era um só a encher, é julgado para cá e para lá.

07O pátio aberto para os passin, o eruv e o goy no beco
Yerushalmi · Eruvin 2:1
חָצֵר שֶׁהִיא פְתוּחָה לְפַסִּים מְטַלְטְלִין מִן הֶחָצֵר לַפַּסִּים אֲבָל לֹא מִן הַפַּסִּים לֶחָצֵר. הָא שְׁתַּיִם אָסוּר. אָמַר רִבִּי בָּא. לֹא סוֹף דָּבָר שְׁתֵּי חֲצֵירוֹת. אֶלָּא אֲפִילוּ חָצֵר אַחַת וּבָהּ שְׁנֵי בָתִּים.

Uma chatzer (pátio) que está aberta para os passin: transporta-se do pátio para os passin, mas não dos passin para o pátio. Daí, se são dois pátios, é proibido. Disse Rabi Ba: não somente dois pátios, mas até um pátio só com duas casas nele.

סָבְרִין מֵימַר. בְּשֶׁלֹּא עִירֵיבוּ. הָא אִם עִירֵיבוּ מוּתָּרִין. רִבִּי דָּנִיֵּאל בְּרֵיהּ דָּרַב קְטִינָה בְשֵׁם רַב חוּנָה. אֲפִילוּ עִירֵיבוּ אֲסוּרוֹת. שֶׁאֵין עֵירוּב עוֹשֶׂה אוֹתָן אַחַת.

Pensavam dizer: isso vale quando não fizeram eruv (a junção que permite transportar no Shabat); daí, se fizeram eruv, estão permitidos. Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, em nome de Rav Huna: mesmo se fizeram eruv, são proibidas, pois o eruv não as faz uma só.

רַב חוּנָה כְדַעְתֵּיהּ. דְּאִיתְפַּלְּגוֹן. מָבוֹי שֶׁצִּידּוֹ אֶחָד גּוֹי וְצִידּוֹ אֶחָד יִשְׂרָאֵל. רַב חוּנָה בְשֵׁם רַב אָמַר. אִם עִירִיבוּ דֶּרֶךְ פְּתָחִים הַגּוֹי אוֹסֵר עֲלֵיהֶן. אַבְָּא בַּר בַּר חָנָה בְשֵׁם רִבִּי יוֹחָנָן. אֲפִילוּ עִירֵיבוּ דֶּרֶךְ חֲלוֹנוֹת אֵין הַגּוֹי אוֹסֵר עֲלֵיהֶן.

Rav Huna segue a sua opinião, pois divergiram: um mavoi (beco) do qual um lado é de um goy (gentio) e o outro lado é de um israelita. Rav Huna disse em nome de Rav: se fizeram eruv pelo caminho das portas, o goy proíbe para eles. Abba bar bar Chana em nome de Rabi Yochanan: mesmo se fizeram eruv pelo caminho das janelas, o goy não proíbe para eles.

וַאֲפִילו דְּיִסְבּוֹר רַב חוּנָה כְרִבִּי יוּחָנָן. תַּמָּן מוּתָּר. מוֹדֶה הוּא הָכָא שֶׁהוּא אֲסוּר. תַּמָּן שֶׁמָּא לְמָחָר תֶּחֱרָב הַבְּאֵר. אַף הוּא סָבוּר לוֹמַר. שֶׁמָּא עֵירוּב מוֹעִיל בְּפַסֵּי בֵּירָאוֹת. וְאִין מוֹעִיל עִירוּב בְּפַסֵּי בֵירָיוֹת.

E mesmo que Rav Huna pense como Rabi Yochanan, que lá, no beco, é permitido, ele concorda aqui, no caso do poço, que é proibido. Lá, teme-se que talvez amanhã o poço seque, e também ele pensaria dizer: talvez o eruv seja eficaz para os passin dos poços; e na verdade o eruv não é eficaz para os passin dos poços.

08Só para tirar água: a água que veio e o poço que secou; entre os passin
Yerushalmi · Eruvin 2:1
אָמַר רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן. לֹא הִתִּירוּ פַסֵּי בִּירִיּוֹת אֶלָּא לְמַלְאוֹת בָּהֵן מַיִם בִּלְבַד. בָּאוּ מַיִם בַּשַּׁבָּת. כְּבָר נִכְנְסָה שַׁבָּת בְּאִיסּוּר. חָרְבָה הַבְּאֵר כְּבָר נִכְנְסָה שַׁבָּת בְּהֵיתֵר.

Disse Rabi Yossi beRabi Bun: não permitiram os passin dos poços senão para tirar água com eles, somente. Se veio água ao poço no Shabat, o Shabat já entrou em proibição; se o poço secou, o Shabat já entrou em permissão.

רִבִּי יוֹנָה אָמַר. רִבִּי נָסָא שָׁאַל. מָהוּ לְטַלְטֵל בֵּין הַפַּסִּים. נֵימַר. אִם יֵשׁ בֵּין זֶה לָזֶה אַרְבָּעָה טְפָחִים כְּאַסְקוּפָּה אֲסוּרָה. וְאִם לָאו כְּאַיסְקוּפָּה מוּתֶּרֶת. מוּתָּר לְכָאן וּמוּתָּר לְכָאן. וּבִלְבַד שֶׁלֹּא יַחֲלִיף.

Rabi Yoná disse: Rabi Nasa perguntou: o que é quanto a transportar entre os passin? Digamos: se há entre um pas e outro quatro tefachim, é como uma soleira proibida; e, se não, como uma soleira permitida, que é permitida para cá e permitida para lá, desde que não troque de um domínio a outro.

09A medida das parelhas: dez amot e quase catorze
Yerushalmi · Eruvin 2:1
תַּנֵּי. יֵשְׁנָן כְּעֶשֶׂר אַמּוֹת. דִּבְרֵי רִבִּי מֵאִיר. רִבִּי יוּדָה אוֹמֵר. כִּשְׁלֹשׁ עֶשְׂרֵה וּכְאַרְבַּע עֶשְׂרֵה פָּרָא. אַמָּה מֶחֱצָה וְאַמָּה בֵּינַיִין.

Foi ensinado: são cerca de dez amot: palavras de Rabi Meir. Rabi Yudá diz: cerca de treze e cerca de catorze, pará (menos um pouco). Cada rês ocupa uma amá e meia, e há uma amá de intervalo entre as parelhas.

Nota

Esta é a primeira halachá do Perek Bet de Massechet Eruvin, Osin Passin, e a sua Mishná corresponde inteira à Mishná Eruvin 2:1 da Mishná avulsa. As diferenças são de grafia e de pontuação, sem diferença de conteúdo: o Yerushalmi escreve דְיוֹמְדִין, duas vezes, onde a avulsa tem דְיוּמְדִין; רִבִּי onde a avulsa tem רַבִּי; כִּשְׁמוֹנָה e שְׁמוֹנָה, com vav, onde a avulsa tem כִּשְׁמֹנָה e שְׁמֹנָה; גּוֹבְהָן, וְרוֹחְבָּן e וְעוֹבְיָין onde a avulsa tem גָּבְהָן, וְרָחְבָּן e וְעָבְיָן; שִׁשָׁה, sem daguesh, onde a avulsa tem שִׁשָּׁה; כִּמְלוֹא onde a avulsa tem כִּמְלֹא; e מוּתָּרוֹת onde a avulsa tem מֻתָּרוֹת. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 17b, logo depois do encerramento do capítulo Mavoi, e lê לְבֵירָאוֹת, sem artigo, דְּיוֹמְדִים, com mem, na segunda vez, וְעוֹבְיָים, e, nas palavras de Rabi Yehudá, apenas שֶׁל אַרְבַּע, sem a repetição. A halachá ocupa dez segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros nove é aqui uma seção, de 01 a 09, dividida em pares de hebraico e português: três na seção 01, três na 02, quatro na 03, dois na 04, três na 05, dois na 06, quatro na 07, dois na 08 e um na 09.

Os passin cercam o poço, que é domínio privado, para que o espaço em volta também o seja e se possa tirar água e dar de beber aos animais no Shabat. Cada deyomad é um canto formado por duas tábuas de seis tefachim, uma em cada direção, e por isso quatro parecem oito; os vãos entre eles são muito maiores do que se permite em qualquer outra divisória, e é essa a leniência que a guemará discute. A seção 01 parece dar a razão de Rabi Yehudá: como o vão já é maior que a parte em pé, não adianta acrescentar montantes simples, e a forma da estrutura mostra que ela só serve para o poço. Rabi Zeira, em nome de Rabi Elazar, ensina que fora do poço a mesma estrutura não faz domínio privado, e quem atira quatro amot dentro dela é culpado; Rabi Yossi explica que, em troca da leniência no vão, se exigiu a tábua de seis tefachim, e não de quatro. A seção 02 discute se os passin valem só para os peregrinos que subiam ao Templo, ou só na época da peregrinação, ou se foram instituídos por causa deles e valem sempre; Rabi Ezra prova da Mishná, formulada no presente, que valem hoje; a guemará compara com o poço frio, permitido pelos profetas aos que subiram do exílio, e conclui que o que foi permitido continua permitido; e assim decidiram, para o tempo presente, Rabi Evdaima em Cheifa e Rabi Yirmeyá em Chelef. A seção 03 pergunta se Rabi Meir só exige os montantes simples por cautela, para que ninguém pense que qualquer divisória do Shabat se faz assim; Rabi Achá diz que cada um mantém a sua opinião por princípio, e Rabi Yossi confirma que, para Rabi Meir, os montantes simples são necessários porque também ele exige, em princípio, que a parte em pé seja maior. As seções 04 a 06 tratam do que substitui um deyomad: a pedra grande que tenha seis tefachim em cada direção, a vala, o montículo, as canas próximas umas das outras, a parede, a árvore e a moita de canas; um poço grande cercado só pela metade; e o deyomad do meio entre dois poços, que serve aos dois se não se tira água dos dois ao mesmo tempo. A seção 07 ensina que um pátio aberto para os passin pode transportar para eles, mas não deles para o pátio, e que dois pátios, ou duas casas, abertos para o mesmo poço o proíbem, mesmo com eruv, segundo Rav Huna, para que não se pense que o eruv tem efeito sobre os passin. A seção 08 limita os passin a tirar água e decide pelo estado do poço na entrada do Shabat; e a seção 09 dá a medida dos vãos: cada rês ocupa uma amá e meia, e entre as duas parelhas fica uma amá, o que dá dez amot para Rabi Meir, seis reses, e treze, ou quase catorze, para Rabi Yudá, oito reses.

Referências conferidas no Sefaria. Em Eruvin 18a, o Bavli explica a palavra: מַאי דְּיוֹמְדִין? אָמַר רַבִּי יִרְמְיָה בֶּן אֶלְעָזָר: דְּיוֹ עַמּוּדִין, “o que são deyomdin? Disse Rabi Yirmeyá ben Elazar: duas colunas”. Em Eruvin 19a–19b traz a baraita das medidas, como a seção 09: שֶׁהֵן כְּעֶשֶׂר, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: כִּשְׁלֹשׁ עֶשְׂרֵה אַמָּה וּכְאַרְבַּע עֶשְׂרֵה אַמָּה, com Rav Papa, que explica “mais que treze e menos que catorze”, e a regra de que os vãos dos passin são de treze amot e um terço; ali a espessura da rês é de uma amá e dois terços de amá, e não de uma amá e meia. Em Eruvin 19b, Rabi Shimon ben Elazar fala da pedra quadrada e Rabi Yishmael, filho de Rabi Yochanan ben Beroká, da pedra redonda, כׇּל שֶׁאִילּוּ תֵּחָקֵק וְתֵחָלֵק, “se fosse escavada e dividida”, com uma amá para cada lado; e ali se ensina הָיָה שָׁם אִילָן אוֹ גָּדֵר אוֹ חִיצַת הַקָּנִים נִידּוֹן מִשּׁוּם דְּיוֹמָד, “se havia ali uma árvore, ou uma cerca, ou uma divisória de canas, é julgado como deyomad”. Em Eruvin 20a: o pátio aberto para os passin pode transportar para eles e deles; se são dois, é proibido; Rav Huna diz שְׁתַּיִם אֲסוּרִין, וַאֲפִילּוּ עֵירְבוּ. גְּזֵירָה שֶׁמָּא יֹאמְרוּ ״עֵירוּב מוֹעִיל לְבֵין הַפַּסִּין״, “dois são proibidos, mesmo que tenham feito eruv, por decreto, para que não digam: o eruv é eficaz para o espaço entre os passin”, como aqui, e Rava permite com eruv; ali também, ao contrário do Yerushalmi, se a água secou no Shabat é proibido e se veio no Shabat é permitido, porque toda divisória feita no Shabat é divisória; e Rabi Elazar ensina que quem fez algo como os passin dos poços em reshut harabim e atirou para dentro é culpado. Em Eruvin 20b, Rabi Yitzchak bar Adá diz לֹא הוּתְּרוּ פַּסֵּי בֵירָאוֹת אֶלָּא לְעוֹלֵי רְגָלִים בִּלְבַד, “os passin dos poços não foram permitidos senão para os peregrinos, somente”, a mesma frase que aqui está em nome de Rav; e em Eruvin 21a, Rav Yirmeyá bar Abba diz em nome de Rav וְלֹא פַּסֵּי בֵירָאוֹת בְּחוּץ לָאָרֶץ, “e não há passin dos poços fora da Terra de Israel”. A Mishná citada na seção 02 é a Mishná Eruvin 10:14, na numeração do Sefaria: וּמְמַלְּאִים מִבּוֹר הַגּוֹלָה וּמִבּוֹר הַגָּדוֹל בַּגַּלְגַּל בְּשַׁבָּת, וּמִבְּאֵר הַקַּר בְּיוֹם טוֹב; o Bavli, em Eruvin 104b, traz a baraita de que não se permitiram todos os poços frios, só aquele junto ao qual acamparam os que subiram do exílio, permitido pelos profetas que havia entre eles; e a Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, 8:22, diz o mesmo. Na Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, a matéria desta halachá está no fim do capítulo 1, que o manuscrito de Erfurt já conta como capítulo 2: 1:12 traz os quatro deyomdin, a pedra quadrada e, em nome de Rabi Yishmael, filho de Rabi Yochanan ben Beroká, a pedra redonda, שאם תחלק nos dois casos; 1:13 traz וישנן מעשר אמות דברי ר' מאיר. ר' יהודה או' כשלש עשרה, וכארבע עשרה אמה; e 1:15 traz a árvore, a cerca e a divisória de canas, e o pátio aberto, מותר לטלטל מחצר לפסין ומפסין לחצר, nas duas direções, ao contrário daqui, e termina ומותר לטלטל בין הפסין, “e é permitido transportar entre os passin”, o tema da pergunta de Rabi Nasa. A regra da soleira, na seção 08, já apareceu na halachá 1:1, em nome de Rabi Yochanan.

Leituras incertas. Na seção 01, אוֹף הוּא מוֹכִיחַ עַל עַצְמוֹ מִשּׁוּם הוֹלָכַת הַבְּאֵר foi traduzido “a própria estrutura também prova por si mesma que é feita por causa do acesso ao poço”, e o sujeito de הוּא não é explícito; הִגִּיעוּךָ סוֹף תְּחוּמֵי שַׁבָּת עַד אֵיכָן הֵן é obscuro e foi traduzido literalmente, “chegaram até ti os extremos dos limites do Shabat, até onde vão”. Na seção 02, וָכֹה foi lido como “e aqui”; o nome אֶבְדַיְמָא foi transliterado Evdaima conforme os sinais vocálicos; e חֶלֶף foi tomado como nome de lugar, Chelef. Na seção 03, o sujeito de “também ele pensaria dizer” é, ao que parece, quem vê a estrutura sem montantes simples; דְכִי, na frase de Rabi Mana, foi traduzido “assim”; e אֶלָּא כֵן אֲנָן קַיָימִין מִשְּׁלֹשָׁה וְעַד אַרְבָּעָה foi entendido como o vão de três a quatro tefachim, entre o que é como fechado e o que está afastado. Na seção 04, וְלֹא עוֹד foi traduzido como pergunta retórica; o argumento é que a espessura das tábuas é indiferente, porque a Mishná diz que pode ser qualquer uma. Na seção 05, מִקְצָתוֹ חָרִיץ וּמִקְצָתוֹ גַבְשׁוּשִׁית foi lido como continuação da frase anterior, “e até parte dele vala e parte montículo”, embora possa ser pergunta; e כָּהֵין דַּעֲגָלִין foi traduzido “este arranjo, que é em círculo”, leitura incerta. Na seção 07, a frase תַּמָּן שֶׁמָּא לְמָחָר תֶּחֱרָב הַבְּאֵר repete “lá”, mas parece falar do poço, e o temor parece ser que, secando o poço, se pense que foi o eruv que permitiu transportar; a fala de Rav Huna diz אִם עִירִיבוּ, “se fizeram eruv”, e não “mesmo se”. Na seção 08, “entre os passin” pode ser o espaço entre as tábuas de um mesmo deyomad, cuja largura decide se ele é como soleira proibida ou permitida. Na seção 09, פָּרָא parece vir do latim parum, “pouco”, e foi traduzido “menos um pouco”; e “cada rês ocupa” completa a elipse de אַמָּה מֶחֱצָה וְאַמָּה בֵּינַיִין.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer propõe ler אַחֵר, “outro lugar”, onde o hebraico tem אֶחָד, “um lugar”; aqui se traduziu “num lugar qualquer”. Na seção 03, ele propõe ler רבי em vez de דְכִי, e רִבִּי אַבּוּן וְרִבִּי אָבִין em vez de רִבִּי בּוּן וְרִבִּי בּוּן; e traduz “mais que seis”, onde o hebraico diz יוֹתֵר מֵחֲמִשָּׁה, “mais que cinco”. Na seção 05, ele traduz como pergunta a frase do montículo. Na seção 07, ele traduz “mesmo se fizeram eruv pelas portas” na fala de Rav Huna. Ele escreve “Rebbi Abba” onde o hebraico diz רִבִּי בָּא, “Rebbi Eudaimon” para אֶבְדַיְמָא, “Rav Ḥuna” para רַב חוּנָה e “Rebbi Yose ben Rebbi Abun” para רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; e remete a Mishná do poço frio à Mishná 10:12 do Yerushalmi, que na Mishná avulsa do Sefaria é 10:14.

Nomes nesta página: Rabi Yehudá traduz רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná, e Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, na guemará; Rabi Meir, מֵאִיר; Rabi Zeira, זְעִירָא; Rabi Elazar, אֶלְעָזָר; Rabi Yossi, יוֹסֵה; Rav Yirmeyá, רַב יִרְמְיָה, e Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה, como no hebraico; Rav, רַב; Rav Avin, רַב אַבִּין; Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק; Rabi Ezra, עֶזְרָא; Rabi Mana, מָנָא; Rabi Evdaima de Cheifa, אֶבְדַיְמָא דְחֵיפָא; Rabi Achá, אָחָא; Rabi Chinena, חִינְנָא; Rabi Bun e Rabi Bun, בּוּן; Rabi Ba bar Mamal, בָּא בַּר מָמָל; Rabi Ba, בָּא; Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, דָּנִיֵּאל בְּרֵיהּ דָּרַב קְטִינָה; Rav Huna, חוּנָה; Abba bar bar Chana, אַבְָּא בַּר בַּר חָנָה, sem título, como no hebraico; Rabi Yochanan, יוֹחָנָן e יוּחָנָן; Rabi Yossi beRabi Bun, יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; Rabi Yoná, יוֹנָה; e Rabi Nasa, נָסָא.

Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: os da edição de Vilna 13b, na Mishná, antes de כִּשְׁנֵים עָשָׂר; 14a, na seção 02, antes de כְּמַה דְאַתְּ אָמַר; 14b, na seção 03, antes de וַאֲפִילוּ מִשִּׁיטָּתֵיהּ; 15a, na seção 05, antes de חֲמִשָּׁה קָנִים; e 15b, na seção 07, antes de אִם עִירִיבוּ; e o da coluna 20a da edição de Veneza, na seção 02, antes de בַּגַּלְגַּל. O texto do Sefaria não tem marcador numérico na abertura do capítulo, e nenhum foi acrescentado; não há colchetes nem parênteses no hebraico. Grafias anômalas foram mantidas, como מִתּוֹךְְְ, com sinais repetidos, na seção 03, הּוֹרֵי, na seção 02, e אַבְָּא e וַאֲפִילו, na seção 07; e as formas variadas de “poços”, בֵירָאוֹת, בֵירִיוֹת, בִּירִיּוֹת e בֵירָיוֹת.

Com esta halachá, abre-se o Perek Bet de Massechet Eruvin, Osin Passin (עוֹשִׂין פַּסִּין).