Décima e última halachá do Perek Alef, Mavoi, de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que se pode cercar o lugar com canas, desde que entre uma cana e a seguinte não haja três tefachim; para Rabi Yehudá, os sábios falaram da caravana, e os sábios dizem que falaram do caso habitual; para Rabi Yossi beRabi Yehudá, só é divisória a que tem urdidura e trama, e os sábios dizem que basta uma das duas; e quatro coisas foram dispensadas no acampamento militar: a lenha, a lavagem das mãos, o demai e o eruv. A guemará pergunta se os sábios distinguem entre o indivíduo e a caravana, traz a baraita do outeiro, da depressão e do jardim, as palavras de Rav Huna sobre a medida da caravana, a regra de que não há caravana com menos de três e a pergunta de Rabi Nissa; depois, Rav Chisdai sobre Rabi Yossi beRabi Yudá, que segue o pai e discorda do pai; quanto é um acampamento, a lenha na guerra opcional e na obrigatória e o demai dos mantimentos; e, por fim, o eruv dos pátios e o dos limites, as tendas do acampamento e da caravana, os mortos da guerra e a isenção dos soldados também na volta. Com ela se encerra o Perek Alef, Mavoi; o tratado continua no Perek Bet, Osin Passin · פֶּרֶק עוֹשִׂין פַּסִּין. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 16b.
Mishná: Cerca-se o lugar com kanim (canas), desde que não haja entre uma cana e a sua companheira três tefachim (palmos). Da shayará (caravana) falaram os sábios: palavras de Rabi Yehudá. E os sábios dizem: os sábios não falaram da caravana senão do caso habitual. Toda mechitzá (divisória) que não é de shti (urdidura, isto é, de elementos verticais) e de erev (trama, isto é, de elementos horizontais) não é mechitzá: palavras de Rabi Yossi beRabi Yehudá. E os sábios dizem: basta uma de duas coisas. Quatro coisas dispensaram no machané (acampamento militar): traz-se lenha de qualquer lugar; e estão isentos da lavagem das mãos, e do demai (produto duvidoso quanto ao dízimo), e de fazer eruv (a junção que permite transportar no Shabat).
“Cerca-se com kanim, desde que” etc. Cerca-se com canas para a caravana: palavras de Rabi Yudá. Daí se conclui que o indivíduo precisa de shti e erev. E eis que Rabi Yudá, que diferença faz entre o indivíduo e a caravana? E os rabanan (os sábios) não distinguem entre o indivíduo e a caravana? Ouçamo-lo desta baraita: uma caravana que acampou num tel (outeiro) que tem dez tefachim de altura, numa depressão que tem dez tefachim de profundidade, num jardim que é cercado por um gader (cerca de pedras), transporta-se nele mesmo numa área de um kor (medida de trinta seás), mesmo de dois kor; transporta-se nele até beit sata’im (área de semeadura de duas seás); desde que não deixem nele beit sata’im vazio.
Rabi Achá em nome de Rabi Chinena: ocupa-se o espaço mesmo com ukafot (selas), mesmo com avitin (almofadas de sela). A palavra de Rav Huna diz: somente com pessoas. Pois disse Rabi Ba em nome de Rav Huna: a um ou a dois dão-se beit sata’im; a três dão-se beit sheshet sa’in (área de semeadura de seis seás); daí em diante, conforme a conta.
Não há shayará com menos de três. O goy (gentio) não completa a caravana. O katan (menor), o que é quanto a completar a caravana? Como é o caso? Se eram dois e fizeram um só eruv, e veio o goy e acrescentou à área, o Shabat já entrou em proibição. Se eram três e fizeram dois eruvin, e veio o goy e abriu uma passagem, o Shabat já entrou em permissão.
Rabi Redifa disse: Rabi Nissa perguntou: o que é quanto a dar-lhes três rashei torin (cabeças de boi, isto é, pontas em ângulo), para que este transporte dentro do espaço de duas seás deste, e este transporte dentro do espaço de duas seás deste?
Rabi Achá em nome de Rav Chisdai: a opinião de Rabi Yossi beRabi Yudá vem no método do seu pai e discorda do seu pai. No método do seu pai: no indivíduo, numa área maior que beit sata’im. E discorda do seu pai: na caravana, numa área menor que beit sata’im. E onde encontramos que Rabi Yudá disse: no indivíduo, numa área maior que beit sata’im, precisa de shti e erev? Ouçamo-lo desta tradição: pois disse Rabi Achá: ensinou Rabi Chanin, Rabi Yossi em nome de Rav Sheshet: assim como divergem aqui, assim divergem em kilayim (mistura proibida de espécies). E em kilayim, não divergem mesmo que seja uma área de beit rova (área de semeadura de um quarto de kav)?
Quanto é um machané? Rabi Chananiá disse: cem homens, pois está escrito: “E veio Guid’on, e cem homens que estavam com ele, à extremidade do acampamento” (Shoftim 7:19). Rabi Avuna perguntou sobre isso: se o versículo dissesse: o acampamento, e os homens que estavam com ele, cem, estaria certo. Rabi Yochanan disse: dez, pois está escrito: “E vieram os moços de David e falaram a Naval” etc. (Shmuel I 25:9). O que é “e descansaram”? Rabi Yusta bar Shune disse: tornaram-se um acampamento. Rabi Yudá ben Pazi disse: dez, pois está escrito: “Até formar um grande acampamento, como o acampamento de Deus” (Divrei HaYamim I 12:23). E quanto é o acampamento de Deus? Dez. Foi ensinado em nome de Rabi Yudá: um acampamento são doze mil, como o acampamento de Israel.
Os que saem para a milchemet hareshut (guerra opcional) estão permitidos no roubo de lenha úmida e proibidos no roubo de lenha seca. Os que saem para a milchemet chová (guerra obrigatória) estão permitidos no roubo de lenha seca e úmida. Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, em nome de Rav Huna: se as lenhas estavam feitas em feixe, é proibido tomá-las. Até aqui, quando não estão próximas de um bosque; e mesmo se estão próximas de um bosque? Até aqui, quando não estão próximas de uma fonte; e mesmo se estão próximas de uma fonte?
Os mantimentos, se entraram com eles na cidade, já ficaram isentos; se saíram com eles da cidade, já ficaram obrigados ao demai. Rabi Yossi em nome de Rabi Abahu: disse Rabi Chizkiyá em nome de Rabi Yudá ben Pazi: quanto ao demai, corrigiu ou não corrigiu.
“E de fazer eruv.” Rav Chiya bar Ashi disse: isto que dizes vale nos eruvei chatzerot (o eruv dos pátios); mas os eruvei techumin (o eruv dos limites de caminhada do Shabat) são palavra da Torá. E há pátios no acampamento? É para desfazer as tendas que há no acampamento, como o que foi ensinado: tendas que há no acampamento precisam de eruv; tendas que há na caravana não precisam de eruv.
Yehudá ben Teima diz: também os do acampamento acampam em qualquer lugar; e no lugar onde são mortos, ali são sepultados, para que não digas: sejam feitos como os mortos das polemosiyot (guerras). Há tanaim (mestres da Mishná) que ensinam: é proibido removê-los; e há tanaim que ensinam: é permitido removê-los. Disse Rav Chisdai: quem diz que é permitido removê-los, fala dos mortos reunidos; e quem diz que é proibido removê-los, fala dos dispersos.
Assim como, na sua ida à guerra, estão isentos os soldados de quatro coisas, assim, na sua volta da guerra, estão isentos de quatro coisas. Rabi Yossi beRabi Bun o entendeu a partir desta passagem: “Quem tem medo e treme, volte e parta de madrugada do monte Guil’ad” (Shoftim 7:3). E por que voltam de madrugada? Voltam assim por causa dos inimigos. Rabi Yossi beRabi Bun disse em nome de Rav: assim como, na sua ida à guerra, estão isentos de quatro coisas, assim, na sua volta, estão isentos de quatro coisas.
Esta é a décima e última halachá do Perek Alef, Mavoi, de Massechet Eruvin. A Mishná do Yerushalmi corresponde à Mishná Eruvin 1:10 da Mishná avulsa, a última do capítulo, com algumas diferenças: o Yerushalmi escreve בַּקָּנִים, com artigo, onde a avulsa tem בְּקָנִים; לַחֲבֵירוֹ, com yud, onde a avulsa tem לַחֲבֵרוֹ; בַּשְּׁיָירָא onde a avulsa tem בְּשַׁיָּרָא; אוֹמְרִין e וּפְטוּרִין, com nun, onde a avulsa tem אוֹמְרִים e וּפְטוּרִים; מְחִיצָּה onde a avulsa tem מְחִצָּה; e רַבִּי יוֹסֵי בֵּי רִבִּי יְהוּדָה onde a avulsa tem רַבִּי יוֹסֵי בַּר רַבִּי יְהוּדָה. A diferença de conteúdo é uma só: o Yerushalmi diz לֹא דִיבְּרוּ חֲכָמִים בַשְּׁיָירָא, “os sábios não falaram da caravana”, repetindo a palavra “sábios”, que falta na avulsa. No Bavli, a Mishná das canas, da caravana e da urdidura e da trama está em Eruvin 16b, e a Mishná das quatro coisas dispensadas no acampamento está em Eruvin 17a, como Mishná à parte; o Bavli lê, como a avulsa, בְּקָנִים e לֹא דִּבְּרוּ בִּשְׁיָירָא, sem “sábios”, e רַבִּי יוֹסֵי בְּרַבִּי יְהוּדָה; e lê, como o Yerushalmi, לַחֲבֵירוֹ e וּפְטוּרִין. A halachá ocupa seis segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e cada um dos outros cinco é aqui uma seção, de 01 a 05, dividida em pares de hebraico e português: dois na seção 01, dois na seção 02, um na seção 03, três na seção 04 e três na seção 05.
A Mishná continua as divisórias da halachá anterior: as canas fincadas de pé, com vãos menores que três tefachim, formam uma divisória feita só de urdidura, assim como as três cordas formavam uma feita só de trama. Para Rabi Yehudá, essa divisória de uma só direção foi permitida à caravana; para os sábios, a caravana é só o caso habitual, e a regra vale para todos. Rabi Yossi beRabi Yehudá exige urdidura e trama, e os sábios se contentam com uma das duas. A seção 01 pergunta se os sábios nunca distinguem entre o indivíduo e a caravana, e responde com a baraita da caravana que acampou num lugar já cercado por natureza ou por um muro: transporta-se nele mesmo numa área grande, desde que o espaço esteja ocupado. Rabi Chinena admite que o espaço seja ocupado mesmo por selas e almofadas; Rav Huna exige pessoas, e a sua medida, transmitida por Rabi Ba, dá duas seás a um ou a dois, seis a três, e daí em diante na proporção. A seção 02 define a caravana como um grupo de pelo menos três judeus e trata da condição fixada na entrada do Shabat: se dois cercaram uma área e um gentio a aumentou no Shabat, ela continua proibida; se três fizeram eruvin separados e um gentio abriu uma passagem, ela continua permitida. A seção 03, de Rav Chisdai, diz que Rabi Yossi beRabi Yudá segue o pai quando o indivíduo cerca mais de duas seás, e discorda dele quanto à caravana numa área menor; a guemará prova, pela disputa paralela em kilayim, que também ali divergem em áreas pequenas. A seção 04 discute o número de homens de um acampamento e as regras da lenha: no Yerushalmi, na guerra opcional é permitido tomar lenha úmida e proibido tomar lenha seca, e na guerra obrigatória, as duas; a lenha amarrada em feixe nunca se toma. Os mantimentos que o acampamento leva para a cidade continuam isentos do demai, mas os que tira da cidade ficam obrigados. A seção 05 limita a isenção do eruv ao eruv dos pátios, porque o dos limites é palavra da Torá, e estende a isenção das quatro coisas à volta dos soldados.
Referências conferidas no Sefaria. Em Eruvin 16b, o Bavli traz a Mishná e pergunta se só a caravana pode cercar com canas, citando a baraita de Rabi Yehudá: כׇּל מְחִיצּוֹת שַׁבָּת לֹא הִתִּירוּ לְיָחִיד יוֹתֵר מִבֵּית סָאתַיִם, “em todas as divisórias do Shabat, não permitiram ao indivíduo mais que beit sata’im”. Traz também a baraita em nome de Rabi Yossi beRabi Yehudá: ao indivíduo dão-se beit sata’im, a dois dão-se beit sata’im, e שְׁלֹשָׁה נַעֲשׂוּ שְׁיָירָא, “três tornam-se caravana”, e a eles se dão seis; os sábios dizem que se dá a todos o quanto precisam, desde que não fique beit sata’im vazio. Ali Rav Nachman ensina, em nome de Shmuel, a medida de Rabi Yossi beRabi Yehudá, e depois se retrata: a três, que se tornam caravana, dá-se o quanto precisam. Em Eruvin 17a, o Bavli pergunta se “vazio” quer dizer vazio de pessoas e responde que é vazio de objetos, ao contrário de Rav Huna aqui; traz a disputa de Rav Huna e Rabi Yitzchak sobre três dos quais um morreu e dois aos quais outros se juntaram, se o que decide é o Shabat ou são os moradores; e traz a Mishná das quatro coisas, com a baraita de que o acampamento que sai para a guerra opcional pode tomar lenha seca, e as palavras de Rabi Yehudá ben Teima: אַף חוֹנִין בְּכׇל מָקוֹם. וּבִמְקוֹם שֶׁנֶּהֶרְגוּ שָׁם נִקְבָּרִין, “também acampam em todo lugar, e onde foram mortos ali são sepultados”. Em Eruvin 17b, sobre o eruv, os da casa de Rabi Yanai dizem que só se ensinou o eruv dos pátios, mas que o dos limites é obrigatório, e Rabi Chiya ensina que se aplicam açoites pelo eruv dos limites por palavra da Torá; ali Rav Chiya bar Ashi fala da lavagem das mãos depois da refeição, e não do eruv. Na Tosefta Eruvin, ed. Lieberman, 2:3 traz a caravana acampada num outeiro de dez tefachim, numa depressão de dez ou num jardim cercado por um muro de dez, com a condição שימלאו את כולה, mas sem as palavras sobre um kor e dois kor e sem “até beit sata’im”; 2:5 diz que Rabi Yehudá não permite ao indivíduo mais que beit sata’im, ואין שיארה פחותה משלשה, “e não há caravana com menos de três”, e que as tendas da caravana estão isentas do eruv e as do acampamento, obrigadas, como aqui; e 2:6 permite ao acampamento da guerra opcional tomar lenha seca, e traz Rabi Yehudá ben Teima sobre o acampar e o sepultar. Os versículos foram conferidos: Shoftim 7:19, em que Guid’on vem com cem homens à extremidade do acampamento; Shmuel I 25:9, sobre os moços de David, que, segundo Shmuel I 25:5, eram dez; Divrei HaYamim I 12:23, “até formar um grande acampamento, como o acampamento de Deus”; e Shoftim 7:3, “quem tem medo e treme”. O versículo de Shmuel I 25:9 diz וַיָּנוּחוּ, e a guemará o cita como וַיָּנִיחוּ.
Leituras incertas. Na seção 01, a frase וְהָא רִבִּי יוּדָה מַאי שְׁנָא בֵּין יָחִיד לַשְּׁיָירָא foi traduzida como pergunta, “que diferença faz”; e a cláusula מְטַלְטְלִין בָּהּ עַד בֵּית סְאָתַיִם, “transporta-se nele até beit sata’im”, parece contradizer a anterior, e falta na Tosefta, mas foi traduzida como está. “Ocupa-se o espaço” completa a elipse de Rabi Chinena, que diz apenas “mesmo selas, mesmo avitin”. Na seção 02, rashei torin, literalmente “cabeças de boi”, parece designar pontas em ângulo, como três áreas que se tocam num só ponto; a pergunta de Rabi Nissa fica sem resposta. Na seção 03, וָהֵן אַשְׁכַּחְנָן foi lido como “e onde encontramos”; דָּמַר רִבִּי אָחָא תַּנָּא רִבִּי חָנִין רִבִּי יוֹסֵה בְשֵׁם רַב שֵׁשֶׁת foi traduzido palavra por palavra, “pois disse Rabi Achá: ensinou Rabi Chanin, Rabi Yossi em nome de Rav Sheshet”, e a cadeia de transmissão não é clara; e a última frase, sobre o beit rova, foi mantida como pergunta. Na seção 04, עַד כְּדוֹן, “até aqui”, seguido de וַאֲפִילוּ, foi lido como pergunta: até aqui se sabe tal caso; e mesmo o outro? A frase דְּמַיי תִקֵּן לֹא תִקֵּן é obscura e foi traduzida como está, “quanto ao demai, corrigiu ou não corrigiu”. Na seção 05, לִסְתּוֹר foi traduzido “desfazer”, mas pode ser lido também como “contradizer”; פֹּלֶמוֹסִיּוֹת vem do grego e designa as guerras; e וְיִצְפּוֹר e בַּצְּפִירָה foram traduzidos “parta de madrugada” e “de madrugada”, do aramaico צַפְרָא, “manhã”, mas podem significar também partir às escondidas.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer põe entre parênteses e propõe apagar a cláusula “até beit sata’im” da seção 01; aqui ela foi traduzida. Na seção 04, ele junta “doze mil, como o acampamento de Israel” à frase seguinte, sobre a guerra opcional, contra a pontuação do texto; lê תַּנָּא como título de Rabi Achá; remete o versículo do acampamento de Deus ao versículo 12:22, na numeração inglesa, que no hebraico do Sefaria é Divrei HaYamim I 12:23; e traduz עַד כְּדוֹן como afirmação. Ele escreve “Rebbi Abba” onde o hebraico diz רִבִּי בָּא, “Rav Ḥuna” tanto para רַב הוּנָא quanto para רַב חוּנָה, “Rebbi Abuna” para רִבִּי אָבוּנָה, “Rebbi Justus bar Shune” para רִבִּי יוּסְטָא בַּר שׁוּנֶה, “Rav Qatina” para רַב קְטִנָא e “Rebbi Yose ben Rebbi Abun” para רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן. Nomes nesta página: Rabi Yudá traduz רִבִּי יוּדָה, e Rabi Yehudá, רִבִּי יְהוּדָה, na Mishná; Rabi Yossi beRabi Yudá traduz רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי יוּדָה, e Rabi Yossi beRabi Yehudá, a forma da Mishná; Rabi Achá traduz אָחָא; Rabi Chinena, חִינְנָה; Rav Huna, הוּנָא e חוּנָה (a mesma pessoa, grafada de dois modos no Yerushalmi, como em 1-1 a 1-4); Rabi Ba, בָּא; Rabi Redifa, רְדִיפָה; Rabi Nissa, נִיסָא; Rav Chisdai, חַסְדַּיי, como nas halachot 1:6 e 1:8; Rabi Chanin, חָנִין; Rabi Yossi, יוֹסֵה; Rav Sheshet, שֵׁשֶׁת; Rabi Chananiá, חֲנַנְיָה; Rabi Avuna, אָבוּנָה; Rabi Yusta bar Shune, יוּסְטָא בַּר שׁוּנֶה; Rabi Yudá ben Pazi, יוּדָה בֶּן פָּזִי; Rabi Daniel, filho de Rav Ketina, דָּנִיֵּאל בְּרֵיהּ דְּרַב קְטִנָא; Rabi Abahu, אַבָּהוּ; Rabi Chizkiyá, חִזְקִיָּה; Rav Chiya bar Ashi, חִיָיה בַּר אַשִּׁי; Yehudá ben Teima, יְהוּדָה בֶּן תֵּימָא, sem título, como no hebraico; e Rabi Yossi beRabi Bun, יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן.
Do hebraico foram retirados apenas os rótulos de Mishná e de halachá, uma âncora vazia de nota de Guggenheimer, na seção 01, depois de מַאי שְׁנָא, e os marcadores de folha: os da edição de Vilna 12a, no início da seção 01, 12b, na seção 02, antes de בְּהֵיתֵר, e 13a, na seção 04, antes de חֲבִילָה; e o da coluna 19d da edição de Veneza, na seção 04, antes de יְבֵישִׁין. O texto do Sefaria não tem marcadores numéricos nesta halachá, e nenhum foi acrescentado; não há colchetes nem parênteses no hebraico. Grafias anômalas foram mantidas, como בִּלְבַד, sem vav, no lema da seção 01, וּבְלְבַד e מוקֶּפֶת, na mesma seção, לַמַעֲיָין, na seção 04, e תַּנָּויֵי, na seção 05.
A Mishná seguinte, Eruvin 2:1, abre o Perek Bet, Osin Passin: “עוֹשִׂין פַּסִּין לַבֵּירָאוֹת…”, “fazem-se passin para os poços”, isto é, tábuas verticais em volta dos poços, para que se possa tirar água no Shabat. No Bavli, essa Mishná está em Eruvin 17b, logo depois do fim do capítulo Mavoi, no início do capítulo Osin Passin, e ali se lê לְבֵירָאוֹת.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Alef de Massechet Eruvin, Mavoi (מָבוֹי).