O preceito do hissopo: três caules, com três brotos neles. Rabi Yehudá diz: de três em três. O hissopo que tem três caules — separa-o e o ata. Se o separou e não o atou, se o atou e não o separou, se não o separou e não o atou — é válido. Rabi Yossei diz: o preceito do hissopo é três caules, com três brotos neles; e seu resto, dois; e seus tocos, qualquer quantidade.
A última mishná do Perek Yud-Alef fixa a medida ideal do hissopo usado na aspersão: três caules, cada um com um broto, totalizando três brotos — número exigido por analogia verbal entre a “tomada” do hissopo na purificação da chatat (Bamidbar 19) e a “tomada” do feixe de hissopo no Pêssach do Egito (Shemot 12), onde a própria palavra “feixe” pressupõe ao menos três ramos. Rabi Yehudá é mais exigente, requerendo três brotos em cada um dos três caules. Quando o hissopo nasce de uma única raiz com três ramos, o preceito ideal é separá-los fisicamente e depois atá-los como um só feixe — mas a mishná esclarece que, mesmo sem cumprir integralmente esse procedimento (separando sem atar, atando sem separar, ou nenhum dos dois), o hissopo continua válido para a aspersão; trata-se de preceito, não de condição indispensável. Rabi Yossei é ainda mais rigoroso quanto ao mínimo inicial — não aceita menos de três brotos por caule desde o princípio —, mas mais tolerante quanto ao que resta ao longo do uso: dois brotos remanescentes bastam, e mesmo um toco mínimo do broto quebrado ainda serve. A halachá segue Rabi Yossei.
Sobre “três caules”: três raízes, e em cada raiz um broto; e assim, nos três ramos, entram três brotos. E Rabi Yehudá diz que se requer que em cada caule haja três brotos. “Mefasgo” ou “mefasko” — é tudo o mesmo, e quer dizer que, se havia uma única raiz com três ramos, ele os separa até que se tornem três caules, e depois os ata, fazendo deles um único feixe — pois veio o versículo (Bamidbar 19): “e tomará hissopo”, e disse a respeito do Pêssach do Egito (Shemot 12): “e tomareis um feixe de hissopo” — eis que exigiu que fosse um feixe, e este não pode ter menos de três ramos. E no Sifrê está dito: aqui se diz “tomada”, e ali se diz “tomada” — assim como a “tomada” dita ali é de três, também a “tomada” dita aqui é de três.
Sobre “seus tocos”: o restante dos brotos, se restaram as folhas e passou o tempo sobre eles; e mesmo que não tenha restado deles senão uma medida mínima de cada broto. E a halachá é como Rabi Yossei.
Sobre “três caules, com três brotos neles”: um broto em cada caule. E os três caules que exigimos, aprendemos por analogia verbal de “tomada” e “tomada” com o feixe de hissopo do Pêssach do Egito: assim como ali são três — pois só assim se chama “feixe” —, também aqui são três.
Sobre “separa-o”: separa-o e o divide, de modo que os três caules fiquem distintos um do outro.
Sobre “Rabi Yossei diz: o preceito do hissopo é três”: Rabi Yossei é mais rigoroso que o primeiro tanaíta; pois, para Rabi Yossei, se no início havia apenas dois brotos, é inválido; e para o primeiro tanaíta, se no início havia dois, é válido, e só é inválido se, desde o início, for igual ao que resta — um só. E aquilo que disse o primeiro tanaíta, “o preceito do hissopo é três caules”, é para o preceito em geral, mas não para invalidar. E a halachá é como Rabi Yossei.
Sobre “e seus tocos, qualquer quantidade”: os tocos do broto, qualquer quantidade. E “seu resto” e “seus tocos” são duas coisas distintas: “seu resto” é o restante dos três caules, isto é, dois caules; e “seus tocos” é o próprio broto que foi cortado e quebrado, restando dele qualquer quantidade, por menor que seja.
Aqui termina o Perek Yud-Alef de Massechet Pará — que abre com o frasco de água de chatat quanto à sua cobertura, e à vigilância contra doninha, cobra e orvalho noturno (11:1); segue com as dúvidas de pureza aplicadas à chatat, mais estritas que as da teruma, e as grades de madeira, com a disputa de Rabi Eliézer sobre as readot (11:2); a torta de figos de teruma que cai na água de chatat e aquele que nela mete a cabeça e a maior parte do corpo (11:3); aquele que é obrigado à imersão por palavras da Torá, e o status do tevul yom quanto a coisas sagradas, teruma e o Santuário, segundo Rabi Meir e os sábios (11:4); o paralelo para quem é obrigado à imersão apenas por decreto dos escribas (11:5); a contaminação da própria água e cinza de chatat por toque e por carregar (11:6); o hissopo válido para a aspersão, sem nome acompanhante e livre da impureza da teruma (11:7); o hissopo colhido para lenha, para alimento ou para a chatat (11:8); e, por fim, a medida exata do hissopo em três caules e três brotos, com a opinião de Rabi Yossei sobre o resto e os tocos válidos (11:9). Massechet Pará segue agora para o Perek Yud-Bet, seu décimo segundo e último capítulo.