Shabbat 115a abre completando exatamente a citação que 114b deixara interrompida — "Yom Kipur que caiu para ser em Shabat" —, concluindo, de acordo com a posição de Rabi Yochanan, que é permitido aparar verduras nesse caso. Acrescenta-se um segundo dito, também de Rabi Chiya bar Abba em nome de Rabi Yochanan: quando Yom Kipur cai em dia de semana, partem-se nozes e descascam-se romãs a partir de minchá (da tarde) em diante, por causa do desconforto do jejum. A Guemará ilustra esse costume com dois exemplos: a casa de Rav Yehuda aparava couve, e a casa de Rabá raspava abóboras; mas quando Rabá viu que os membros de sua casa estavam adiantando esse preparo para antes de minchá — momento em que ainda não há desconforto do jejum a aliviar —, disse-lhes que havia chegado uma carta da Terra de Israel, em nome de Rabi Yochanan, proibindo-o. Com essa conclusão, encerra-se, com a fórmula tradicional do hadran, todo o Perek Tet-Vav, Ve'elu Kesharim ("E estes são os nós"), iniciado em 111b. Abre-se então o décimo sexto capítulo de Massechet Shabat, o Perek Tet-Zayin, Kol Kitvei HaKodesh ("Todos os Escritos Sagrados"), com uma nova Mishná: todos os escritos sagrados podem ser salvos do incêndio em Shabat, quer se leia neles em público (Torá e Profetas), quer não se leia (Ketuvim) — mesmo quando escritos em língua estrangeira —, embora estes últimos, nesse caso, requeiram sepultamento (genizá); a Mishná explica que os Ketuvim não são lidos em público por causa da suspensão do estudo na casa de ensino, que se dedicava, em Shabat, a expor as leis de proibição e permissão aos donos de casa. A Guemará traz a disputa entre Rav Huna, que sustenta que escritos sagrados em tradução (targum) ou em qualquer língua estrangeira não se salvam do incêndio, e Rav Chisda, que sustenta que se salvam, por causa da desonra que resultaria aos próprios escritos sagrados — ambos concordando que, segundo a opinião de que é permitido ler tais textos, todos salvam, e discordando apenas segundo a opinião de que não é permitido lê-los. A Guemará tenta refutar Rav Huna a partir da própria Mishná e de duas baraitot adicionais — uma sobre escritos em targum e qualquer língua, outra sobre cóptico, medo, hebraico antigo, elamita e grego —, e Rav Huna responde ora reconciliando a Mishná com seu próprio raciocínio (distinguindo Profetas de Ketuvim, ambos em hebraico sagrado, dos mesmos textos em língua estrangeira, que não se salvam mas ainda requerem genizá), ora atribuindo a baraita discordante a uma disputa entre tannaim, entre os quais Rabi Yosei sustenta que não se salvam textos em língua estrangeira. Rabi Yosei relata então um caso envolvendo seu próprio pai, Abba Chalafta, que foi a Tiberíades e encontrou Rabán Gamliel Beribi lendo o Livro de Iyov em targum; deste ouviu a tradição de que Rabán Gamliel, o Velho, mandara sepultar um exemplar semelhante sob uma fileira de tijolos no Monte do Templo — relato que Rabi Yehuda HaNassi corrige em dois pontos (a inexistência de barro no Monte do Templo, e a proibição de destruir escritos sagrados com as próprias mãos), concluindo que tais textos são apenas deixados em lugar exposto, para apodrecerem por si mesmos. O daf termina interrompido exatamente na pergunta seguinte — "quem são os tannaim" (que disputam a posição de Rav Huna) —, a continuar diretamente em Shabbat 115b, ainda não publicado.
— é permitido aparar verduras. (E disse Rabi Chiya bar Abba, que disse Rabi Yochanan: Yom Kipur que caiu para ser em dia de semana) partem-se nozes e descascam-se romãs a partir de minchá (da tarde) em diante, por causa do desconforto da alma. A casa de Rav Yehuda aparava couve. A casa de Rabá raspava abóboras. Quando (Rabá) viu que estavam adiantando (esse preparo), disse-lhes: chegou uma carta do Ocidente (a Terra de Israel), em nome de Rabi Yochanan, de que é proibido.
Shabbat 115a abre completando exatamente o que 114b deixara interrompido: a citação da baraita "Yom Kipur que caiu para ser em Shabat" recebe agora sua conclusão — "é permitido aparar verduras" —, confirmando a posição de Rabi Yochanan (e de Rabi Chiya bar Abba em seu nome) contra a de Rabi Zeira em nome de Rav Huna. A Guemará acrescenta então um dito adicional, também de Rabi Chiya bar Abba em nome de Rabi Yochanan, mas sobre um caso distinto: quando Yom Kipur cai num dia de semana comum (não em Shabat), é permitido, a partir de minchá em diante, partir nozes e descascar romãs, em preparação para a refeição que encerrará o jejum — por causa do desconforto de quem vê a comida sendo preparada, mas ainda não pode comê-la. A Guemará ilustra esse costume com dois exemplos práticos: os membros da casa de Rav Yehuda costumavam aparar couve, e os da casa de Rabá, raspar abóboras. Mas quando Rabá percebeu que estavam adiantando esse preparo para antes da hora de minchá — momento em que ainda não há o desconforto do jejum que justificaria a exceção —, ele os corrigiu, invocando uma carta que teria chegado da Terra de Israel, em nome da autoridade de Rabi Yochanan, declarando proibido fazê-lo tão cedo.
"É permitido aparar verduras" — pois um shevut não é uma proibição da Torá, mas sim de origem rabínica; e aqui, por causa do desconforto da alma — já que (a pessoa) prepara e não come, o que se aproxima do sofrimento (do jejum) —, é permitido; e especificamente a partir de minchá em diante, quando ela anseia e aguarda a hora da refeição, havendo aí maior desconforto da alma. "Quando (Rabá) viu que estavam adiantando" — fazendo isso antes de minchá, quando ainda não há desconforto da alma. "Disse-lhes" — aos membros de sua casa. "Chegou uma carta do Ocidente etc." — para que aceitassem (a proibição) dele.
Mishná. Todos os escritos sagrados salvam-nos do incêndio (em Shabat), quer se leia neles (em público), quer não se leia neles. Ainda que estejam escritos em qualquer língua, requerem genizá (sepultamento). E por que não se lê neles (os Ketuvim, em público)? Por causa da suspensão (do estudo) da casa de estudo.
Esta Mishná abre o décimo sexto capítulo de Shabat, "Kol Kitvei HaKodesh" (Todos os escritos sagrados), dedicado às leis de resgatar textos sagrados do fogo em Shabat, e às normas de sua leitura, escrita e sepultamento. Todos os livros sagrados — Torá, Profetas e Ketuvim (Escritos) — podem ser salvos de um incêndio em Shabat, ainda que normalmente carregar objetos de um domínio a outro seja proibido; a exceção vale tanto para os que são lidos em público (Torá e Profetas, dos quais se lê a Haftará na sinagoga) quanto para os que não são (os Ketuvim). Mesmo quando escritos em língua estrangeira, e não em hebraico, ainda requerem sepultamento adequado (genizá), não podendo ser descartados livremente. A Mishná explica, por fim, por que os Ketuvim não são lidos publicamente em Shabat: por causa da suspensão do estudo na casa de ensino, onde se ministravam, nesse dia, sermões de halachá aos donos de casa ocupados com trabalho durante a semana.
"Todos os escritos sagrados" — como Torá, Profetas e Ketuvim (Escritos); e não digas que apenas quanto à Torá se permite esforçar-se para salvar, e não quanto aos demais livros. "Salvam-nos" — como se ensina adiante, a respeito de um beco que não é aberto (dos dois lados), sendo apenas um esforço comum que ali se permite, e a falta de eiruv, como se explica na Guemará. "Quer se leia neles" — como os Profetas, dos quais se lê a Haftará em Shabat na sinagoga. "Quer não se leia neles" — como os Ketuvim; e nosso mestre, o Levita, disse que mesmo em particular não se lê neles, pois se ensina que o motivo é a suspensão da casa de estudo — porque atraem (as pessoas) a vir —, e em Shabat davam-se sermões aos donos de casa que estavam ocupados com trabalho durante os dias de semana, e no meio do sermão ensinavam-lhes as leis de proibição e permissão; e era melhor para eles ouvir isso do que ler os Ketuvim. "Ainda que estejam escritos em qualquer língua" — e há quem diga adiante que, mesmo não sendo permitido lê-los, salvam-nos. "Requerem genizá" — é proibido deixá-los em lugar não guardado; e na Guemará isso se resolve. E meus mestres explicaram que este "em qualquer língua" refere-se aos Ketuvim, e não aos Profetas; e a mim parece — porque encontramos a respeito de Yonatan ben Uziel que disseram que o targum é ele quem o explica assim, e eu digo que também nos Profetas, se Yonatan o disse, não o escreveram nem foi permitido escrevê-lo; e assim se explica no tratado de Meguilá (9a); e quem proíbe, proíbe em todos, exceto o rolo da Torá em grego, por causa do episódio do rei Ptolomeu, e ali não se distingue entre Profetas e Ketuvim. "Por causa da suspensão da casa de estudo" — que era fixa em Shabat, como já expliquei acima.
Guemará. Foi dito: se estavam escritos em targum (tradução aramaica) ou em qualquer língua — Rav Huna disse: não se salvam do incêndio; e Rav Chisda disse: salvam-se do incêndio. Segundo quem diz que foi permitido lê-los (nessas línguas), todos concordam que se salvam. Quando discordam, é segundo quem diz que não foi permitido lê-los. Rav Huna disse: não se salvam, pois não foi permitido lê-los. Rav Chisda disse: salvam-se, por causa da desonra aos escritos sagrados. Aprendemos (na Mishná): todos os escritos sagrados salvam-nos do incêndio, quer se leia neles, quer não se leia neles, ainda que estejam escritos em qualquer língua. Não é que "quer se leia neles" (refere-se aos) Profetas, e "quer não se leia neles" (aos) Ketuvim, "ainda que estejam escritos em qualquer língua" — (quando) não foi permitido lê-los —, e ensina-se: salvam-se? E isto é uma refutação de Rav Huna!
Encerrada a Mishná, a Guemará traz a disputa amoraíta subjacente a ela: Rav Huna sustenta que escritos sagrados redigidos em targum (tradução aramaica) ou em qualquer outra língua não podem ser salvos de um incêndio em Shabat, enquanto Rav Chisda sustenta que podem, por causa da desonra que resultaria aos próprios escritos sagrados caso se permitisse que se queimassem. A Guemará esclarece que essa disputa só existe segundo a opinião de que não é permitido, em princípio, ler escritos sagrados em outra língua que não o hebraico; segundo quem permite tal leitura, todos concordariam que se salvam. A Guemará tenta então refutar Rav Huna diretamente a partir da própria Mishná: se "quer se leia neles" refere-se aos Profetas e "quer não se leia neles" aos Ketuvim, então a cláusula "ainda que estejam escritos em qualquer língua" deveria referir-se precisamente ao caso em que não é permitido lê-los — e, mesmo assim, a Mishná ensina que se salvam, contradizendo Rav Huna.
"Foi dito: se estavam escritos em targum" — fala-se dos Ketuvim; mas a mim parece que se refere a todos os escritos sagrados. "Segundo quem diz que foi permitido lê-los" — é permitido ler os escritos sagrados escritos em qualquer língua; no tratado de Meguilá (8b): "não há diferença entre os livros (rolos) e os tefilin e as mezuzot, senão que os livros podem ser escritos em qualquer língua." "Não foi permitido" — (Rabán Gamliel) discorda disso e diz que também quanto aos livros não se permitiu que fossem escritos senão em grego. "Ainda que estejam escritos em qualquer língua" — e não foi permitido lê-los; pois, do fato de dizer "ainda que", infere-se que não foi permitido lê-los, pois, se tivesse sido permitido, qual seria sua desvantagem?
Rav Huna poderia responder-te: e assim entendes? Diz o final (da Mishná): "requerem genizá" — ora, se já os salvamos, seria necessário (dizer que) requerem genizá? Mas, na realidade, Rav Huna a resolve segundo seu próprio raciocínio, e Rav Chisda a resolve segundo o seu próprio raciocínio. Rav Huna resolve segundo seu raciocínio: "quer se leia neles" — (são os) Profetas; "e quer não se leia neles" — (são os) Ketuvim. Quando se diz isso? Quando estão escritos na língua sagrada (hebraico); mas em qualquer (outra) língua — não se salvam, e mesmo assim requerem genizá. Rav Chisda resolve segundo seu raciocínio: "quer se leia neles" — (são os) Profetas; "e quer não se leia neles" — (são os) Ketuvim; ainda que estejam escritos em qualquer língua, também se salvam; e isto é o que se ensina: "e o seu mofo requerem genizá."
Rav Huna afasta a objeção com uma pergunta retórica: se a leitura proposta pela Guemará estivesse correta — de que a Mishná já trata do caso de língua estrangeira ao dizer "salvam-se" —, por que a cláusula seguinte precisaria repetir que tais escritos "requerem genizá", já que isso seria óbvio a partir do fato de que já foram salvos? Conclui-se, portanto, que a Mishná deve ser lida de outra forma. Rav Huna e Rav Chisda passam então a reconciliar a Mishná cada um segundo seu próprio raciocínio: para Rav Huna, "quer se leia" e "quer não se leia" referem-se, respectivamente, a Profetas e Ketuvim escritos em hebraico sagrado — apenas estes se salvam —, enquanto a cláusula "em qualquer língua" refere-se a uma categoria distinta, que não se salva do incêndio, mas ainda assim requer sepultamento adequado. Para Rav Chisda, por outro lado, tanto os textos em hebraico quanto os em qualquer outra língua se salvam igualmente, e a menção final a "genizá" refere-se apenas ao mofo ou deterioração desses escritos, que também deve ser sepultado.
"Diz o final" — para ti, que dizes que "ainda que estejam escritos em qualquer língua" refere-se a "salvam-nos", diz o final: forçosamente é um assunto à parte, e "requerem genizá" (refere-se a) em dia de semana; é óbvio — se agora, em Shabat, nós os salvamos, seria necessário (dizer que), em dia de semana, requerem genizá? "E mesmo assim requerem genizá" — e o que se ensina, "ainda que estejam escritos em qualquer língua", não se refere a "salvar", mas sim a "requerem genizá"; e isto é o que diz: ainda que estejam escritos em qualquer língua, e em Shabat não se salvem, ao menos em dia de semana requerem genizá. "E o seu mofo" — se se desgastaram e se tornaram apodrecidos, também o mofo — a deterioração causada por vermes que os comeram — requer genizá.
Objetaram: se estavam escritos em targum e (em) qualquer língua — salvam-nos do incêndio. Refutação de Rav Huna! Rav Huna poderia responder-te: este tanna sustenta que foi permitido lê-los. Venha e ouça: se estavam escritos em cóptico (egípcio antigo), medo, hebraico (antigo), elamita, grego — ainda que não tenha sido permitido lê-los — salvam-nos do incêndio. Refutação de Rav Huna! Rav Huna poderia responder-te: é (uma disputa) entre tannaim, pois se ensinou (numa baraita): se estavam escritos em targum e em qualquer língua — salvam-nos do incêndio. Rabi Yosei diz: não os salvam do incêndio.
A Guemará traz duas baraitot em sequência para refutar Rav Huna. A primeira ensina, sem qualificação, que escritos em targum ou em qualquer língua se salvam do incêndio — o que Rav Huna resolve atribuindo essa baraita à opinião de que é permitido ler tais textos, e portanto não contradiz sua própria posição (restrita ao caso em que a leitura não é permitida). A segunda baraita é mais forte: lista cinco línguas específicas — cóptico, medo, hebraico antigo, elamita e grego — e afirma explicitamente que, ainda que não seja permitido lê-los nessas línguas, salvam-se do incêndio, o que pareceria refutar Rav Huna de modo definitivo. Rav Huna responde que essa segunda baraita reflete uma disputa entre tannaim: outra baraita paralela, também sobre targum e qualquer língua, registra a posição de Rabi Yosei, que discorda e sustenta que não se salvam — alinhando-se, assim, à posição do próprio Rav Huna.
"Hebraico (antigo)" — a escrita de além do rio (do outro lado do Eufrates).
Disse Rabi Yosei: houve um caso com Abba Chalafta, que foi até Rabán Gamliel Beribi, em Tiberíades, e o encontrou sentado à mesa de Yochanan HaNazuf, com o Livro de Iyov em targum na mão, lendo nele. Disse-lhe (Yochanan): eu me lembro de Rabán Gamliel, avô de teu pai, que estava de pé sobre um degrau no Monte do Templo, e trouxeram diante dele o Livro de Iyov em targum, e ele disse ao construtor: afunda-o sob a fileira (de tijolos). Também ele (Rabán Gamliel Beribi) ordenou a respeito dele e o sepultou. Rabi Yosei, filho de Rabi Yehuda, diz: viraram sobre ele uma amassadeira de barro. Disse Rabi (Yehuda HaNassi): há duas respostas quanto a isso: primeiro, de onde (viria) barro no Monte do Templo? E ainda, é permitido destruí-los com a (própria) mão? Mas sim, deixam-nos em lugar exposto, e eles apodrecem por si mesmos. Quem são os tannaim —
Rabi Yosei ilustra a posição atribuída a ele — de que escritos sagrados em língua estrangeira não se salvam do incêndio — com um relato familiar: seu pai, Abba Chalafta, foi a Tiberíades e encontrou Rabán Gamliel Beribi sentado à mesa de Yochanan HaNazuf, lendo o Livro de Iyov numa tradução aramaica (targum). Yochanan lhe conta que se lembra de Rabán Gamliel, o Velho — avô do pai de Rabi Yehuda HaNassi —, que, ao lhe trazerem um exemplar semelhante no Monte do Templo, ordenou a um construtor que o afundasse sob uma fileira de tijolos, sepultando-o na própria construção; ao ouvir isso, Rabán Gamliel Beribi também mandou sepultar o exemplar que tinha em mãos. Uma tradição paralela, de Rabi Yosei filho de Rabi Yehuda, acrescenta que viraram sobre ele uma amassadeira de barro. Rabi Yehuda HaNassi rejeita esse detalhe com duas objeções: não haveria barro disponível no Monte do Templo (construído com outros materiais), e, além disso, não seria permitido destruir ativamente um escrito sagrado, mesmo um que não deva ser lido — por isso, conclui-se, apenas se deixam tais escritos em local exposto, para que se deteriorem por conta própria, sem intervenção direta. O daf termina exatamente no início da pergunta seguinte, "quem são os tannaim" — que buscaria identificar, entre os tannaim mencionados, quem sustenta como Rav Chisda e quem sustenta como Rav Huna —, sem que a resposta seja registrada nesta folha.
"Abba Chalafta" — o pai de Rabi Yosei, cujo nome era Chalafta. "Rabán Gamliel Beribi" — não que fosse filho de Rabi (Yehuda HaNassi), mas um homem grande se chama "Beribi". "Rabán Gamliel, avô de teu pai" — é Rabán Gamliel, o Velho; e o Rabán Gamliel que viveu na geração de Chalafta é o avô de nosso mestre, o Sagrado (Rabi Yehuda HaNassi). "Sobre um degrau, no Monte do Templo" — pois no Monte do Templo havia degraus que iam subindo (em altura), como se ensina no tratado de Midot (2:3). "A fileira (de tijolos)" — a fileira de pedras da construção. "De onde (viria) barro no Monte do Templo" — acaso construíam com barro? Não construíam com "tarkasid" (uma argamassa de areia e cal misturadas), e barro não é senão terra e água? "Lugar exposto" — descoberto e não guardado. "Quem são os tannaim" — que Rav Huna disse acima, "é (uma disputa) entre tannaim" — quem, dentre esses tannaim, sustenta como Rav Chisda, e quem sustenta como Rav Huna.