Sexta e última halachá do Perek Alef de Massechet Chalá: a Mishná equipara a chalá à terumá em todas as suas leis: por elas se é passível de morte e do quinto, são proibidas aos estranhos, são propriedade do cohen, são anuladas em cento e uma partes, requerem a lavagem das mãos e o pôr do sol, e não são tomadas do puro pelo impuro, mas somente do que está junto e da coisa terminada; e quem diz que toda a sua eira é terumá ou toda a sua massa é chalá não disse nada, até que deixe uma parte. A guemará explica, em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak, que foi preciso dizê-lo para que não se pensasse que a chalá é coisa profana e que se pode demorar com ela; enumera as dez mitzvot que a pessoa cumpre antes de comer um pedaço de pão, que Rabi Yitzchak contava nos dez dedos; e aprende do versículo “das primícias”, e não todas as primícias, que é preciso deixar uma parte.
Mishná: A chalá e a terumá: por elas se é passível de morte e do quinto acrescentado ao pagamento, e é proibida aos estranhos, isto é, aos que não são cohanim, e elas são propriedade do cohen, e são anuladas em cento e uma partes, e requerem a lavagem das mãos e dos pés e o pôr do sol, e não são tomadas do puro pelo impuro, mas somente do que está junto à porção pela qual se separa e da coisa cujo trabalho foi terminado. Quem diz: “Toda a minha eira é terumá” e “toda a minha massa é chalá”, não disse nada, até que deixe uma parte.
Rabi Yudá bar Pazi, Rabi Chanin em nome de Rabi Shmuel bar Rav Yitzchak: se a chalá fosse chulin (coisa profana), eu diria que é permitido ficar rolando com ela, sem entregá-la logo ao cohen. Por isso foi necessário dizer: “A chalá e a terumá: por elas se é passível de morte e do quinto.”
Dez mitzvot a pessoa cumpre antes de comer um pedaço de pão: por causa de “não lavrarás” (Devarim 22:10), “não semearás” (Vayikra 25:4), “não amordaçarás” (Devarim 25:4); a respiga, o esquecido e a peá (o canto do campo); a terumá, o primeiro dízimo, o segundo dízimo e a chalá. Rabi Yitzchak, quando vinha reclinar-se para a refeição, estendia seus dez dedos e dizia: eis que cumpri dez mitzvot.
“Chalá por tudo”, “terumá por tudo”. “Terumá para o Eterno”: este é o Nome próprio. De onde se aprende que não fez nada até que deixe uma parte? O texto diz: “das primícias” (Bamidbar 15:21), e não todas as primícias.
Esta é a sexta e última halachá do Perek Alef de Massechet Chalá: a Mishná ensina que a chalá segue todas as leis da terumá: por elas se é passível de morte e do quinto, são proibidas aos estranhos, são propriedade do cohen, são anuladas em cento e uma partes, requerem a lavagem das mãos e o pôr do sol, e só são tomadas do que está junto e da coisa terminada; e que quem consagra toda a sua eira ou toda a sua massa não disse nada, até que deixe uma parte.
A guemará explica que foi preciso dizê-lo para que não se pensasse que a chalá é coisa profana, com a qual se pode demorar; enumera as dez mitzvot que a pessoa cumpre antes de comer um pedaço de pão, que Rabi Yitzchak contava nos dez dedos antes de reclinar-se para a refeição; e aprende de “das primícias”, e não todas as primícias, que é preciso deixar uma parte.
Com esta halachá, encerra-se por completo o Perek Alef de Massechet Chalá.