Talmud Bavli · Massechet Shabat · Perek Yud-Tet (Rabi Eliezer DeMilah)
מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא

Resolve-se a objeção de Abaie sobre tzitzit e mezuzá; a guemará traça, mitzvá por mitzvá, a fonte de Rabi Eliezer para lulav, sucá, matzá, shofar e milá

Shabbat 131b · segue o Perek Yud-Tet (Rabi Eliezer DeMilah), continuando diretamente de 131a

Shabbat 131b abre completando a réplica de Abaie interrompida ao final de 131a: já que tzitzit e mezuzá não têm tempo fixo para serem cumpridas, cada momento é, em certo sentido, "seu tempo" — o que deveria, ao contrário do que disse Rav Yosef, tornar seus preparativos mais urgentes, não menos. Mas a guemará abandona inteiramente essa linha de raciocínio e oferece a razão verdadeira, em nome de Rav Nachman, que a disse em nome de Rabi Yitzchak — e há quem diga, em nome de Rav Huna, filho de Rav Yehoshua: a razão pela qual tzitzit e mezuzá não afastam o Shabat é que está nas mãos do próprio dono torná-los sem dono (hefker), livrando-se assim da obrigação a qualquer momento, ao contrário do ómer e dos dois pães, obrigações fixas do dia que ninguém pode simplesmente declarar sem dono. Encerrado esse debate, a guemará embarca numa longa investigação: de onde, exatamente, Rabi Eliezer aprende que os preparativos de cada mitzvá específica afastam o Shabat? Para o lulav, não do ómer e dos dois pães, que são necessidade do Alto, mas do próprio versículo "no dia", que inclui até o Shabat — inclusão que não serve para permitir movê-lo, pois isso já seria permitido, mas para seus preparativos; explica-se ainda por que os sábios, que rejeitam essa regra geral, usam esse mesmo "no dia" apenas para excluir a noite, e de onde Rabi Eliezer aprende essa mesma exclusão, a partir de "e vos alegrareis... sete dias" — dias e não noites; e por que não bastaria escrever a regra somente quanto ao lulav e dela derivar as demais mitzvot: porque o lulav tem a peculiaridade de exigir quatro espécies, o que impediria a generalização. Passa-se então à sucá: refutam-se o ómer, os dois pães e o próprio lulav como fontes, e conclui-se que Rabi Eliezer a aprende por uma guezerá shavá de "sete dias" com o lulav; e explica-se por que não bastaria escrever a regra só quanto à sucá, pois esta tem a peculiaridade de valer também à noite, como de dia. Segue-se a matzá: refutam-se as três fontes anteriores, e conclui-se por uma guezerá shavá de "quinze" com a festa de Sucot; e explica-se por que não bastaria escrever a regra só quanto à matzá, pois esta obriga também as mulheres, ao contrário do lulav e da sucá. Segue-se o shofar: refutam-se as quatro fontes anteriores, e aprende-se do versículo "dia de shofar vos será" — inclusão que também não serve para permitir o próprio toque, pois a escola de Shmuel já ensinara que tocar o shofar e tirar o pão do forno são atos de perícia, não de trabalho proibido, e portanto já seriam permitidos —, mas para seus preparativos; explica-se de onde os sábios e Rabi Eliezer aprendem a exclusão da noite, por uma guezerá shavá entre o shofar de Rosh Hashaná e o de Yom Kipur; e explica-se, por fim, por que não bastaria escrever a regra quanto a um só desses dois toques de shofar, pois cada um tem sua peculiaridade própria: o de Rosh Hashaná traz as lembranças de Israel diante de seu Pai nos céus, e o de Yom Kipur, no ano do Jubileu, liberta escravos para suas casas e devolve campos a seus donos. Por fim, chega-se à milá: pergunta-se de onde Rabi Eliezer a aprende, e responde-se que a aprende de todas as mitzvot anteriores reunidas, tal como se disse. O daf termina interrompido bem no início de uma nova objeção — "e ainda: o que há de peculiar naquelas..." —, sem revelar qual peculiaridade se aponta nem a conclusão do argumento, a continuar em Shabbat 132a, ainda não publicado.

Completa-se a réplica de Abaie: a razão verdadeira é que está em suas mãos torná-los sem dono · הוֹאִיל וּבְיָדוֹ לְהַפְקִירָן

1060Abaie: já que não têm tempo fixo, cada momento é seu tempo — mas a guemará resolve de outro modo: está em suas mãos torná-los sem dono
Abaie; Rav Nachman (em nome de Rabi Yitzchak, ou Rav Huna bar Rav Yehoshua)
כֹּל שַׁעְתָּא וְשַׁעְתָּא זִמְנֵיהּ הוּא? אֶלָּא אָמַר רַב נַחְמָן אָמַר רַבִּי יִצְחָק, וְאִיתֵּימָא רַב הוּנָא בְּרֵיהּ דְּרַב יְהוֹשֻׁעַ: הוֹאִיל וּבְיָדוֹ לְהַפְקִירָן.

... cada momento é seu tempo (e por isso a obrigação deveria ser mais urgente, não menos)? Mas a guemará abandona essa linha e disse Rav Nachman em nome de Rabi Yitzchak — e há quem diga, em nome de Rav Huna, filho de Rav Yehoshua: a razão verdadeira é porque está em suas mãos torná-los sem dono (hefker).

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "kol sha'ata zimneih hu" e "hoil uveyado lehafkiran"
כל שעתא זמניה הוא - וכיון שיש לו טלית בכל יום שמשהה בלא ציצית עובר בעשה ואפילו מונחת בקופסא הלכך כל יומא רמיא מצותיה עליה: הואיל ובידו להפקירן - ונפקי מרשותיה ולאו עליה רמיא חובתיה:

"Cada momento é seu tempo" — pois, tendo ele um manto todo dia, sempre que o deixa sem tzitzit transgride um preceito positivo, mesmo que esteja apenas guardado numa caixa; por isso, todo dia a mitzvá recai sobre ele.

"Porque está em suas mãos torná-los sem dono" — e assim eles saem de seu domínio, e a obrigação não recai mais sobre ele.

Nota

Completa-se aqui a réplica de Abaie, cortada ao final de 131a: já que tzitzit e mezuzá não têm tempo fixo para serem cumpridas, a cada momento a obrigação está, em certo sentido, presente — o que deveria, pelo raciocínio de Abaie, tornar seus preparativos mais urgentes, não menos, contrariando a explicação de Rav Yosef. Mas a guemará não resolve a dificuldade a partir dessa troca: em vez disso, oferece a razão verdadeira, transmitida por Rav Nachman em nome de Rabi Yitzchak (ou, segundo outra versão, por Rav Huna filho de Rav Yehoshua). A diferença entre tzitzit e mezuzá, de um lado, e o ómer e os dois pães, de outro, está em que o dono do manto ou da casa sempre pode declará-los sem dono (hefker), livrando-se assim da obrigação a qualquer momento — o que nunca é possível quanto a uma oferenda fixa do dia no Templo. Por não ser uma obrigação absolutamente inescapável, seus preparativos não têm o poder de afastar o Shabat.

A guemará traça, mitzvá por mitzvá, a fonte bíblica de Rabi Eliezer · מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא

1061A fonte do lulav: não do ómer e dos dois pães, mas do versículo "no dia" — que serve não para permitir movê-lo, mas para seus preparativos
Anônimo da guemará
אָמַר מָר: לוּלָב וְכׇל מַכְשִׁירָיו דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת דִּבְרֵי רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא? אִי מֵעוֹמֶר וּשְׁתֵּי הַלֶּחֶם, שֶׁכֵּן צוֹרֶךְ גָּבוֹהַּ! אֶלָּא אָמַר קְרָא: ״בַּיּוֹם״. ״בַּיּוֹם״ — אֲפִילּוּ בְּשַׁבָּת. וּלְמַאי הִלְכְתָא? אִילֵּימָא לְטִלְטוּל — אִיצְטְרִיךְ קְרָא לְמִישְׁרֵי טִלְטוּל?! אֶלָּא לְמַכְשִׁירָיו.

Disse o Mestre: o lulav e todos os seus preparativos afastam o Shabat, palavras de Rabi Eliezer. De onde o aprende Rabi Eliezer? Se dissesses que o aprende do ómer e dos dois pães — mas esses são necessidade do Alto! Antes, disse o versículo: "no dia" (Vayikra 23:40). "No dia" — mesmo em Shabat. E para qual halachá vem essa inclusão? Se dizes que é para o taltul (movê-lo) — seria necessário um versículo para permitir o taltul?! Antes, vem para seus preparativos.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "im me'omer ushtei halechem", "bayom afilu beShabat" e "ela lemachshirav"
אי מעומר ושתי הלחם - וגמר במה מצינו: ביום ואפילו בשבת - מדלא כתיב בראשון לדרשא אתא בכל יום שהוא ראשון לחג: ולמאי איצטריך לרבויי - להאי ואפילו בשבת אי נימא לטלטל כדמשמע קרא לקיחה טלטול בעלמא הוא ועדיין במתן תורה לא נאסר טלטול דאיצטריך קרא למישרי להאי: אלא למכשיריו - דאיסורא דאורייתא הוא:

"Se dissesses que o aprende do ómer e dos dois pães" — pois daí se aprenderia por "mah matzinu" (analogia do que já encontramos alhures).

"No dia — mesmo em Shabat" — visto que não está escrito "no primeiro dia", o versículo vem ensinar algo mais: em qualquer dia que seja o primeiro da festa (mesmo Shabat).

"Antes, vem para seus preparativos" — pois isso é uma proibição da Torá. Quanto ao "para qual halachá é necessário incluir isso": se dissesses que é para permitir o taltul, como o versículo sugere — pois "tomar" seria apenas movimentação comum, e ainda na entrega da Torá não se havia proibido taltul, de modo que não seria necessário um versículo para permitir isto.

Nota

Iniciada a investigação mitzvá por mitzvá, a guemará pergunta de onde Rabi Eliezer aprende que os preparativos do lulav afastam o Shabat. Não pode ser do ómer e dos dois pães, pois estes são necessidade do Alto — uma categoria própria de ofertas do Templo, que não se compara facilmente a uma mitzvá pessoal como o lulav. Em vez disso, aprende-se do próprio versículo que ordena tomar o lulav "no dia", incluindo qualquer dia que seja o primeiro da festa, mesmo que caia em Shabat. Essa inclusão não pode servir para permitir simplesmente movê-lo (taltul), pois isso já seria permitido por si só; deve, portanto, servir para permitir seus preparativos — como cortá-lo de onde está preso à terra —, que de outro modo seriam proibições de Torá.

1062Os sábios usam "no dia" para excluir a noite; Rabi Eliezer aprende essa mesma exclusão de "e vos alegrareis... sete dias" — dias e não noites
Anônimo da guemará
וְרַבָּנַן? הַהוּא מִיבְּעֵי לֵיהּ בַּיּוֹם וְלֹא בַּלַּיְלָה. וְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר, בַּיּוֹם וְלֹא בַּלַּיְלָה מְנָא לֵיהּ? נָפְקָא לֵיהּ מִ״וּשְׂמַחְתֶּם לִפְנֵי ה׳ אֱלֹהֵיכֶם שִׁבְעַת יָמִים״ — יָמִים וְלֹא לֵילוֹת.

E os sábios (que não concordam com Rabi Eliezer nesta regra)? Aquele versículo é necessário para ensinar que a mitzvá do lulav vale de dia e não de noite. E Rabi Eliezer, de onde aprende que vale de dia e não de noite? Aprende-o de "e vos alegrareis diante do Senhor vosso Deus sete dias" — dias e não noites.

Nota

A guemará considera a objeção implícita: se os sábios rejeitam a regra geral de Rabi Eliezer, para que usam o versículo "no dia"? Respondem que, para eles, esse versículo serve apenas para restringir a mitzvá do lulav ao dia, excluindo a noite. Mas então se pergunta de onde Rabi Eliezer, que já usou "no dia" para os preparativos, extrai essa mesma exclusão da noite — e responde-se que ele a aprende de outro versículo, "e vos alegrareis... sete dias", entendendo "dias" como excluindo as noites.

1063Por que os sábios precisam desse versículo: para não se pensar que "sete dias" se aprende da sucá, incluindo também as noites
Anônimo da guemará
וְרַבָּנַן — אִיצְטְרִיךְ, סָלְקָא דַּעְתָּךְ אָמֵינָא נֵילַף שִׁבְעַת יָמִים מִסּוּכָּה: מָה לְהַלָּן יָמִים וַאֲפִילּוּ לֵילוֹת, אַף כָּאן יָמִים וַאֲפִילּוּ לֵילוֹת — קָא מַשְׁמַע לַן.

E os sábios também precisam desse versículo — é necessário, pois de outro modo poderias pensar: aprendamos "sete dias" (do lulav) da sucá: assim como ali (na sucá) "dias" inclui até as noites, também aqui "dias" incluiria até as noites — por isso o versículo vem nos ensinar o contrário.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "mah lehalan yamim va'afilu leilot"
מה להלן ימים ואפילו לילות - כדילפינן במסכת סוכה (דף מג.):

"Assim como ali (na sucá), 'dias' inclui até as noites" — como se aprende no tratado Sucá (43a).

Nota

Explica-se por que, mesmo os sábios, que não aceitam a regra geral de Rabi Eliezer, precisam do versículo "e vos alegrareis... sete dias" para excluir a noite quanto ao lulav: sem ele, poder-se-ia supor, por analogia com a sucá — onde "sete dias" é entendido como incluindo também as noites, conforme se ensina em Sucá 43a —, que o mesmo valeria para o lulav. O versículo vem, portanto, ensinar o contrário: quanto ao lulav, "dias" exclui expressamente as noites.

1064Por que não bastaria escrever a regra só quanto ao lulav? Porque este exige quatro espécies — uma peculiaridade que impediria a generalização
Anônimo da guemará
וְלִיכְתּוֹב רַחֲמָנָא בְּלוּלָב, וְנֵיתוֹ הָנָךְ וְנֵילְפוּ מִינֵּיהּ! מִשּׁוּם דְּאִיכָּא לְמִיפְרַךְ: מָה לְלוּלָב, שֶׁכֵּן טָעוּן אַרְבָּעָה מִינִים.

Mas então, que o Misericordioso escrevesse a regra apenas quanto ao lulav, e viessem estas outras mitzvot e dela aprendessem! Não se faz assim porque há como refutar: o que há de peculiar no lulav? Que ele exige quatro espécies.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "velichtov rachmana beLulav" e "veneito"
ולכתוב רחמנא בלולב - דמכשירין דחו: וניתו - עומר ושתי הלחם מיניה ולמה ליה דכתביה בכולהו:

"Que o Misericordioso escrevesse a regra apenas quanto ao lulav" — que seus preparativos afastam o Shabat.

"E viessem estas outras mitzvot" — a saber, o ómer e os dois pães, e dela aprendessem; para que precisaria a Torá de escrevê-lo separadamente em todas elas?

Nota

Pergunta-se por que a Torá não bastaria escrever a regra apenas quanto ao lulav, deixando que as demais mitzvot — o ómer e os dois pães, e as que se seguem — a derivassem por analogia. Responde-se que isso não funcionaria, pois haveria como refutar a analogia: o lulav tem a peculiaridade de exigir quatro espécies distintas reunidas, uma exigência específica que não se aplica às demais mitzvot, de modo que não se poderia generalizar a partir dele sozinho.

1065A fonte da sucá: não do ómer, dos dois pães nem do lulav por analogia direta, mas por guezerá shavá de "sete dias" com o lulav
Anônimo da guemará
סוּכָּה וְכׇל מַכְשִׁירֶיהָ דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, דִּבְרֵי רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא? אִי מֵעוֹמֶר וּשְׁתֵּי הַלֶּחֶם — שֶׁכֵּן צוֹרֶךְ גָּבוֹהַּ הוּא. אִי מִלּוּלָב — שֶׁכֵּן טָעוּן אַרְבָּעָה מִינִים. אֶלָּא גָּמַר ״שִׁבְעַת יָמִים״ מִלּוּלָב: מַה לְּהַלָּן מַכְשִׁירָיו דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, אַף כָּאן נָמֵי מַכְשִׁירָיו דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת.

A sucá e todos os seus preparativos afastam o Shabat, palavras de Rabi Eliezer. De onde o aprende Rabi Eliezer? Se dissesses que o aprende do ómer e dos dois pães — mas esses são necessidade do Alto. Se dissesses que o aprende do lulav — mas este exige quatro espécies. Antes, Rabi Eliezer aprende por guezerá shavá "sete dias" do lulav: assim como ali (no lulav) seus preparativos afastam o Shabat, também aqui (na sucá) igualmente seus preparativos afastam o Shabat.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "im miLulav" e "gamar sheva yamim"
אי מלולב - במה מצינו מלולב שהוא מצוה ומכשיריו דוחין אף סוכה שהיא מצוה מכשיריה דוחין: גמר ז' ימים כו' - ובג"ש אתי ליה ואע"ג דאינה מופנה משני צדדים דהא גבי לולב חד שבעת ימים הוא דכתיב ודרשינן לר' אליעזר למעוטי לילות כיון דגלי רחמנא בעומר ושתי הלחם ולולב גילוי מילתא בעלמא הוא ולא פרכינן עלה גימגום:

"Se dissesses que o aprende do lulav" — isto é, dissesses que o aprende por "mah matzinu": do lulav, que é mitzvá e seus preparativos afastam o Shabat, também a sucá, que é mitzvá, teria seus preparativos afastando o Shabat.

"Aprende por guezerá shavá 'sete dias' etc." — e por guezerá shavá ele o obtém; e ainda que o termo não esteja livre dos dois lados, pois, quanto ao lulav, é um único "sete dias" que está escrito, e dele Rabi Eliezer também deriva a exclusão das noites — visto que o Misericordioso já revelou a regra a respeito do ómer, dos dois pães e do lulav, isso é uma simples revelação adicional, e não se refuta uma guezerá shavá desse tipo com objeções.

Nota

Pergunta-se agora de onde Rabi Eliezer aprende que os preparativos da sucá afastam o Shabat. Não do ómer e dos dois pães, necessidade do Alto, nem do lulav por simples analogia ("mah matzinu"), pois este tem a peculiaridade de exigir quatro espécies. Em vez disso, aprende-se por uma guezerá shavá: a palavra "sete dias", usada tanto a respeito do lulav quanto da sucá, ensina que, assim como os preparativos do lulav afastam o Shabat, também os da sucá o afastam — mesmo que essa guezerá shavá não esteja livre de ambos os lados, pois, uma vez que a regra já foi revelada para três mitzvot anteriores, trata-se apenas de uma revelação adicional, não sujeita à mesma exigência de refutabilidade.

1066Por que não bastaria escrever a regra só quanto à sucá? Porque esta vale de noite como de dia
Anônimo da guemará
וְלִיכְתּוֹב רַחֲמָנָא בְּסוּכָּה, וְנֵיתֵי הָנָךְ וְלִיגְמְרוּ מִינֵּיהּ! מִשּׁוּם דְּאִיכָּא לְמִיפְרַךְ: מָה לְסוּכָּה שֶׁכֵּן נוֹהֶגֶת בַּלֵּילוֹת כְּבַיָּמִים.

Mas então, que o Misericordioso escrevesse a regra apenas quanto à sucá, e viessem estas outras mitzvot e dela aprendessem! Não se faz assim porque há como refutar: o que há de peculiar na sucá? Que ela vale de noite como de dia.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "veniteí Hanach"
וניתו הנך - עומר ושתי הלחם מיניה:

"E viessem estas outras mitzvot" — a saber, o ómer e os dois pães, e dela (da sucá) aprendessem.

Nota

Pelo mesmo padrão da pergunta anterior, indaga-se por que não bastaria escrever a regra apenas quanto à sucá, deixando as demais mitzvot derivarem dela. Responde-se novamente que a analogia seria refutável: a sucá tem a peculiaridade de valer tanto de noite quanto de dia, ao contrário do lulav e de outras mitzvot que valem apenas de dia — diferença suficiente para impedir a generalização.

1067A fonte da matzá: refutadas as três fontes anteriores, aprende-se por guezerá shavá de "quinze" com a festa de Sucot
Anônimo da guemará
מַצָּה וְכׇל מַכְשִׁירֶיהָ דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, דִּבְרֵי רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא? אִי מֵעוֹמֶר וּשְׁתֵּי הַלֶּחֶם — שֶׁכֵּן צוֹרֶךְ גָּבוֹהַּ. אִי מִלּוּלָב — שֶׁכֵּן טָעוּן אַרְבָּעָה מִינִים. אִי מִסּוּכָּה — שֶׁכֵּן נוֹהֶגֶת בַּלֵּילוֹת כְּבַיָּמִים. אֶלָּא גָּמַר ״חֲמִשָּׁה עָשָׂר״ ״חֲמִשָּׁה עָשָׂר״ מֵחַג הַסּוּכּוֹת: מַה לְּהַלָּן, מַכְשִׁירֶיהָ דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, אַף כָּאן מַכְשִׁירֶיהָ דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת.

A matzá e todos os seus preparativos afastam o Shabat, palavras de Rabi Eliezer. De onde o aprende Rabi Eliezer? Se dissesses que o aprende do ómer e dos dois pães — mas esses são necessidade do Alto. Se dissesses que o aprende do lulav — mas este exige quatro espécies. Se dissesses que o aprende da sucá — mas esta vale de noite como de dia. Antes, Rabi Eliezer aprende por guezerá shavá "quinze" e "quinze" da festa de Sucot: assim como ali (em Sucot) seus preparativos afastam o Shabat, também aqui (na matzá) seus preparativos afastam o Shabat.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "im miSucá, shechen nohéguet baleilot kevayamim"
אי מסוכה שכן נוהגת בלילות כבימים - ואילו מצה לילה הראשון חובה ותו לא כדאמרינן בפסחים (דף קכ.):

"Se dissesses que o aprende da sucá — mas esta vale de noite como de dia" — ao passo que a matzá é obrigatória apenas na primeira noite, e não mais além dela, como dissemos em Pessachim (120a).

Nota

Repetido o padrão, refutam-se sucessivamente o ómer e os dois pães, o lulav e a sucá como fontes para a matzá — cada um por sua peculiaridade própria, sendo a da sucá o fato de obrigar também à noite continuamente, ao passo que a matzá é obrigatória apenas na primeira noite de Pessach. Rabi Eliezer aprende, em vez disso, por uma guezerá shavá entre o "quinze" do dia da matzá e o "quinze" da festa de Sucot: assim como os preparativos da sucá afastam o Shabat, também os da matzá o afastam.

1068Por que não bastaria escrever a regra só quanto à matzá? Porque esta obriga também as mulheres
Anônimo da guemará
וְלִיכְתּוֹב רַחֲמָנָא בְּמַצָּה, וְנֵיתוֹ הָנָךְ וְלִיגְמְרוּ מִינֵּיהּ! מִשּׁוּם דְּאִיכָּא לְמִיפְרַךְ: מָה לְמַצָּה שֶׁכֵּן נוֹהֶגֶת בְּנָשִׁים כְּבַאֲנָשִׁים.

Mas então, que o Misericordioso escrevesse a regra apenas quanto à matzá, e viessem estas outras mitzvot e dela aprendessem! Não se faz assim porque há como refutar: o que há de peculiar na matzá? Que ela obriga as mulheres como os homens.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "velichtov rachmana bematza" e "benashim kevaanashim"
ונכתוב רחמנא - בהדיא במצה ונגמרו הנך כולהו מיניה: בנשים כבאנשים - כדילפינן בפסחים (ד' מג:) לא תאכל עליו חמץ שבעת ימים וגו' כל שישנו בבל תאכל חמץ ישנו בקום אכול מצה ונשים איתנהו בבל תאכל חמץ דכל מצות לא תעשה בין שהזמן גרמא בין שאין הזמן גרמא חייבות לאפוקי סוכה ולולב דליתנהו בנשים דמצות עשה שהזמן גרמא היא:

"Que o Misericordioso escrevesse a regra" — explicitamente quanto à matzá, e daí derivassem todas estas outras mitzvot.

"Obriga as mulheres como os homens" — como se aprende em Pessachim (43b): "não se coma com ele pão levedado sete dias, etc.": todo aquele a quem se aplica "não comerás pão levedado" a ele se aplica "levanta-te e come matzá"; e as mulheres estão incluídas em "não comerás pão levedado", pois todo preceito negativo, seja ele condicionado ao tempo, seja não condicionado ao tempo, obriga as mulheres igualmente — excluindo-se a sucá e o lulav, que não obrigam as mulheres, por serem preceitos positivos condicionados ao tempo.

Nota

Pergunta-se, como antes, por que não bastaria escrever a regra apenas quanto à matzá. Responde-se que a analogia seria refutável: a matzá tem a peculiaridade de obrigar igualmente homens e mulheres — pois a proibição correspondente de comer pão levedado é um preceito negativo, e todo preceito negativo obriga as mulheres, condicionado ou não ao tempo —, ao passo que a sucá e o lulav, preceitos positivos condicionados ao tempo, não obrigam as mulheres. Essa diferença impede que a regra se generalize a partir da matzá sozinha.

1069A fonte do shofar: refutadas as quatro fontes anteriores, aprende-se de "dia de shofar" — que não serve para o próprio toque, mas para seus preparativos
Anônimo da guemará; escola de Shmuel
שׁוֹפָר וְכׇל מַכְשִׁירָיו דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, דִּבְרֵי רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא? אִי מֵעוֹמֶר וּשְׁתֵּי הַלֶּחֶם — שֶׁכֵּן צוֹרֶךְ גָּבוֹהַּ. אִי מִלּוּלָב — שֶׁכֵּן טָעוּן אַרְבָּעָה מִינִים. אִי מִסּוּכָּה — שֶׁכֵּן נוֹהֶגֶת בַּלֵּילוֹת כְּבַיָּמִים. אִי מִמַּצָּה — שֶׁכֵּן נוֹהֶגֶת בַּנָּשִׁים כְּבָאֲנָשִׁים. אֶלָּא אָמַר קְרָא: ״יוֹם תְּרוּעָה יִהְיֶה לָכֶם״. ״יוֹם״ — אֲפִילּוּ בְּשַׁבָּת. וּלְמַאי? אִילֵימָא לִתְקִיעָה, הָא תָּנָא דְּבֵי שְׁמוּאֵל ״כׇּל מְלֶאכֶת עֲבוֹדָה לֹא תַעֲשׂוּ״ — יָצְתָה תְּקִיעַת שׁוֹפָר וּרְדִיַּית הַפַּת שֶׁהִיא חָכְמָה וְאֵינָהּ מְלָאכָה. אֶלָּא לְמַכְשִׁירִין.

O shofar e todos os seus preparativos afastam o Shabat, palavras de Rabi Eliezer. De onde o aprende Rabi Eliezer? Se dissesses que o aprende do ómer e dos dois pães — mas esses são necessidade do Alto. Se dissesses que o aprende do lulav — mas este exige quatro espécies. Se dissesses que o aprende da sucá — mas esta vale de noite como de dia. Se dissesses que o aprende da matzá — mas esta obriga as mulheres como os homens. Antes, disse o versículo: "dia de teruá vos será" (Bemidbar 29:1). "Dia" — mesmo em Shabat. E para que? Se dizes que é para permitir o toque — mas já ensinou a escola de Shmuel a respeito de "toda obra de trabalho não fareis": excluiu-se o toque do shofar e o tirar o pão quente do forno, que são obras de perícia e não trabalho proibido. Antes, vem para seus preparativos.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "ulemai" e "melechet avodá"
ולמאי - האי קרא הי מילתא דתרועה אתא למישרי בשבת אי לתקיעה לא איצטריך דאפילו תקיעת הרשות לית בה איסורא דאורייתא: מלאכת עבודה - של טורח:

"E para que" — este versículo, para que finalidade veio permitir a teruá em Shabat? Se dissesses que é para permitir o toque, não seria necessário, pois nem mesmo o toque facultativo tem em si proibição de Torá.

"Obra de trabalho" — isto é, de esforço penoso.

Nota

Pelo mesmo padrão, refutam-se sucessivamente as quatro fontes anteriores — ómer e dois pães, lulav, sucá e matzá — cada uma por sua peculiaridade já estabelecida. Rabi Eliezer aprende, em vez disso, do versículo "dia de teruá vos será", dito a respeito de Rosh Hashaná, que inclui até o Shabat. Mas essa inclusão não pode servir para permitir o próprio toque do shofar, pois a escola de Shmuel já ensinara, a partir de "toda obra de trabalho não fareis", que tocar o shofar e tirar o pão quente do forno são atos de perícia, não de trabalho propriamente dito, e portanto já seriam permitidos em Shabat sem necessidade de um versículo especial. Deve, então, servir para seus preparativos.

1070Os sábios usam o versículo para excluir a noite; Rabi Eliezer aprende essa exclusão do versículo de Yom Kipur, por guezerá shavá entre os dois shofarot
Anônimo da guemará
וְרַבָּנַן? הַהוּא מִיבְּעֵי לֵיהּ בַּיּוֹם וְלֹא בַּלַּיְלָה. וְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר בַּיּוֹם וְלֹא בַּלַּיְלָה מְנָא לֵיהּ? נָפְקָא לֵיהּ מִ״בְּיוֹם הַכִּפּוּרִים תַּעֲבִירוּ שׁוֹפָר בְּכׇל אַרְצְכֶם״, וְגָמְרִי מֵהֲדָדֵי.

E os sábios (que não concordam com essa regra geral)? Aquele versículo é necessário para ensinar que o shofar de Rosh Hashaná se toca de dia e não de noite. E Rabi Eliezer, de onde aprende que se toca de dia e não de noite? Aprende-o de "no dia do Kipur, fareis soar o shofar por toda a vossa terra", e os dois versículos se aprendem um do outro (por guezerá shavá).

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "vegamrei mehadadei"
וגמרי מהדדי - במסכת ראש השנה (דף לג:) שאין תלמוד לומר בחדש השביעי דהא בכמה קראי כתב לן דיוה"כ בחודש השביעי מה ת"ל בחודש השביעי שיהו כל תרועות משל חדש השביעי שוות:

"E os dois versículos se aprendem um do outro" — como se ensina no tratado Rosh Hashaná (33b): que não seria necessário dizer "no sétimo mês" a respeito do toque de Rosh Hashaná, pois em vários versículos já se escreveu que Yom Kipur também ocorre no sétimo mês; para que então se ensina "no sétimo mês"? Para que todos os toques de teruá do sétimo mês sejam tratados como equivalentes.

Nota

Segue-se o mesmo padrão das perguntas anteriores: para os sábios, o versículo "dia de teruá" serve apenas para restringir o toque de Rosh Hashaná ao dia, excluindo a noite. Mas de onde Rabi Eliezer, que já usou esse versículo para os preparativos, aprende essa mesma exclusão da noite? Aprende-a do versículo paralelo sobre o shofar de Yom Kipur, "no dia do Kipur fareis soar o shofar", e os dois versículos se ensinam mutuamente por uma guezerá shavá da expressão "sétimo mês", comum a ambas as festas, conforme se explica em Rosh Hashaná 33b.

1071Por que não bastaria escrever a regra quanto a um só shofar? Cada um tem sua peculiaridade: as lembranças de Israel, ou a libertação dos escravos no Jubileu
Anônimo da guemará
וְלִיכְתּוֹב רַחֲמָנָא בְּשׁוֹפָר וְלֵיתוֹ הָנָךְ וְלִיגְמְרוּ מִינֵּיהּ! מִתְּקִיעַת שׁוֹפָר דְּרֹאשׁ הַשָּׁנָה לֵיכָּא לְמִיגְמַר — שֶׁכֵּן מַכְנֶסֶת זִכְרוֹנוֹת שֶׁל יִשְׂרָאֵל לַאֲבִיהֶן שֶׁבַּשָּׁמַיִם. מִתְּקִיעָה דְּיוֹם הַכִּפּוּרִים לֵיכָּא לְמִיגְמַר — דְּאָמַר מָר: תָּקְעוּ בֵּית דִּין שׁוֹפָר, נִפְטְרוּ עֲבָדִים לְבָתֵּיהֶם וְשָׂדוֹת חוֹזְרוֹת לְבַעֲלֵיהֶן.

Mas então, que o Misericordioso escrevesse a regra apenas quanto ao shofar de um deles, e viessem estas outras mitzvot e dele aprendessem! Do toque do shofar de Rosh Hashaná não há como as demais aprender — pois ele traz as lembranças de Israel diante de seu Pai que está nos céus. Do toque do shofar de Yom Kipur não há como as demais aprender — pois disse o Mestre: quando o tribunal tocou o shofar no Jubileu, foram libertados os escravos para suas casas, e os campos voltaram a seus donos.

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "niftaru avadim levateihem"
נפטרו עבדים לבתיהם - קריאת דרור דיובל תלויה בה הלכך חשיבא:

"Foram libertados os escravos para suas casas" — a proclamação de liberdade do Jubileu depende dele (desse toque); por isso ele é tão importante.

Nota

Pergunta-se, uma última vez nesta cadeia, por que não bastaria escrever a regra quanto a um único toque de shofar — o de Rosh Hashaná ou o de Yom Kipur —, deixando que as demais mitzvot dele derivassem. Responde-se que nenhum dos dois poderia servir de fonte geral, pois cada um tem sua própria peculiaridade insubstituível: o toque de Rosh Hashaná traz as lembranças de Israel diante do Pai celestial, e o toque de Yom Kipur, no ano do Jubileu, liberta escravos para suas casas e devolve campos a seus donos originais — traços exclusivos que impedem a generalização a partir de qualquer um deles sozinho.

1072A fonte da milá: aprende-se de todas as mitzvot reunidas — e ainda se objeta: o que há de peculiar naquelas...
Anônimo da guemará
אָמַר מָר: מִילָה וְכׇל מַכְשִׁירֶיהָ דּוֹחִין אֶת הַשַּׁבָּת, דִּבְרֵי רַבִּי אֱלִיעֶזֶר. מְנָא לֵיהּ לְרַבִּי אֱלִיעֶזֶר הָא? אִי מִכּוּלְּהוּ גָּמַר — כִּדְאָמְרִינַן. וְעוֹד: מָה לְהָנָךְ

Disse o Mestre: a milá e todos os seus preparativos afastam o Shabat, palavras de Rabi Eliezer. De onde a aprende Rabi Eliezer? Se dissesses que a aprende de todas as mitzvot anteriores reunidasseria como já dissemos. E ainda se objeta: o que há de peculiar naquelas...

Rashi · רַשִּׁי
Sobre "im mikulhu" e "kedeamrinan"
אי מכולהו - מאחת מכולן: כדאמרינן - איכא למיפרך בכל הנך חדא צד חמור האמור בה לעיל:

"Se dissesses que a aprende de todas elas reunidas" — isto é, de qualquer uma delas isoladamente entre todas.

"Seria como já dissemos" — pois há como refutar, em relação a cada uma dessas mitzvot, um lado de peculiaridade mencionado acima.

Nota

Chega-se, por fim, à milá. Pergunta-se de onde Rabi Eliezer aprende que seus preparativos também afastam o Shabat, e responde-se, num primeiro momento, que a aprende de todas as mitzvot anteriores reunidas — tal como já se explicou a cadeia de derivações para lulav, sucá, matzá e shofar. Mas de imediato levanta-se uma nova objeção, no mesmo padrão das anteriores: "e ainda: o que há de peculiar naquelas..." — indicando que também essa fonte coletiva poderia ser refutada por alguma peculiaridade comum às demais mitzvot que não se aplicaria à milá. O daf termina exatamente aqui, no meio da objeção, sem revelar qual peculiaridade se aponta nem como a dificuldade se resolve.

O daf termina aqui, interrompido em pleno início de uma nova objeção sobre a fonte da milá — o texto é cortado nas palavras "וְעוֹד: מָה לְהָנָךְ" ("e ainda: o que há de peculiar naquelas..."), sem revelar a peculiaridade apontada nem a conclusão do argumento, a continuar em Shabbat 132a (ainda não publicado).