Terceira e última halachá do Perek Vav de Massechet Terumot — capítulo com três halachot no total. A Mishná traz a disputa entre Rabi Eliezer e Rabi Akiva sobre pagar teruma comida com uma espécie diferente da que se comeu: para Rabi Eliezer, paga-se de uma espécie por outra que não é a sua, contanto que se pague do melhor pelo pior; para Rabi Akiva, não se paga senão de uma espécie pela sua própria. Por isso, quem comeu pepinos de véspera de shevi'it (o ano sabático) deve esperar pelos pepinos do fim do shevi'it e pagar deles. Traz ainda a leitura do versículo de Levítico 22:14 — "e dará ao cohen a coisa sagrada" — segundo a qual, no ponto em que Rabi Eliezer é mais leniente, ali Rabi Akiva é mais rigoroso: para Rabi Eliezer, tudo o que é apto para se tornar sagrado; para Rabi Akiva, a própria coisa sagrada que se comeu. A guemará traz os exemplos de pagamento entre espécies próximas — quem comeu verdura e pagou figo seco, ou figo seco e pagou tâmaras, recebe bênção; quem comeu bikkurim (os primeiros frutos) paga, se comeu uvas, com vinho, e se comeu azeitonas, com azeite — e as perguntas em aberto sobre se é possível pagar challah (a porção da massa separada para o cohen) comida com fruto que ainda não atingiu um terço de seu crescimento, e sobre se é possível pagar bikkurim comidos com o que ainda está ligado ao solo. Fecha com o ensinamento de Rabi Avin em nome dos sábios de lá (a Babilônia), de que não se paga com frutos de fora da Terra de Israel — mesmo que se diga que se paga, a Mishná é anterior à permissão de Rabi (Yehuda HaNassi) para trazer verdura de fora da Terra à Terra —, com a distinção entre os pepinos, fruto proibido de shevi'it, e um fruto permitido, e com o argumento de que, do contrário, alguém acabaria comprando para si um machado com o dinheiro de shevi'it. Massechet Terumot tem onze perakim; o Perek Vav tem três halachot ao todo. Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Vav de Massechet Terumot.
Mishná: Rabi Eliezer diz: paga-se de uma espécie por outra espécie que não é a sua, contanto que se pague do melhor pelo pior. E Rabi Akiva diz: não se paga senão de uma espécie pela sua própria.
Por isso, se alguém comeu pepinos de véspera de shevi'it (o ano sabático, cujos produtos têm santidade e uso restrito), deve esperar pelos pepinos do fim do shevi'it e pagar deles.
No ponto em que Rabi Eliezer é mais leniente, ali Rabi Akiva é mais rigoroso, pois está dito: "e dará ao cohen a coisa sagrada" (Levítico 22:14) — tudo o que é apto para se tornar sagrado — palavras de Rabi Eliezer. E Rabi Akiva diz: "e dará ao cohen a coisa sagrada" — a coisa sagrada que ele comeu.
Halachá: Como assim (o pagamento do melhor pelo pior, segundo Rabi Eliezer)? Comeu verdura e pagou figo seco; comeu figo seco e pagou tâmaras — venha a ele bênção.
Comeu bikkurim (os primeiros frutos) — o que paga? Comeu uvas, paga vinho; comeu azeitonas, paga azeite.
Comeu challah (a porção da massa separada para o cohen) — pode pagar com frutos que ainda não atingiram um terço de seu crescimento? Pois frutos que ainda não atingiram um terço são obrigados em challah.
Comeu bikkurim — pode pagar com o que ainda está ligado ao solo? Pois os bikkurim se adquirem (sua condição se define) quando ainda ligados ao solo.
Rabi Avin em nome dos sábios de lá (a Babilônia): isso ensina que não se paga com frutos de fora da Terra (de Israel). E mesmo que digas que se paga, nossa Mishná é de antes que Rabi (Yehuda HaNassi) permitisse trazer verdura de fora da Terra para a Terra.
Ele mencionou apenas pepinos — coisa que é fruto proibido (de shevi'it). Mas coisa que é fruto permitido, não (não se paga com ele nesse caso). Pois, se dissesses assim, não se estaria comprando para si um machado com o dinheiro de shevi'it (convertendo produto de uso restrito em bem duradouro)?
Esta é a terceira e última halachá do Perek Vav de Massechet Terumot. A Mishná traz a disputa entre Rabi Eliezer e Rabi Akiva sobre pagar teruma comida com uma espécie diferente da que se comeu, o caso de quem comeu pepinos de véspera de shevi'it, e a leitura do versículo de Levítico 22:14 segundo a qual, no ponto em que Rabi Eliezer é mais leniente, ali Rabi Akiva é mais rigoroso.
A guemará traz os exemplos de pagamento entre espécies próximas — verdura por figo seco, figo seco por tâmaras, uvas por vinho, azeitonas por azeite —, as perguntas em aberto sobre pagar challah com fruto que não atingiu um terço e bikkurim com o que está ligado ao solo, e fecha com o ensinamento de Rabi Avin em nome dos sábios de lá sobre não se pagar com frutos de fora da Terra de Israel, a distinção entre fruto proibido e permitido de shevi'it, e o argumento do machado comprado com dinheiro de shevi'it — sem paralelo temático genuíno no Talmud Bavli, Massechet Shabat.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Vav de Massechet Terumot.