Terceira halachá do Perek Yud-Alef de Massechet Terumot. A Mishná traz que não se fazem tâmaras em mel, nem maçãs em vinho, nem uvas tardias de inverno (sitvaniot) em vinagre; e que todo o resto das frutas de teruma ou de segundo dízimo (ma'aser sheni) não muda de sua forma natural, exceto apenas azeitonas e uvas; que não se recebem os quarenta açoites por causa de orlá senão quanto ao que sai das azeitonas e das uvas; que não se trazem primícias (bikurim) como líquido senão o que sai das azeitonas e das uvas; que nada torna impuro por ser líquido senão o que sai das azeitonas e das uvas; que não se oferece sobre o altar senão o que sai das azeitonas e das uvas; e que os caules de figos frescos, de figos secos, os kelisim (fruto de identificação incerta entre os comentadores) e as alfarrobas de teruma são proibidos aos não-sacerdotes (zarim). A guemará traz, em nome de Rabi Ila, dizendo em nome de Rabi Elazar, que primícias como líquido só se trazem do que sai das azeitonas e das uvas, mesmo depois que os donos já tomaram posse delas, distinguindo do caso em que se colheu desde o início com essa finalidade; traz a divergência de Rabi Meir, de Rabi Yaakov em seu nome, de Rabi Yudan e da versão atribuída a Rabi Yochanan sobre quando azeitonas e uvas, puras e impuras, podem ser feitas em azeite e em vinho, com a maioria formando-se contra Rabi Meir e contra Rabi Yudan em pontos específicos; e fecha com Rabi Zeira, em nome de Rabi Elazar, explicando que a Mishná trata do caule quando embutido no alimento, e notando que todos os ensinamentos de Rabi Zeira sobre Terumot e Taharot são tradição em nome de Rabi Elazar.
Mishná: Não se fazem tâmaras em mel, nem maçãs em vinho, nem uvas tardias de inverno (sitvaniot) em vinagre; e todo o resto das frutas não se mudam de sua forma natural quando são de teruma e de segundo dízimo (ma'aser sheni), senão apenas azeitonas e uvas.
Não se recebem os quarenta (açoites) por causa de orlá, senão quanto ao que sai das azeitonas e das uvas. E não se trazem primícias (bikurim) como líquido, senão o que sai das azeitonas e das uvas. Nada torna impuro por ser líquido, senão o que sai das azeitonas e das uvas. E não se oferece sobre o altar, senão o que sai das azeitonas e das uvas.
Os caules dos figos frescos e dos figos secos, os kelisim (fruto de identificação incerta) e as alfarrobas (de teruma) são proibidos aos não-sacerdotes (zarim).
Halachá: Rabi Ila, em nome de Rabi Elazar: assim ensina a Mishná: não se trazem primícias (bikurim) como líquido, senão o que sai das azeitonas e das uvas — e mesmo depois que os donos já tomaram posse delas (mas antes ainda não haviam sido colhidas com esse fim).
Mas não ensinamos: se o costume é trazer as primícias como líquido, de onde (se aprende) que se traga? O versículo diz: "trarás" (repetição que ensina a trazer de qualquer forma) — quando (a fruta) foi colhida desde a primeira hora com essa finalidade. Mas aqui (na Mishná), trata-se de quando não foi colhida desde a primeira hora com essa finalidade.
Azeitonas de teruma puras devem ser feitas em azeite; impuras não devem ser feitas (em azeite). E uvas, sejam impuras sejam puras, não devem ser feitas (em vinho) — palavras de Rabi Meir. Rabi Yaakov diz em seu nome: Rabi Eliezer e Rabi Yehoshua não divergiram quanto às azeitonas puras, que devem ser feitas; sobre o que divergiram? Sobre as impuras — Rabi Eliezer diz que não devem ser feitas, e Rabi Yehoshua diz que devem ser feitas; e as uvas puras devem ser feitas, as impuras não devem ser feitas.
Disse Rabi Yudan: Rabi Eliezer e Rabi Yehoshua concordam quanto às azeitonas puras, que devem ser feitas; sobre o que divergem? Sobre as impuras — Rabi Eliezer diz que não devem ser feitas, e Rabi Yehoshua diz que devem ser feitas; e as uvas, sejam puras sejam impuras, devem ser feitas. Disse Rabi Yochanan (atribuição que os comentadores consideram provável erro de transmissão, por tratar-se de ensinamento tanaítico): Rabi Eliezer e Rabi Yehoshua concordam quanto às azeitonas puras, que devem ser feitas, e quanto às uvas impuras, que não devem ser feitas; e sobre o que divergem? Sobre as azeitonas impuras e sobre as uvas puras — Rabi Eliezer diz que não devem ser feitas, e Rabi Yehoshua diz que devem ser feitas.
Todos formam maioria contra Rabi Meir quanto às uvas puras, de que devem ser feitas; e por que ele disse que não devem ser feitas? Porque são mais valiosas como alimento do que como líquido. Todos formam maioria contra Rabi Yudan quanto às uvas impuras, de que não devem ser feitas; e por que disse que devem ser feitas? Para se aproveitar das sementes e das cascas. Quanto às azeitonas impuras, Rabi (Yehuda HaNassi) e Rabi Meir formam um grupo, e Rabi Yaakov e Rabi Yudah, outro. Como se procede na prática?
Rabi Zeira, em nome de Rabi Elazar, disse: nossa Mishná (ao proibir o caule aos não-sacerdotes) trata de quando (o caule) está embutido no alimento. Rabi Zeira (costumava dizer): tudo o que é de Terumot e de Taharot (nesta transmissão) é tradição em nome de Rabi Elazar.
A Mishná traz que não se fazem tâmaras em mel, maçãs em vinho, nem uvas tardias de inverno em vinagre; e que nenhuma outra fruta de teruma ou de segundo dízimo muda de sua forma natural, exceto azeitonas e uvas — nem para os quarenta açoites por orlá, nem para primícias como líquido, nem para impureza como líquido, nem para o altar; e que os caules de figos e as alfarrobas de teruma são proibidos aos não-sacerdotes.
A guemará traz, em nome de Rabi Elazar, que primícias como líquido só se trazem de azeitonas e uvas mesmo depois que os donos tomaram posse delas; a divergência sobre quando azeitonas e uvas, puras e impuras, podem ser feitas em azeite e em vinho, entre Rabi Meir, Rabi Yaakov em seu nome, Rabi Yudan e a versão atribuída a Rabi Yochanan, com a maioria formando-se contra Rabi Meir e contra Rabi Yudan; e fecha com Rabi Zeira, em nome de Rabi Elazar, explicando que a Mishná trata do caule quando embutido no alimento. Não foi identificado paralelo temático genuíno e verificado com o Talmud Bavli, Massechet Shabat, para esta sugya.