Aquele que é puro para a chatat e cujas mãos se contaminaram — seu corpo se contamina, e ele contamina outro, e este a outro, ainda que sejam cem.
A sétima mishná é a mais breve do perek, mas encerra um princípio severo: para efeito das águas de chatat, aquele que estava puro e apto ao serviço, se apenas suas mãos se contaminaram — por exemplo, por toque em algo que contamina somente as mãos por decreto dos sábios — todo o seu corpo é considerado contaminado, e não apenas as mãos isoladamente, como ocorreria em outras áreas da lei. E, assim como no caso do hissopo impuro (12:6), essa impureza se propaga sem limite de grau: de pessoa a pessoa, ainda que sejam cem, sem que se diga “este é primeiro” e “este é segundo”. Trata-se de mais uma expressão da severidade excepcional das leis da chatat, que não seguem a lógica gradativa aplicada às demais áreas de impureza.
Já explicamos que, quanto à chatat, pessoa contamina pessoa e utensílio contamina utensílio, sem limite, sem que se diga “segundo” nem “terceiro”. E a expressão da Tosefta é: não se diz, quanto à chatat, “este é primeiro” e “este é segundo”, mas sim que, ainda que sejam cem, todos são de primeiro grau, pois não se contam graus para as águas de chatat. Uma massa que se faz sobre a chatat, e um réptil tocou em uma delas — ainda que sejam cem, todas são de primeiro grau, pois não se contam graus para as águas de chatat.