A esponja que absorveu líquidos impuros e está seca por fora, e caiu no ar do forno, é impuro, pois o líquido acabará por sair. E o mesmo vale para um pedaço de nabo e de junco. Rabi Shimon purifica nestes dois.
Como já se ensinou nos capítulos anteriores, líquidos impuros que entram no ar de um forno puro o contaminam. Aqui trata-se de uma esponja que absorveu líquidos impuros e depois secou por fora, de modo que, ao tocá-la, ninguém diria que ela está molhada; ainda assim, se cair no ar do forno, contamina-o, pois, sendo a esponja um objeto feito precisamente para absorver e depois liberar líquido — ao se espremer ou apertar —, presume-se que o líquido nela absorvido “acabará por sair”, e por isso é tratado como se já estivesse solto (peluta), e não meramente absorvido (balua) dentro dela. A mesma regra vale para um pedaço de nabo, usado para conferir se um líquido é vinho, e para um pedaço de junco (gemi), também usado para testar o vinho: ambos, como a esponja, são feitos precisamente para absorver e depois liberar líquido. Rabi Shimon discorda quanto a estes dois últimos casos e os declara puros, mas a halachá não segue sua opinião.
Já explicamos: “esponja” (espog) é a aspogná. E já explicamos que líquidos impuros contaminam os vasos, e assim também contaminam o vaso de barro e o forno por chegarem ao seu ar. E não é a halachá como Rabi Shimon.
Sobre “e caiu no ar do forno, é impuro”: pois líquidos impuros contaminam vaso. E ainda que os líquidos estejam absorvidos dentro da esponja, são considerados como já solto (peluta), pois a esponja é feita precisamente para absorver e liberar por meio dela.
Sobre “e o mesmo vale para um pedaço de nabo e de junco”: são como a esponja, pois com o junco se testa o vinho, e ele também é feito precisamente para absorver e liberar, como a esponja. E não é a halachá como Rabi Shimon.