O prego que preparou para com ele abrir e fechar é impuro; o feito para guarda é puro. O prego que preparou para com ele abrir o barril: Rabi Akiva declara impuro, e os sábios declaram puro, a menos que o tempere no fogo. O prego do trocador é puro — e Rabi Tzadok declara impuro. Três coisas Rabi Tzadok declara impuras, e os sábios declaram puras: o prego do trocador, a arca dos grãos moídos, e o prego da pedra das horas — Rabi Tzadok declara impuras, e os sábios declaram puras.
A quinta mishná continua a tratar de pregos com funções específicas. O prego adaptado para funcionar como fechadura — abrindo e fechando uma porta — é impuro por seu uso ativo; já o prego deixado como simples marca, para se saber se alguém entrou em determinado lugar, é puro, por não servir de ferramenta. Sobre o prego usado para arrombar barris de vinho, há disputa: Rabi Akiva o declara impuro assim que preparado para esse fim, mas os sábios exigem que primeiro seja temperado no fogo e transformado verdadeiramente em instrumento — e a lei segue os sábios. O prego fixo no poste diante da banca do trocador, usado para sustentar as venezianas da loja, é puro para os sábios, por seu uso estar ligado ao chão, mas Rabi Tzadok o declara impuro. A mishná fecha reunindo as três disputas paralelas entre Rabi Tzadok e os sábios já mencionadas nesta e na mishná anterior — o prego do trocador, a arca dos grãos moídos, e o prego da pedra das horas —, e em todas elas a lei segue os sábios.
Sobre “o feito para guarda”: fica como sinal, por exemplo, quando o colocou no portão ou no lugar que quiser; e se o encontra deslocado do lugar em que estava, sabe que já entrou alguém naquela casa ou naquele lugar.
Sobre “a menos que o tempere”: até que o bata com o martelo e o afie, e o transforme à semelhança de um formão; e “tzoref” é o nome do artesão de metais. E os trocadores usam pregos em seus depósitos, para trancar e abrir com eles. E a lei segue os sábios em tudo.
Sobre “que preparou”: que curvou sua ponta ou a afiou, para que com ele se pudesse abrir e fechar.
Sobre “o feito para guarda”: como sinal, para ver se alguém ali entrou ou não; pois se não o encontrar como o deixou, sabe-se que alguém veio ali.
Sobre “a menos que o tempere”: no fogo, para essa finalidade. E a lei segue os sábios.
Sobre “o prego do trocador”: prego fixo no poste diante do trocador, para nele sustentar as venezianas da loja; e quando retira as venezianas, o prego fica ali. E os sábios o declaram puro, porque seu uso é com o próprio chão. E a lei segue os sábios.