Primeira halachá do Perek Tet de Massechet Eruvin, que abre o nono capítulo, Kol Gaggot (todos os telhados), assim chamado pelas primeiras palavras da sua Mishná. Depois do capítulo do shituf nos limites, da medida do eruv e da água derramada no pátio, o capítulo passa aos telhados da cidade, aos pátios e aos cercados como domínios do Shabat; depois, ao telhado grande junto ao pequeno e ao pátio grande rompido para o pequeno; ao pátio rompido para o domínio público; ao pátio e à casa rompidos de dois lados e ao mavoi cuja korá ou cujos lechayim foram tirados; e, por fim, ao andar alto construído sobre duas casas, às pontes abertas nas duas pontas e ao mavoi aberto nas duas pontas. A Mishná ensina que todos os telhados da cidade são um só domínio, contanto que nenhum seja dez palmos mais alto ou mais baixo, palavras de Rabi Meir; os sábios dizem que cada um é um domínio por si; e Rabi Shimon diz que telhados, pátios e cercados são um só domínio para os utensílios que repousaram neles, e não para os que repousaram na casa. A guemará traz a divergência de Rav e Shmuel sobre a área em que se transporta nos telhados, a escada tíria e a egípcia, as respostas dos sábios a Rabi Meir, o relato de Rabi Yudá sobre a hora do shmad e o de Rabi com Rabi Shimon em Tekoa, as quatro divergências, e Rabi Yochanan e Rabi Zeira sobre quando fizeram eruv. O Bavli discute esta mesma Mishná em Eruvin 89a, no início do seu capítulo Kol Gaggot.
Mishná: Todos os gaggot (telhados) da cidade são um só reshut (domínio), contanto que não haja um telhado dez palmos mais alto ou dez mais baixo, palavras de Rabi Meir. E os sábios dizem: Cada um deles é um domínio por si. Rabi Shimon diz: Tanto os telhados quanto os chatzerot (pátios) quanto os karpefot (cercados) são um só domínio para os utensílios que repousaram dentro deles, e não para os utensílios que repousaram dentro da casa.
“Todos os telhados da cidade são um só domínio” etc. Rabi Yossi beRabi Bun disse: Divergiram Rav e Shmuel. Shmuel disse: Transporta-se até uma área de beit seatayim (área de semeadura de duas seás). E Rav disse: Transporta-se neles mesmo numa área de um kor (medida de trinta seás) e mesmo de dois kor. Queriam dizer: Em que divergem Rabi Meir e os rabinos? Quando fizeram eruv (a junção dos domínios). Mas quando não fizeram eruv, explica-se o caso como quando todos eles eram de uma só pessoa.
A nossa Mishná trata do caso em que todos eles subiam ou por uma sulam tzori (escada tíria) ou por uma sulam mitzri (escada egípcia). Mas, se todos eles subiam por escada egípcia e um deles subia por escada tíria, aquele da escada tíria torna-se como quem tem uma porta, e o restante torna-se como quem trepa e sobe, como quem trepa e desce.
Qual é a regra quanto a transportar em todo ele, no telhado? Shmuel disse: Transporta-se em todo ele. Rav disse: Não se transporta nele senão em quatro amot (côvados). A nossa Mishná diverge de Rav: “Um telhado grande junto a um pequeno: o grande é permitido, e o pequeno é proibido.” Está bem que o grande seja permitido em quatro amot; mas o pequeno seria proibido em quatro amot? E há algo proibido em quatro amot?
Rav e Shmuel dizem que se lhe dão quatro amot diante da sua porta. Rabi Yossi beRabi Bun, em nome de Shmuel, disse: Trata-se do caso em que havia ali uma abertura aberta para o telhado grande. Mesmo assim, o grande é permitido, porque não foi rompido em toda a sua largura; e o pequeno é proibido, porque foi rompido em toda a sua largura.
Rabi Meir diz: Não concordais comigo, quanto aos utensílios que repousaram no pátio, que se transportam no pátio? Em que difere o telhado do pátio? Disseram-lhe: Não! Se o disseste do pátio, que não tem diyurin (moradores) embaixo dele, dirás o mesmo do telhado, que tem moradores embaixo dele?
Disse-lhes: Eis que o pátio estava acima do telhado: qual é a regra? Disseram-lhe: Não! Se o disseste do pátio, onde ninguém reconhece o seu lugar, dirás o mesmo do telhado, onde cada um reconhece o seu lugar? Disse-lhes: Eis que o pátio estava dividido por pessissiot (faixas de mosaico): qual é a regra? Até aqui houve resposta a ele.
Disse Rabi Yossi beRabi Bun: Daqui em diante, respondiam a ele em sua presença. Disseram-lhe: Não! Se o disseste do pátio, cujas mechitzot (divisórias) sobem com ele, dirás o mesmo do telhado, cujas divisórias não sobem com ele? E ele lhes dizia: Também eu sustento que o fundo é como o alto.
Ensina-se: Disse Rabi Yudá: Na hora do shmad (perseguição), tomávamos o sefer (o rolo da Torá) e subíamos do pátio ao telhado, e de um telhado a outro telhado, e sentávamos e líamos nele; e ninguém disse coisa alguma. Disseram-lhe: A hora do shmad não é prova.
Disse Rabi: Estudávamos a Torá junto a Rabi Shimon em Tekoa, e tomávamos azeite e alintit (toalha de banho), e passávamos com eles do pátio ao telhado, e do telhado ao karpef, e de um karpef a outro karpef, até que chegávamos ao karpef junto à fonte, e descíamos a ela e nos imergíamos nela.
Acabas por dizer que há quatro divergências. Uma: “Todos os telhados da cidade são um só domínio.” Outra: Rabi Yudan diz: Pátio e telhados são um só domínio. Outra: Rabi Shimon diz: Pátio, telhado e karpef são um só domínio para os utensílios que repousaram dentro deles, e não para os utensílios que repousaram dentro da casa.
Rabi Yochanan disse: Isso é quando não fizeram eruv; mas, quando fizeram eruv, o pátio torna-se como as casas, e os telhados são um domínio por si. Disse Rabi Zeira: É o mesmo: fizeram eruv, não fizeram eruv.
A nossa Mishná diverge de Rabi Zeira: “E não para os utensílios que repousaram dentro da casa.” Se é quando não fizeram eruv, isto é necessário? Se tirar do telhado é proibido, não tanto mais para o telhado? Disse Rabi Bun bar Kahana diante de Rabi La: Trata-se do caso em que fez eruv este pátio por si e aquele por si; mesmo assim, não é um só domínio para os utensílios que repousaram dentro dela, a casa.
Os rabinos de Cesareia, em nome de Rabi Yossi beRabi Bun: A palavra de Shmuel vem como a de Rav, e ambos divergem do método de Rabi Yochanan, como ensinamos: “Todos os telhados da cidade são um só domínio.” Shmuel disse: Transporta-se até beit seatayim. Rav disse: Transporta-se neles mesmo numa área de um kor e mesmo de dois kor.
Esta é a primeira halachá do Perek Tet de Massechet Eruvin, Kol Gaggot. A halachá ocupa oito segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e os outros sete são as seções 01 a 07 desta página, uma por segmento; as seções 01, 02, 04 e 06 foram divididas em dois pares, e a seção 03, em três. A sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 9:1, inteira e sem diferença de conteúdo; as diferenças são de grafia, de vocalização e de pontuação: o Yerushalmi tem רִבִּי duas vezes, חֲצֵירוֹת, רְשׁוּת אַחַת na palavra de Rabi Shimon, לְכֵלִים duas vezes e הַבַּיִת, onde a avulsa tem רַבִּי, חֲצֵרוֹת, רְשׁוּת אֶחָד, לַכֵּלִים e הַבָּיִת; a avulsa tem as vírgulas. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 89a, logo depois de הַדְרָן עֲלָךְ כֵּיצַד מִשְׁתַּתְּפִין, e ali se lê נָמוּךְ e, na palavra de Rabi Shimon, רְשׁוּת אַחַת הֵן לְכֵלִים. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz links para Eruvin 89a, 90a e 91a.
Sobre a Mishná. O Penei Moshe explica que, embora os moradores embaixo estejam divididos entre duas pessoas ou mais, nos telhados, cujo uso não é constante, foram lenientes, e não há neles divisão de domínios; por isso os utensílios que repousaram num telhado podem ser levados a outro. Sobre a diferença de dez palmos, ele diz que é um decreto por causa do monte de dez de altura e quatro de largura no domínio público. Sobre os sábios, diz que, se os moradores embaixo não fizeram eruv, é proibido transportar também de telhado a telhado. E sobre Rabi Shimon, que é o mais leniente de todos: telhados, pátios e cercados que não foram cercados para morada, sem que nenhum tenha mais que beit seatayim, são um só domínio para os utensílios que repousaram neles, mesmo sem eruv; mas os utensílios que repousaram nas casas não podem ser levados a eles senão com eruv. E conclui: והלכה כר"ש, “e a halachá é como Rabi Shimon”.
Sobre a seção 01. O Penei Moshe põe a divergência de Rav e Shmuel segundo os sábios da Mishná, quanto a transportar no próprio telhado; propõe também, como leitura mais provável, inverter a frase seguinte: a divergência de Rabi Meir e dos sábios é quando não fizeram eruv, e, quando os de baixo fizeram eruv juntos, é como se todos fossem de uma só pessoa, e tudo é um só domínio. Sobre as escadas, diz que a escada tíria é fixa, com quatro degraus, como se disse no Perek Challon, e a egípcia não é fixa; e que, se todos sobem por escada egípcia e um fez para o seu telhado uma escada tíria, ela é como porta para o dono desse telhado, e os outros telhados ficam como se lhes tivessem cedido, e ele pode trepar e subir, trepar e descer, em todos eles. Guggenheimer remete ao Bavli 89a.
Sobre a seção 02. O Penei Moshe explica que a pergunta é se, em cada telhado, se transporta em todo ele, como em cada casa; e harmoniza as duas palavras de Shmuel e de Rav: na seção 01 a divergência seria segundo Rabi Meir, e aqui segundo os sábios. A Mishná citada é a da halachá seguinte, Eruvin 9:2, גַּג גָּדוֹל סָמוּךְ לְקָטָן הַגָּדוֹל מוּתָּר וְהַקָּטָן אָסוּר. No Bavli, Eruvin 89a, a mesma divergência aparece na mesma ordem: רַב אָמַר: אֵין מְטַלְטְלִין בּוֹ אֶלָּא בְּאַרְבַּע אַמּוֹת, וּשְׁמוּאֵל אָמַר: מוּתָּר לְטַלְטֵל בְּכוּלּוֹ, “Rav disse: não se transporta nele senão em quatro amot; e Shmuel disse: é permitido transportar em todo ele”; e ali se explica que divergem nas divisórias que não são reconhecíveis, porque Shmuel diz גּוּד אַסֵּיק מְחִיצְתָּא, “prolonga para cima a divisória”, e Rav não. No Bavli, Eruvin 90a, os nomes aparecem trocados no caso dos telhados iguais segundo Rabi Meir e do telhado isolado segundo os sábios, e ali Shmuel se refere à área maior que beit seatayim, como o karpef que não foi cercado para morada. Guggenheimer, na nota 18, diz que o Bavli 90a troca os nomes.
Sobre a seção 03. É uma baraita que está na Tosefta Eruvin 7:14 na edição de Lieberman, e 7:10 no Sefaria comum: אמ' להם ר' מאיר אי אתם מודים באנשי חצר ששכחו ולא עירבו, “disse-lhes Rabi Meir: não concordais, quanto aos moradores do pátio que esqueceram e não fizeram eruv”, que é proibido levar do pátio às casas e das casas ao pátio, e que os utensílios que repousaram no pátio se transportam no pátio? A Tosefta tem o pátio que היתה חלוקה, או שהיתה עשויה פסיפס, “estava dividido, ou estava feito em mosaico”; e ali a frase “até aqui houve resposta” é dita em nome de Rabi Shimon ben Lazar na edição de Lieberman, e com a sigla ארשב"א no Sefaria comum. O Penei Moshe explica que, embora a Tosefta diga “até aqui houve resposta”, Rabi Yossi beRabi Bun traz que voltaram a responder a Rabi Meir que as divisórias de baixo não sobem com o telhado, e que Rabi Meir lhes podia dizer: assim como se diz que a divisória se prolonga para baixo, diga-se que se prolonga para cima, e o telhado fica cercado de divisórias.
Sobre a seção 04. O Penei Moshe explica que, no tempo do shmad, decretaram que não se lesse na Torá, e eles se escondiam; e que Tekoa era lugar onde o azeite era abundante, e tomavam azeite para se ungir e a toalha para se enxugar, e passavam assim, sem eruv, até o karpef junto à fonte, onde se imergiam no Shabat. Na Tosefta Eruvin 5:24 na edição de Lieberman, que é 5:18 no Sefaria comum, as duas narrativas estão juntas: אמ' ר' יהודה מעשה בשעת סכנה שהיינו מעלין ספר תורה מחצר לגג, ומגג לגג אחר, והיינו קורין בו. אמרו לו אין שעת סכנה ראיה, “disse Rabi Yehudá: aconteceu, na hora do perigo, que levávamos o Sefer Torá do pátio ao telhado, e de um telhado a outro telhado, e líamos nele; disseram-lhe: a hora do perigo não é prova”; e ali Rabi diz que levavam azeite באלנטיאות até chegarem à fonte. No Bavli, Eruvin 91a, a baraita de Rabi está como apoio a Rav Yehudá, com Rabi Shimon em Tekoa, בִּתְקוֹעַ; e Rabi Yehudá diz: מַעֲשֶׂה בִּשְׁעַת הַסַּכָּנָה וְהָיִינוּ מַעֲלִין תּוֹרָה מֵחָצֵר לְגַג, וּמִגַּג לְחָצֵר, וּמֵחָצֵר לְקַרְפֵּף לִקְרוֹת בּוֹ, “aconteceu na hora do perigo: levávamos a Torá do pátio ao telhado, do telhado ao pátio e do pátio ao karpef, para ler nela”, e disseram-lhe: אֵין שְׁעַת הַסַּכָּנָה רְאָיָה. O Yerushalmi tem שְּׁמָד onde a Tosefta e o Bavli têm סַּכָּנָה. “Rabi”, sem nome, é Rabi Yehudá HaNassi.
Sobre a seção 05. O Penei Moshe enumera as quatro divergências: para Rabi Meir, todos os telhados são um só domínio; para os sábios da Mishná, cada um é um domínio por si; para Rabi Yudá da baraita, pátio e telhados são um só domínio; e para Rabi Shimon, pátio, telhado e karpef. O hebraico enumera só três; o quarto membro, a palavra dos sábios da Mishná, não está no texto, e Guggenheimer o explica do mesmo modo na nota 34. O hebraico tem aqui רִבִּי יוּדָן, e foi mantido Rabi Yudan; o Penei Moshe e Guggenheimer o entendem como o Rabi Yudá da baraita da seção 04.
Sobre as seções 06 e 07. Segundo o Penei Moshe, Rabi Yochanan diz que a regra de Rabi Shimon é só quando os pátios não fizeram eruv com as casas, pois então não se acham no pátio senão os utensílios que repousaram nele; mas, quando fizeram eruv, os utensílios das casas se acham no pátio, e decretou-se por causa deles; Rabi Zeira diz que, para Rabi Shimon, é tudo uma só regra. A objeção da Mishná é que, se ela falasse também de quando fizeram eruv, não precisaria ensinar a proibição; Rabi Bun bar Kahana responde que se trata de cada pátio que fez eruv por si com as suas casas, e não juntos, e o Penei Moshe entende o fim como uma réplica a ele. Na seção 07, segundo o Penei Moshe, os rabinos de Cesareia dizem que Shmuel e Rav, embora divirjam na medida, concordam que, mesmo para Rabi Meir, todos os telhados são um só domínio, e tanto mais para Rabi Shimon; e assim ambos divergem de Rabi Yochanan, que distingue entre quando fizeram eruv e quando não fizeram. Guggenheimer, na nota 39, chama esta seção de uma reformulação um pouco corrompida do primeiro parágrafo do capítulo, e observa que a grafia תְרַוַייהוּ é aramaico babilônico. No Bavli, Eruvin 91a, a baraita de Rabi Meir tem que os telhados são um só domínio e que é proibido levar para cima e para baixo, dos telhados ao pátio e do pátio aos telhados.
Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz רַב וּשְׁמוּאֵל אָמְרֵי como uma pergunta retórica, e aqui ficou a afirmação, como está no hebraico; traduz מִיכָּן וָהֵילָךְ הָיוּ מֵשִׁיבִין לְפָנָיו como “they were answering him in person”, e aqui ficou “respondiam a ele em sua presença”; traduz אַשְׁכָּחַת אָמַר como “You may say”, e aqui ficou “Acabas por dizer”; e, na seção 05, escreve “Rebbi Jehudah” para רִבִּי יוּדָן, que aqui ficou Rabi Yudan. Ele inclui na citação da Tosefta, entre aspas, o trecho até “up to this point there was an answer”, e aqui as aspas ficaram só nas citações da Mishná. Escreve o nome de Shmuel na forma inglesa, e “Rebbi Yose ben Rebbi Abun”, “Rebbi Joḥanan”, “Rebbi Zeˋira”, “Rebbi Abun bar Cahana” e “Rebbi La”, que aqui são Rabi Yossi beRabi Bun, Rabi Yochanan, Rabi Zeira, Rabi Bun bar Kahana e Rabi La; o hebraico tem רִבִּי בּוּן בַּר כַּהֲנָא.
Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 9:1; Yerushalmi Eruvin 9:2, a Mishná do telhado grande junto ao pequeno; Bavli Eruvin 89a, a Mishná, depois de הַדְרָן עֲלָךְ כֵּיצַד מִשְׁתַּתְּפִין, e a divergência de Rav e Shmuel; 90a, os nomes trocados e o beit seatayim; 91a, a baraita de Rabi Meir, a de Rabi em Tekoa e a de Rabi Yehudá na hora do perigo; Tosefta Eruvin 7:14 e 5:24 na edição de Lieberman, que são 7:10 e 5:18 no Sefaria comum; Penei Moshe nesta halachá. Referências corrigidas: Guggenheimer remete à “Tosephta 7:14” e à “Tosephta 5:24”, que são os números da edição de Lieberman e não os do Sefaria comum; e diz que o Bavli 90a troca os nomes, mas no Bavli 89a a divergência de Rav e Shmuel está na mesma ordem do Yerushalmi, e a troca é só no Bavli 90a, conferido.
Nomes nesta página: Rabi Meir, רִבִּי מֵאִיר, e Rabi Shimon, רִבִּי שִׁמְעוֹן, na Mishná; Rabi Yossi beRabi Bun, רִבִּי יוֹסֵי בֵּירִבִּי בּוּן, nas seções 01, 02, 03 e 07; Rav, רַב, e Shmuel, שְׁמוּאֵל, nas seções 01, 02 e 07; Rabi Yudá, רִבִּי יוּדָה, e Rabi, רִבִּי, na seção 04; Rabi Yudan, רִבִּי יוּדָן, na seção 05; Rabi Yochanan, רִבִּי יוֹחָנָן, Rabi Zeira, רִבִּי זְעִירָא, Rabi Bun bar Kahana e Rabi La, רִבִּי לָא, na seção 06; e os rabinos de Cesareia, רַבָּנִן דְּקַיְסָרִי, na seção 07. Na nota: Rabi Yehudá, Rabi Shimon ben Lazar e Rav Yehudá.
Do hebraico foram retirados só os rótulos de Mishná e de halachá, no começo dos dois primeiros segmentos, e os marcadores de folha: o da página da edição de Vilna 56a, na Mishná, antes da palavra de Rabi Shimon; o da coluna da edição de Veneza 25c, no início da halachá; o da página da edição de Vilna 56b, no fim da seção 02, antes de בִּמְלוֹאוֹ; e o da página da edição de Vilna 57a, na seção 07, antes de אַתְיָיא דִשְׁמוּאֵל. Não há marcador numérico, e nada foi acrescentado. Foram mantidas a abreviação כול׳, a marca פיּס׳ no começo da seção 07, os parênteses e os colchetes do Sefaria em (בְּבִקְעָה) [בִּתְקוֹעַ], onde a tradução seguiu a leitura do corretor, Tekoa, como no Bavli e na Tosefta, e as grafias do Sefaria, como לְמַטָָּה, בִפְּסֵיסִיּוֹת, לַכֵּלִיֹם, הָבָּיִת e מְן; os dois pontos no fim da Mishná são do Sefaria.
Leituras incertas. פָּתַר לָהּ כְּשֶׁהָיוּ כוּלָּן לְאָדָם אֶחָד ficou “explica-se o caso como quando todos eram de uma só pessoa”, sem decidir entre a leitura do texto e a inversão proposta pelo Penei Moshe. אוֹתוֹ שֶׁלְצוּרִי נַעֲשֶׂה כְפֶתַח ficou “torna-se como quem tem uma porta”. פֶּתַח פָּתוּחַ לַגַּג ficou “uma abertura aberta para o telhado grande”, com o Penei Moshe, que entende o telhado pequeno aberto ao grande em toda a sua largura; Guggenheimer, com Lieberman, pensa numa casa em declive cujo telhado se abre para um pátio. פְּסֵיסִיּוֹת ficou pessissiot, “faixas de mosaico”, com o פסיפס da Tosefta e o Penei Moshe, que fala de uma divisória leve. עַד כָּאן הָיְתָה תְשׁוּבָה ficou “até aqui houve resposta a ele”. אוֹף אֲנָא אִית לִי עָמוֹק כְּגוֹבָה ficou “também eu sustento que o fundo é como o alto”, isto é, que a divisória se prolonga para cima como para baixo, segundo o Penei Moshe. לְהוֹצִיא מְן הַגַּג אָסוּר. לֹא כָל שֶׁכֵּן לַגַּג ficou literal, como pergunta, e a frase final de Rabi Bun bar Kahana, אֲפִילוּ כֵן לֹא לַכֵּלִים שֶׁשָּׁבְתוּ לְתוֹכוֹ, ficou referida à casa; o Penei Moshe a lê como réplica a Rabi Bun bar Kahana, e Guggenheimer como parte da sua resposta. אַתְיָיא דִשְׁמוּאֵל לְרַב ficou “a palavra de Shmuel vem como a de Rav”.
A Mishná seguinte, Eruvin 9:2, no Yerushalmi, trata do telhado grande junto ao pequeno e do pátio grande que foi rompido para o pequeno: “גַּג גָּדוֹל סָמוּךְ לְקָטָן הַגָּדוֹל מוּתָּר וְהַקָּטָן אָסוּר…”, “um telhado grande junto a um pequeno: o grande é permitido, e o pequeno é proibido…”.
Com esta halachá, abre-se o Perek Tet de Massechet Eruvin, Kol Gaggot (כׇּל גַּגּוֹת).