O hissopo com o qual se aspergiu é válido para purificar com ele o metsorá. Se o colheu para lenha e caíram sobre ele líquidos, seca-se e ele é válido. Se o colheu para alimento e caíram sobre ele líquidos, ainda que o tenha secado, é inválido. Se o colheu para a chatat, é como o colhido para alimento — palavras de Rabi Meir. Rabi Yehudá, Rabi Yossei e Rabi Shimon dizem: é como o colhido para lenha.
Um mesmo ramo de hissopo pode servir a mais de um propósito ritual: tendo já sido usado na aspersão da água de chatat, permanece apto para a purificação do metsorá, que também exige hissopo. A mishná então examina quando o hissopo se torna suscetível à impureza por contato com líquido — condição que, uma vez ativada, o invalida para a aspersão mesmo que a água seja pura, bastando que ele próprio se torne apto a receber impureza. Se foi colhido com a finalidade de servir como lenha, o líquido que nele caiu não o torna suscetível (pois lenha não é alimento), e basta secá-lo para restaurar sua validade; mas se foi colhido para servir de alimento, o mesmo líquido já o torna definitivamente suscetível, e nem mesmo secá-lo depois desfaz essa condição. A disputa recai sobre o hissopo colhido especificamente para a aspersão da chatat: Rabi Meir equipara-o ao colhido para alimento (mais estrito), enquanto Rabi Yehudá, Rabi Yossei e Rabi Shimon equiparam-no ao colhido para lenha (mais permissivo) — e esta última opinião é a halachá.
Não penses que esses líquidos são líquidos impuros; mas, mesmo sendo líquidos puros, a partir do momento em que o hissopo recebeu o preparo para impureza, é inválido para se aspergir com ele, por estar apto a receber impureza. E a halachá não é como Rabi Meir.
Sobre “seca-se”: para que não se misturem águas aptas com águas inválidas.
Sobre “ainda que o tenha secado, é inválido”: e ainda que não se tenha contaminado, a partir do momento em que se tornou apto a receber impureza, é inválido.
Sobre “se o colheu para a chatat”: para aspergir com ele a água de chatat.
Sobre “é como o colhido para lenha”: seca-se e é válido. E assim é a halachá.