Quinta halachá do Perek Dalet de Massechet Maaser Sheni: a Mishná ensina que quem separou um issar (moeda de cobre de baixo valor) de segundo dízimo e comeu produto contra metade do seu valor, e depois foi para outro lugar onde essa mesma moeda vale um pundion (moeda equivalente a dois issar), come contra ela mais um issar; e quem separou um pundion e comeu contra metade, e foi para outro lugar onde ela vale um issar, come contra ela mais metade. Quem separou um issar de segundo dízimo (sem ainda ter comido nada contra ele) come contra ele onze issar e um centésimo de issar. Bet Shamai diz: ao todo, dez; e Bet Hilel diz: com produto certamente dizimado, onze; e com produto duvidosamente dizimado (demai), dez.
A guemará abre com o ensino de Rabi Chiyá de que dois issar equivalem a um pundion, e a citação de Rabi Yosei mostrando que a própria Mishná já ensina essa equivalência. Segue com a objeção de Shmuel, que aponta que a fração decimal em jogo é infinita — um em dez exige um em cem, que exige um em mil, e assim por diante — de modo que arredondar para "onze" não é exato. Fecha com a disputa de Bet Shamai e Bet Hilel sobre a quantidade certa e duvidosa, a posição de Bar Kappara e de Rabi Yudan bei Rabi Shalom, a associação de Bet Shamai com o critério de confiabilidade de Rabi Eliezer, e a opinião de Rabi Yosei, confirmada por Rabi Chananiá em nome de Rabi Issi, comparando o caso ao acréscimo dos bikurim.
Mishná: Quem separou um issar (moeda profana, para resgatar segundo dízimo) e comeu do dízimo já resgatado contra metade do seu valor (pois o produto valia apenas meio issar), e foi para outro lugar, e eis que essa mesma moeda vale lá um pundion (o dobro do issar), come contra ela mais um issar (pois a metade que restava profana agora vale, no novo lugar, um issar inteiro, e o segundo dízimo não pode ser resgatado por mais do que o seu valor). Quem separou um pundion e comeu contra ele metade do seu valor, e foi para outro lugar, e eis que essa moeda vale lá um issar, come contra ela mais metade (pelo mesmo raciocínio, na proporção inversa). Quem separou um issar de segundo dízimo (e ainda não comeu nada contra ele) come contra ele onze issar e um centésimo de issar (de produto, comprado de quem se presume ter misturado de volta o dízimo já separado ao seu produto profano).
Bet Shamai diz: ao todo, dez (pois não confiam que o vendedor tenha separado também o primeiro dízimo); e Bet Hilel diz: com produto certamente dizimado, onze; e com produto duvidoso (demai), dez.
Halachá: Rabi Chiyá ensinou: dois issar equivalem a um pundion. Disse Rabi Yosei: a Mishná já disse isso: "Quem separou um issar e comeu contra ele metade do seu valor, e foi para outro lugar, e eis que essa moeda vale lá um pundion, come contra ela mais um issar" (o que só faz sentido se um pundion vale exatamente dois issar).
Shmuel disse: não se pode ensinar assim (dizendo apenas "onze issar", como faz Bet Hilel). Se se toma um em dez (um décimo, como presunção de que a moeda ainda contém a fração de dízimo), é preciso tomar também um em cem (a fração seguinte do mesmo décimo). Se se toma um em cem, é preciso tomar um em mil. Se se toma um em mil, é preciso tomar um em dez mil (e assim indefinidamente, pois um nono é uma dízima periódica infinita, e "onze" é apenas um arredondamento, nunca o valor exato).
Bet Shamai diz: com produto certamente dizimado, onze; e com demai, dez (assim citado aqui na guemará, embora esta seja a posição atribuída a Bet Hilel na Mishná — possível variação de texto entre as fontes). Bar Kappara ensinou: tanto no demai quanto no certo, são onze. Rabi Yudan bei Rabi Shalom ensinou conforme o que ensinou Bar Kappara. Bet Shamai segue Rabi Eliezer, pois Rabi Eliezer disse: quem é confiável quanto ao segundo dízimo (isto é, quanto a tê-lo separado) é confiável quanto ao primeiro também. Disse Rabi Yosei: são palavras de todos (não há disputa aqui) — trataram este caso como o acréscimo dos bikurim (primícias, que se anexam a um produto já santificado): assim como o acréscimo dos bikurim é comido em pureza e isento de demai, também este issar adicional é comido com o nome de segundo dízimo e isento do primeiro. Veio Rabi Chananiá em nome de Rabi Issi (Rabi Yosei): é opinião de Rabi Eliezer.
Esta é a quinta halachá do Perek Dalet de Massechet Maaser Sheni: a Mishná trata de quem separa dinheiro de segundo dízimo — um issar ou um pundion — e come produto contra ele, e depois muda de lugar, onde a mesma moeda vale mais ou menos; e da disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel sobre quanto se come contra um issar de segundo dízimo comprado de quem se presume ter misturado o dízimo de volta ao seu produto profano, certo ou duvidoso.
A guemará traz o ensino de Rabi Chiyá de que dois issar equivalem a um pundion, confirmado pela própria Mishná segundo Rabi Yosei, e a objeção de Shmuel de que a fração em jogo é uma dízima periódica infinita, de modo que "onze" é apenas um arredondamento.
Fecha com a disputa entre Bet Shamai e Bet Hilel (ou, segundo Bar Kappara e Rabi Yudan bei Rabi Shalom, sem disputa quanto ao demai), a associação de Bet Shamai ao critério de confiabilidade de Rabi Eliezer, e a opinião de Rabi Yosei — confirmada por Rabi Chananiá em nome de Rabi Issi — de que o caso é como o acréscimo dos bikurim, comido com santidade de segundo dízimo e isento do primeiro.