O banco do qual foi removida uma de suas cabeceiras, é puro. Foi removida a segunda, é puro. Se tem nele altura de um tefach, é impuro. O banquinho do qual foi removida uma de suas cabeceiras, é impuro. E assim a cadeira que fica diante da cátedra.
O banco é uma tábua comprida sustentada em cada extremidade por uma peça mais alta que a eleva do chão, tornando-a apta para se sentar. Quando se remove uma dessas cabeceiras, o banco ainda mantém alguma sustentação; mas quando se remove também a segunda, a tábua toda repousa diretamente sobre o chão, e quem sobre ela se senta é como quem se senta no próprio solo — por isso permanece puro em ambos os casos, diferentemente da mesa, cujas três pernas, todas removidas, deixam uma tábua apta a servir de superfície de refeição. A exceção está na espessura: se a tábua do banco tiver, por si só, a altura de um tefach, ela já é suficientemente elevada para servir de assento, e volta a ser suscetível à impureza, independentemente de suas cabeceiras. O banquinho, por ser pequeno e baixo desde o início — um simples apoio para os pés —, não depende de cabeceiras elevadas para ser apto ao uso: mesmo com uma delas removida, continua servindo de assento ou apoio, e por isso permanece impuro. A mesma regra vale para a cadeira que fica diante da cátedra, cujo estatuto acompanha o do banquinho.
Sobre “cadeira, banco, leito baixo e banquinho”: todos são espécies da cadeira, cujos nomes variam segundo a variação de sua forma e de seu tamanho, grande ou pequeno. Sobre “cátedra”: uma caixa de madeira dentro da qual se sentavam as mulheres, cujo nome é “tamariyah”. E disse “foi removida uma de suas cabeceiras” — quer dizer, um dos lados que ficam junto à cabeceira do banco.
Sobre “banco”: tábua larga e comprida, em uma cabeceira da qual está fixada por baixo uma tábua alta, e assim na outra cabeceira, para elevá-la do chão, de modo que fique apta para se sentar sobre ela. Sobre “foi removida a segunda, é puro”: e não se assemelha à mesa, em cujo caso, removidas as três pernas, é impura; pois o banco cujas duas cabeceiras foram quebradas não é apto para sentar-se, já que quem se senta sobre ele é como quem se senta sobre o próprio chão. Sobre “se tem nele altura de um tefach, é impuro”: pois a tábua com espessura de um tefach é apta para sentar-se. Sobre “banquinho”: um banco que serve de apoio para os pés de uma pessoa. Sobre “a cadeira que fica diante da cátedra”: sua lei é como a do banquinho.