Shabbat 125b abre com uma nova Mishná, em duas cláusulas: o ramo de videira que está preso a um jarro usado para tirar água pode ser manuseado em Shabat, pois se torna parte do próprio utensílio; e o tampão da janela — Rabi Eliezer permite tampar a janela com ele apenas quando está preso e pendurado, sem tocar o chão, pois então não parece construção; os sábios permitem em qualquer caso. A Guemará traz uma mishná paralela, sobre a pedra que está sobre a boca de um barril: inclina-se o barril de lado e ela cai. Rabá, em nome de Rabi Ami e Rabi Yochanan, ensina que isso vale apenas para quem esqueceu a pedra ali; quem a coloca de propósito torna o barril base para um objeto proibido. Rav Yossef, em nome de Rabi Assi e Rabi Yochanan, ensina o oposto: nesse caso, a pedra se torna antes uma tampa do barril, e pode-se usá-la normalmente. Rabá objeta a partir da mishná da pedra na cabaça de irrigação, de 125a: se firmemente fixada, ela se torna parede do próprio utensílio. Rav Yossef objeta a partir da mesma mishná, em sentido oposto: sem fixação, a pedra fica de todo anulada como utensílio. A raiz da disputa: se é necessária uma ação concreta para transformar algo em utensílio, ou basta a mera colocação ou intenção. Segue a história de Rabi Yehudá HaNassi, que, chegando a certo lugar, encontrou uma fileira de pedras de construção e disse a seus discípulos que pensassem nelas para poderem sentar-se no dia seguinte, sem exigir nenhuma ação — segundo Rabi Chanina; Rabi Yochanan discorda e diz que Rabi exigiu uma ação, havendo divergência sobre se essa ação foi arrumar as pedras ou esfregá-las do barro. Discute-se ainda se o objeto em questão era uma fileira de pedras, uma pilha de vigas ou a vara de sondagem de um navio. A Guemará retorna à Mishná: já que se exige amarrar o ramo para poder usá-lo, isso pareceria contrariar Rabban Shimon ben Gamliel, para quem ramos de tamareira cortados para lenha e reconsiderados para sentar-se não precisam ser amarrados. Rav Sheshet responde que a Mishná trata de um ramo ainda ligado à videira, abaixo de três palmos do chão, onde o uso é permitido mesmo de algo fixado à terra; Rav Ashi acrescenta que, mesmo tratando-se de um ramo já destacado, há um decreto por receio de que se venha a cortá-lo e apará-lo. Por fim, a Guemará retorna ao tampão da janela: Rabá bar bar Chana, em nome de Rabi Yochanan, ensina que todos concordam que não se constrói uma tenda temporária pela primeira vez em Yom Tov — e menos ainda em Shabat; a disputa entre Rabi Eliezer e os sábios é apenas quanto a acrescentar a uma tenda já existente. O daf termina no meio de uma pergunta sobre o sentido exato de "seja preso, seja não preso" nas palavras dos sábios, e o começo da resposta de Rabi Abba, em nome de Rav Kahana — resposta que prossegue diretamente em Shabbat 126a (ainda não publicado). Não há hadran nesta página: o Perek Yud-Zayin (Kol HaKelim) continua em curso.
O ramo de videira que está preso a um jarro (usado para tirar água do poço ou da fonte) — pode-se encher água com ele em Shabat. Quanto ao tampão da janela: Rabi Eliezer diz: quando está preso e pendurado (sem tocar o chão), pode-se tampar a janela com ele; e se não (estiver preso e pendurado), não se pode tampar com ele. E os sábios dizem: seja assim, seja assim (preso ou não), pode-se tampar com ele.
Uma nova Mishná abre o daf, com duas cláusulas independentes sobre o estatuto de objetos ligados a outros utensílios. Na primeira, um ramo de videira amarrado a um pequeno jarro, usado para tirar água de um poço ou fonte, é considerado parte do próprio utensílio, e por isso pode ser manuseado livremente em Shabat. Na segunda, discute-se o tampão usado para fechar uma janela: Rabi Eliezer permite usá-lo para esse fim apenas quando está preso por uma corda e pendurado no ar, sem tocar o chão — pois, nesse caso, o ato de tampar não parece construção, já que o tampão já está preparado e ligado à janela; se não estiver preso e pendurado dessa forma, tampar pareceria como quem constrói ou completa a janela, o que é proibido. Os sábios discordam e permitem tampar a janela com esse objeto em qualquer circunstância, esteja ele preso ou não.
"Ramo" — de videira. "Que está preso a um jarro" — um jarro pequeno com que se tira água do poço ou da fonte. "Pode-se encher com ele" — pois o ramo se torna um utensílio por causa deste jarro.
"E pendurado" — que não se arrasta pelo chão, pois a corda com que está preso não chega ao chão. "Não se pode tampar com ele" — pois parece como quem acrescenta à construção. "Seja assim, seja assim" — a Guemará, mais adiante, explica isso.
Guemará: aprendemos ali (numa mishná): a pedra que está sobre a boca do barril — o dono inclina o barril sobre seu lado, e ela (a pedra) cai. Disse Rabá, disse Rabi Ami, disse Rabi Yochanan: não ensinaram isso senão no caso de quem esquece a pedra ali; mas no caso de quem a coloca de propósito, o barril se torna base para algo proibido (e não pode ser manuseado). E Rav Yossef disse, disse Rabi Assi, disse Rabi Yochanan: não ensinaram isso senão no caso de quem esquece; mas no caso de quem a coloca de propósito, a pedra se torna uma tampa para o barril.
A Guemará traz uma mishná paralela (do próprio tratado, mais adiante), que trata de uma pedra colocada sobre a boca de um barril: para abri-lo, inclina-se o barril de lado, de modo que a pedra caia sozinha. Sobre essa mishná, duas versões da mesma tradição, ambas em nome de Rabi Yochanan, discordam quanto ao caso em que o dono colocou a pedra ali deliberadamente, e não por esquecimento: segundo Rabi Ami, o barril se torna base para um objeto proibido — a pedra, que é muktzê — e por isso não pode ser manuseado de nenhuma forma; segundo Rabi Assi, ao contrário, a colocação deliberada transforma a própria pedra numa tampa do barril, um utensílio legítimo, o que torna tudo permitido.
"Guemará: aprendemos ali" — mais adiante, neste mesmo tratado. "A pedra que está sobre a boca do barril" — e o dono precisou tirar do vinho que está dentro dele. "Inclina" — o barril sobre seu lado, e ela cai. "Não ensinaram isso" — que é permitido manusear o barril com a pedra sobre ele, conforme se ensina: e se o barril estivesse entre outros barris, de modo que o dono temesse inclinar-o ali, para que a pedra não caísse sobre o barril ao lado, ele o ergue e inclina sobre seu lado, e ela cai. "No caso de quem esquece" — a pedra sobre o barril, sem intenção. "Mas no caso de quem a coloca de propósito, torna-se" — o barril base para a pedra, que é algo proibido, e não se manuseia o barril. "E Rav Yossef, disse Rabi Assi" — ensinando uma leniência, disse Rabi Yochanan: não ensinaram isso senão quando precisou inclinar o barril, e não quis dizer que se pode manusear a pedra diretamente. "Senão no caso de quem esquece" — pois não teve intenção de torná-la um utensílio. "Mas no caso de quem a coloca de propósito, torna-se" — a pedra tampa para o barril, e o dono a descobre normalmente.
Disse Rabá: levantamos uma objeção à nossa tradição (a que ensinei): a pedra que está na cabaça — se, enchendo-a, ela não cai, pode-se encher com ela! Ora, se a mera colocação basta para tornar a pedra um utensílio, por que no caso do barril, colocá-la de propósito a torna proibida? Mas não é assim. Ali (na cabaça), como o dono a fixou firmemente, ele a tornou uma parede (parte do próprio utensílio).
Rabá levanta uma objeção contra seu próprio ensinamento — o de que a colocação deliberada da pedra torna o barril proibido — a partir da Mishná de 125a sobre a pedra amarrada à cabaça de irrigação, onde a colocação deliberada e firme parece justamente tornar a pedra parte legítima do utensílio, permitindo seu uso. Ele mesmo responde: os dois casos não são comparáveis. Na cabaça, o dono fixou a pedra tão firmemente que ela se tornou, de fato, uma parede do próprio recipiente — parte estrutural do utensílio, e não um objeto externo colocado sobre ele.
"À nossa tradição" — sobre o ensinamento meu, que eu disse: que no caso de quem coloca de propósito, a pedra não se torna, por isso, um utensílio. "Pode-se encher com ela" — logo, a pedra se torna um utensílio. "Como a fixou firmemente" — pois o dono a amarrou bem.
Disse Rav Yossef: e levantamos uma objeção à nossa tradição: e se não (a pedra não estiver bem fixada), não se pode encher com ela! Ora, se a colocação deliberada basta para tornar a pedra uma tampa legítima, por que aqui, sem estar bem fixada, não se pode encher? Mas não é assim. Ali, como o dono não a fixou, ele a anulou por completo (do estatuto de utensílio, permanecendo mera pedra separada).
Rav Yossef levanta a objeção simétrica contra seu próprio ensinamento — o de que a colocação deliberada torna a pedra uma tampa legítima do barril — a partir da mesma Mishná da cabaça, na sua segunda cláusula: se a pedra não está bem fixada e cairia ao se encher a cabaça, não se pode usá-la, o que pareceria contradizer a ideia de que a mera colocação deliberada basta. Ele responde: os casos não são comparáveis. Sem a fixação firme, o dono revela que não considera a pedra parte do utensílio, e ela permanece de todo excluída — mero objeto solto e proibido.
"E se não, não se pode encher" — e não dizemos que a pedra se torna um utensílio por mera colocação; e isso é difícil para mim, que disse acima que, no caso de quem a coloca de propósito, ela se torna tampa para o barril. "Mas não é assim" — não me é difícil, pois ali, já que sem estar amarrada ela não serve para encher — pois de fato caiu —, e esta pedra, não estando fixada, o dono a anulou por completo do estatuto de utensílio, revelando sua intenção de que não a considera mais um utensílio; mas a tampa do barril, a mera colocação já a torna um utensílio.
Sobre o que discordam (Rabi Ami e Rabi Assi, em nome de Rabi Yochanan)? Um mestre (Rabi Ami) entende: precisamos de uma ação (para que algo deixe de ser muktzê e se torne utensílio); e um mestre (Rabi Assi) entende: não precisamos de uma ação.
A Guemará resume a raiz da disputa entre as duas versões da tradição de Rabi Yochanan: se é necessária uma ação concreta — como amarrar, fixar ou lavrar — para retirar um objeto de seu estatuto de muktzê e torná-lo parte de um utensílio, ou se a mera colocação deliberada, com a intenção correspondente, já é suficiente.
E cada um segue seu próprio raciocínio (conforme já se manifestaram noutro contexto): pois, quando veio Rav Dimi (de Terra de Israel para a Babilônia), disse que Rabi Chanina disse — e há quem diga que foi Rabi Zeira quem disse, em nome de Rabi Chanina: certa vez, foi Rabi (Yehudá HaNassi) a um lugar e encontrou uma fileira de pedras (destinadas à construção), e disse a seus discípulos: saí e pensai (designai estas pedras para uso de Shabat), para que nos sentemos sobre elas amanhã; e Rabi não exigiu deles nenhuma ação.
A Guemará explica que Rabi Ami e Rabi Assi não inventaram sua disputa apenas para esse caso: cada um segue uma tradição já conhecida sobre outro assunto. Segundo Rabi Chanina — transmitido por Rav Dimi, ou, noutra versão, por Rabi Zeira —, certa vez Rabi Yehudá HaNassi encontrou, ao chegar a um lugar, uma fileira de pedras já dispostas para construção, e pediu a seus discípulos apenas que as designassem mentalmente para uso de Shabat, sem exigir qualquer ação concreta sobre elas.
"E cada um segue seu próprio raciocínio" — Rabi Ami e Rabi Assi. "Uma fileira de pedras" — pedras dispostas em ordem e destinadas à construção.
Rabi Yochanan disse: Rabi exigiu deles uma ação. O que ele lhes disse? Rabi Ami disse: "saí e arrumai-as (ordenai-as em fileiras)" — foi isso que lhes disse. Rabi Assi disse: "saí e esfregai-as (limpai-as do barro)" — foi isso que lhes disse.
Rabi Yochanan, segundo esta outra versão, discorda: Rabi teria exigido de seus discípulos uma ação concreta sobre as pedras, e não apenas o pensamento. A Guemará então busca precisar qual foi essa ação, e aqui, curiosamente, os papéis de Rabi Ami e Rabi Assi se invertem em relação à disputa anterior: Rabi Ami, que antes exigia ação, relata a ordem mais simples — "arrumai-as", dispô-las em fileiras; Rabi Assi, que antes dispensava a ação, relata a ordem mais trabalhosa — "esfregai-as", limpando o barro que as recobria.
"O que lhes disse" — que ação Rabi Yochanan exigiu deles. "Saí e arrumai-as" — ordenai-as e recolocai-as, para que não precisemos tocar nelas amanhã, pois a mera designação por pensamento não basta para tornar a pedra um utensílio; e Rabi Ami segue seu próprio raciocínio, pois disse acima que a pedra não se torna utensílio por mera colocação. "Arrumai-as" — conforme se diz em Moed Katan (12a): faz para elas apoios, para dispor as tábuas sobre a boca do poço. "E esfregai-as" — tirai o barro delas, para que fiquem próprias para sentar-se, e amanhã bastará que as ordeneis, pois com qualquer ação mínima já se tornam utensílio.
Foi dito: Rabi Yossei ben Shaul disse: era uma pilha de vigas (não de pedras). E Rabi Yochanan ben Shaul disse: era a vara de sondagem de um navio. Quem diz que era a vara de sondagem — tanto mais permite no caso de uma pilha de vigas (menos preciosa); e quem diz que era uma pilha de vigas — mas quanto à vara de sondagem, o dono é cuidadoso com ela (e a considera muktzê por perda financeira).
Uma tradição paralela discute que objeto exatamente Rabi encontrou naquele lugar. Segundo Rabi Yossei ben Shaul, tratava-se de uma pilha de vigas de madeira, não de pedras; segundo Rabi Yochanan ben Shaul, tratava-se antes da vara longa usada para sondar a profundidade da água à frente de um navio. A Guemará observa a relação lógica entre as duas posições: quem permite o uso da vara de sondagem — objeto mais delicado e valioso — permitiria com maior razão o uso de vigas comuns; mas quem afirma que se tratava de vigas não necessariamente permitiria o mesmo quanto à vara de sondagem, pois esta, sendo mais preciosa e sujeita a empenar, o dono a trata com cuidado especial, reservando-a exclusivamente para sua função, o que a torna muktzê por perda financeira.
"Era uma pilha de vigas" — e não de pedras. "Pilha" — fileira de vigas novas que se dispõem para a construção, para que não se empenem. "Vara de sondagem" — uma peça de madeira longa com que se sonda a água à frente do navio, para saber se o local tem profundidade suficiente para o navio passar. "O dono é cuidadoso com ela" — para que não se empene, e destina-lhe um lugar próprio, separando-a deliberadamente; e mesmo segundo Rabi Shimon ben Gamliel é proibido manuseá-la, pois é muktzê por perda financeira, e nisso até Rabi Shimon concorda.
Voltando à Mishná: "o ramo que está preso" etc. Se está preso — sim (pode-se encher com ele); se não está preso — não. Diremos que a Mishná não é conforme Rabban Shimon ben Gamliel?
A Guemará retorna à primeira cláusula da Mishná, sobre o ramo de videira preso ao jarro, e infere de sua formulação exata: já que ela diz "que está preso", conclui-se que apenas um ramo amarrado pode ser usado dessa forma; um ramo não amarrado, ainda que também sirva de gancho para o jarro, não teria o mesmo estatuto. A Guemará questiona se essa exigência de amarração contraria a posição, já conhecida, de Rabban Shimon ben Gamliel, que dispensa amarração em casos semelhantes.
"Se não está presa — não" — e mesmo que haja uma curvatura em sua ponta, semelhante a um gancho, apta para pendurar nela um jarro e encher água, e o dono tenha pensado em usá-la assim, ainda não basta.
Pois foi ensinado numa baraita: os ramos duros de tamareira que o dono cortou para lenha, e depois reconsiderou usá-los para sentar-se — precisa amarrá-los (antes de Shabat, para que não sejam muktzê). Rabban Shimon ben Gamliel diz: não precisa amarrá-los.
A Guemará traz a fonte da posição de Rabban Shimon ben Gamliel: uma baraita sobre ramos duros de tamareira que o dono originalmente cortou para servir de lenha — destinando-os, portanto, a um uso que os tornaria muktzê para sentar-se — mas depois reconsiderou, decidindo usá-los como banco. O tanná anônimo exige que sejam amarrados antes de Shabat para que percam definitivamente o estatuto de lenha e passem a ser considerados utensílio para sentar-se; Rabban Shimon ben Gamliel dispensa essa exigência, bastando a mudança de intenção.
"Que cortou para lenha" — que os cortou para acender fogo. "Precisa amarrá-los" — na véspera de Shabat.
Disse Rav Sheshet: ainda que digas que a Mishná segue Rabban Shimon ben Gamliel, aqui do que tratamos? De um ramo ainda ligado ao seu tronco (a videira). A Guemará pergunta: se é assim, o dono está fazendo uso de algo ligado ao solo (o que é proibido)! Responde-se: abaixo de três palmos (do chão, onde tal uso é permitido). Rav Ashi disse: ainda que digas que se trata de um ramo já destacado, a exigência de amarrar decorre de um decreto, para que não venha a cortá-lo.
Rav Sheshet reconcilia a Mishná com Rabban Shimon ben Gamliel: o ramo de videira de que fala a Mishná ainda está ligado à própria videira, e não destacado como os ramos de tamareira da baraita — por isso, precisa de amarração. A Guemará objeta que usar algo ligado ao solo é proibido; responde-se que, abaixo de três palmos de altura, tal uso é permitido, como já se ensina noutro contexto sobre árvores. Rav Ashi oferece uma segunda resposta, sem depender dessa distinção: mesmo que o ramo já esteja destacado, a exigência de amarrá-lo decorre de um decreto rabínico específico, por receio de que o dono, ao ver o ramo longo demais para seu uso, venha a cortá-lo e ajustá-lo — o que constituiria fabricar um utensílio em Shabat.
"Ao seu tronco" — à videira. "E está fazendo uso do que está ligado ao solo" — e mesmo que esteja amarrado desde a véspera, deveria ser proibido. "Abaixo de três palmos" — próximo ao chão, como para tirar água de uma fonte que não é funda; e é permitido usar parte de uma árvore abaixo de três palmos, conforme se diz no último capítulo de Eruvin (99b): se suas raízes estão elevadas do chão menos de três palmos, não se pode sentar sobre elas (pois abaixo de três é considerado como o próprio chão). "Decreto, para que não venha a cortá-lo" — para que amanhã o ramo lhe pareça longo demais, e o dono o corte, já que é mole e fácil de cortar, e assim estaria fabricando um utensílio, tornando-se culpado por "golpe de martelo"; mas, quanto aos ramos destinados para sentar-se, não há motivo para tal decreto, e por isso basta o pensamento (a mera intenção, sem necessidade de ação).
Voltando à Mishná: "o tampão da janela" etc. Disse Rabá bar bar Chana, disse Rabi Yochanan: todos concordam que não se constrói uma tenda temporária pela primeira vez em Yom Tov, e não é preciso dizer que não se constrói em Shabat. Não discordaram senão quanto a acrescentar a uma tenda já existente: pois Rabi Eliezer diz: não se acrescenta em Yom Tov, e não é preciso dizer que não se acrescenta em Shabat. E os sábios dizem: pode-se acrescentar em Shabat, e não é preciso dizer que se pode acrescentar em Yom Tov.
A Guemará retorna à segunda cláusula da Mishná, sobre o tampão da janela, e explica a base real da disputa entre Rabi Eliezer e os sábios. Rabi Yochanan esclarece que ninguém discorda de que não se pode construir uma tenda temporária do zero em Yom Tov — e menos ainda em Shabat, que é mais restrito. A disputa entre eles diz respeito apenas a acrescentar a uma tenda já existente e parcialmente montada: Rabi Eliezer proíbe até mesmo esse acréscimo em Yom Tov, e com maior razão em Shabat; os sábios permitem acrescentar em Shabat, e com maior razão em Yom Tov, que é mais permissivo quanto a atividades relacionadas à preparação de alimentos e conforto festivo.
"Não se constrói uma tenda temporária" — isto é, estender uma esteira sobre quatro paredes ou sobre quatro estacas, para servir de sombra contra o sol, como uma tenda; e isso vale especificamente para um teto, mas uma mera parede não é uma tenda, e é permitido estendê-la por modéstia, conforme se diz em Eruvin (94a), no episódio de Shmuel; e o tampão da janela, na Mishná, é proibido porque se trata de uma construção fixa, e parece como quem acrescenta à construção. "Acrescentar" — como quando havia uma esteira estendida sobre as paredes e enrolada, deixando ainda um vão de ar, e no dia seguinte o dono a estende por completo — semelhante ao tampão, pois é apenas um acréscimo.
Voltando à Mishná: "e os sábios dizem: seja assim, seja assim, pode-se tampar com ele." O que significa "seja assim, seja assim"? Disse Rabi Abba, disse Rav Kahana:
A Guemará retorna, por fim, à expressão final da Mishná, na posição dos sábios, que permitem tampar a janela com o tampão "seja assim, seja assim" — preso e pendurado, ou não. Pergunta-se o que exatamente essa expressão abrange, e Rabi Abba, em nome de Rav Kahana, começa a resposta. A frase é interrompida exatamente aqui, no limite do daf: a resposta completa — "seja preso, seja não preso, desde que esteja pronto (preparado com antecedência para esse uso)" — prossegue diretamente no início de Shabbat 126a, ainda não publicado nesta trilha.