O daf abre concluindo o relato da Escola de Eliyahu iniciado no fim de 13a: o próprio Eliyahu (falante em primeira pessoa na baraita) relata que, hospedado na casa da viúva, perguntou-lhe sobre a intimidade do casal nos dias de nidá e nos dias de pureza — e, ao saber que o marido jamais tocara nela durante a nidá, mas dormia com ela em contato direto de pele nos dias de pureza sem que seu pensamento se desviasse, concluiu que ele morrera justamente por não ter dado atenção especial à Torá quanto ao verso que proíbe aproximar-se da mulher em sua impureza — pois mesmo o contato permitido, sem o resguardo adicional, é repreensível. Segue-se, por associação temática com a nidá, uma breve nota de duas tradições sobre se o casal dormia numa única cama larga sem contato, ou separado por um avental. A Guemará então passa a uma nova Mishná: as halachot decididas no sótão de Chananya ben Chizkiya ben Guron, quando os sábios lá se reuniram e, ao serem contados, Bet Shamai superou Bet Hillel em número, decretando dezoito coisas naquele dia. A Guemará dedica-se primeiro a uma questão textual levantada por Abaie a Rav Yossef — se a Mishná lê "estas" ou "e estas" halachot —, resolvida a partir de uma baraita paralela. Segue-se uma digressão sobre quem escreveu a Megilat Taanit (Chananya ben Chizkiya e seu grupo, que apreciavam as tribulações passadas), a resposta de Rabban Shimon ben Gamliel de que também apreciava as tribulações mas não dava conta de escrevê-las todas, e dois ditos anexos por associação — de que o tolo não percebe os próprios milagres, e de que a carne morta enxertada num vivo não sente o bisturi (com a ressalva de Rav Yitzchak sobre o verme e o morto). A Guemará então louva a memória de Chananya ben Chizkiya, que salvou o livro de Yechezkel de ser guardado (genizá) por parecer contradizer palavras da Torá, subindo ao sótão com trezentos jarros de óleo para poder expor o livro até resolver as contradições. O daf fecha voltando aos dezoito decretos: a Guemará cita a baraita completa das coisas que invalidam a teruma — quem come alimento de primeiro grau de impureza ou de segundo grau, quem bebe líquidos impuros, quem submerge a cabeça e a maior parte do corpo em água extraída, o puro sobre quem caíram três logs de água extraída, o livro sagrado, as mãos, o tevul yom, e os alimentos e utensílios que se tornaram impuros por líquidos — e abre a pergunta sobre quem ensinou essa baraita, cuja resposta prossegue em 14a.
"...e serviu muito aos discípulos dos sábios (retomando de 13a) — por que motivo morreu na metade de seus dias?" E não havia pessoa que lhe respondesse coisa alguma. Certa vez, fui hospedar-me em sua casa, e ela me contava todo aquele acontecido. E eu lhe disse: "Minha filha, nos dias de tua nidá, como ele era contigo?" Ela me disse: "Que D-us me livre! Nem sequer com o dedo mínimo me tocou." "Nos dias de teu branqueamento (depois da nidá, já pura), como ele era contigo?" "Comia comigo, bebia comigo e dormia comigo em contato direto de pele, e não lhe subia o pensamento a outra coisa." E eu lhe disse: "Bendito seja o Onipresente que o matou, pois não deu atenção especial à Torá (mesmo sendo tecnicamente permitido). Pois assim disse a Torá: 'e à mulher em sua impureza de nidá não te aproximarás' (Levítico 18:19) (implicando que, mesmo depois, convém manter distância adicional)." Quando veio Rav Dimi (da Terra de Israel para a Babilônia, transmitiu): era uma única cama (larga, sem contato, e isso é o que "kirov bassar" descreveria erroneamente segundo essa versão). No Ocidente (Terra de Israel) dizem: disse Rav Yitzchak bar Yossef: um avental separava entre ele e ela.
A baraita, agora falando na primeira pessoa de Eliyahu, revela o desfecho do relato iniciado em 13a. Hospedado na casa da viúva, Eliyahu pergunta-lhe diretamente sobre a vida íntima do casal em dois períodos: os dias de nidá propriamente ditos, e os dias após a purificação. A resposta da viúva é surpreendente: durante a nidá, o marido jamais a tocara, nem com o dedo mínimo — cumprindo escrupulosamente a proibição. Mas nos dias de pureza, ele mantinha contato físico pleno e direto, comendo, bebendo e dormindo com ela sem qualquer reserva, e "seu pensamento não subia a outra coisa" — ou seja, sem intenções impróprias. Eliyahu, então, oferece uma explicação para a morte prematura: embora tecnicamente permitido, o marido não "deu atenção especial" ao verso que proíbe aproximar-se da mulher em sua nidá — pois esse verso, segundo a leitura de Eliyahu, sugere uma medida extra de resguardo mesmo além do período estritamente proibido, como salvaguarda e reverência adicional. Por não observar esse grau superior de santidade na relação conjugal, ele foi julgado com rigor. A baraita fecha com duas tradições variantes sobre os detalhes físicos dessa relação nos dias de pureza — se dormiam numa única cama larga sem contato direto, ou se um avental os separava — sugerindo que talvez a expressão "kirov bassar" não implicasse necessariamente ausência de toda barreira física.
"E serviu discípulos dos sábios" — para lhe explicarem as passagens obscuras da Mishná e seus fundamentos, e isso é o que se chama Talmud.
"Tuas nidás" — todos os sete dias da primeira visão (de sangue).
"Teu branqueamento" — como a zavá que conta sete dias limpos depois que cessou (o fluxo), e precisa vestir-se de branco para o exame, para que não venha a ver (sangue novamente) e anule sua contagem.
"Em sua impureza de nidá" — e até que venha às águas para a imersão, ela está em sua nidá, pois se amplia, a partir de "estará em sua nidá" (Levítico 15:20), que em seu estado permanecerá até que venha às águas — (como se ensina) em Torat Kohanim.
"Era uma única cama" — larga, e não havia contato direto de pele, e ele entendia que isso era permitido.
"Avental" — (em francês antigo) porceint, que ela cingia e que alcançava dos quadris para baixo.
E estas são (mais algumas) das halachot que disseram no sótão de Chananya ben Chizkiya ben Guron — (os sábios) que subiram a visitá-lo (quando estava doente): contaram-se (por votação), e Bet Shamai superou (em número) a Bet Hillel, e dezoito coisas decretaram naquele dia.
Uma nova Mishná, ligada à anterior pela partícula "e estas" (retomando o tema de leis discutidas em ocasião especial): certa vez, sábios subiram a visitar Chananya ben Chizkiya ben Guron, aparentemente enfermo, e no sótão de sua casa realizou-se uma votação sobre uma série de questões em disputa entre as escolas de Shamai e Hillel. Naquela ocasião excepcional, Bet Shamai — normalmente minoria — superou Bet Hillel em número de votantes, e por isso dezoito decretos foram promulgados segundo a opinião de Bet Shamai naquele dia, um episódio lembrado com certa reserva pela tradição, já que a halachá geralmente segue Bet Hillel.
"E se contaram, e superaram" — vieram à votação, e encontraram-se os (votantes) de Bet Shamai em maioria.
Disse-lhe Abaie a Rav Yossef: "Estas" ensinamos (na Mishná, isto é, apenas os dezoito decretos que seguem serão listados), ou "e estas" ensinamos (ligando-se à Mishná anterior sobre não catar as roupas nem ler à luz da vela)? (Se) "e estas" ensinamos, (então referem-se) a estas que já dissemos (a proibição de catar e ler à luz da vela também foram decretadas naquele sótão). Ou (se) "estas" ensinamos, (então referem-se apenas) ao que precisamos dizer adiante (a lista separada dos dezoito)? Vem e ouve (a resposta, de uma baraita): não se cata (piolhos das roupas) à luz da vela, nem se lê à luz da vela, e estas são (algumas) das halachot que disseram no sótão de Chananya ben Chizkiya ben Guron. Aprenda-se disso: "e estas" ensinamos (na Mishná — ligando-se ao que veio antes); aprenda-se disso.
Abaie levanta uma questão textual precisa sobre a leitura correta da Mishná: ela diz "elu" (estas) ou "ve'elu" (e estas)? A diferença é significativa — se a Mishná lê "e estas", a conjunção liga este ensinamento ao anterior (a proibição de catar roupas e ler à luz da vela, tratada em 12a), sugerindo que essas duas leis também foram decretadas naquele mesmo sótão histórico; se lê apenas "estas", a Mishná introduz uma lista nova e independente, sem relação com o que veio antes. Rav Yossef resolve a dúvida citando uma baraita paralela, que explicitamente inclui a proibição de catar e ler à luz da vela junto com a fórmula "e estas são das halachot que disseram no sótão de Chananya ben Chizkiya ben Guron" — confirmando que a leitura correta é "ve'elu", e que aquelas leis sobre a vela também remontam à mesma ocasião histórica no sótão.
Assim é a versão correta: "'e estas' ensinamos, estas que já dissemos; ou talvez 'estas' ensinamos, estas que precisamos dizer adiante" — (isto é: se a leitura é) "e estas", refere-se ao que veio antes: "não se cata as roupas nem se lê à luz da vela, e estas são das halachot etc."; ou talvez (a leitura seja) "estas", referindo-se adiante, a "não se deixa de molho tinta (na véspera do Shabat)" (a lista que segue).
"Vem e ouve" — que (a fórmula) se refere às duas (leis) anteriores (catar e ler à luz da vela), mas as outras (que virão) não fazem parte dos dezoito decretos (propriamente ditos, sendo antes exemplos de halachot gerais decididas naquele sótão); e adiante, na Guemará, explicam-se (quais são os dezoito).
Ensinaram os sábios (numa baraita): quem escreveu a Megilat Taanit (o rolo dos dias de jejum proibido, que registra os dias de salvação)? Disseram: Chananya ben Chizkiya e seu grupo, que apreciavam as tribulações (passadas, e por isso registravam com carinho os dias em que delas foram salvos).
Por associação com o nome de Chananya ben Chizkiya, mencionado na Mishná, a Guemará traz uma baraita sobre sua autoria da Megilat Taanit — um rolo que listava os dias em que era proibido jejuar publicamente, por serem dias de salvação e alegria na história de Israel. A explicação é que Chananya e seu círculo "apreciavam as tribulações": isto é, valorizavam tanto a lembrança das dificuldades superadas e dos milagres de salvação que se dedicaram a registrá-los por escrito, para que fossem celebrados como dias festivos.
"Megilat Taanit" — pois, sendo o restante de toda a Mishná e baraita algo que não se escrevia, já que era proibido escrevê-las, esta, porém, foi escrita para memória, para se saber os dias proibidos ao jejum; por isso se chama meguilá (rolo), por estar escrita num rolo de livro.
"Apreciavam as tribulações" — pois eram redimidos delas, e o milagre lhes era caro para mencioná-lo em louvor ao Santo, bendito seja; e escreviam os dias do milagre para fazê-los dia de festa, como (a fórmula): "estes são os dias em que não se deve jejuar", etc.
Disse Rabban Shimon ben Gamliel: também nós apreciamos as tribulações (e as salvações delas), mas que faremos, que, se viéssemos a escrever (todas elas), não daríamos conta?
Rabban Shimon ben Gamliel comenta essa tradição, explicando por que sua própria geração não seguiu o exemplo de escrever um registro semelhante: não por falta de apreço pelas salvações divinas — ele afirma compartilhar esse mesmo sentimento —, mas por razões práticas: as tribulações e salvações eram tão numerosas e frequentes que seria impossível registrá-las todas por escrito.
"Não damos conta" — porque são (demasiado) frequentes. Outra explicação: não damos conta de fazer (cada dia de salvação em) dia de festa, todo dia.
Outra explicação (do mesmo verso ou expressão, por associação): o tolo não é atingido (não percebe os perigos e milagres que o cercam). Outra explicação: a carne morta não sente o bisturi. (Objeção:) É assim mesmo?! E não disse Rav Yitzchak: é tão penoso o verme para o morto quanto a agulha para a carne viva, como se diz: "Mas sua própria carne sobre ele dói, e sua alma sobre ele lamenta" (Jó 14:22)! Dize (antes): a carne morta que está no (corpo) vivo é que não sente o bisturi (mas o próprio morto sente).
Por associação — provavelmente ligada ao tema de não perceber perigos ou à raiz semântica compartilhada — a baraita anexa dois outros ditos. O primeiro, "o tolo não é atingido", ensina que a pessoa insensata muitas vezes não percebe os perigos dos quais escapa nem os milagres que a protegem, ao contrário do sábio, que reconhece e aprecia as salvações, como os que escreveram a Megilat Taanit. O segundo dito, "a carne morta não sente o bisturi", refere-se ao fenômeno de tecido necrosado ou morto que permanece anexado a um corpo vivo (por ferimento ou queimadura), o qual pode ser cortado sem causar dor. A Guemará então levanta uma objeção a partir de um ensinamento de Rav Yitzchak sobre o sofrimento pós-morte causado pelo verme que consome o cadáver, sofrimento comparado à dor de uma agulha na carne viva — o que pareceria contradizer a ideia de que "carne morta não sente". A Guemará resolve a contradição precisando o dito original: refere-se especificamente à carne morta que está dentro de um corpo ainda vivo (como no caso do tecido necrosado), que de fato não sente, ao passo que o próprio cadáver, uma vez morto por completo, ainda é sensível ao tratamento de seu corpo, segundo o ensinamento de Rav Yitzchak.
"O tolo não é atingido" — não vem sobre ele mal algum, isto é, não reconhece seus próprios perigos (dos quais escapou); assim, quantos milagres nos acontecem, e não os reconhecemos!
"Carne morta que está no vivo" — (o tecido) que cresce numa pessoa viva por causa de um ferimento ou de uma queimadura não sente o bisturi quando o cortam.
Disse Rav Yehuda em nome de Rav: em verdade, seja lembrado para o bem aquele homem, e Chananya ben Chizkiya é seu nome, pois, não fosse ele, seria guardado (retirado de uso, por conter contradições) o livro de Yechezkel, já que suas palavras pareciam contradizer as palavras da Torá. Que fez ele? Subiram-lhe trezentos jarros de óleo (para iluminação e sustento), e ele se sentou no sótão e o expôs (resolvendo as contradições, uma a uma).
A Guemará conclui essa digressão elogiando Chananya ben Chizkiya, cujo mérito histórico foi ter impedido que o livro profético de Yechezkel fosse retirado de circulação (genizá), medida que os sábios chegaram a considerar por perceberem aparentes contradições entre certas passagens do livro (como as leis do Templo futuro descritas nos últimos capítulos) e as leis explícitas da Torá. Em vez de permitir a supressão do livro, Chananya se isolou — subindo ao sótão de sua casa, abastecido com trezentos jarros de óleo para poder permanecer ali dia e noite sem interrupção — e dedicou-se a uma exposição sistemática e exaustiva do livro inteiro, resolvendo uma a uma as aparentes contradições e assim salvando o livro de Yechezkel para o cânone.
"Palavras da Torá" — como (o verso de Yechezkel 44:31): "carniça e trefá... não comerão os kohanim" — donde (se entenderia que) um israelita (comum) pode comer (o que é vedado a todos pela Torá!); e como (o verso de Yechezkel 45:20): "e assim farás no sétimo (dia) do mês" — onde se alude esse sacrifício na Torá?
"Jarros" — para iluminação e para sustento.
"(E) o expôs" — como se explicam esses versos em Menachot (45a): que, por lhes ser permitida a melicá (degola por unha) na oferenda de pecado de ave, foi necessário adverti-los quanto à melicá de chulin (fora do Templo), que é (considerada) carniça.
"E dezoito coisas decretaram" (retomando a Mishná). Quais são as dezoito coisas? Pois se ensinou (numa baraita/Mishná de Tohorot): estas invalidam a teruma (tornando-a imprópria para consumo, embora não a tornem uma fonte de impureza para outras coisas): quem come alimento de primeiro grau de impureza; e quem come alimento de segundo grau; e quem bebe líquidos impuros; e quem submerge a cabeça e a maior parte do corpo em água extraída (com utensílio, não diretamente de fonte natural); e o puro sobre cuja cabeça e maior parte do corpo caíram três login de água extraída; e o livro (sagrado); e as mãos; e o tevul yom (quem já imergiu mas ainda aguarda o pôr do sol para completar sua purificação); e os alimentos e utensílios que se contaminaram por líquidos.
Voltando ao texto da Mishná, a Guemará pergunta especificamente quais são os dezoito decretos mencionados, e responde citando uma baraita (que corresponde à Mishná de Tohorot, tratado Zavim/Yadayim) que lista uma série de nove categorias de pessoas, objetos ou situações capazes de invalidar a teruma — isto é, de torná-la imprópria para consumo por um kohen, sem no entanto propagar impureza adiante para outros objetos (um grau de impureza mais leve que a impureza de fonte). Essas nove categorias, contadas em pares (pois cada uma teria uma contraparte, totalizando dezoito, como a Guemará esclarecerá adiante), incluem: quem comeu um alimento com impureza de primeiro grau; quem comeu um com impureza de segundo grau; quem bebeu líquidos impuros; quem imergiu a cabeça e a maior parte do corpo em água que foi extraída com um recipiente (e não diretamente de uma fonte ou rio, cuja imersão purificaria); uma pessoa pura sobre a qual caíram três login de tal água extraída; um livro sagrado (rolo da Torá ou outras Escrituras); as mãos (que se presume impuras por padrão, até que sejam lavadas); o tevul yom; e, por fim, alimentos e utensílios que se contaminaram por meio de líquidos. Essa lista de nove itens, cada um com sua contraparte lógica, soma os dezoito decretos daquele dia no sótão.
"Quem come alimento de primeiro grau" — pela Torá, um alimento (impuro) não torna impura a pessoa que o come, exceto a carniça de ave pura; mas a carniça de animal (grande) não, como se diz no tratado Nidá (42b): "aquele que só tem impureza por comê-la — excluiu-se este (caso), que tem impureza antes mesmo de comê-la" (pois já era carniça antes); e tanto mais o alimento de primeiro grau, que não é fonte primária de impureza (sequer antes de ser comido). Mas eles (os sábios) decretaram naquele dia, como se explica o motivo adiante, em todos (os itens); e sua medida para invalidar o corpo (da pessoa, quanto à teruma) é meio peras (medida de volume), (como se ensina) no capítulo (de) Yom HaKipurim, em Yoma (80b); e ali também se diz: "deixa a impureza do corpo (neste caso), que não é da Torá". E encontrei no Aruch que esta impureza é diferente da impureza da Torá, pois basta a imersão para (tornar apta a comer) teruma, sem precisar esperar o pôr do sol, pois se ensina no Sifrei: "não é que aquele que come alimentos impuros ou bebe líquidos impuros fica impuro com impureza que (dura) até o anoitecer (automaticamente — apenas o suficiente para invalidar a teruma)."
"E quem submerge" — depois de já ter imergido de sua impureza (original), (vem a submergir) em águas extraídas, naquele mesmo dia.
"E o puro" — completamente (puro já), sobre cuja cabeça (e maior parte do corpo) caíram (três login de água extraída), etc.
"E o livro" — todas as Escrituras Sagradas, Torá, Profetas e Escritos, invalidam a teruma pelo seu toque.
"E as mãos" — por padrão, antes de sua lavagem.
"E o tevul yom" — e adiante (a Guemará) questiona: mas o tevul yom não é já (proibido) pela Torá (e não por este decreto)?
"E os alimentos e os utensílios que se contaminaram por líquidos" — adiante (a Guemará) examina isso.
Quem (é o Tana que) ensinou (esta baraita, segundo a qual) "quem come alimento de primeiro grau" e "quem come alimento de segundo grau" apenas invalidam (a teruma que tocam depois), mas não a tornam (fonte de) impureza (para propagar adiante a outros alimentos ou utensílios — quem sustenta essa posição específica, já que há disputa tanaítica sobre o grau exato de impureza gerado)? (A resposta prossegue em Shabbat 14a.)
O daf fecha abrindo a análise detalhada de cada item da lista dos dezoito decretos, começando pelos dois primeiros: quem come alimento com impureza de primeiro grau e quem come alimento com impureza de segundo grau. A baraita implicitamente assume que essas pessoas apenas invalidam a teruma que tocarem em seguida (tornando-a imprópria para consumo por um kohen), mas não se tornam, elas mesmas, fonte plena de impureza capaz de contaminar outros alimentos ou utensílios com o mesmo grau de severidade. A Guemará pergunta qual Tana (sábio da Mishná) é o autor dessa posição específica, já que a questão do grau exato de impureza transmitida por quem consome alimentos contaminados é objeto de disputa tanaítica — questão cuja resposta, identificando a opinião como a de Rabi Yehoshua em contraste com Rabi Eliezer, é dada logo no início de 14a.
"Quem ensinou" — quem é que assim diz.
"Invalidam" — a teruma; e aquela (mesma) teruma (já invalidada) não voltará a invalidar outra pelo seu toque (pois não é fonte plena de impureza).