Primeira halachá do Perek Bet de Massechet Eruvin, que abre o segundo capítulo, Osin Passin (fazem-se passin), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. O capítulo trata dos passin, as tábuas verticais postas em volta dos poços para que se possa tirar água e dar de beber aos animais no Shabat, e das áreas cercadas em que se pode transportar, como o jardim e o karpef (cercado). A Mishná ensina que, segundo Rabi Yehudá, bastam quatro deyomdin, montantes duplos de canto, que parecem oito; que Rabi Meir exige oito, que parecem doze, com quatro montantes simples entre eles; que têm dez tefachim de altura e seis de largura; e que o vão entre eles é o de duas parelhas de três reses cada, para Rabi Meir, ou de quatro, para Rabi Yehudá. A guemará explica por que se faz aqui um pas de seis tefachim e não de quatro; traz a palavra de Rav Yirmeyá em nome de Rav, de que os passin só foram permitidos para os peregrinos, a prova do poço frio dos que subiram do exílio e as decisões de Cheifa e de Chelef para o tempo presente; pergunta se Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá; mede a pedra grande, dividida ou escavada, a vala, o montículo, as cinco canas e a peá; julga como deyomad a parede, a árvore e a moita de canas; trata do pátio aberto para os passin, do eruv e do goy no beco; da água que veio e do poço que secou no Shabat, segundo Rabi Yossi beRabi Bun; e termina com a medida das parelhas. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 17b.
Mishná: Fazem-se passin (tábuas verticais) para os beirot (poços): quatro deyomdin (montantes duplos de canto), que parecem oito: palavras de Rabi Yehudá. Rabi Meir diz: oito, que parecem doze: quatro deyomdin e quatro pshutin (montantes simples). A sua altura, dez tefachim (palmos); e a sua largura, seis tefachim; e a sua espessura, qualquer que seja. E entre eles deve haver um espaço como o pleno de duas revakot (parelhas) de três cabeças de gado cada uma: palavras de Rabi Meir. Rabi Yehudá diz: de quatro cabeças cada uma, amarradas e não soltas, uma entrando e a outra saindo.
“Fazem-se passin para os poços” etc. Porque o parutz (a parte arrombada) é maior que o omed (a parte em pé), ele faz deyomdin, mas não pshutin. A própria estrutura também prova por si mesma que é feita por causa do acesso ao poço.
Rabi Zeira em nome de Rabi Elazar: chegaram até ti os extremos dos limites do Shabat, até onde vão. Pois, se fez assim num lugar qualquer e depois atirou algo à distância de quatro amot (côvados) em reshut harabim (domínio público), é culpado.
Disse Rabi Yossi: porque em todo lugar o omed deve ser maior que o parutz, e aqui foste leniente com ele, permitindo que o parutz seja maior que o omed, foste rigoroso com ele em outra coisa: pois em todo lugar se faz um pas (tábua vertical) de quatro tefachim de largura, e aqui se faz um pas de seis tefachim de largura.
Rav Yirmeyá em nome de Rav: não permitiram os passin dos poços senão para os olei regalim (peregrinos), somente. Rav Avin disse: permitiram-nos na hora da passagem dos peregrinos. Rabi Yirmeyá em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: permitiram-nos por causa dos peregrinos.
Disse Rabi Ezra diante de Rabi Mana: a matnita (Mishná) diz assim: fazem-se passin para os poços no tempo presente. E eis que ensinamos: “Enche-se água da cisterna da Golá (do exílio) com a roda no Shabat, da cisterna grande” etc. Por que razão se enche do be’er hakar (poço frio) com a roda em Yom Tov (dia festivo)? Senão que é assim: na hora em que Israel subiu do exílio e acamparam junto àquele poço, os profetas que havia entre eles estipularam com eles que enchessem água do poço frio com a roda em Yom Tov. Não permitiram os profetas todos os poços frios, senão aquele poço junto ao qual acamparam, somente.
Como dizes lá: o que foi permitido foi permitido, e aqui também, o que foi permitido foi permitido. Rabi Evdaima de Cheifa decidiu assim em Cheifa; Rabi Yirmeyá decidiu assim em Chelef, sobre os passin dos poços no tempo presente.
Queriam dizer: Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá; Rabi Yudá não concordaria com Rabi Meir. Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá? Mas Rabi Meir sustenta deyomdin e pshutin, e tu dizes assim? Visto que fazes deyomdin, mas não pshutin, também ele pensaria dizer: talvez a mechitzá (divisória) do Shabat seja assim; e ele vai e faz assim em outro lugar qualquer, e torna-se culpado por transportar.
Rabi Achá em nome de Rabi Chinena: nem este sábio concorda com aquele, nem aquele sábio concorda com este. Disse Rabi Mana: embora Rabi Yossi não tenha dito assim esta palavra, disse uma palavra semelhante a ela.
Rabi Bun e Rabi Bun perguntaram diante de Rabi Zeira: quanto deve ser longo o deyomad (montante duplo de canto) para que não precise de pashut (montante simples)? Disse-lhe: menos de três tefachim é como fechado; mais que cinco, ficou afastado. Mas assim estamos tratando: de um vão de três até quatro. Se disseres que Rabi Meir concordaria com Rabi Yudá, que faça a cerca com um deyomad longo, e não precise de pashut!
Disse Rabi Ba bar Mamal: Rabi Meir não precisou dos pshutin senão no método de Rabi Yudá. Disse Rabi Yossi: e mesmo no seu próprio método precisa deles; de qualquer modo, o omed não é maior que o parutz nos passin. Visto que o omed deve ser maior que o parutz, precisa de pashut.
Se havia ali uma pedra grande, considera-se: se, quando for dividida, tiver seis tefachim para cá e seis para lá, é julgada como deyomad. Há tanaim (mestres da Mishná) que ensinam: “se for escavada”. Queriam dizer: quem diz “se for escavada” mede por dentro; quem diz “se for dividida” mede por fora.
Disse Rabi Yossi: e não é verdade que até com a espessura da casca externa do alho a farás ficar de pé? Portanto, não há diferença, tanto segundo quem diz “se for dividida” como segundo quem diz “se for escavada”: mede por dentro. Quem diz “se for escavada” fala da redonda; e quem diz “se for dividida”, da quadrada. Saibas que é assim, pois assim um tana (mestre da Mishná) responde ao seu companheiro: não há diferença entre as minhas palavras e as tuas, senão que tu dizes isso na redonda e eu digo isso na quadrada.
Se havia ali um charitz (vala) com dez tefachim de profundidade e quatro de largura, e há nele seis para cá e seis para lá, é julgado como deyomad. Não somente um charitz, mas até um gavshushit (montículo); e até parte dele charitz e parte gavshushit. Se havia cinco kanim (canas), e não há entre uma e outra três tefachim, e há nelas seis para cá e seis para lá, são julgadas como deyomad.
Se eram três canas, e amarrou gami (junco) por cima: o que é quanto a salvar por causa da peá (cerca simbólica)? Acaso a peá salva, a não ser que seja evidente por todos os seus lados? Mas este arranjo, que é em círculo, é como fechado.
Assim como dizes lá, sobre a pedra: considera-se: se, quando for dividida, tiver seis para cá e seis para lá, é julgada como deyomad; e diz-se também aqui assim? Lá, até com a espessura da casca externa do alho a farás ficar de pé; e aqui, com as canas, o que tens a dizer? Se dizes assim, anulaste as regras da peá.
A parede, e a árvore, e a ishut kanim (moita de canas) são julgadas como deyomad. Se surgiram por si mesmas, transporta-se nelas até beit sata’im (área de semeadura de duas seás); se as fez com a mão, transporta-se nelas mesmo numa área de um kor (medida de trinta seás), mesmo de dois kor.
Se havia um poço grande, e para a sua metade fez passin e para a sua metade não fez: na metade para a qual fez, é permitido; e na metade para a qual não fez, é proibido. Se eram dois poços, o deyomad do meio, o que é quanto a ser julgado para cá e para lá? O que lhe é duvidoso? Quando eram dois a encher; mas, se era um só a encher, é julgado para cá e para lá.
Uma chatzer (pátio) que está aberta para os passin: transporta-se do pátio para os passin, mas não dos passin para o pátio. Daí, se são dois pátios, é proibido. Disse Rabi Ba: não somente dois pátios, mas até um pátio só com duas casas nele.
Pensavam dizer: isso vale quando não fizeram eruv (a junção que permite transportar no Shabat); daí, se fizeram eruv, estão permitidos. Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, em nome de Rav Huna: mesmo se fizeram eruv, são proibidas, pois o eruv não as faz uma só.
Rav Huna segue a sua opinião, pois divergiram: um mavoi (beco) do qual um lado é de um goy (gentio) e o outro lado é de um israelita. Rav Huna disse em nome de Rav: se fizeram eruv pelo caminho das portas, o goy proíbe para eles. Abba bar bar Chana em nome de Rabi Yochanan: mesmo se fizeram eruv pelo caminho das janelas, o goy não proíbe para eles.
E mesmo que Rav Huna pense como Rabi Yochanan, que lá, no beco, é permitido, ele concorda aqui, no caso do poço, que é proibido. Lá, teme-se que talvez amanhã o poço seque, e também ele pensaria dizer: talvez o eruv seja eficaz para os passin dos poços; e na verdade o eruv não é eficaz para os passin dos poços.
Disse Rabi Yossi beRabi Bun: não permitiram os passin dos poços senão para tirar água com eles, somente. Se veio água ao poço no Shabat, o Shabat já entrou em proibição; se o poço secou, o Shabat já entrou em permissão.
Rabi Yoná disse: Rabi Nasa perguntou: o que é quanto a transportar entre os passin? Digamos: se há entre um pas e outro quatro tefachim, é como uma soleira proibida; e, se não, como uma soleira permitida, que é permitida para cá e permitida para lá, desde que não troque de um domínio a outro.
Foi ensinado: são cerca de dez amot: palavras de Rabi Meir. Rabi Yudá diz: cerca de treze e cerca de catorze, pará (menos um pouco). Cada rês ocupa uma amá e meia, e há uma amá de intervalo entre as parelhas.
Esta é a primeira halachá do Perek Bet de Massechet Eruvin, Osin Passin, e a sua Mishná corresponde inteira à Mishná Eruvin 2:1 da Mishná avulsa. As diferenças são de grafia e de pontuação, sem diferença de conteúdo: o Yerushalmi escreve דְיוֹמְדִין, duas vezes, onde a avulsa tem דְיוּמְדִין; רִבִּי onde a avulsa tem רַבִּי; כִּשְׁמוֹנָה e שְׁמוֹנָה, com vav, onde a avulsa tem כִּשְׁמֹנָה e שְׁמֹנָה; גּוֹבְהָן, וְרוֹחְבָּן e וְעוֹבְיָין onde a avulsa tem גָּבְהָן, וְרָחְבָּן e וְעָבְיָן; שִׁשָׁה, sem daguesh, onde a avulsa tem שִׁשָּׁה; כִּמְלוֹא onde a avulsa tem כִּמְלֹא; e מוּתָּרוֹת onde a avulsa tem מֻתָּרוֹת. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 17b, logo depois do encerramento do capítulo Mavoi, e lê לְבֵירָאוֹת, sem artigo, דְּיוֹמְדִים, com mem, na segunda vez, וְעוֹבְיָים, e, nas palavras de Rabi Yehudá, apenas שֶׁל אַרְבַּע, sem a repetição. A halachá ocupa dez segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros nove é aqui uma seção, de 01 a 09, dividida em pares de hebraico e português: três na seção 01, três na 02, quatro na 03, dois na 04, três na 05, dois na 06, quatro na 07, dois na 08 e um na 09.
Os passin cercam o poço, que é domínio privado, para que o espaço em volta também o seja e se possa tirar água e dar de beber aos animais no Shabat. Cada deyomad é um canto formado por duas tábuas de seis tefachim, uma em cada direção, e por isso quatro parecem oito; os vãos entre eles são muito maiores do que se permite em qualquer outra divisória, e é essa a leniência que a guemará discute. A seção 01 parece dar a razão de Rabi Yehudá: como o vão já é maior que a parte em pé, não adianta acrescentar montantes simples, e a forma da estrutura mostra que ela só serve para o poço. Rabi Zeira, em nome de Rabi Elazar, ensina que fora do poço a mesma estrutura não faz domínio privado, e quem atira quatro amot dentro dela é culpado; Rabi Yossi explica que, em troca da leniência no vão, se exigiu a tábua de seis tefachim, e não de quatro. A seção 02 discute se os passin valem só para os peregrinos que subiam ao Templo, ou só na época da peregrinação, ou se foram instituídos por causa deles e valem sempre; Rabi Ezra prova da Mishná, formulada no presente, que valem hoje; a guemará compara com o poço frio, permitido pelos profetas aos que subiram do exílio, e conclui que o que foi permitido continua permitido; e assim decidiram, para o tempo presente, Rabi Evdaima em Cheifa e Rabi Yirmeyá em Chelef. A seção 03 pergunta se Rabi Meir só exige os montantes simples por cautela, para que ninguém pense que qualquer divisória do Shabat se faz assim; Rabi Achá diz que cada um mantém a sua opinião por princípio, e Rabi Yossi confirma que, para Rabi Meir, os montantes simples são necessários porque também ele exige, em princípio, que a parte em pé seja maior. As seções 04 a 06 tratam do que substitui um deyomad: a pedra grande que tenha seis tefachim em cada direção, a vala, o montículo, as canas próximas umas das outras, a parede, a árvore e a moita de canas; um poço grande cercado só pela metade; e o deyomad do meio entre dois poços, que serve aos dois se não se tira água dos dois ao mesmo tempo. A seção 07 ensina que um pátio aberto para os passin pode transportar para eles, mas não deles para o pátio, e que dois pátios, ou duas casas, abertos para o mesmo poço o proíbem, mesmo com eruv, segundo Rav Huna, para que não se pense que o eruv tem efeito sobre os passin. A seção 08 limita os passin a tirar água e decide pelo estado do poço na entrada do Shabat; e a seção 09 dá a medida dos vãos: cada rês ocupa uma amá e meia, e entre as duas parelhas fica uma amá, o que dá dez amot para Rabi Meir, seis reses, e treze, ou quase catorze, para Rabi Yudá, oito reses.
Referências conferidas no Sefaria. Em Eruvin 18a, o Bavli explica a palavra: מַאי דְּיוֹמְדִין? אָמַר רַבִּי יִרְמְיָה בֶּן אֶלְעָזָר: דְּיוֹ עַמּוּדִין, “o que são deyomdin? Disse Rabi Yirmeyá ben Elazar: duas colunas”. Em Eruvin 19a–19b traz a baraita das medidas, como a seção 09: שֶׁהֵן כְּעֶשֶׂר, דִּבְרֵי רַבִּי מֵאִיר. רַבִּי יְהוּדָה אוֹמֵר: כִּשְׁלֹשׁ עֶשְׂרֵה אַמָּה וּכְאַרְבַּע עֶשְׂרֵה אַמָּה, com Rav Papa, que explica “mais que treze e menos que catorze”, e a regra de que os vãos dos passin são de treze amot e um terço; ali a espessura da rês é de uma amá e dois terços de amá, e não de uma amá e meia. Em Eruvin 19b, Rabi Shimon ben Elazar fala da pedra quadrada e Rabi Yishmael, filho de Rabi Yochanan ben Beroká, da pedra redonda, כׇּל שֶׁאִילּוּ תֵּחָקֵק וְתֵחָלֵק, “se fosse escavada e dividida”, com uma amá para cada lado; e ali se ensina הָיָה שָׁם אִילָן אוֹ גָּדֵר אוֹ חִיצַת הַקָּנִים נִידּוֹן מִשּׁוּם דְּיוֹמָד, “se havia ali uma árvore, ou uma cerca, ou uma divisória de canas, é julgado como deyomad”. Em Eruvin 20a: o pátio aberto para os passin pode transportar para eles e deles; se são dois, é proibido; Rav Huna diz שְׁתַּיִם אֲסוּרִין, וַאֲפִילּוּ עֵירְבוּ. גְּזֵירָה שֶׁמָּא יֹאמְרוּ ״עֵירוּב מוֹעִיל לְבֵין הַפַּסִּין״, “dois são proibidos, mesmo que tenham feito eruv, por decreto, para que não digam: o eruv é eficaz para o espaço entre os passin”, como aqui, e Rava permite com eruv; ali também, ao contrário do Yerushalmi, se a água secou no Shabat é proibido e se veio no Shabat é permitido, porque toda divisória feita no Shabat é divisória; e Rabi Elazar ensina que quem fez algo como os passin dos poços em reshut harabim e atirou para dentro é culpado. Em Eruvin 20b, Rabi Yitzchak bar Adá diz לֹא הוּתְּרוּ פַּסֵּי בֵירָאוֹת אֶלָּא לְעוֹלֵי רְגָלִים בִּלְבַד, “os passin dos poços não foram permitidos senão para os peregrinos, somente”, a mesma frase que aqui está em nome de Rav; e em Eruvin 21a, Rav Yirmeyá bar Abba diz em nome de Rav וְלֹא פַּסֵּי בֵירָאוֹת בְּחוּץ לָאָרֶץ, “e não há passin dos poços fora da Terra de Israel”. A Mishná citada na seção 02 é a Mishná Eruvin 10:14, na numeração do Sefaria: וּמְמַלְּאִים מִבּוֹר הַגּוֹלָה וּמִבּוֹר הַגָּדוֹל בַּגַּלְגַּל בְּשַׁבָּת, וּמִבְּאֵר הַקַּר בְּיוֹם טוֹב; o Bavli, em Eruvin 104b, traz a baraita de que não se permitiram todos os poços frios, só aquele junto ao qual acamparam os que subiram do exílio, permitido pelos profetas que havia entre eles; e a Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, 8:22, diz o mesmo. Na Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, a matéria desta halachá está no fim do capítulo 1, que o manuscrito de Erfurt já conta como capítulo 2: 1:12 traz os quatro deyomdin, a pedra quadrada e, em nome de Rabi Yishmael, filho de Rabi Yochanan ben Beroká, a pedra redonda, שאם תחלק nos dois casos; 1:13 traz וישנן מעשר אמות דברי ר' מאיר. ר' יהודה או' כשלש עשרה, וכארבע עשרה אמה; e 1:15 traz a árvore, a cerca e a divisória de canas, e o pátio aberto, מותר לטלטל מחצר לפסין ומפסין לחצר, nas duas direções, ao contrário daqui, e termina ומותר לטלטל בין הפסין, “e é permitido transportar entre os passin”, o tema da pergunta de Rabi Nasa. A regra da soleira, na seção 08, já apareceu na halachá 1:1, em nome de Rabi Yochanan.
Leituras incertas. Na seção 01, אוֹף הוּא מוֹכִיחַ עַל עַצְמוֹ מִשּׁוּם הוֹלָכַת הַבְּאֵר foi traduzido “a própria estrutura também prova por si mesma que é feita por causa do acesso ao poço”, e o sujeito de הוּא não é explícito; הִגִּיעוּךָ סוֹף תְּחוּמֵי שַׁבָּת עַד אֵיכָן הֵן é obscuro e foi traduzido literalmente, “chegaram até ti os extremos dos limites do Shabat, até onde vão”. Na seção 02, וָכֹה foi lido como “e aqui”; o nome אֶבְדַיְמָא foi transliterado Evdaima conforme os sinais vocálicos; e חֶלֶף foi tomado como nome de lugar, Chelef. Na seção 03, o sujeito de “também ele pensaria dizer” é, ao que parece, quem vê a estrutura sem montantes simples; דְכִי, na frase de Rabi Mana, foi traduzido “assim”; e אֶלָּא כֵן אֲנָן קַיָימִין מִשְּׁלֹשָׁה וְעַד אַרְבָּעָה foi entendido como o vão de três a quatro tefachim, entre o que é como fechado e o que está afastado. Na seção 04, וְלֹא עוֹד foi traduzido como pergunta retórica; o argumento é que a espessura das tábuas é indiferente, porque a Mishná diz que pode ser qualquer uma. Na seção 05, מִקְצָתוֹ חָרִיץ וּמִקְצָתוֹ גַבְשׁוּשִׁית foi lido como continuação da frase anterior, “e até parte dele vala e parte montículo”, embora possa ser pergunta; e כָּהֵין דַּעֲגָלִין foi traduzido “este arranjo, que é em círculo”, leitura incerta. Na seção 07, a frase תַּמָּן שֶׁמָּא לְמָחָר תֶּחֱרָב הַבְּאֵר repete “lá”, mas parece falar do poço, e o temor parece ser que, secando o poço, se pense que foi o eruv que permitiu transportar; a fala de Rav Huna diz אִם עִירִיבוּ, “se fizeram eruv”, e não “mesmo se”. Na seção 08, “entre os passin” pode ser o espaço entre as tábuas de um mesmo deyomad, cuja largura decide se ele é como soleira proibida ou permitida. Na seção 09, פָּרָא parece vir do latim parum, “pouco”, e foi traduzido “menos um pouco”; e “cada rês ocupa” completa a elipse de אַמָּה מֶחֱצָה וְאַמָּה בֵּינַיִין.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Na seção 01, Guggenheimer propõe ler אַחֵר, “outro lugar”, onde o hebraico tem אֶחָד, “um lugar”; aqui se traduziu “num lugar qualquer”. Na seção 03, ele propõe ler רבי em vez de דְכִי, e רִבִּי אַבּוּן וְרִבִּי אָבִין em vez de רִבִּי בּוּן וְרִבִּי בּוּן; e traduz “mais que seis”, onde o hebraico diz יוֹתֵר מֵחֲמִשָּׁה, “mais que cinco”. Na seção 05, ele traduz como pergunta a frase do montículo. Na seção 07, ele traduz “mesmo se fizeram eruv pelas portas” na fala de Rav Huna. Ele escreve “Rebbi Abba” onde o hebraico diz רִבִּי בָּא, “Rebbi Eudaimon” para אֶבְדַיְמָא, “Rav Ḥuna” para רַב חוּנָה e “Rebbi Yose ben Rebbi Abun” para רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; e remete a Mishná do poço frio à Mishná 10:12 do Yerushalmi, que na Mishná avulsa do Sefaria é 10:14.
Nomes nesta página: Rabi Yehudá traduz רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná, e Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, na guemará; Rabi Meir, מֵאִיר; Rabi Zeira, זְעִירָא; Rabi Elazar, אֶלְעָזָר; Rabi Yossi, יוֹסֵה; Rav Yirmeyá, רַב יִרְמְיָה, e Rabi Yirmeyá, רִבִּי יִרְמְיָה, como no hebraico; Rav, רַב; Rav Avin, רַב אַבִּין; Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, שְׁמוּאֵל בַּר רַב יִצְחָק; Rabi Ezra, עֶזְרָא; Rabi Mana, מָנָא; Rabi Evdaima de Cheifa, אֶבְדַיְמָא דְחֵיפָא; Rabi Achá, אָחָא; Rabi Chinena, חִינְנָא; Rabi Bun e Rabi Bun, בּוּן; Rabi Ba bar Mamal, בָּא בַּר מָמָל; Rabi Ba, בָּא; Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, דָּנִיֵּאל בְּרֵיהּ דָּרַב קְטִינָה; Rav Huna, חוּנָה; Abba bar bar Chana, אַבְָּא בַּר בַּר חָנָה, sem título, como no hebraico; Rabi Yochanan, יוֹחָנָן e יוּחָנָן; Rabi Yossi beRabi Bun, יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן; Rabi Yoná, יוֹנָה; e Rabi Nasa, נָסָא.
Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha: os da edição de Vilna 13b, na Mishná, antes de כִּשְׁנֵים עָשָׂר; 14a, na seção 02, antes de כְּמַה דְאַתְּ אָמַר; 14b, na seção 03, antes de וַאֲפִילוּ מִשִּׁיטָּתֵיהּ; 15a, na seção 05, antes de חֲמִשָּׁה קָנִים; e 15b, na seção 07, antes de אִם עִירִיבוּ; e o da coluna 20a da edição de Veneza, na seção 02, antes de בַּגַּלְגַּל. O texto do Sefaria não tem marcador numérico na abertura do capítulo, e nenhum foi acrescentado; não há colchetes nem parênteses no hebraico. Grafias anômalas foram mantidas, como מִתּוֹךְְְ, com sinais repetidos, na seção 03, הּוֹרֵי, na seção 02, e אַבְָּא e וַאֲפִילו, na seção 07; e as formas variadas de “poços”, בֵירָאוֹת, בֵירִיוֹת, בִּירִיּוֹת e בֵירָיוֹת.
Com esta halachá, abre-se o Perek Bet de Massechet Eruvin, Osin Passin (עוֹשִׂין פַּסִּין).