Talmud Yerushalmi · Massechet Eruvin · Perek Vav · Halachá 6
עֵרוּבִין

Cinco grupos num só triklin, as divisórias até as vigas e as duas casas uma dentro da outra

Perek Vav, HaDar, Halachá 6, no Talmud Yerushalmi, Massechet Eruvin

Sexta halachá do Perek Vav, HaDar (quem mora), de Massechet Eruvin. A Mishná ensina que, de cinco grupos que passaram o Shabat num só salão de banquete, Beit Shammai dizem que é preciso um eruv para cada grupo, e Beit Hillel, um só eruv para todos; e que concordam que, se uma parte deles se alojava em quartos ou em andares de cima, é preciso um eruv para cada grupo. A guemará explica que o salão, diante deles, é como o pátio das casas, e que as divisórias o tornam como casas; pergunta de que se trata, e responde que não é das divisórias que chegam até as vigas, nem das que não chegam, mas das que têm dez palmos de altura; ensina que, se são sócios na massa e na comida cozida, basta um só eruv, com a pergunta de Rabi Shiyan. Traz, em nome de Rav Yehudá, as duas casas uma dentro da outra, a palavra de Rabi Pinchas sobre o Egito, a de Rabi Yehoshua ben Levi, de que a casa de fora se torna portaria, e a de Rav, sobre a portaria de um indivíduo e a de muitos; e termina com as duas pessoas, uma que tem direito sobre o lugar e uma que não tem.

A Mishná · מַתְנִיתִין

חָמֵשׁ חֲבוּרוֹת שֶׁשָּׁבְתוּ בִטְרִיקְלִין אֶחָד בֵּית שַׁמַּאי אוֹמְרִים עֵירוּב לְכָל חֲבוּרָה וַחֲבוּרָה. וּבֵית הִלֵּל אוֹמְרִים עֵירִוּב אֶחָד לְכוּלָּן. וּמוֹדִין שֶׁאִם מִקְצָתָן שְׁרוּיִין בַּחֲדָרִים אוֹ בָעֲלִיוֹת שֶׁהֵן צְרִיכִין עֵירוּב לְכָל חֲבוּרָה וַחֲבוּרָה:

Mishná: Cinco chavurot (grupos) que passaram o Shabat num só triklin (salão de banquete): Beit Shammai (a escola de Shammai) dizem: É preciso um eruv (a junção que permite transportar no Shabat) para cada grupo e grupo. E Beit Hillel (a escola de Hillel) dizem: Um só eruv para todos eles. E concordam que, se uma parte deles se alojava em chadarim (quartos) ou em aliyot (andares de cima), eles precisam de um eruv para cada grupo e grupo.

A Halachá · הֲלָכָה ו

01O triklin como o pátio das casas, as divisórias de dez palmos e os sócios na massa
Yerushalmi · Eruvin 6:6
פיס׳. חָמֵשׁ חֲבוּרוֹת שֶׁשָּׁבְתוּ בִטְרִיקְלִין כול׳. טְרִיקְלִין לִפְנֵיהֶם כְּחָצֵר שֶׁלְבָּתִּים. הָיוּ שָׁם פַּפִּילְיוֹנוֹת. כְּמִי שֵׁהֵן בָּתִּים. מָה נָן קַיָימִין. אִם בְּשֶׁהָיוּ פַּפִּילְיוֹנוֹת מַגִּיעוֹת עַד הַקּוֹרוֹת. כָּל עַמָּא מוֹדֵיי שֶׁהֵן מְעָרְבִין עֵירוּב לְכָל חֲבוּרָה וַחֲבוּרָה. אֵין שָׁם פַּפִּילְיוֹנוֹת מַגִּיעוֹת עַד הַקּוֹרוֹת. כָּל עַמָּא מוֹדֵיי שֶׁמְעָרְבִין עֵירוּב אֶחָד לְכוּלָּן. אֶלָּא כֵן אֲנָן קַיָימִין בְּשֶׁהָיוּ פַּפִּילְיוֹנוֹת גְּבוֹהוֹת עֲשָׂרָה.

“Cinco grupos que passaram o Shabat num triklin” etc. O triklin, diante deles, é como o chatzer (pátio) das casas. Se havia ali papilyonot (divisórias como tendas), é como se fossem casas. Do que estamos tratando? Se é quando os papilyonot chegavam até as korot (vigas do teto), todo o mundo concorda que fazem um eruv para cada grupo e grupo. Se não há ali papilyonot que cheguem até as korot, todo o mundo concorda que fazem um só eruv para todos eles. Mas é assim que estamos tratando: quando os papilyonot eram altos dez tefachim (palmos).

שָׁוִין שֶׁאִם הָיוּ שׁוּתָפִין בָּעִיסָּה וּבְתַבְשִׁיל שֶׁהֵן מְעָרְבִין עֵירוּב אֶחָד לְכוּלָּן. רִבִּי שִׁיָין בָּעֵי. מֵעַתָּה אֲפִילוּ מִקְצָתָן שְׁרוּיִין בַּחֲדָרִים אוֹ בָעֲלִיּוֹת.

Concordam uns e outros que, se eram shutafin (sócios) na isá (massa de pão) e no tavshil (a comida cozida), fazem um só eruv para todos eles. Rabi Shiyan perguntou: A partir de agora, seria assim mesmo se uma parte deles se alojava em quartos ou em andares de cima?

02As duas casas uma dentro da outra, o Egito, a portaria de um indivíduo e quem tem direito sobre o lugar
Yerushalmi · Eruvin 6:6
רִבִּי בָּא בְשֵׁם רַב יְהוּדָה. שְׁנֵי בָתִּים זֶה לִפְנִים מִזֶּה. עֵירֵב הַפְּנִימִי אֵין הַחִיצוֹן צָרִיךְ לְעָרֵב. עֵירֵב הַחִיצוֹן הַפְּנִימִי צָרִיךְ לְעָרֵב. אָמַר רִבִּי פִינְחָס. אַף בְּמִצְרַיִם חֲלִיפִּין. נָתַן עַל הַפְּנִימִי צָרִיךְ לִיתֵּן עַל הַחִיצוֹן. נָתַן עַל הַחִיצוֹן אֵינוֹ צָרִיךְ לִיתֵּן עַל הַפְּנִימִי.

Rabi Ba disse, em nome de Rav Yehudá: Duas casas, uma para dentro da outra: se o morador da casa interior fez eruv, o da exterior não precisa fazer eruv; se o da exterior fez eruv, o da interior precisa fazer eruv. Disse Rabi Pinchas: Também no Egito foi o inverso: se pôs sobre a interior, precisa pôr sobre a exterior; se pôs sobre a exterior, não precisa pôr sobre a interior.

רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא רִבִּי אַבָּהוּ בְשֵׁם רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי אֲפִילוּ לֹא עֵירֵב הַפְּנִימִי אֵין הַחִיצוֹן צָרִיךְ לְעָרֵב. לָמָּה. נַעֲשֶׂה בֵית שַׁעַר. מִילְּתֵיהּ אָמְרָה. אֵין בֵּית שַׁעַר לְיָחִיד. מִילְּתֵיהּ דְּרַב אָמְרָה. יֵשׁ בֵּית שַׁעַר לְיָחִיד.

Rabi Yaakov bar Achá e Rabi Abahu disseram, em nome de Rabi Yehoshua ben Levi: Mesmo se o da casa interior não fez eruv, o da exterior não precisa fazer eruv. Por quê? Torna-se beit sha’ar (portaria). A palavra dele diz: não há beit sha’ar para um yachid (indivíduo). A palavra de Rav diz: há beit sha’ar para um indivíduo.

דָּמַר רִבִּי בָּא בַּר יְהוּדָה בְשֵׁם רַב. הָדָא דְתֵימַר בְּבֵית שַׁעַר שֶׁלְיָחִיד. אֲבָל בְּבֵית שַׁעַר שֶׁלְרַבִּים הֲרֵי זֶה עֵירוּב. וְהַדָּר שָׁם הֲרֵי זֶה אוֹסֵר עָלָיו. רִבִּי בָּא בְשֵׁם רַב יְהוּדָה. בִּשְׁנֵי בְנֵי אָדָם. אֶחָד שֶׁיֵּשׁ לוֹ רְשׁוּת וְאֶחָד שֶׁאֵין לוֹ רְשׁוּת. עֵירֵב זֶה שֶׁיֵּשׁ לוֹ רְשׁוּת הוּתָּר זֶה שֶׁאֵין לוֹ רְשׁוּת. עֵירֵב זֶה שֶׁאֵין לוֹ רְשׁוּת לֹא הוּתָּר זֶה שֶׁיֵּשׁ לוֹ רְשׁוּת.

Pois disse Rabi Ba bar Yehudá, em nome de Rav: Isto que dizes é no beit sha’ar de um indivíduo; mas, no beit sha’ar de muitos, eis que o eruv posto ali é eruv, e quem mora ali impõe proibição sobre ele. Rabi Ba disse, em nome de Rav Yehudá: Em se tratando de duas pessoas, uma que tem reshut (o direito sobre o lugar) e uma que não tem reshut: se este que tem reshut fez eruv, ficou permitido também aquele que não tem reshut; se este que não tem reshut fez eruv, não ficou permitido aquele que tem reshut.

Nota

Esta é a sexta halachá do Perek Vav de Massechet Eruvin, HaDar, e a sua Mishná corresponde à Mishná avulsa Eruvin 6:6, inteira. Não há diferenças de conteúdo entre as duas; são de grafia, de vocalização e de uma expressão: o Yerushalmi tem בִטְרִיקְלִין, e a avulsa, בִטְרַקְלִין; o Yerushalmi tem עֵירוּב, e na segunda vez עֵירִוּב, e a avulsa, עֵרוּב; o Yerushalmi tem לְכוּלָּן, שְׁרוּיִין e בָעֲלִיוֹת, e a avulsa, לְכֻלָּן, שְׁרוּיִן e בַעֲלִיּוֹת; e o Yerushalmi tem וּמוֹדִין שֶׁאִם מִקְצָתָן, “e concordam que, se uma parte deles”, onde a avulsa tem וּמוֹדִים בִּזְמַן שֶׁמִּקְצָתָן, “e concordam que, quando uma parte deles”, além das vírgulas da avulsa. No Bavli, a Mishná está em Eruvin 72a, e começa com חֲמִשָּׁה חֲבוּרוֹת, no masculino, onde o Yerushalmi tem חָמֵשׁ חֲבוּרוֹת. O Bavli deste site ainda vai só até Eruvin 61b; por isso esta página não traz o link para a discussão do Bavli sobre esta Mishná, em Eruvin 72a e 72b. A halachá ocupa três segmentos no Sefaria: o primeiro é a Mishná, e os outros dois são as duas seções desta página.

Sobre a Mishná. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que o triklin é uma casa longa e larga, como sala de reis, que foi dividida entre cinco grupos, cada um com abertura para o pátio, e que eles precisam fazer eruv com os outros moradores do pátio. Para Beit Shammai, os domínios deles estão divididos e são como cinco casas, e cada grupo deve dar pão para o eruv do pátio; para Beit Hillel, as divisórias são baixas, não chegam até o teto, e eles são contados como gente de uma só casa. O Penei Moshe acrescenta que, segundo a guemará do Bavli, os “quartos” e os “andares de cima” em que Beit Hillel concordam são divisões como quartos, com divisórias que chegam até o teto. A Tosefta Eruvin 5:8, na edição de Lieberman, traz חמש חבורות, מקצת שרוין בחדרין ומקצתן שרוין בעליות, טרקלין שלהן כחצר לבתים, “cinco grupos, uma parte alojada em quartos e uma parte alojada em andares de cima: o triklin deles é como o pátio para as casas”, que é a mesma comparação com que começa a guemará; na Tosefta do Sefaria comum, a passagem está em 5:7.

Sobre a primeira seção. O Penei Moshe explica que o triklin está na frente e se abre para cada um e para o pátio, como o pátio para as casas que se abrem para ele; o Korban HaEdah, que por isso os moradores do triklin precisam fazer eruv segundo Beit Shammai. Sobre פַּפִּילְיוֹנוֹת, o Penei Moshe explica que são as tábuas que se fazem para separar cada quarto do salão, e que é o nome, em língua estrangeira, da divisória que separa como uma tenda; o Korban HaEdah, que são quartos pequenos junto ao triklin, ou as divisórias que separam os grupos; Guggenheimer entende o latim papilio, tenda. Ambos explicam que, se chegam até as vigas, todos concordam que cada grupo dá o seu eruv, e, se não chegam, todos concordam que são como uma só casa; e que a disputa é quando as divisórias têm dez palmos, mas não chegam até o teto: Beit Shammai entendem que dez palmos são divisória plena, e Beit Hillel, que, como não chegam até o teto, não separam. Sobre os sócios na massa e na comida cozida, o Korban HaEdah acrescenta que é mesmo que cada um coma no seu quarto; e ambos explicam a pergunta de Rabi Shiyan: então, se são sócios na massa e na comida cozida, também quando uma parte deles se aloja em quartos ou em andares de cima deveria bastar um só eruv. No Bavli, Eruvin 72a, Rabi Chiya e Rabi Shimon beRabi discordam: um diz que a disputa é nas divisórias que chegam até o teto, e o outro, nas que não chegam; e em 72b se traz a baraita de Rabi Yehudá HaSabar, לֹא נֶחְלְקוּ בֵּית שַׁמַּאי וּבֵית הִלֵּל עַל מְחִיצוֹת הַמַּגִּיעוֹת לַתִּקְרָה, “Beit Shammai e Beit Hillel não discordaram sobre as divisórias que chegam até o teto”, e a palavra de Rav Nachman bar Yitzchak, de que os “quartos” da Mishná são divisórias que chegam até o teto. A Mishná seguinte, Eruvin 6:7, trata dos irmãos que comem à mesa do pai e dormem nas suas casas.

Sobre a segunda seção. O Penei Moshe e o Korban HaEdah explicam que a casa exterior se abre para o pátio, e que o morador da interior não tem saída senão pela abertura da exterior; por isso a exterior é como portaria da interior, e é o morador da interior que impõe proibição sobre os moradores do pátio, e o eruv do da exterior não serve para ele. Sobre אַף בְּמִצְרַיִם חֲלִיפִּין, os comentaristas divergem: o Penei Moshe lê מצרים como “pontes”, as tábuas pequenas de passagem, e explica que, se pôs a tábua sobre a interior, como sinal de que se retira dos moradores do pátio, não se retira, e, se a pôs sobre a exterior, não precisa pô-la sobre a interior; o Korban HaEdah explica a venda de duas casas uma dentro da outra, em que é o inverso: quem tomou posse da interior não adquiriu a exterior, e quem tomou posse da exterior adquiriu as duas; Guggenheimer entende o Egito da saída, com o sangue posto sobre os batentes, como em Shemot 12:7, וְנָתְנוּ עַל־שְׁתֵּי הַמְּזוּזֹת וְעַל־הַמַּשְׁקוֹף, “e porão sobre os dois batentes e sobre a verga”. A tradução segue a vocalização do Sefaria, בְּמִצְרַיִם, “no Egito”, e deixa “pôs sobre” sem complemento, como no hebraico. Sobre Rabi Yehoshua ben Levi, o Penei Moshe explica que a exterior se torna portaria da interior, e quem mora na portaria não impõe proibição, como na Mishná avulsa Eruvin 8:4, הַנּוֹתֵן אֶת עֵרוּבוֹ בְּבֵית שַׁעַר, אַכְסַדְרָה וּמִרְפֶּסֶת, אֵינוֹ עֵרוּב. וְהַדָּר שָׁם, אֵינוֹ אוֹסֵר עָלָיו, “quem põe o seu eruv numa portaria, num pórtico ou numa varanda, não é eruv; e quem mora ali não impõe proibição sobre ele”. Sobre “a palavra dele diz”, o Penei Moshe explica que, para Rabi Yehoshua ben Levi, a portaria de um indivíduo não é portaria para todos os efeitos, pois a interior ainda precisa fazer eruv com a exterior; o Korban HaEdah, que, como na interior mora só um indivíduo, ele não pode fazer da exterior uma portaria. A palavra de Rav, explicam ambos, é sobre aquela Mishná: a regra da portaria vale para a portaria de um indivíduo, e na portaria de muitos, quando há muitas casas uma dentro da outra, o eruv posto ali é eruv e quem mora ali impõe proibição; daí se aprende que há portaria também para um indivíduo. Sobre as duas pessoas, o Penei Moshe explica que moram numa só casa, uma com direito sobre ela e a outra que mora ali como vizinha, sem direito; e o Korban HaEdah, que a casa é de um, e o outro mora ali sem permissão. No Bavli, Eruvin 72b, ensina-se que quem tem portaria, pórtico ou varanda no pátio do companheiro não impõe proibição sobre ele; e em 75b, Rav Yehudá diz, em nome de Shmuel, עֲשָׂרָה בָּתִּים זֶה לִפְנִים מִזֶּה, פְּנִימִי נוֹתֵן אֶת עֵירוּבוֹ, וְדַיּוֹ, “dez casas, uma para dentro da outra: a interior dá o seu eruv, e basta”, e Rabi Yochanan diz que também a exterior, e a guemará explica que discordam se a portaria de um indivíduo se chama portaria. A Tosefta Eruvin 5:25, na edição de Lieberman, trata de dois pátios, um para dentro do outro.

Leituras incertas. טְרִיקְלִין לִפְנֵיהֶם ficou “o triklin, diante deles”, como no Penei Moshe, que o põe na frente das divisões. פַּפִּילְיוֹנוֹת ficou transliterado, com a glosa “divisórias como tendas”, e הַקּוֹרוֹת ficou “as korot, as vigas do teto”. גְּבוֹהוֹת עֲשָׂרָה ficou “altos dez palmos”, e “palmos” completa a medida. שָׁוִין ficou “concordam uns e outros”, isto é, Beit Shammai e Beit Hillel, como nos comentaristas. מֵעַתָּה ficou “a partir de agora”, e “seria assim” completa a pergunta. עֵירֵב הַפְּנִימִי ficou “se o morador da casa interior fez eruv”, e “o morador da casa” é complemento. אַף בְּמִצְרַיִם חֲלִיפִּין ficou “também no Egito foi o inverso”, e נָתַן עַל, “pôs sobre”, sem dizer o quê, como no hebraico. נַעֲשֶׂה בֵית שַׁעַר ficou “torna-se portaria”. מִילְּתֵיהּ אָמְרָה ficou “a palavra dele diz”. הֲרֵי זֶה עֵירוּב ficou “eis que o eruv posto ali é eruv”, e “o eruv posto ali” é complemento, como nos comentaristas; e “também”, na última frase, é complemento, como no Penei Moshe. הָדָא דְתֵימַר ficou “isto que dizes”, que os comentaristas referem à Mishná 8:4. הֲרֵי זֶה אוֹסֵר עָלָיו ficou “impõe proibição sobre ele”. רְשׁוּת, na última frase, ficou “o direito sobre o lugar”.

Divergências entre o hebraico e o pivô inglês, em que se seguiu o hebraico. Guggenheimer traduz פיס׳ como “Paragraph”, e aqui a marca não foi traduzida; traduz o triklin como “big hall” e os papilyonot como “tents”, e aqui ficaram transliterados; traduz עַד הַקּוֹרוֹת como “to the ceiling”, e aqui ficou “até as korot”, as vigas; e escreve “Rebbi Ashian” para רִבִּי שִׁיָין, e aqui ficou Rabi Shiyan, como no hebraico e no Penei Moshe. Escreve “Rebbi Abba” para רִבִּי בָּא, e aqui ficou Rabi Ba; “Rav Jehudah”, “Rebbi Phineas”, “Rebbi Jacob bar Aḥa”, “Rebbi Abbahu” e “Rebbi Joshua ben Levi”, e aqui ficaram Rav Yehudá, Rabi Pinchas, Rabi Yaakov bar Achá, Rabi Abahu e Rabi Yehoshua ben Levi; e, na nota 114, manda ler Rav em lugar de רִבִּי בָּא בַּר יְהוּדָה, e aqui ficou Rabi Ba bar Yehudá, como no hebraico. Ele traduz נַעֲשֶׂה בֵית שַׁעַר como “it is treated as a porter’s lodge”, e aqui ficou “torna-se portaria”.

Referências conferidas no Sefaria. Mishná avulsa Eruvin 6:6, 6:7 e 8:4; Shemot 12:7; Bavli Eruvin 72a, a Mishná e a disputa de Rabi Chiya e Rabi Shimon beRabi; 72b, a baraita de Rabi Yehudá HaSabar, a palavra de Rav Nachman bar Yitzchak e a baraita da portaria; 75b, as dez casas, uma para dentro da outra; Tosefta Eruvin 5:8 e 5:25, na edição de Lieberman, e 5:7, na do Sefaria comum; Penei Moshe e Korban HaEdah nesta halachá. Referências corrigidas ou não citadas: as duas casas uma dentro da outra não estão no Bavli Eruvin 72a a 73a, mas em 75b; o Bavli 73a trata dos irmãos da Mishná 6:7, e não foi citado para esta halachá; a nota 113 de Guggenheimer remete ao Bavli 76a, que trata de dois pátios com duas casas entre eles, e aqui se citou 75b; a nota 115, que remete a um lugar do capítulo 8 deste Yerushalmi, e o artigo de Lieberman citado na nota 112 não foram conferidos, e não foram citados. A Mishná está no Bavli em Eruvin 72a, que ainda não está publicada neste site, que vai até 61b; por isso não há link para o Bavli.

Nomes nesta página: Beit Shammai, בֵּית שַׁמַּאי; Beit Hillel, בֵּית הִלֵּל; Rabi Shiyan, רִבִּי שִׁיָין; Rabi Ba, רִבִּי בָּא; Rav Yehudá, רַב יְהוּדָה; Rabi Pinchas, רִבִּי פִינְחָס; Rabi Yaakov bar Achá, רִבִּי יַעֲקֹב בַּר אָחָא; Rabi Abahu, רִבִּי אַבָּהוּ; Rabi Yehoshua ben Levi, רִבִּי יְהוֹשֻׁעַ בֶּן לֵוִי; Rav, רַב; Rabi Ba bar Yehudá, רִבִּי בָּא בַּר יְהוּדָה. Na nota: Rabi Chiya, Rabi Shimon beRabi, Rabi Yehudá HaSabar, Rav Nachman bar Yitzchak, Shmuel e Rabi Yochanan, do Bavli.

Do hebraico foram retirados os rótulos de Mishná e de halachá e os marcadores de folha da edição de Veneza 23d, antes de לְעָרֵב, na primeira frase da segunda seção, e da edição de Vilna 41b, antes de חֲלִיפִּין; não há marcador numérico, e nada foi acrescentado. Não há parênteses nem colchetes no hebraico do Sefaria desta halachá. Foram mantidas as marcas פיס׳ e כול׳ e as grafias do Sefaria, como עֵירִוּב, na Mishná, שֵׁהֵן, em כְּמִי שֵׁהֵן בָּתִּים, e שֶׁלְבָּתִּים, numa só palavra.